domingo, julho 22, 2007

TITANIC - PREFÁCIO - PARTE VII

Última parte do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998


Mas os destroços do navio falam por si, suas duas metades a quase 800 metros uma da outra, encostadas no fundo do mar. Por isso, a história não é apenas responsabilidade, é também um desafio... o desafio de separar as verdades das mentiras e das informações e concepções incorretas.
Nos aspectos em que os fatos são claros, fomos absolutamente rigorosos em apresentar os eventos. Onde são incertos, fiz minhas próprias escolhas; algumas delas podem ser polêmicas para os que estudam a história do Titanic. Apesar de nem sempre ter feito uma interpretação tradicional, posso garantir ao leitor e a quem viu o filme que as decisões são conscientes e bem-informadas, e não erros casuais de Hollywood.
E se às vezes as coisas parecerem espetaculares e dramáticas demais... é porque foram mesmo.
Estou escrevendo este texto perto do final da odisséia da produção. Estamos colocando a música e os efeitos sonoros finais, e há luz no fim do túnel depois de três anos de obsessão. Não tenho idéia de como o filme será recebido, tanto pela crítica quanto pelo mercado, mas sei que minha equipe e eu demos nossos corações por ele e tentamos assumir a missão de contar a história de Titanic com respeito, dedicação, humildade e amor.
Bem-vindo ao navio dos sonhos. Se precisar, você encontrará coletes salva-vidas sobre o guarda roupa.



James Cameron.

sexta-feira, julho 20, 2007

TITANIC - PREFÁCIO - PARTE VI

Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998


No convés B, em direção à popa partindo da escada, conseguimos chegar à luxuosa suíte do estibordo, reservada por J. P.Morgan, o homem mais rico dos Estados Unidos - que cancelou sua viagem no último momento. Dentro da suíte estão os restos dos móveis, baluartes nas paredes e a lareira que um dia foi belíssima. Sua fornalha de latão refletiu as luzes do nosso VOR como se fosse novinha em folha, enquanto um siri pálido e estranho da espécie Galathea arrastava se lentamente sobre ela.
No convés D,uma das portas giratórias do vestíbulo ainda está pendurada nas dobradiças, com sua tela ornada de bronze. Por essa porta, Molly Brown e John Jacob Astor passaram ao embarcar no Titanic vindos do pequeno navio Nomadic, em Cherbourg. Quando a senhora Rose vê a tela do vídeo e se imagina atravessando as portas de entrada do Titanic, as portas fantasmagóricas são de verdade. Exatamente como estão agora, enterradas na escuridão.
Integradas na trama do filme, estas imagens de vídeo possuem um poder emocional incontestável porque são reais, guiando nossas mentes pela devastação do tempo. Todo o resto que depois criamos para o filme teve esse mesmo nível de realidade. Um princípio rigoroso de exatidão absoluta envolveu cada departamento, desde o modelo e construção do cenário, até os setores de decoração, acessórios, figurino, cabeleireiros e efeitos visuais. Além da aparência dos objetos, todas as nuanças de comportamento humano tiveram que ser examinadas. Como as pessoas se movimentavam ou falavam, sua etiqueta, como a tripulação do navio desempenhava suas obrigações rotineiras e de emergência... todas essas coisas tinham que ser compreendidas antes de uma simples cena ser filmada.
Existem responsabilidades ao trazer um assunto histórico à tela, mesmo que meu primeiro objetivo, como diretor de cinema, fosse entreter o público. Pesquisas e mais pesquisas, contínuas e intermináveis, foram o segredo da completa exatidão. Mas, a partir da minha própria pesquisa, descobri que a história do Titanic é uma espécie de alucinação coletiva. Honestamente não é de se surpreender, por exemplo, que a descrição dos membros da tripulação seja diferente da dos passageiros, e que os relatórios da primeira classe não tenham nada a ver com os da terceira. Conscientemente ou não, cada sobrevivente tem motivos para lembrar dos eventos de maneira particular. O Segundo Oficial Lightoller, que claramente encobriu muitos aspectos do naufrágio em seu testemunho, declarou enfaticamente que o navio não se partiu ao meio. Como oficial de maior patente entre os sobreviventes da tripulação, seu testemunho foi mais respeitado que o dos inúmeros sobreviventes, que apresentaram declarações lúcidas contrárias sobre o fato. Por isso, o testemunho de Lightoller tornou-se histórico, participando da alucinação coletiva, e todos os relatórios subseqüentes, incluindo o excelente S.O.S. Titanic, mostram o navio inteiro deslizando graciosamente para o fundo do mar.



(continua...)

quarta-feira, julho 18, 2007

TITANIC - PREFÁCIO - PARTE V

Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998


Esta dedicação exclusiva aos objetivos técnicos atrasaram minhas reações emocionais ao naufrágio, até o segundo mergulho. E, de repente, aquilo me atingiu em cheio. Eu estava no convés do Titanic. O tempo desapareceu. Ali estava o turco com o qual foi lançado o bote salva-vidas número 1, que levou Lucille e Sir Cosmo Duff Gordon para um lugar seguro. Depois ele foi usado para lançar o Articulado C, mas não antes de Bruce Ismay pular dentro dele e entrar para a história como o arquiteto responsável pelo destino do Titanic, sentado confortavelmente em um bote salva-vidas enquanto 1500 pessoas gritavam no navio que estava afundando. Eu podia ver o Capitão Smith despedindo-se dos seus homens um pouco antes da água entrar como uma onda enorme pelas grades da ponte de comando. Eu via o Primeiro Oficial Murdoch, quando veio a saber que o fracasso dos seus esforços para virar o leme do navio a tempo condenaria mais de mil pessoas a congelar até a morte, e que ainda conseguiu agir de forma heróica ao lançar os botes nos últimos minutos do navio.
Quando voltei ao Keldysh depois daquele mergulho, estava invadido pela emoção. Eu conhecia tão intimamente o evento por causa das minhas pesquisas e agora estava no convés do navio... aquilo me encheu de emoção. Chorei pelos inocentes que haviam morrido ali naquele local. Foi quando percebi que o meu projeto e o meu filme estariam destinados ao fracasso se eu mostrasse apenas o fato em si e não conseguisse retratar a emoção daquela noite.
No último dos doze mergulhos, pilotamos o VOR Snoop Dog, nossa sonda robô de Hollywood, entre os destroços do navio. Em um local no qual os cientistas não ousariam arriscar seus robôs de milhões de dólares explorando o interior do Titanic, nós continuamos em frente, às vezes cegamente. Mas o Snoop Dog estava indo tão bem que eu não pude resistir, apesar do meu julgamento racional. Fui seduzido pelas sombras tentadoras do interior dos portais e de debaixo da grande escadaria.
Continuando com um enorme cuidado para não estragar nosso veiculo ou o seu cabo umbilical, exploramos espaços que não eram vistos pelos olhos humanos desde 1912. As imagens de vídeo que chegavam do submarino Mir excediam minhas expectativas mais loucas. O fantasma desse navio, que um dia foi resplandecente, ainda reside em suas entranhas. Desde o descobrimento dos destroços em 1985, acreditava-se que os moluscos que se alimentam de madeira haviam devorado os finos ornamentos do navio, mas nós vimos colunas de carvalho entalhado a mão e painéis de parede em um notável estado de conservação. A tinta branca da área de recepção e do salão de jantar, que ficava adjacente, ainda brilha nos relevos mais profundos dos elegantes padrões entalhados.



(continua...)

segunda-feira, julho 16, 2007

TITANIC - PREFÁCIO - PARTE IV

Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998


Desde o momento em que tive esse pensamento, soube não apenas que tinha de fazer o filme, mas também que, ao fazê-Io, teria de filmar o barco real... de alguma forma.
Demorou alguns anos para preparar tudo, mas finalmente conseguimos montar uma expedição de "mergulho ao fundo do mar", que compreendia os seguintes componentes: um navio russo de pesquisas, o Akademik Mstislav Keldysh, a maior embarcação deste tipo no mundo; dois submarinos, Mir 1 e Mir 2, que estão entre os cinco únicos veículos do mundo que podem ir até os destroços do navio, um veículo de operação remota (VOR) chamado de Snoop Dog, construído para o filme mas funcional nas profundezas do Titanic; e uma câmera especialmente projetada, instalada em um compartimento à prova de pressão, a primeira a funcionar fora de um submarino no fundo do oceano, e era acoplada a um aparelho de inclinação para efeito panorâmico dos seus movimentos naturais. Adicione a isso um conjunto de fortes luzes subaquáticas e uma dedicada equipe de engenheiros, técnicos de filmagens, cientistas marinhos e corajosos marinheiros russos, norte-americanos e canadenses; e você terá a primeira expedição de mergulho na história de Hollywood.
Cada expedição era planejada como uma missão lunar: horas de simulação do movimento dos submarinos com miniaturas e sistemas de vídeo, com gráficos, diagramas e listas de cenas direcionados a cada equipe antes de cada mergulho. Invariavelmente, tudo dava errado quando chegávamos ao local do naufrágio. O piloto olha por uma pequena escotilha e tem uma visibilidade muito restrita enquanto manobra seu veículo de dezoito toneladas ao redor do navio naufragado, lutando contra correntes fortes imprevisíveis e escuridão total. Além disso, imagine um diretor maluco querendo que os dois submarinos fiquem mais próximos um do outro, enquanto navegam ao redor de uma montanha de metal enferrujado cheia de perigosos cabos de aço. e você terá uma boa receita de diversão.
Os mergulhos, para mim, consistiam de duas horas e meia de tédio, seguidas por dez a doze horas de concentração intensa e ininterrupta, enquanto posicionávamos simultaneamente os dois submarinos, o conjunto de luzes e a câmera na escuridão congelada e em constante movimento, com equipes que mal falavam inglês. Assim eram as nossas tentativas de filmar o Titanic de uma forma que nunca havia sido feita antes.



(continua...)

sábado, julho 14, 2007

TITANIC - PREFÁCIO - PARTE III

Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998


Uma história épica de amor, ironicamente, deve ser feita de curtos momentos íntimos que parecem naturais e familiares, ao mesmo tempo em que se tornam parte da trama por acontecer junto com eventos que estão além da escala humana. Um dá força ao outro.
A minha tarefa mais difícil no Titanic não foi, como poderia se esperar, a criação do grande espetáculo. Foi a invenção dos momentos íntimos, na hora de escrevê-Ios e no trabalho subseqüente com Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. Nós três sabíamos, para nosso próprio terror, que o destino do nosso Titanic dependia da habilidade de direcioná-Io corretamente através dos bombásticos icebergs e de criar um coração vivo para o filme a partir de gestos, olhares, sorrisos tentadores, frases interrompidas... o vocabulário de um amor que está nascendo.
Mas se nós, o público, conseguimos nos apaixonar por Jack e Rose da mesma forma que eles se apaixonam um pelo outro, então deixamos de observá-Ios e passamos a olhar sobre seus ombros, a ver através dos seus olhos os acontecimentos de uma das noites mais horríveis do século XX. E então há um ciclo completo: o filme deixa de ser sobre o Titanic para ser uma história de amor que casualmente aconteceu no convés do navio, e voltar novamente para a emoção real do Titanic. Sentindo o medo, a perda e o sofrimento de Jack e Rose, no final acabamos vivendo o sentimento daquelas 1500 pessoas.
O último ingrediente que decidi incorporar, ao procurar tornar a história viva e palpável, foi uma conexão com o presente, com a Rose envelhecida, contando a história. Achei que isso iria conectar o passado com o presente, e através do artifício da sua memória, investiria ainda uma camada de emoção. Este recurso de fazer Rose contar a história também permitiu a comparação cinematográfica entre os restos do navio, que agora estão nas profundezas do mar, e o navio no clímax da sua glória... desde a noite eterna até a luz do sol e de volta para a noite.
No mesmo momento me ocorreu, como um raio... o Titanic não é um mito. Ele não apenas existiu... ele ainda existe. Está agora no seu leito marinho, quatro quilômetros abaixo do local em que atingiu o iceberg há tantos anos. E se você for ousado o bastante, pode ir até lá e vê-Io.
E filmá-Io.



(continua...)

quinta-feira, julho 12, 2007

TITANIC - PREFÁCIO - PARTE II

Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998


A história do Titanic parecia uma enorme tela aguardando uma pintura romântica, uma tela que oferecia todo o espectro das várias emoções humanas. O maior dos amores pode ser medido apenas contra a maior das adversidades, e o maior dos sacrifícios seria definido da mesma maneira. O Titanic, em toda a sua terrível grandiosidade, abre essa possibilidade como nenhum outro evento histórico.
O naufrágio do Titanic é um dos eventos históricos descritos com mais detalhes, graças aos inquéritos americanos e ingleses, e às décadas de pesquisas conduzidas por Walter Lord e outros grandes historiadores como Don Lynch, que seguiram seu exemplo. Depois de seis meses de pesquisas, eu havia compilado uma linha do tempo altamente detalhada, que descrevia a ordem dos acontecimentos no navio em suas últimas horas, os paradeiros e ações dos passageiros e da tripulação até o último minuto. Fiz deste o principal objetivo da produção, um objetivo que teria de ser cumprido por todas as pessoas envolvidas: honrar os fatos em seus mínimos detalhes.
Queria ser capaz de dizer ao público, sem o menor sentimento de culpa: isto é real. Foi o que aconteceu, exatamente assim. Se você entrasse em uma máquina do tempo e fosse parar no convés do Titanic, seria isto que você iria ver... O Segundo Oficial Lightoller estaria ali, no bote salva-vidas número 6, Wallace Hartley estaria conduzindo a orquestra em uma valsa animada a alguns metros, perto do portal de entrada da primeira classe, e Mestre Quarteleiro Rowe estaria disparando os rojões de S.O.S. exatamente... agora!
Perdidos no meio desta torre impassível de fatos históricos estão Jack e Rose. Eu teci o romance desde a popa até a proa incluindo todos os eventos e locais interessantes, para permitir que o público experimentasse o otimismo e a magnitude do navio de uma forma que nem a maioria dos passageiros sentiu. Eles dividem o palco com personalidades históricas como o Capitão Smith, Thomas Andrews e Molly Brown, que se tornam mais reais e pessoais por causa de sua interação com os jovens namorados. Todos os momentos aparentemente inocentes que passamos com Jack e Rose são obscurecidos pela lancinante verdade de que o navio - e dois terços das pessoas a bordo - está condenado.



(continua...)

terça-feira, julho 10, 2007

TITANIC - PREFÁCIO - PARTE I

Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998


A tragédia assumiu um caráter quase mítico na imaginação coletiva, mas, com o tempo perdeu sua face humana. Seu status em nossa cultura transformou-se em uma história de moralidade, mencionada com mais freqüência como metáfora em charges políticas do que um evento real. Decidi fazer um filme que trouxesse aquele evento à vida, quis humanizá-lo: não um documentário dramático, e sim um retrato da história real. Eu quis colocar o publico no navio, nas suas últimas horas, para que vivesse o trágico evento em sua terrível e fascinante glória.
O maior desafio de fazer um novo filme sobre um assunto tão discutido é o próprio fato de a história ser bem conhecida. O que dizer que ainda não foi dito? O único território que senti que não havia sido explorado nos filmes anteriores era o do coração. Eu queria que o público chorasse pelo Titanic, o que significa chorar pelas pessoas que estavam no navio, portanto, chorar por qualquer alma perdida no instante de sua morte. Mas a morte de 1500 inocentes é muito abstrata para comover o coração, apesar de imaginarmos a quantidade facilmente.
Para experimentar plenamente a tragédia do Titanic, para ser capaz de compreendê-Ia no aspecto humano, parecia necessário criar uma tocha emocional para guiar o público, apresentando dois protagonistas que o conquistassem, e depois levá-Ios ao inferno. Jack e Rose nasceram a partir desta necessidade, e a história do Titanic transformou-se na história deles. Senti que meu filme deveria ser, antes de tudo, uma história de amor.
E o que poderia ser mais romântico, no sentido mais comovente da palavra, do que o Titanic, com suas histórias de homens e mulheres torturados em massa pelo destino cruel, das viúvas procurando nos rostos dos poucos homens sobreviventes os seus maridos ou namorados, das terríveis perdas e danos da manhã seguinte... de tantos corações partidos.



(continua...)

sexta-feira, julho 06, 2007

MAIS OBJETOS LEILOADOS


Dando continuidade ao post do dia 28/06, sob o leilão do diário do SS Mackay-Bennett -
http://titanicmomentos.blogspot.com/2007/06/dirio-de-bordo-do-ss-mackay-bennett.html - mais de 18 objetos relacionados ao Titanic, um dos maiores desastres navais da história em tempo de paz, foram vendidos também no dia 28, do mês passado, pela Chrisitie's, em Nova York. Entre as peças estão fotos e livros de passageiros. Coleção reunia também adornos de grandes navios e barcos a vapor.

Foto 1 - Foto dos passageiros: Oscar Johnson, Eleanor Ileen Johnson, e de um homem não identificado, que foram resgatadas do naufrágio do Titanic.

Foto 2 - Desenho do navio feito à mão pela passageira Laura Marie Cobb.

Foto 3 - Livro dos passageiros de primeira classe do Titanic.


Post dedicado ao Oficial Rodrigo Piller

terça-feira, julho 03, 2007

NAUFRÁGIO DO TITANIC - MAQUETE



Vídeo bem criativo sobre o naufrágio do Titanic. Essa maquete esteve à venda no exterior, infelizmente não é encontrada no Brasil.


Post dedicado ao Oficial Mário Silva.

sábado, junho 30, 2007

CAPITÃO SMITH E ALGUNS ACIDENTES


Relação de alguns acidentes ocorridos com o Capitão da White Star Line, o Comodoro Edward John Smith (1850 – 1912).

1887 – O Republic encalha perto de Nova York. No mesmo dia, a explosão de uma caldeira mata três tripulantes.

1890 – Um vapor sob o comando do Capitão Smith encalha no litoral do Rio de Janeiro.

1903 – O Majestic é danificado seriamente por um incêndio.

1906 – O Baltic sofre avarias também em decorrência de um incêndio.

1909 – Acidenta-se o Adriatic, o vapor encalha perto de Nova York.

1911 – No dia 14 de junho, o RMS Olympic quase esmaga um rebocador no porto.

1911 – No dia 20 de setembro, a caminho de Cherbourg e perto da ilha de Wight, o RMS Olympic colide com o cruzador da Marinha Real Hawke. O RMS Olympic tem parte do seu costado de estibordo seriamente danificado.

1912 – No dia 3 de fevereiro, o RMS Olympic bate num banco de areia, a 639 km de Terra Nova, e perde uma hélice.

1912 – No dia 15 de abril, sob seu comando, o RMS Titanic naufraga no oceano atlântico, levando consigo o seu capitão.

quinta-feira, junho 28, 2007

DIÁRIO DE BORDO DO SS MACKAY-BENNETT

O diário de bordo de um navio que participou da operação de resgate após o naufrágio do RMS Titanic, em 1912, foi vendido, nesta quinta-feira, pelo equivalente a R$ 200 mil, em Nova York, anunciou a Casa Christie's.

Em nota, a casa de leilões informou que o documento do SS Mackay-Bennett, navio contratado pela White Star Line para recuperar os corpos no local da tragédia, detalha a quantidade de corpos recuperados.

Pelo menos 1.500 pessoas morreram no naufrágio provocado pela colisão do transatlântico da White Star Line com um iceberg à deriva no Oceano Atlântico.

domingo, junho 24, 2007

A ERA DOS VAPORES OCEÂNICOS

Em 1835, o inglês Dionysius Lardner diz que nenhum navio a vapor pode carregar carvão suficiente para navegar mais de 2.500 milhas marítimas, isto é, 4.632 km. (nos Estados Unidos e na Inglaterra, a milha marítima tem 1.853 m., no Brasil, 1.852 m.)

Em 1838, o norte-americano Junius Smith, da British & American Steam Navigation Co., discordando do entendimento de Lardner, adquire o navio costeiro inglês Sirius, para adaptá-lo a viagens marítimas e fazer a travessia do Atlântico. Os motores trazem uma inovação, os condensadores patenteados por Samuel Hall, que impedem a salinização das caldeiras. Entretanto, o engenheiro inglês Isambard Kingdon Brunel, da Great Western Steamship Co., ultima em estaleiro de Bristol, começa a construção de seu vapor, o Great Western, também com o objetivo de cruzar o oceano. A simultaneidade dos projetos gera uma disputa.

O Sirius é um navio pequeno de 700 toneladas e, para empreender a viagem, não leva carga ou passageiros, apenas carvão. O Great Western, de 1.340 toneladas, tem 64 metros de comprimento, 11 metros de largura e pode transportar 148 passageiros, mas leva apenas sete. Ambos são dotados de rodas, a superioridade das hélices ainda não está comprovada.

Parte o Sirius de Queenstown, e o Great Western de Bristol, quatro dias depois. O Sirius enfrenta ventos fortes, que o obrigam a utilizar mais carvão. Para completar a travessia, suas fornalhas engolem a mobília de bordo, portas e até os mastros de emergência. Chega à Nova York após 18 dias e dez horas, à velocidade média de 7,3 nós = 13,5km/h, batendo o recorde do Royal William, mas a festa dura pouco. Oito horas depois, chega o Great Western, em 14 dias e 12 horas, à velocidade média de 10,1 nós =18,7km/h, superando a façanha do Sirius em quase quatro dias e com sobra de 200 toneladas de carvão. Na volta à Inglaterra, ambos recebem passageiros.

Está inaugurada a era dos vapores oceânicos.

quarta-feira, junho 20, 2007

TITANIC CONDENADO?


Falha estrutural condenou Titanic antes do iceberg. Transatlântico iria afundar mesmo se não tivesse se chocado, sugere pesquisa.

O transatlântico Titanic, que afundou em 1912, estava fadado ao desastre mesmo que não tivesse se chocado com um iceberg por ter problemas estruturais, sugeriu pesquisa noticiada na edição do dia 10/06/2007 do jornal britânico The Sunday Telegraph.

Os pesquisadores analisaram segmentos antes desconhecidos da quilha, peça na parte inferior do navio que se estende da popa à proa, e concluíram também que ela apresentava defeitos que reduziram o tempo em que a embarcação flutuou depois de atingir o iceberg.

O jornal diz que a versão mais aceita para o desastre com o Titanic é de que ele afundou com o peso da água que entrou no navio depois do choque com o gelo. O grande volume de líquido forçou a popa do navio, que se inclinou em um ângulo de 45 graus. Com isso, o Titanic se partiu em dois e afundou.

Esta versão é sustentada no filme Titanic, de 1997. Mas a nova pesquisa, realizada pelo History Channel e Lone Wolf Documentary Group, uma empresa de cinema americana, sugere que o Titanic se partiu ao meio ao se inclinar em um ângulo de apenas dez graus - uma medida que poderia ter sido atingida em qualquer tempestade mais forte, não envolvendo necessariamente um evento incomum como o choque contra o iceberg, disse a reportagem do Sunday Telegraph.

O ângulo foi calculado a partir de análise de imagens filmadas por um tipo de submarino enviado há dois anos em uma expedição para onde se encontram os destroços do Titanic.

Partes de junções que deveriam permitir alguma flexibilidade ao casco em caso de o navio enfrentar mar revolto também se mostraram mal projetadas, o que pode ter contribuído para a ruptura do navio em um ângulo tão raso, concluíram os pesquisadores, segundo o jornal britânico.

segunda-feira, junho 18, 2007

QUEEN ELIZABETH 2

O navio de cruzeiro Queen Elizabeth 2 foi vendido por 100 milhões de dólares e se tornará um hotel flutuante e museu para atrair turistas a uma das principais ilhas artificiais de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A empresa de investimentos estatal Istithmar está comprando o Queen Elizabeth 2, o navio com mais tempo de serviço nos 168 anos de história da linha Cunard, que pertence à maioria operadora de cruzeiros do mundo, a Carnival Corp.

O navio será ancorado na frente de Palm Jumeirah, a menor das três ilhas em forma de folhas de palmeira que a empresa do governo Nakheel está construindo na costa de Dubai.

O navio, que também terá lojas a bordo, chegará a Dubai em 2009 como parte de um projeto de transformar a ilha em destino turístico, disse Charlie Taylor, porta-voz da Nakheel. Cerca de 6,5 milhões de pessoas visitaram Dubai no ano passado, número maior do que para qualquer destino árabe depois do Egito.

O navio, inaugurado pela rainha Elizabeth 40 anos atrás, entrou em serviço em 1969 e cruzou o Atlântico mais de 800 vezes, levando mais de 2,5 milhões de passageiros.

A Cunard, que também opera o maior navio de cruzeiros do mundo, o Queen Mary 2, disse que está vendendo o Queen Elizabeth 2 depois de um longo tempo de serviço e que esta é uma maneira de preservar a longa história do navio.

"Em termos de navio de oceano, teve uma vida longa. Recebemos uma oferta muito boa que nos permite preservar o navio para outras gerações", disse à Reuters Carol Marlow, presidente da Cunard.


Matéria indicada pelo Oficial Felipe Milward.

domingo, junho 17, 2007

HMT OLYMPIC


No dia 1º de setembro de 1915, o RMS Olympic é requisitado pelo Almirantado Britânico para o transporte de tropas. No dia 24, deixará Belfast para exercer a nova atividade, sob o comando do Capitão Bertram Hays, e passará a ser chamado HMT Olympic ( His Majesty's Transport ).

Em maio de 1918, o HMT Olympic, dotado de canhões, é atacado por um submarino alemão. O torpedo falha. O HMT Olympic responde e põe a pique a belonave inimiga. Alguns dos tripulantes do submarino sobrevivem e são recolhidos pelo contratorpedeiro norte-americano US Davis.

Em novembro de 1918, com a rendição da Alemanha, o navio é devolvido à WSL, que volta a ser chamado de RMS Olympic ( Royal Mail Steamship ). A White Star Line modifica sua motorização para o emprego de óleo combustível.


CURIOSIDADE: Em 1921, Charles Chaplin é um dos passageiros do RMS Olympic para a Inglaterra.



Post dedicado ao Oficial Marcello Freyre.

sexta-feira, junho 15, 2007

RECORDES DE VELOCIDADE 02


Recordes de velocidade na travessia do Atlântico. A relação abaixo, segue na ordem de ano, nome do vapor, companhia a qual pertencia e a velocidade recorde.

Antes da criação da Fita Azul em 1860
Direção: Leste-Oeste

1838 - Vapor Sirius - British & American - 8,03 nós
1838 - Vapor Great Western - Great Western Steamship - 9,52 nós
1841 - Vapor Columbia - Cunard Line - 9,78 nós
1843 - Vapor Great Western - Great Western Steamship - 10,03 nós
1845 - Vapor Cambria - Cunard Line - 10,71 nós
1848 - Vapor America - Cunard Line - 11,71 nós
1848 - Vapor Europa - Cunard Line - 11,79 nós
1850 - Vapor Asia - Cunard Line - 12,25 nós
1850 - Vapor Pacific - Collins Line - 12,46 nós
1851 - Vapor Baltic - Collins Line - 13,04 nós
1856 - Vapor Persia - Cunard Line - 13,11 nós

Após criação da Fita Azul até 1912
Direção: Leste-Oeste


1863 - Vapor Scotia - Cunard Line - 14,46 nós
1872 - Vapor Adriatic - White Star Line - 14,53 nós
1872 - Vapor Germanic - White Star Line - 14,65 nós
1875 - Vapor City of Berlin - Inrnan Line - 15,21 nós
1876 - Vapor Britannic - White Star Line – 15,43 nós
1877 - Vapor Germanic - White Star Line - 15,76 nós
1882 - Vapor Alaska - Guion Line - 17,05 nós
1884 - Vapor Oregon - Guion Line - 18,56 nós
1885 - Vapor Etruria - Cunard Line - 18,73 nós
1887 - Vapor Umbria - Cunard Line - 19,22 nós
1888 - Vapor Etruria - Cunard Line - 19,56 nós
1889 - Vapor City of Paris - Inman & International - 20,01 nós
1891 - Vapor Majestic - White Star Line - 20,10 nós
1891 - Vapor Teutonic - White Star Line - 20,35 nós
1892 - Vapor City of Paris - Inman & International - 20,70 nós
1893 - Vapor Campania - Cunard Line - 21,44 nós
1894 - Vapor Lucania - Cunard Line - 21,81 nós
1898 - Vapor Kaiser Wilhelm - Norddeutscher Lloyd – 22,29 nós
1900 - Vapor Deutschland - Hamburg-Amerika Linie - 23,06 nós
1902 - Vapor Kronprinz Wilhelm - Norddeutscher Lloyd - 23,09 nós
1903 - Vapor Deutschland - Hamburg-Amerika Linie - 23,15 nós
1907 - Vapor Lusitania - Cunard Line - 25,65 nós
1909 - Vapor Mauretania - Cunard Line - 26,06 nós

Fonte:
O Crepúsculo da Arrogância - RMS Titanic - Minuto a Minuto
Sergio Faraco - Páginas 147, 148, 149 - L&PM Editores.

Foto: Navio a vapor Scotia. Primeiro navio a bater o recorde em 1863, após a criação da Fita Azul, em ambas as direções.

terça-feira, junho 12, 2007

RECORDES DE VELOCIDADE 01


Recordes de velocidade na travessia do Atlântico. A relação abaixo, segue na ordem de ano, nome do vapor, companhia a qual pertencia e a velocidade recorde.

Antes da criação da Fita Azul em 1860
Direção: Oeste-Leste


1838 - Vapor Sirius - British & American - 7,31 nós
1838 - Vapor Great Western - Great Western Steamship - 10,17 nós
1840 - Vapor Britannia - Cunard Line - 10,98 nós
1842 - Vapor Great Western - Great Western Steamship - 10,99 nós
1843 - Vapor Columbia - Cunard Line - 11,11 nós
1843 - Vapor Hibermia - Cunard Line - 11,80 nós
1849 - Vapor Canada - Cunard Line - 12,38 nós
1851 - Vapor Pacific - Collins Line - 13,03 nós
1852 - Vapor Artic - Collins Line - 13,06 nós
1856 - Vapor Persia - Cunard Line - 14,15 nós

Após criação da Fita Azul até 1912
Direção: Oeste-Leste

1863 - Vapor Scotia - Cunard Line - 14,16 nós
1869 - Vapor City of Brussels - Inman Line - 14,74 nós
1873 - Vapor Baltic - White Star Line - 15,09 nós
1875 - Vapor City of Berlin - Inman Line - 15,37 nós
1876 - Vapor Germanic - White Star Line - 15,79 nós
1876 - Vapor Britannic - White Star Line - 15,94 nós
1879 - Vapor Arizona - Guion Line - 15,96 nós
1882 - Vapor Alaska - Guion Line - 17,10 nós
1884 - Vapor Oregon - Guion Line - 18,39 nós
1885 - Vapor Etruria - Cunard Line - 19,36 nós
1889 - Vapor City of Paris - Inman & International - 20,03 nós
1892 - Vapor City of New York - Inman & International - 20,11 nós
1893 - Vapor Campania - Cunard Line - 21,30 nós
1894 - Vapor Lucania - Cunard Line - 22,00 nós
1897 - Vapor Kaiser Wilhelm - Norddeutscher Lloyd - 22,33 nós
1900 - Vapor Deutschland - Hamburg-Amerika Linie - 23,51 nós
1904 - Vapor Kaiser Wilhelm II - Norddeutscher Lloyd - 23,58 nós
1907 - Vapor Lusitania - Cunard Line - 23,61 nós
1907 - Vapor Mauretania - Cunard Line - 26,25 nós

Fonte:
O Crepúsculo da Arrogância - RMS Titanic - Minuto a Minuto
Sergio Faraco - Páginas 147, 148, 149 - L&PM Editores.

Foto: Navio a vapor Sirius. Primeiro navio a bater o recorde em 1838, antes da criação da Fita Azul, em ambas as direções.

sábado, junho 09, 2007

CARDÁPIO - ÚLTIMO JANTAR - PRATO 04


Receita de um dos pratos servidos no último jantar da Primeira Classe, no Titanic, na noite do dia 14 de Abril de 1912.

PUDIM INGLÊS WALDORF


Ingredientes:
2 maçãs verdes descascadas,
1 colher de sopa de manteiga,
1/3 de xícara de açúcar,
1/2 xícara de passas brancas,
1 colher de sopa de suco de limão,
1/2 colher de sobremesa de gengibre picado,
2 xícaras de leite,
4 gemas,
1 pitada de noz-moscada,
1 colher de chá de essência de baunilha
manteiga para untar.


Modo de preparar:
1. Corte as maçãs em fatias finas.
2. Numa frigideira, derreta a manteiga e cozinhe as maçãs por um minuto.
3. Acrescente o açúcar, mexendo por 3 minutos, para que as maçãs fiquem carameladas.
4. Unte 6 forminhas individuais e distribua, no fundo e nas laterais delas, as fatias de maçã.
5. À parte, misture as passas, o suco de limão e o gengibre. Reserve.
6. Aqueça um pouco de leite, sem deixar ferver. Acrescente as gemas batidas e misture até ficar bem homogêneo.
7. Coloque o leite restante, a noz-moscada e a baunilha.
8. Leve ao forno, em banho-maria, por cerca de 45 minutos ou até que o creme esteja firme como um pudim.
9. Sirva com molho de baunilha ou de chocolate.

Porções: 6
Preparo: 1 hora


Receita retirada do livro de Sergio Faraco
O Crepúsculo da Arrogância
RMS Titanic - Minuto a Minuto
Página 152-153 - L&PM Editores.

quarta-feira, junho 06, 2007

CARDÁPIO - ÚLTIMO JANTAR - PRATO 03


Receita de um dos pratos servidos no último jantar da Primeira Classe, no Titanic, na noite do dia 14 de Abril de 1912.

FRANGO SALTEADO COM MOLHO LYONNAISE


Ingredientes:
6 filés de peito de frango,
1/3 de xícara de farinha de trigo,
2 ovos,
3 colheres de sopa de azeite de oliva,
2 cebolas fatiadas,
1 dente de alho,
1/3 de xícara de vinho branco,
1 xícara de caldo de galinha,
2 colheres de sopa de molho de tomate,
Sal e pimenta-do-reino.


Modo de preparar:
1. Tempere os filés de frango com sal e pimenta.
2. Passe-os no ovo batido e, depois, na farinha de trigo.
3. Doure o frango em duas colheres de sopa de óleo.
4. Leve ao forno para terminar o cozimento.
5. Aqueça o restante do óleo e adicione a cebola e o alho, até que a cebola fique transparente.
6. Adicione vinho branco e mexa para incorporar o molho.
7. Coloque o molho de tomate, o caldo de galinha e 1 pitada de açúcar.
8. Disponha os filés no prato e cubra-os com o molho.

Porções: 6
Preparo: 40 minutos


Receita retirada do livro de Sergio Faraco
O Crepúsculo da Arrogância
RMS Titanic - Minuto a Minuto
Página 151-152 - L&PM Editores.

domingo, junho 03, 2007

CARDÁPIO - ÚLTIMO JANTAR - PRATO 02


Receita de um dos pratos servidos no último jantar da Primeira Classe, no Titanic, na noite do dia 14 de Abril de 1912.

SALMÃO COM MOLHO MOUSSELINE E PEPINOS


Ingredientes:
600g de filé de salmão fresco e limpo,
1 talo de salsão,
1 cebola média picada,
1 colher de sopa de alho-poró picado,
1/2 cenoura média picada,
600ml de caldo de peixe,
sal ao gosto,
10 grãos inteiros de pimenta-do-reino preta,
300g de pepino fresco em bolinhas,
40g de manteiga fresca,
15ml de vinho branco,
200ml de molho hollandaise
100ml de chantilly.


Modo de preparar:
1. Corte os filés de salmão em pedaços de 150g.
2. Prepare as bolinhas de pepino e as afervente com sal.
3. Aqueça o caldo de peixe, acrescente o salmão e leve ao fogo médio.
4. Quando estiver totalmente cozido, porém firme, desligue o fogo e retire o salmão.
5. Coloque os pedaços de salmão em uma assadeira untada.
6. Coloque o molho hollandaise, misturado com o chantilly, em cima de cada unidade e leve para gratinar até ficar dourado.
7. Salteie (passe rapidamente) as bolinhas de pepino na manteiga com vinho branco.
8. Monte o prato com o salmão gratinado.


Ingredientes do molho hollandaise:
120g de manteiga sem sal,
3 gemas,
2 colheres de sopa de suco de limão,
1/2 colheres de chá de sal,
pimenta-do-reino.


Como preparar:
1. Numa panela, esquente a manteiga até ficar bem quente, sem queimar.
2. Coloque as gemas e os temperos no liquidificador, tampe e bata, aumentando a velocidade até alcançar a máxima.
3. Destampe e acrescente, lentamente, a manteiga quente.
4. O molho vai ficando espesso aos poucos.

Porções: 12
Preparo: 40 minutos


Receita retirada do livro de Sergio Faraco
O Crepúsculo da Arrogância
RMS Titanic - Minuto a Minuto
Página 150-151 - L&PM Editores.