quinta-feira, maio 29, 2008

UM LUXO EUROPEU

Desde que os três colossos da série Olympic foram projetados, a White Star planejava construir navios insuperáveis não apenas em termos de dimensões, mas principalmente em luxo e em conforto. Se outras companhias tinham decidido fazer da velocidade sua marca registrada, John Pierpont Morgan, William James Pirrie e Joseph Bruce Ismay queriam que seus transatlânticos fossem verdadeiros hotéis de luxo à disposição de um tipo de passageiro que não tinha pressa para cruzar o oceano e que preferia viajar despreocupado, com o conforto de um serviço impecável digno do império britânico. Mais do que o Olympic, o Titanic devia conquistar a elite dos passageiros que cruzavam o oceano Atlântico. O fato de sobrarem lugares no navio para a primeira viagem poderia ser aproveitado de um modo positivo, pois seria possível dar mais atenção aos exigentes clientes. O conforto e o refinamento faziam arte da vida diária dos passageiros da primeira classe, que podiam pagar o preço da passagem de uma viagem em um navio como aquele. Eram pessoas que, de certa forma, viviam longe da realidade.
Isoladas em seu mundo, apenas poucas e selecionadas pessoas podiam aproximar-se delas. Eram indivíduos que deviam se destacar em alguma atividade até galgar o último degrau. Atuavam no mundo dos negócios, a política, nas artes ou em qualquer outra área digna daquele mundo à parte. Estar a bordo daquele navio não era uma meta, mas a prova de saber viver e gozar dos prazeres da vida. Por essa razão, era comum que pessoas acostumadas às diversões e ao luxo manifestassem abertamente o desejo de levar a bordo uma vida social que começasse ao entardecer e que se prolongasse durante toda a noite, pois o dia era sempre reservado ao descanso nos camarotes.
Seus hábitos podiam ser mantidos também no oceano, por essa razão, um passageiro da primeira classe podia viajar no Titanic acompanhado de seus empregados domésticos. O número de malas era um índice da fortuna econômica de cada um deles. A vida a bordo do Titanic dava continuidade ao estilo de vida que aqueles passageiros estavam acostumados a cultivar nas principescas vilas e nos luxuosos hotéis das principais capitais da Europa, ou seja, lugares onde habitualmente residem pessoas que desfrutam de tais riquezas.
-
FOTO: O Théatre de Vaudeville, em uma pintura de Jean Véraud. O charme de Paris transformou a cidade em ponto obrigatório para os norte-americanos que viajavam à Europa.

segunda-feira, maio 26, 2008

MAQUETE TITANIC QUE SE PARTE



Cada fã escolhe um modo de homenagear o Titanic. Aqui temos um vídeo bem interessante. Existe uma maquete de plástico que se parte igual ao filme de Cameron, infelizmente essa maquete não tem para a venda aqui no Brasil, só mesmo através de importação.

sábado, maio 24, 2008

NÃO ERAM OS NÚMEROS QUE ESPERAVAM

Uma tripulação de 992 pessoas podia conduzir 2.435 passageiros através do oceano. A distribuição da capacidade efetiva do Titanic era a seguinte: 735 passageiros na primeira classe, 674 na segunda e 1.026 na terceira.Inexplicavelmente, na véspera da primeira viagem de 10 de abril de 1912, as reservas tinham atingido pouco mais da metade dos lugares disponíveis, cerca de 54 %. Não eram os números que esperavam os organizadores de semelhante acontecimento.

Desde o início da construção do navio, a White Star Line tinha lançado uma campanha na imprensa para dar o máximo de destaque a seu novo navio-estrela e para atrair o maior número de passageiros possível, principalmente os das classes superiores. Em contrapartida, apesar da magnificência do barco, do luxo das decorações e do excesso de comodidades, os clientes não correram às agências para fazer a reserva dos camarotes. A essa altura foi lançada uma campanha de emergência, em função da qual os responsáveis pelos contatos com os clientes precisaram fazer o trabalho de convencimento de muitos passageiros que tinham feito reservas em outros navios da mesma companhia de navegação a se transferirem para o Titanic, pois partiriam antes. Esta manobra foi indiretamente favorecida pela greve de carvão, que forçou mais de um barco a amarrar, cancelando as viagens programadas por falta de combustível.

Nesta situação, enchiam-se os porões do Titanic com o carvão de outros barcos da IMM e ao mesmo tempo garantiam os camarotes deste transatlântico aos passageiros que deveriam ter partido em outros navios.

Foi uma manobra para remediar parte da situação que se criara, pois alguns passageiros estavam inconformados com o que acontecera. A passagem de primeira classe de outro barco não era suficiente para conseguir um lugar semelhante no Titanic, no entanto lhes era garantido um camarote de segunda classe. A todos os passageiros estava claro que o luxo e o conforto do novo transatlântico eram muito superiores aos que teriam em outros navios menores, nos quais haviam feito reserva. No entanto, não teriam o orgulho de viajar em primeira classe. Pode parecer um detalhe pouco importante, todavia, para algumas pessoas a possibilidade de fazer parte do mundinho mais exclusivo de um transatlântico constituía uma meta à qual não podiam renunciar.

quarta-feira, maio 21, 2008

FREEDOM SHIP


Milhões de pessoas fazem cruzeiros a cada ano. Mas, quando o cruzeiro termina, voltam para suas casas em terra firme. Não seria sensacional se houvesse um cruzeiro que não terminasse nunca? Essa é a idéia básica por trás de uma nova embarcação chamada Freedom Ship. Ao contrário de um navio de cruzeiro, o Freedom Ship será uma cidade flutuante com residentes permanentes. O navio irá circundar o globo a cada dois anos e oferecerá tudo o que uma cidade dispõe, incluindo hospital, faculdade e um dos maiores shoppings centers do mundo.

O Freedom Ship, inicialmente será para os ricos e famosos. O preço inicial de uma suíte será de US$ 121 mil por um quarto com 28m2, chegando a US$ 11 milhões por uma suíte de 474m2 no exclusivo 21º andar do navio, em que os preços começam em US$ 3 milhões.

Nenhum navio de cruzeiro já construído pode se comparar ao Freedom Ship. Imagine uma fileira de prédios de 25 andares, como aqueles que se vê na cidade de São Paulo, estendendo-se ao longo de 1,5 km. Agora imagine isso flutuando na água. Se você consegue imaginar, então poderá ter uma idéia do tamanho do Freedom Ship. Com 1.317m de comprimento, 221m de largura e 103m de altura, o navio é mais alto que o comprimento de um campo de futebol e mais largo do que dois campos de futebol lado a lado.

Qualquer embarcação em operação atualmente parecerá um anão se comparado ao Freedom Ship: seu comprimento será quatro vezes maior que qualquer navio de cruzeiro atual. Aqui está uma comparação do Freedom Ship com o Explorer of the Seas, da Royal Caribbean Cruise Line:

Especificações:

Comprimento: 1.317m (Freedom Ship)
Comprimento: 311m (Explorer of the Seas)

Largura: 221m (Freedom Ship)
Largura: 48m (Explorer of the Seas)

Altura acima do nível do mar: 104m (Freedom Ship)
Altura acima do nível do mar: 61m (Explorer of the Seas)

Peso: 2,4 milhões de toneladas (Freedom Ship)
Peso: 128.820 toneladas (Explorer of the Seas)

Passageiros: 50.000 residentes e 20.000 visitantes (Freedom Ship)
Passageiros: 3.000 (Explorer of the Seas)

Tripulação: 15.000 (Freedom Ship)
Tripulação: 2.000 (Explorer of the Seas)


O Freedom Ship será construído sobre 520 células estanques de aço, que serão unidas para formar uma base resistente. Cada célula terá 24m de altura, entre 15m e 30m de largura e entre 15m e 37m de comprimento. Estas células serão montadas para formar unidades maiores com aproximadamente 91m x 122m. Essas unidades maiores serão lançadas ao mar, onde serão unidas para formar a base do navio, com mais de 1km de extensão. O restante do navio será construído sobre esta base. Norman Nixon, que desenvolveu a idéia de uma cidade flutuante, disse que levará cerca de três anos para acabar o navio a partir do início da construção.

Será necessária uma enorme potência dos motores para impulsionar o gigantesco navio através da água. A nave será equipada com 100 motores a diesel, que poderão gerar 3.700 hp cada um. Os construtores avaliam que o custo de cada motor será de aproximadamente US$ 1 milhão. Isso pode dar uma idéia do dinheiro envolvido no projeto, apesar de o custo total do Freedom Ship ainda não ter sido divulgado. O alto custo de construção do navio será repassado aos residentes, que pagarão até US$ 11 milhões para adquirir o espaço habitacional da cidade flutuante.

O Freedom Ship terá 17 mil unidades residenciais e poderá ter mais de 60 mil pessoas a bordo, incluindo os residentes e todo o pessoal necessário para a manutenção do navio. A cidade flutuante circunavegará o mundo continuamente e viajará para a maioria das regiões costeiras da Terra, oferecendo aos residentes a possibilidade de conhecer o mundo sem deixar suas casas. Todos os funcionários do navio receberão alimentação, alojamento, uniformes, assistência médica e dentária e um programa de educação continuada. O navio terá todos os recursos que qualquer cidade moderna pode oferecer, incluindo:

a) um hospital de US$ 200 milhões
b) uma pista de aterrissagem de 1.158m,
que atenderá aos aviões particulares e a algumas aeronaves comerciais para não mais de 40 passageiros
c) hangares para aeronaves particulares
d) uma marina para os iates dos residentes
e) um grande shopping center
f) um sistema escolar com educação de nível fundamental, médio e superior
g) um campo de treinamento de golfe
h) trilhas para bicicletas
i) 200 acres a céu aberto para recreação

Para aqueles que puderem bancar o custo de viver no Freedom Ship, o recurso mais atraente pode ser o fato de não haver impostos locais, incluindo imposto de renda, impostos territorial e predial, impostos sobre vendas e sobre a atividade econômica e taxas de alfândega. Entretanto, os residentes terão de cumprir as leis de impostos federais de seus países de origem.

Para o entretenimento, os residentes poderão visitar restaurantes, cassinos, boates e cinemas. Os residentes também desfrutarão de quadras de tênis, basquete, boliche, campos de golfe, piscinas, academias de ginástica, um rinque de patinação, além de pesca na marina do navio. Cada lar terá 100 canais mundiais de TV por satélite, além da programação local dos países próximos ao percurso do navio. O acesso à Internet estará disponível em todas as unidades.


Assim como em sua própria cidade, o Freedom Ship terá uma patrulha de segurança a bordo, que percorrerá o navio em tempo integral. Além disso, toda a tripulação do navio receberá treinamento de segurança. Um sistema eletrônico de segurança será instalado para oferecer proteção adicional aos residentes.

Além de todos esses benefícios, o Freedom Ship também será ambientalmente responsável, de acordo com seus construtores. Não haverá uma usina de tratamento de esgotos e nenhum esgoto para derramar. O navio usará sanitários com incineradores, que custam cerca de US$ 3 mil, para queimar todo o esgoto. As cinzas serão colocadas em vasos de flores. O óleo usado será queimado em uma instalação de caldeiras a vapor para gerar eletricidade em vez de ser despejado no oceano. Todo o vidro, papel e metal usado será reciclado e vendido. A Freedom Ship International estima que cada residente produzirá 80% menos desperdício no navio do que em sua casa atual em terra firme.

sábado, maio 17, 2008

REBITES DEFEITUOSOS


Novo livro diz que construtora do Titanic economizou nos rebites.

Cientistas descobriram que a construtora do Titanic lutou durante anos para conseguir rebites e rebitadores suficientes, mas acabou contentando-se com o uso de materiais defeituosos que condenaram o navio, afundado há 96 anos. Os arquivos da própria construtora, dizem os dois cientistas, mostram evidências de uma mistura mortal de rebites de baixa qualidade e excesso de ambição, na construção simultânea dos três maiores navios do mundo.

Durante uma década, cientistas argumentaram que o navio afundou rapidamente depois da colisão com o iceberg por causa do uso de rebites abaixo do padrão, que perderam suas "cabeças" e permitiram a entrada de toneladas de água gelada. Mais de 1.500 pessoas morreram.

Quando a segurança dos rebites foi questionada pela primeira vez, 10 anos atrás, a construtora ignorou a acusação dizendo não existir um arquivista que pudesse abordar o assunto. Historiadores dizem que as novas evidências descobertas nos arquivos da Harland & Wolff, em Belfast, Irlanda do Norte, concluem o argumento e finalmente resolvem a charada de um dos mais famosos acidentes marítimos de todos os tempos. A companhia agora insiste que as recentes descobertas são profundamente falhas.

Cada uma das enormes embarcações exigia três milhões de rebites em sua construção, que agiam como uma cola segurando toda a estrutura. No livro, os cientistas contam que a carência de materiais atingiu seu pico na construção do Titanic. "A embarcação estava no modo de crise", diz em entrevista a Dra. Jennifer Hooper McCarty, membro da equipe que estudou os arquivos. Era um stress constante. Todas as reuniões eram: "Temos problemas com os rebites e precisamos contratar mais pessoas".

A equipe ainda coletou mais provas de 48 rebites do Titanic recuperados dos destroços, testes modernos, simulações computadorizadas, comparações com metais de 100 anos de idade, juntamente com uma cuidadosa documentação do que engenheiros e construtores de navios daquela época consideravam o mais moderno e avançado.

Os cientistas dizem que todos os problemas começaram quando os planos colossais forçaram a Harland & Wolff a procurar além de seus fornecedores usuais de rebites de ferro, passando a incluir pequenas fundições, como está relatado nos papéis da companhia e do governo Britânico. Pequenas fundições tendiam oferecer menor eficiência e experiência.

Os cientistas também descobriram que, aumentando o perigo, na compra de ferro para o Titanic, a companhia fez pedido de barras No. 3, conhecidos como "melhores" - ao invés das No. 4, conhecidas como "melhores-melhores". Eles também descobriram que os construtores de embarcações da época costumavam utilizar ferro No. 4 para âncoras, correntes e rebites. Então o navio, cujo nome deveria ser sinônimo de opulência, em pelo menos uma instância confiava no uso de materiais baratos.


Os cientistas estudaram 48 rebites recuperados por mergulhadores durante mais de duas décadas, do lugar de descanso do Titanic – 3.2 quilômetros abaixo do Atlântico Norte – e descobriram que vários estavam crivados de escória. Um resíduo vítreo da fundição, a escória pode tornar os rebites quebradiços e propensos à ruptura.

"Alguns materiais que a companhia comprou não possuíam qualidade de rebites", diz o Dr. Timothy Foecke, membro da equipe do Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia, uma agência federal em Gaithersburg, Maryland.

De acordo com os arquivos, a companhia também lidou com a carência de rebitadores competentes. McCarty comentou esse ponto por meio ano, do final de 1911 até abril de 1912, quando o Titanic foi lançado ao mar, e a direção da companhia discutia as deficiências em todas as reuniões.

De fato, em 28 de outubro de 1911, Lord William Pirrie, presidente da companhia, mostrou preocupação com a falta de rebitadores e pediu novas contratações. Em sua pesquisa, os cientistas descobriram que um bom trabalho de rebites exigia grande habilidade. O ferro tinha que ser aquecido até uma cor precisa de vermelho-cereja, e batido pela combinação certa de golpes de martelo.

"A rebitagem manual era traiçoeira", diz McCarty, cuja tese de doutorado analisava os rebites do Titanic.

O aço chegava como uma solução. Construtores da época estavam migrando dos rebites de ferro para os de aço, que eram mais fortes. E máquinas podiam instalá-los, melhorando a obra e evitando problemas de trabalho.

Os cientistas descobriram que a Cunard, uma companhia rival, havia migrado para os rebites de aço anos antes, utilizando-os, por exemplo, na construção do Lusitânia. Foi descoberto também que a Harland & Wolff também utilizava rebites de aço – mas apenas no corpo central do Titanic, onde grandes pressões eram esperadas. Rebites de ferro foram escolhidos para a popa e proa do navio.

E a proa, como o destino veio mostrar, foi o lugar que o iceberg atingiu. Estudos dos destroços mostram que seis emendas pareciam abertas nas chapas da proa do navio. E o dano, notou Foecke, "termina próximo do lugar de transição dos rebites de ferro para os de aço".

Os cientistas argumentam que rebites melhores provavelmente teriam mantido o Titanic flutuando tempo o suficiente para que o resgate chegasse antes do mergulho gelado, salvando centenas de vidas.

Os dois metalúrgicos desenvolveram seu caso e detalharam os achados de arquivos em "What Really Sank the Titanic" (O que realmente afundou o Titanic), um novo livro da Citadel Press. As reações variam da raiva à admiração. James Alexander Carlisle, cujo avô foi um dos rebitadores do Titanic, tem denunciado veementemente a teoria dos rebites em seu site.

Da sua parte, Harland & Wolff, depois de um longo silêncio, agora rejeita a carga. "Não havia nada de errado com os materiais", diz Joris Minne, um porta-voz da companhia. Ele observa que o Olympic viajou sem incidentes durante 24 anos, até sua aposentadoria dos mares. O Britannic afundou em 1916 ao colidir com uma mina marítima.

David Livingstone, oficial aposentado da Harland & Wolff, chamou os principais pontos do livro de enganosos. Ele disse que grandes estaleiros normalmente precisam fazer trocas. Num trabalho recente, ele observa, a Harland & Wolff teve que recorrer à Romênia para encontrar soldadores.

Mas um historiador naval elogiou o livro por solucionar um mistério que tem confundido investigadores por quase um século. "É fascinante", diz Tim Trower, que comenta publicações para a Titanic Historical Society, um grupo privado em Indian Orchard, no estado de Massachusetts. "Isso coloca um ponto final nos argumentos e explicações de porque o acidente foi tão trágico".

As novas conclusões, adiciona, classificam Harland & Wolff como "responsáveis pela severidade dos danos".

quarta-feira, maio 14, 2008

BOTE NUMERO 16

Violet Jessop disse durante a entrevista a John Maxtone-Graham, no verão de 1970, que estava no bote 16. Não é surpresa alguma que estivesse em um bote cheio de passageiros imigrantes, simplesmente pela colocação geográfica do bote 16 no convés dos botes salva-vidas do Titanic. Suspensos, próximos à popa pelos canos sifonados no lado esquerdo do navio a estibordo, era a maneira mais próxima e viável para que os passageiros da terceira classe subissem nesses botes localizados entre os castelos de proa e a superestrutura do convés superior, onde está a cabina de comando do navio.Questiona-se se o bote 16, totalmente lotado, poderia ter prosseguido em direção àquele misterioso vapor. Violet fala em "estar fora da rota, na direção daquele navio ilusório", quando de fato um bote salva-vidas lotado, conduzido por apenas quatro remadores em águas turbulentas, dificilmente poderia manter qualquer tipo de curso.

sábado, maio 10, 2008

PRECOGNIÇÃO


O navio Titanic, na época considerado “indestrutível”, zarpou de Southampton em 10 de abril de 1912, e naufragou entre 14 e 15 do mesmo mês. O Sr. John Connon Midletton, homem de negócios londrino, reservou passagem no transatlântico em 23 de março de 1912. Cerca de dez dias antes da viagem, Connon sonhou que a embarcação flutuava com a quilha para cima e, ao seu redor, se encontravam passageiros e tripulação, nadando no mar. Embora não costumasse se lembrar de seus sonhos, não o contou a ninguém, para não assustar. No dia seguinte, teve o mesmo sonho novamente. Uma semana antes da partida, ele contou o sonho para sua esposa e vários amigos, e cancelou a reserva, evitando assim ser vítima da tragédia.
-
O Sr. John Connon tinha documentos que comprovavam a reserva e o cancelamento da viagem. Sua esposa e três amigos enviaram seu testemunho escrito à Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, confirmando que o sonho lhes foi relatado antes da partida do Titanic. Pelo menos dez pessoas tiveram experiência de precognição relativas ao naufrágio do Titanic.
-
A precognição ocorre com maior freqüência quando relacionada a eventos com carga e intensidade emocional, tais como tragédias, risco de morte, acidentes, terremotos, eventos que dizem respeito a um número elevado de pessoas, etc. As indicações sugerem que ligações afetivo-emocionais associadas à iminência de sofrimento favorecem a ocorrência de precognição.
-
Pesquisas realizadas em Londres, Estados Unidos, Alemanha e Brasil também mostram que a maior parte das precognições espontâneas ocorre durante o sonho. Os sonhos precognitivos são geralmente vívidos; o sonhador os percebe de modo realista, como algo acontecido na vigília, diferente da maioria dos sonhos comuns.

quarta-feira, maio 07, 2008

TELEGRAMA DE 35 MIL DÓLARES

Um telegrama enviado pelo inventor das emissões de rádio, o italiano Guglielmo Marconi, para tentar salvar os passageiros do Titanic foi leiloado na Inglaterra por US$ 35 mil em Novembro de 2005. Segundo informou o periódico jornal inglês The Times, esse telegrama foi enviado por Marconi ao navio SS Carpathia para pedir informações sobre a operação de resgate do Titanic, cuja localização era desconhecida devido a uma falha nos sistemas de comunicação do transatlântico. Escrito a lápis, o "Marconigrama" dizia:

"Peço notícias imediatamente. Se isso não for possível, pergunte ao capitão porque não há notícias disponíveis. Assinado Guglielmo Marconi".

domingo, maio 04, 2008

TITANIC HUMANITÁRIO

O Titanic zarpou numa viagem humanitária em prol dos doentes de AIDS: uma réplica da jóia ficcional “Coração do Oceano”, criada para o cinema, cujo leilão em 1998 arrecadou mais de US$ 2 milhões, foi doado para a Fundação Diana.

A convidada de honra do leilão foi a veneranda Gloria Stuart, a atriz que interpreta o papel de Rose com idade avançada. O dinheiro arrecadado foi para a Fundação Diana para pesquisa sobre a AIDS. A jóia em si é um objeto de sonho, como seria uma viagem no Titanic. Saída das mãos de um joalheiro inglês, sob encomenda de James Cameron, o “Coração do Oceano” é composto de um colar de 65 diamantes de 36 quilates, segurando uma safira de 170 quilates, vinda do Sri Lanka.

Na cerimônia do Oscar, ela foi usada pela cantora Celine Dion, voz da canção “My Heart Will Go On”, da trilha sonora do filme - outro fenômeno da Titanicmania. Assim como diz a canção, o fascínio pelo Titanic prosseguirá, sem icebergs à vista.

quarta-feira, abril 30, 2008

TITANIC - O DIA DO TESTE



Sem palavras...
É assistir e sentir a emoção...

-
-
Post dedicado aos meus amigos:
João Ricardo e Vinicius Amstalden.

domingo, abril 27, 2008

BOB BALLARD

Em 1986, o oceanógrafo americano Bob Ballard surpreendeu o mundo ao mostrar as primeiras imagens do Titanic naufragado, a 3.658 metros de profundidade no Atlântico Norte, perto da Ilha de Terra Nova, no Canadá. Da embarcação de 46.000 toneladas sumiram peças, ornamentos, baús contendo jóias e até mesmo uma placa de bronze colocada por Ballard no fundo do mar na primeira expedição.

"'Não foi a maré que levou nem o sal que decompôs, foi o homem que arrancou", garantiu ele em entrevista. Sinais de arrombamento e ferros retorcidos são provas físicas de que os objetos foram violentamente retirados da embarcação. "A ação do homem consegue ser predatória até debaixo d'água", lamentou o explorador.

Desde que Ballard identificou o local exato do naufrágio e publicou as coordenadas, mais de 50 expedições foram visitá-lo. Esses exploradores, no entanto, queriam mais que imagens emblemáticas do que já foi o mais luxuoso e moderno transatlântico da História. Desejavam uma prova material - uma peça de roupa de valor simbólico ou, com um pouco de sorte, jóias que pertenceram aos viajantes. "Pescar uma lembrancinha do Titanic passou a ser uma prática comum", assinalou Ballard. O retorno ao transatlântico que se chocou com um iceberg em abril de 1912 mostrou também que as forças da natureza vêm colaborando para o fim precoce do Titanic. Os escombros estão em estágio avançado de decomposição, bem mais que o esperado para seus 96 anos de submersão. A causa, além da ação predatória dos homens, seriam microrganismos marinhos ainda desconhecidos.

Bob Ballard chegou a essa conclusão depois de comparar imagens atuais com as feitas em 1986. Para isso, o explorador contou com a ajuda de três robôs: o Pequeno Hércules, com seis câmeras articuláveis de alta resolução; o grandalhão Argus, conhecido como robô-holofote; e o Grande Hércules, o robô-pá, que recolheu amostras orgânicas coladas ao casco da embarcação, destinadas a estudos científicos. "A intenção é entender as condições de um ambiente tão inóspito e desenvolver soluções químicas capazes de retardar a decomposição", explicou.

Considerado o pesquisador marinho mais importante da atualidade, Ballard, já liderou 110 expedições ao fundo do mar. Descobriu, por exemplo, as fendas hidrotermais de Galápagos e o encouraçado alemão Bismarck, naufragado durante a Segunda Guerra Mundial, 968 quilômetros a oeste do Porto de Brest, na França. Agora ele vai explorar os navios submersos da Antigüidade. Mas diz que sua luta continuará sendo pela preservação do Titanic, ameaçado pelo homem e pela natureza.

quarta-feira, abril 23, 2008

UM DESCONHECIDO NO TITANIC

Thomas Hart, 49 anos, residência da College Road, no número 51, deveria comparecer a bordo do Titanic como fogueiro. Ele teria bebido até ficar inconsciente na véspera de se apresentar no Titanic. Quando acordou, percebeu que seu passaporte de embarque tinha sido roubado. No dia 6 de abril de 1912, um homem apresentou-se no Titanic com o passaporte de embarque com o nome Thomas Hart. Este homem teria o turno de fogueiro de oito da noite a meia-noite do dia 14 de Abril de 1912.

A mãe do verdadeiro Thomas Hart foi notificada pela White Star Line que o seu filho tinha sido uma das vítimas do Titanic. No dia 8 de maio de 1912 para espanto da pobre mãe, seu filho apareceu em casa muito bem de saúde. No dia seguinte, a mãe de Hart comunicou que o seu filho estava vivo e que alguém havia apropriado da sua documentação para embarcar no Titanic. Thomas Hart nunca soube quem teria embarcado e falecido no seu lugar. Também nunca saberemos por que razão Thomas Hart não denunciou o roubo à White Star, visto que faltavam 4 dias para a partida do navio. Se o corpo do homem misterioso foi achado será um dos que nunca foi identificado.

Quem teria embarcado no Titanic no lugar de Thomas Hart? Essa é mais uma pergunta que provavelmente nunca saberemos a resposta.

domingo, abril 20, 2008

MISTÉRIOS SOBRE O CAPITÃO SMITH

Muitas histórias se contaram sobre o fim do Comandante Smith. Um sobrevivente disse que ele se suicidara com um tiro na cabeça antes do navio ir ao fundo, outro disse que o viu na ponte de comando antes do fim, mas alguém que passou por lá pouco depois diz não ter visto ninguém na ponte, teve também quem dissesse que ele retirou um bebé das águas o colocou em um bote e se afastou, outros que o viram perto do bote virado B mas que nem sequer tentou subir para cima, apenas disse: "Bons rapazes. Amigos." e se afastou. Por último houve quem dissesse que ele sobreviveu. O jornal New York Times, de domingo, 21 de Julho de 1912, assim o relatava.

Segundo um comandante de Baltimore de nome Peter Pryal, um dos mais velhos homens da Marinha de Baltimore na época e bem conhecido no meio, que chegou a viajar com o comandante Smith, quando Smith era o comandante do navio Majestic, começou um depoimento ao dizer que viu e falou com o capitão Smith nas Ruas de St. Paul em Baltimore no dia anterior, sábado 20 de Julho de 1912. Ele declarou que se aproximou do capitão e perguntou-lhe: "Capitão Smith, como está?" Entretanto, e de acordo com Pryal o homem respondeu-lhe: "Muito bem, Pryal, mas por favor não me atrase, estou ocupado." Pryal disse que seguiu o homem, que o viu comprar um bilhete que seria de destino a Washington, e assim que ele passou o portão da estação de trem, ele olhou para trás, reconheceu Pryal e acrescentou: "Continue sendo um bom comandante de navios, até uma próxima."

Segundo o Capitão Pryal: "Não há qualquer possibilidade de ter se enganado. Conheço o capitão Smith muito bem. Reconheceria-o mesmo sem a sua barba. Acredito seriamente que ele se salvou e que de alguma forma misteriosa chegou a este país. Estou disposto a jurar pelo meu depoimento. Muitas pessoas talvez pensem que estou louco, mas contei ao Dr. Warfield sobre o ocorrido e ele irá confirmar a minha sanidade." Nessa mesma noite o Dr. Warfield confirmou a sanidade perfeita do seu paciente.

O capitão Pryal manteve-se na ativa e continuou a ser membro permanente da igreja local. Agradecimentos: Mário Silva.

Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Smith

Encyclopedia Titanica

http://www.encyclopedia-titanica.org/captain-smith-alive.html

quinta-feira, abril 17, 2008

CERTIFICADO DE LIBERAÇÃO

O Certificado de Liberação do Titanic, publicado em 13 de abril de 1912, conforme as determinações do Board of Trade para um navio do seu tipo. O documento discrimina os passageiros, segundo sexo, idade e estado civil. O último parágrafo afirma:
-
"Outrossim, certificamos que os dados acima estão corretos e todas as exigências constantes da legislação referente aos navios mercantes, possíveis de serem averiguadas antes da partida, foram avaliadas, e que a embarcação está em condições de navegabilidade, bem ajustada e sob todos os aspectos adequados à viagem pretendida; o número de passageiros não é maior do que a proporção de um adulto para cada cinco pés de superfície não-ocupada e destinada à movimentação no convés os passageiros e a tripulação estão em perfeita saúde para seguir viagem. Datado em Cherbourg, nesse 10 de abril de 1912".
-
O Gabinete de Emigração conferia este certificado em todos os portos de embarque de novos passageiros.

segunda-feira, abril 14, 2008

TRISTE FIM...


Um grande dia na história da navegação acontecia em 10 de Abril de 1912. O Titanic, o maior e mais luxuoso transatlântico construído até aquela data, parte com 2.200 passageiros a bordo para sua primeira viagem de Southampton para Nova Iorque. Devido ao seu engenhoso e bem planejado sistema de compartimentos estanques, ele é considerado praticamente insubmergível. "Nem Deus consegue afundar esse navio!", afirmaram alguns.

14 de abril de 1912

23h00min: O Titanic recebe uma mensagem de rádio: Cuidado, icebergs! - O aviso é desprezado. Que mal poderia fazer um pouco de gelo para o grande e insubmergível navio?

23h40min: De repente uma enorme montanha de gelo aparece na frente do Titanic. Os alarmes tocam. Um estranho ranger se faz ouvir. Grande agitação na ponte de comando. A água entra muito rapidamente apesar dos compartimentos estanques. E aí vem a terrível comunicação: Estamos afundando!

15 de abril de 1912

00h05min: Vinte e cinco minutos após a colisão. Ouve-se a ordem: Todos os passageiros para o convés! Preparar todos os botes salva-vidas! - O operador de rádio recebe a ordem para enviar a mensagem de SOS. Muitos ainda nem se dão conta da seriedade da situação. A banda de bordo continua a tocar suas músicas e muitos tentam desviar sua atenção do perigo real com alegria fingida.

00h30min: Todos para os botes! Mulheres e crianças primeiro! - Muitos se negam terminantemente a entrar nos botes salva-vidas. Dizem: Não, nós não vamos. Queremos ficar. Aqui estamos mais seguros. O Titanic não vai afundar.

00h45min: Os primeiros botes são lançados ao mar. Alguns apenas com a metade de sua capacidade de ocupação! Muitos dos lugares seguros nos botes ficam vazios. A maior parte dos 2.200 passageiros fica a bordo, perplexa, indecisa.

02h18min: Todas as luzes do navio se apagam. O Titanic afunda nas gélidas águas do Atlântico, arrastando para a morte mais de 1.500 pessoas. Esse foi o trágico final de um dos capítulos da história do orgulho humano. Muitos dos que estavam a bordo do Titanic faziam planos e estavam convictos que alcançariam Nova Iorque. Eles pensavam: O que pode nos acontecer nesse navio tão imponente? Ninguém atrapalhará nossos planos! - Mas mesmo assim todos os planos se frustraram naquela noite.

sábado, abril 12, 2008

PASSO A PASSO DO NAUFRÁGIO

Sei que todos já têm conhecimento dessa seqüência de horas, mas é bom sempre lembrar, e para os novos admiradores do Titanic, fica a novidade.

23:40 à 0:00 (foto 01)
Depois do choque, a água começa a entrar por seis buracos localizados a 6 metros abaixo da linha de flutuação. O navio começa a ser inundado.

0:00 à 0:45 (foto 02)
O projetista do Titanic, que estava a bordo, adverte que ele vai submergir em no máximo duas horas. Os primeiros botes começam a deixar o navio.

0:50 (foto 03)
A água já toma diversos compartimentos da proa. Os botes salva-vidas saem vazios.

01:00 às 02:00 (foto 04)
A água entra na sala 4 das caldeiras e o navio então se inclina violentamente para frente. Os botes salva-vidas passam a saírem lotados.

02:00 às 02:10 (foto 05)
O Titanic se parte em dois. O último bote salva-vidas abandona o navio e o pânico toma conta das mais de 1 500 pessoas que restam a bordo. Pouco depois ele afunda.

quinta-feira, abril 10, 2008

RELATO DE SOBREVIVENTES DO TITANIC – PARTE II


Continuando, temos aqui mais relatos dos sobreviventes (passageiros e tripulantes) do Titanic.

Eles estavam lá, foram testemunhas do destino do maior transatlântico até então construído pelo homem, seus olhos viram até onde a luz permitiu, seus ouvidos ouviram até os gritos e ruídos calarem-se para sempre.

“Naquele momento o navio começou a submergir de modo lento, porém reversível. Os que não desapareceram nas águas de imediato começaram instintivamente se arrastar em direção a popa que ainda se mantinha fora d'água. Eu sabia que era totalmente inútil subir em direção a popa.”
Charles Lightoller


“O silêncio que se seguiu parecia durar horas. De repente escutei gritos por socorro que pareciam durar uma eternidade.”
Emily Borie Ryerson


“O som das pessoas se afogando é algo que não posso descrever a você e nem qualquer outro pode. É o som mais horrível que ouvi e após há um silêncio terrível que se segue.”
Ms. Eva Hart


“A proa do navio afundava rapidamente e a popa elevava-se cada vez mais por sobre as águas. A imensa pressão exercida sobre o casco com a elevação da popa acima da superfície da água, forçou a abertura da junta de dilatação perto da chaminé número 1 fazendo-a tombar a poucos centímetros do meu próprio corpo.”
Charles Lightoller


“Vinha da popa o som da banda. Era uma música de ragtime - eu não sei o que era. Então ouvi "Autumn". O modo como a banda continuou tocando era algo nobre. A última vez que vi a banda, eu estava flutuando no mar com meu colete salva-vidas, eles ainda estavam tocando "Autumn". Como eles fizeram isto eu não posso imaginar.”
Harold Bride - Operador Rádiotelégrafo

terça-feira, abril 08, 2008

RELATO DE SOBREVIVENTES DO TITANIC – PARTE I


Eles estavam lá, foram testemunhas do destino do maior transatlântico até então construído pelo homem, seus olhos viram até onde a luz permitiu, seus ouvidos ouviram até os gritos e ruídos calarem-se para sempre.
-
“Eu nunca vou entender por que Deus teria poupado uma menina finlandesa pobre quando todas essas pessoas ricas se afogaram.”
Ms. Anna Turja

“Havia apenas uma coisa a ser feita - atirou-se n'água -. A sensação do mergulho na água era semelhante a de mil facadas penetrando no corpo.”
Charles Lightoller

“Escutei explosões, ruídos estrondosos. Imaginei que o convés tivesse se arrebentando sobre a pressão que fazia o navio vergar para baixo.”
Major Arthur Godfrey Peuchen

“Eu pude ver um hélice se soltar. E era possível ver a quilha por baixo, ou parte dela.”
Joseph George Scarrott

domingo, abril 06, 2008

MERGULHO AO TITANIC

Agora, a tecnologia lhe oferece a oportunidade de visitar os destroços do navio mais famoso de todo o mundo. Uma viagem onde você poderá mergulhar à bordo de um MIR e observar, com os seus próprios olhos, o local onde repousam agora os destroços de um dos maiores navios do mundo. Durante o mergulho, poderá ainda observar o oceano profundo e a sua fauna. Veja a âncora gigante e enferrujada surgir da escuridão, tal qual como nos filmes e documentários que já viu. Veja as caldeiras, as escadas, a sala Marconi (de onde foi enviado o pedido de SOS), tudo com o respeito e profissionalismo que o local merece.

O que você precisa saber
Durante as 12 horas de mergulho, a temperatura diminui significativamente. Inclui uma noite em um hotel em St. Johns, um lugar no MIR, viagem e taxas de barco, além de alojamento e alimentação correspondentes. Também inclui atividades do programa (palestras, briefings, vídeos pessoais), bem como transfer do grupo para o aeroporto local.

Duração
Programa 1 – 13 dias.
Programa 2 – 10 dias.

Como chegar
Avião até St. Johns, na Terra Nova; Barco até ao local do mergulho.

Outras Informações
O preço não inclui bilhete de avião, seguro de viagem, transfers individuais, nem taxas de aeroporto. Qualquer utilização extra durante a estadia no barco também não está contemplada (como o serviço de lavanderia, por exemplo).

Curiosidades
Os destroços do Titanic foram encontrados em 1986 pelo Dr. Robert Ballard. Os MIR construídos de “steel nickle” foram desenvolvidos para resistir a grandes pressões.

Programa 1:
Dia 1: Chegada a St. Johns, Terranova. Pernoite em Fairmount.
Dia 2: Embarque no barco RV Akademik Keldysh e largada à noite em direção aos destroços do Titanic.
Dia 3: Viagem.
Dias 4-10: Mergulho ao Titanic. Palestras sobre mergulho, consciência marítima, e programa de atividades.
Dia 11: Mergulho ao Titanic e partida à noite para St. John´s.
Dia 12: Viagem.
Dia 13: Chegada de manhã a St. Johns e desembarque.

Ref: TOP016
Preço: Sob Consulta

Programa 2:
Dia1: Chegada St. Johns. Pernoite em Fairmont.
Dia 2: Embarque no barco RV Akademik Keldysh e largada à noite em direção aos destroços do Titanic.
Dia 3: Viagem.
Dia 4-7: Mergulho ao Titanic. Palestras sobre mergulho, consciência marítima, e programa de atividades.
Dia 8: Mergulho ao Titanic e partida à noite para St. John´s.
Dia 9: Viagem.
Dia 10: Chegada de manhã a St. Johns e desembarque.

Ref: MER009
Preço: Sob Consulta

Site:
http://brasil.avidaebela.com
Telefone: (0xx11) 3897-7222
E-mail:
info@avidaebela.com.br

quinta-feira, abril 03, 2008

OS BINÓCULOS

O Capitão Smith, tinha sob as suas ordens diversos oficiais antigos veteranos do Olympic que davam assim a sensação de experiência. Embora isso criasse dores de cabeça ao capitão Herbert Haddock no navio irmão, Smith pediu à companhia que Henry Wild saísse do Olympic e se tornasse o seu Imediato no Titanic assim que chegassem a Southampton. Assim Murdoch desceu de posto para Primeiro Oficial, e Lightoller para Segundo Oficial indo assim ocupar o lugar de David Blair de 37 anos, que era o Segundo Oficial do Titanic nessa altura. Raiva e desilusão foram o que Blair sentiu quando lhe participaram da transferência, contudo, ainda participou das provas de mar do navio fazendo a viagem de Belfast a Southampton. Acabava assim o privilégio de participar na viagem inaugural do maior navio do mundo, privilégio esse que concedia possibilidades para futuras promoções de posto. Como oficial teve de obedecer às ordens e descer em Southampton porém, segundo consta, ele levou para o armário da sua cabine os binóculos dos vigias bem como uma chave de um telefone do Titanic, vingança ou distração o mistério permanece, o que é certo é que a cabine de Blair nunca foi ocupada por nenhum outro oficial e assim não teve como ninguém a bordo saber onde os binóculos se encontravam. Em 1914 durante a Primeira Guerra Mundial, Blair e Lightoller fizeram parte da tripulação do Oceanic. Em 1924 ele se tornou Comandante do seu primeiro navio. Créditos: Mário Silva.