A Exposição de Artefatos do RMS Titanic já foi vista por mais de 20 milhões de pessoas no mundo inteiro e agora chega à cidade de Galveston, no Texas, entre os dias/meses de 26/01/08 à 07/09/08. A exibição conta parte da história do naufrágio e dos passageiros, recriando diversos ambientes do navio, além de apresentar mais de 125 artefatos autênticos do Titanic, como lustres, porcelanas gravadas com o logotipo da White Star Line e até frascos de perfume praticamente intactos. Não é permitida a entrada com câmeras fotográficas ou filmadoras.
Mais de 2,2 mil passageiros estavam a bordo do RMS Titanic na triste noite do dia 14/04/1912, entre eles personalidades de destaque do comércio e da indústria, além de artistas, políticos e imigrantes em busca de uma nova vida. Mais de 1,5 mil pessoas morreram no trágico naufrágio na madrugada do dia 15/04/1912.
A exibição é organizada pela RMS Titanic, Inc., localizada em Atlanta e responsável pela recuperação dos objetos do Titanic. Ao todo, 5,5 mil artefatos já foram encontrados graças às investigações e expedições realizadas pela empresa.
Informações: http://secure2.gatewayticketing.com/moodygardens/webstore/shop/ticket-selection.aspx?Merchant=eGalCust&SalesCategoryGroup=TI&SalesCategory=Discovery
sábado, fevereiro 16, 2008
EXPOSIÇÃO DO TITANIC NO TEXAS
terça-feira, fevereiro 12, 2008
O QUE É UM ICEBERG?
Icebergs são blocos de gelo que flutuam pelos oceanos, deslocando-se ao serem impelidos pela força das correntes marítimas, possuindo dimensões por vezes gigantescas. Todos os icebergs são formados, na verdade, por água doce solidificada através das baixas temperaturas, proveniente de porções continentais das regiões de glaciação. Podem atingir altura máxima de cento e cinqüenta metros em relação ao nível do mar. Porém, a porção do iceberg visível acima da superfície dos oceanos representa apenas uma parcela mínima de sua massa total, variando esta parcela entre dez a vinte por cento. Podendo chegar a uma idade de até dois anos, os icebergs, formados no Círculo Polar Ártico, possuem normalmente forma irregular e tamanho menor em comparação aos formados na Antártida, estes possuindo normalmente forma tabular e atingindo idades por vezes superiores a dez anos. Antes de seu derretimento ao entrar em zonas mais quentes, os icebergs podem chegar a se deslocar por uma distância máxima de até três mil quilômetros em relação ao seu ponto de origem, isto dependendo das condições climáticas de sua região de deslocamento e das correntes que os transportam. Os icebergs constituem enorme perigo para a navegação, sobretudo embarcações de grande porte.
O caso mais célebre e mais dramático de acidentes causados por icebergs (foto P&B – possível iceberg que se chocou com o navio) foi o do Titanic, afundado em 1912, levando mil quinhentas e três pessoas à morte. Este antecedente deu origem às patrulhas especializadas na detecção de icebergs, atuando nas regiões de grande risco.
Enciclopédia Digital
Publicado em 01 de julho de 1996, 25 de junho de 1998.© 1996-1998 - GLLG Informática Ltda.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
MAIS UMA ANIMAÇÃO TITÂNICA
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
UM GRANDE FILME E UM GRANDE ERRO


quinta-feira, janeiro 31, 2008
DESENHO: A LENDA DO TITANIC
Duração: 70 minutos
Ano de Lançamento: 1999.
Origem: Itália
Região do DVD: Região 4
Idiomas / Sistema de Som: Português - Dolby Digital 2.0
Formatos de Tela: FullScreen
Agora você vai conhecer a história do Titanic através das lembranças de um de seus mais inusitados sobreviventes: o ratinho Top Connors. Ele estava lá e viu uma grande história de amor acontecer no meio daquela viagem fatídica. Acompanhe você também esta história extraordinária e sinta o poder e a magia do amor.
sábado, janeiro 26, 2008
VÂNDALOS NO TITANIC

segunda-feira, janeiro 21, 2008
FILME: TITANIC E BRITANNIC
quarta-feira, janeiro 16, 2008
TITANIC NOS CINEMAS BRASILEIROS

Titanic de James Cameron, estreou em 165 cinemas brasileiros, no dia 16 de janeiro de 1998, iniciando uma carreira recordista de bilheteria que o transformou no filme mais visto (16 milhões de pessoas) de toda a história do cinema, no Brasil, batendo Tubarão, em 1976 (14 milhões). O mesmo aconteceu no resto do mundo, dos EUA à Inglaterra, do Japão à Argentina, com uma arrecadação global histórica de U$ 1,8 bilhão, divididos entre a Fox e Paramount. Só no Recife, foi visto por 450 mil (menos que Ghost, visto por mais de 500 mil), permanecendo em cartaz até junho. Titanic também provou que a Academia de Hollywood ama filmes populares, levando 11 Oscars, igualando a marca histórica de Ben Hur (1959) e dando a Cameron, ao receber sua estatueta, a ilusão momentânea de que ele seria "O Rei do Mundo!". Lançado em vídeo, no Brasil, em outubro/98, Titanic era encontrado em supermercados, lojas de disco e boas bancas de revista.
Dez anos depois, Titanic ainda pode ser encontrado em DVD (versão simples, box com 2 discos ou 4 discos) além da versão em VHS (simples ou de luxo). No caso da versão em VHS é comum encontrar usado à venda no Mercado Livre.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
ESTALEIRO RESTAURADO

sábado, janeiro 05, 2008
PRIMEIRO NAVIO DA CUNARD
Em 1840 era fundado a Cunard Line, na Inglaterra, por Samuel Cunard. Seu primeiro navio a vapor Britannia, comandado pelo Capitão Henry Woodruff, faz a travessia do Atlântico Norte entre Liverpool e Boston com 63 passageiros, navegando 12 dias e dez horas a 8,5 nós (15,7km/h), apenas com a propulsão motorizada, embora também seja provido de velame. Na volta, estabelece novo recorde de velocidade: 10,9 nós (20,l km/h). O Britannia inaugura uma tradição: quase todos os futuros navios da Cunard Line terão os nomes terminados em “ia”.
Curiosidades:
Em janeiro de 1842, o Britannia, transportou para os Estados Unidos o romancista Charles Dickens (autor dos clássicos: Oliver Twist, Canção de Natal e David Copperfield) e sua esposa. Dickens, no entanto, não apreciou a viagem, padeceu de enjôos e se assustou com as faíscas das chaminés perto das velas. Ao retomar para a Inglaterra, preferiu o veleiro George Washington, ainda que fosse levar três semanas para atravessar o Atlântico.
Em 1845, era fundada a White Star Line, em Liverpool, por Henry Wilson e John Pilkington, para incrementar o comércio do ouro recentemente descoberto na Austrália. Os navios são veleiros.
Em 1863 Gustav Wolff e Edward Harland fundam o estaleiro Harland & Wolff, em Besfast, na Irlanda do Norte. A White Star Line adquire seu primeiro vapor, o Royal Standard. No retorno da viagem inaugural a Melbourne, o navio colide com um iceberg e é obrigado a reparar o casco no Rio de Janeiro.
Em 1870, Harland & Wolff constrói o primeiro vapor, o Atlantic (1871-1873), para a White Star Line.
O elo entre essas três companhia já estava traçado.
Post dedicado ao Oficial Vinicius Amstalden
terça-feira, janeiro 01, 2008
FELIZ ANO NOVO MEUS AMIGOS
Dê amor e carinho e receberá igual ou mais...
Tenha a paz no seu coração e voará tão alto
que jamais será alcançado ou alcançada pelo mal...
Brinde sem exageros e terá o equilíbrio, a vida...
Creia que é capaz e alcançará seus objetivos.
Acredite...
uma boa idéia se transformará numa realização...
Preserve a própria vida e respeite a vida alheia.
Economize, mas com sabedoria.
Não deixe de viver a vida por economia a pouco dinheiro
e nem se venda por ele...
Ame com intensidade.
Não tenha medo de alcançar as estrelas.
E o mais importante dos ingredientes...
encontre-se com Deus todos os dias...
assim tudo se tornará muito mais simples
e o seu ano será Iluminado...

Desejos a todos os meus Amigos, Oficiais e Visitantes
um Ano Novo repleto de Realizações, Amor, Paz e Humildade.

Dedico em especial a você "Meu Anjo"
que é VIP e mora no meu coração.
Passamos por momentos difíceis em 2007,
mas nunca deixei de te amar.
terça-feira, dezembro 25, 2007
FELIZ NATAL MEUS AMIGOS
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Ilumine um “Olhar”, com cumprimentos de felicidades e paz.
Ilumine seus “Dias”, para que deles sejam lembrados, os melhores momentos de alegria.
Ilumine sua “Família”, para que não esqueçam que a base de tudo é amor e compreensão.
Ilumine seu “Natal”, para que não seja mais uma festa, e sim uma lembrança de uma época inesquecível e abençoada.

Que nossas mãos possam ser portadoras de paz, de afagos, de carinho.
Que possam ser espraiados na terra árida, fazendo germinar o amor entre as pessoas, multiplicando cada melhor essência de nós. Fazendo-nos fortes ao meio à tempestade. Deixando-nos ver o sol que nasce, que rompe a noite, que se faz dia, que se faz belo, que se faz vida! Que se chama amor...

Que este dia possa lhe trazer momentos de fé e de esperança.
Que você possa fazer deste dia, todos os dias da sua vida.
Que a paz possa reinar eternamente em seu coração...
Deixando que a alegria se manifeste em todos os momentos da sua vida.
os meus Amigos, Oficiais e Visitantes...
quarta-feira, dezembro 19, 2007
PROFETAS E PROFECIAS - TITANIC
NARRADOR: Em todo o mundo e em todos os tempos, pessoas tiveram visões sobre o futuro na maioria das vezes sem que fizessem carreira como videntes. Existe o caso curioso de Morgan Robertson, que sequer viu, mas descreveu o maior desastre marítimo da história num livro de histórias de sua autoria
MORGAN ROBERTSON: “Eu não sabia que estava fazendo uma das maiores previsões de todos os tempos, simplesmente estava escrevendo mais uma história.”
NARRADOR: Morgan foi marinheiro dos 16 aos 19 anos quando abandonou a carreira. Experimentou várias profissões, até que aos 33 anos, sem outra fonte de sustento, resolveu usar sua experiência no mar para escrever uma história. Sentou-se e numa só noite escreveu o seu primeiro conto, vendo-o por 25 dólares.
Este conto foi sobre a viagem inaugural de um transatlântico inglês chamado por seus construtores de insubmergível. Chamou o seu navio fantasioso de Titan. Descreveu a cena do afundamento com extremo realismo. O seu navio imaginário afundava ao bater contra o iceberg. Não foram as únicas coincidências...
Morgan conta que seu navio tinha 75 mil toneladas e que as vítimas foram em número de 1.500. Ele acertou ainda o número de caldeiras do navio, seu comprimento e o fato de haver menos barcos salva-vidas do que o número de passageiros.
14 anos depois de ele haver criado essa história, a 14 de abril de 1912, o grande Titanic chocou-se contra o iceberg concretizando-se a tragédia que ele havia descrito.
pelo envio da capa e do áudio.
quarta-feira, dezembro 12, 2007
TITANIC NO DISCOVERY CHANNEL

OS ÚLTIMOS MISTÉRIOS DO TITANIC
Discovery Channel - DCY 51
Terça-Feira, 25/12/2007 às 23:00 hs.
Classificação: Livre
Sinopse: No programa, o premiado diretor de cinema James Cameron vai liderar uma equipe de exploradores em uma série de mergulhos para documentar o interior do Titanic.
Duração: 60 minutos
pela informação e participações aqui no Blog.
sexta-feira, dezembro 07, 2007
TITANIC NA SUA PISCINA
O que acham de um Titanic só pra vocês e ainda na sua piscina?
Uma excelente idéia não é?
Pois, assistam ao vídeo.
domingo, dezembro 02, 2007
TITANIC BY STEPHANE
Abraços a todos e um excelente domingo com muita alegria.
Obs.: Para ouvir somente o som do vídeo, favor desabilitar o som do blog na barra do player abaixo.
Post dedicado aos meus amigos Oficiais.
quarta-feira, novembro 28, 2007
MORRE MAIS UMA SOBREVIVENTE
Barbara Dainton morreu no dia 16 de outubro, terça-feira, em uma casa de repouso em Camborne, Inglaterra, de acordo com Peter Visick, um parente distante. Seu funeral foi realizado segunda-feira, na Catedral de Truro, disse Peter Visick.
Elizabeth Gladys "Millvina", de Southampton, Inglaterra, que tinha 2 meses de idade no dia do naufrágio, é agora a única sobrevivente restante do desastre, de acordo com a Sociedade Histórica de Titanic.
A última sobrevivente americana, Lillian Gertrud Asplund, morreu em Massachusetts no ano passado aos 99 anos de idade. Veja matéria aqui no blog - http://titanicmomentos.blogspot.com/2006/05/o-adeus-de-lillian-gertrud-asplund.html
Barbara Dainton, nasceu em Bornemouth, cidade ao sul da Inglaterra em 1911, era demasiadamente nova para recordar da noite quando o RMS Titanic bateu em um iceberg e afundou no Atlântico em abril 1912, matando mais de 1.500 pessoas, incluindo seu pai, Edwy Arthur West.
Seu pai acenou para Barbara; sua mãe, Ada; e sua irmã, Constance, enquanto o bote era abaixado para o oceano escuro daquela noite, de acordo com Karen Kamuda da Sociedade Histórica de Titanic em Indian Orchard, Massachusetts. O corpo de Edwy Arthur West nunca foi identificado.
Barbara Dainton retornou a Inglaterra após o acidente. Casou-se em 1952. Evitou a publicidade relacionada ao naufrágio do Titanic e insistiu que seu funeral ocorresse antes de todo o anúncio público de sua morte, disse Karen Kamuda.
"Nós respeitamos sua privacidade," disse Karen Kamuda. "Nós somos assim, falamos sobre nossas emoções e sobre nossos dias, mas pessoas daquela época, apenas não querem falar sobre o tempo deles, sobre o que aconteceu."
quarta-feira, novembro 21, 2007
HMHS BRITANNIC - 91 ANOS
Uma pequena nota em homenagem ao naufrágio do HMHS Britannic, irmão do RMS Titanic e do RMS Olympic, o trio de navios mais belos de toda a história naval.
Terça-feira, 21 de novembro de 1916, um dia perfeito. O HMHS Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Logo após as 8:00 horas da manhã, uma tremenda explosão golpeou o HMHS Britannic, adernou e começou afundar muito depressa pela proa. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou. A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova d'água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6. Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o RMS Titanic, a afundar.
O capitão Charles Bartlett foi o último a abandonar o navio e infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião quando havia mais de 1100 a bordo. A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas. Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio e ao mesmo tempo tentar entrar nos botes, esqueceram de parar os motores.
O HMHS Britannic está tombado de lado a apenas 107m de profundidade. Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau.
O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.
HMHS BRITANNIC
Início da Construção: 30 de novembro de 1911.
Lançamento do Casco: 26 de fevereiro de 1914.
Naufrágio: 21 de novembro de 1916.
Dedico a todos os meus Oficiais e Amigos.
domingo, novembro 11, 2007
JANELAS - FIRST CLASS LOUNGE
domingo, novembro 04, 2007
quarta-feira, outubro 24, 2007
TITANIC PODE VIRAR NOVELA

domingo, outubro 14, 2007
TITANIC - SHIP SIM 2006
http://titanicmomentos.blogspot.com/2006/04/simulador-nutico-ship-sim-2006.html
Encontrei esse vídeo no YouTube e achei interessante. O criador desse vídeo juntou partes da animação do simulador mais cenas de filmes de época. Esse simulador Ship Sim 2006, exige uma máquina com muita memória, processador rápido, além é claro de uma boa placa de vídeo 3D.
Para ouvir o som do vídeo, desabilite o som do blog na barra de áudio.
domingo, outubro 07, 2007
LUSITANIA - WINSOR McCAY
Na madrugada do dia 7 de maio de 1915, um submarino U-20 disparou um torpedo que atingiu a proa do navio a boreste. Seguido ao impacto do torpedo, uma enorme explosão sacudiu o navio e o Lusitânia começou a afundar. Não mais que vinte minutos se passaram e o navio havia desaparecido levando consigo 1.200 pessoas.
Para ouvir o som do vídeo, desabilite o som do blog na barra de áudio.
domingo, setembro 30, 2007
VÍDEO DO HMHS BRITANNIC
Olá turma titânica.
Trago um vídeo sobre o naufrágio do HMHS Britannic. Pela animação parece ser do Simulador Náutico - Virtual Sailor, já postado aqui em 10/11/2005.
http://titanicmomentos.blogspot.com/2005/11/simulador-nutico.html
O criador do vídeo deveria ter usado outras músicas e não a trilha sonora do filme Titanic, mas tá valendo a idéia de criação.
Para ouvir o som do vídeo, desabilite o som do blog na barra de áudio.
quarta-feira, setembro 26, 2007
NOVO DVD TITANIC EM NOVEMBRO

Ainda continuo achando a primeira capa da versão americana mais bonita.
Agradecimentos ao meu amigo e Oficial Jonatas Rueda.
quarta-feira, setembro 19, 2007
ANIMAÇÃO COM LEGO
Para ouvir melhor o som do vídeo, favor desabilitar o fundo musical do blog na barra do Windows Media Player.
sábado, setembro 15, 2007
TITANIC MOMENTOS 2 ANOS
Através dos meus Amigos e Oficiais de bordo, consegui forças pra continuar essa aventura. Hoje, o Titanic Momentos completa 2 anos de existência.
A cada fase uma novidade, antes era possível somente fotos, depois, a opção de fundo musical e agora, podemos colocar vídeos, enfim, foram dois anos de navegação junto com a melhor tripulação que um Capitão poderia querer, amigos verdadeiros e sinceros.
Parabéns para todos vocês: amigos, oficiais e visitantes.
Até o próximo aniversário com bastantes novidades e aventuras.
Um forte abraço a todos...
Agradecimentos especiais:
Oficial Jefferson Krüger, pela criação da foto (topo) e,
Oficial Daniel Dias, pela correção ortográfica do texto.

quarta-feira, setembro 12, 2007
EXPOSIÇÃO NA ESPANHA

- O original dos objetos recuperado após o naufrágio e oferecidos por alguns sobreviventes.
- A história do navio, investigada pelo historiador C.G. Wetterholm e relacionado através dos espaços diferentes que dão forma à amostra.
- A criação de partes do Titanic, assim o visitante poderá ver a grande proa, as portas à prova d'água, um camarote da Primeira Classe, outro da Terceira Classe, corredores de acesso a Primeira Classe ou uma das hélices, entre outras surpresas.
A Exposição transportará o visitante a 1912, a sua verdadeira história, contada através das declarações oficiais dos sobreviventes e obtidas através de datas da engenharia e científicas após a descoberta de sua posição de descanso em 1985. A exibição será terminada com a apresentação de um documentário da IMAX sobre o Titanic, dirigida por James Cameron.
domingo, setembro 09, 2007
AINDA EM 1912


O tenista Richard (Dick) Williams, recuperado, vence o Aberto dos Estados Unidos - duplas mistas. De 1913 a 1926, ele participará da equipe norte-americana na Taça Davis.
As famílias Guggenheim, Astor e Widener pedem à empresa de salvamento Merritt & Chapman que descubra e traga à superfície os restos do Titanic. A empresa responde que, com os atuais recursos técnicos, não tem a mínima possibilidade de executar a ação.

O professor Beesley publica o livro The loss of the Titanic.

Com a saúde combalida pela noite em que permaneceu vários minutos na água gelada e longas horas num bote parcialmente submerso, morre em 4 de dezembro o Coronel Archibald Gracie. Em seus últimos momentos, delirando, ele repete inúmeras vezes:
- Preciso embarcá-los nos botes.
Post de hoje dedicado aos
Oficiais Mário Silva e Gabriel Rohden
domingo, setembro 02, 2007
ESTÁTUA ARTEMIS OF VERSAILLES
Warner Books
terça-feira, agosto 28, 2007
GRANDE ESCADARIA
The Discovery of the Titanic - Dr. Robert D. Ballard - 1987
Warner Books
segunda-feira, agosto 20, 2007
ALGUNS RELATOS - PARTE 6
Vi uma mulher italiana com dois bebês e peguei um deles. Fiz a mulher pular com um dos bebês, enquanto eu jazia o mesmo com o outro. Mergulhei e, quando voltei a superfície, o bebê em meus braços estava morto. Tive de abandoná-lo. Em seguida vi a mulher nadando, mas sobreveio a explosão de uma caldeira e uma grande onda que a engoliu.
De uma carta de Richard Williams ao Coronel Gracie:
Não permaneci durante muito tempo debaixo d'água e, tão logo pude vir à tona, despi meu sobretudo de pele. Também tirei os sapatos. Nadando uns 20 metros, vi algo flutuando. Era um dos botes dobráveis. Pendurei-me na borda e pude alçar-me, sentando-me. A água me cobria até acima da cintura. No todo, éramos umas trinta pessoas ali.
sábado, agosto 18, 2007
ALGUNS RELATOS - PARTE 5

(...) Fazia uma hora que eu deitara, as luzes estavam apagadas e então fui acordada por um barulho terrível, algo que jamais ouvira antes. Era como se a mão de um gigante estivesse a rolar bolas de boliche. E então o navio parou.
Do testemunho juramentado do negociante francês de algodão, Alfred Omont, 29 anos, passageiro da Primeira Classe, prestado ao vice-cônsul britânico no Havre:
(...) Fomos jogar bridge no café Parisiense. Jogamos até 23h 40min, quando sentimos um choque. Já cruzei o Atlântico 13 vezes e posso garantir que não foi muito forte, cheguei apensar que provinha do impacto de uma onda. Passados uns minutos, pedi ao garçom que abrisse a vigia. Não vimos coisa alguma. No momento do choque tínhamos visto pela vigia algo que era branco. Agora, só víamos a noite. Pouco depois, deixamos o café. (...) Todos diziam que não estava acontecendo nada.
Depoimento de Alfred Omont na integra
http://titanicmomentos.blogspot.com/2006/04/depoimento-juramentado-de-alfred.html
terça-feira, agosto 14, 2007
ALGUNS RELATOS - PARTE 4

Das memórias da camareira Violet Jessop:
(...) Um estampido! Depois um ruído baixo de algo se partindo, sendo mastigado, rasgando-se. O Titanic tremeu levemente e o som dos seus motores cessou lentamente. Tudo quieto, um silêncio mortal se fez presente por um minuto. Depois, portas começaram a se abrir e ouviam-se vozes indagando. Vozes reprimidas passaram defronte a nossa porta, e as perguntas eram respondidas com calma.
(...) Esperei que Ann falasse alguma coisa, pois sabia que ela estava acordada. Coloquei minha cabeça para o lado do beliche em sua direção, e ao meu olhar ela respondeu com a maior tranqüilidade deste mundo que, aparentemente, algo tinha acontecido.
(...) Um momento de vazio terrível e uma névoa negra envolveram-nos em sua total solidão (...), em seguida o silêncio, enquanto nosso bote jogava de um lado para outro à mercê de uma banquisa.
Veja outros post sobre essa grande mulher:
http://titanicmomentos.blogspot.com/2005/10/sobrevivente-do-titanic-violet-jessop.html
domingo, agosto 12, 2007
ALGUNS RELATOS - PARTE 3

(...) Tivemos de subir cinco escadarias para chegar a um lugar cheio de mulheres. Estavam chorando, algumas quase despidas. Todo mundo estava assustado e ninguém sabia o que tinha acontecido.
(...) Um oficial pegou minha irmã, outro, o meu irmão e os acomodaram no bote 11.
- Neste bote, basta - disse o oficial.
Minha mãe chorava:
- Deixem-me ir neste aí, aqueles são meus filhos. Eles permitiram e me deixaram para trás. Minha mãe gritou:
- Ruth, pegue o outro bote.
O oficial me pegou no colo e me colocou no bote ao lado.
(...) Podíamos ver do bote 13 as luzes desaparecendo uma por uma, até que houve uma grande explosão. Então acho que o navio se partiu ao meio e, pouco depois, afundou. Ouvíamos os gritos horríveis daquelas pessoas que estavam indo para o fundo do mar.
sexta-feira, agosto 10, 2007
ALGUNS RELATOS - PARTE 2

(...) Notei que os motores pararam e, em seguida, ouvindo passos apressados no convés superior, exatamente sobre nossa cabine, achei melhor investigar. Parcialmente vestido, deixei a cabine e me encontrei com meia dúzia de homens, todos especulando a respeito do incidente. Enquanto conversávamos, passou por nós um tripulante, com pressa, e perguntei-lhe que tipo de problema tínhamos. Ele garantiu que não era sério, provavelmente uma avaria nas hélices.
(...) Para investigar melhor; fui ao convés A, onde um grupo de homens conversava animadamente. Um deles comentou que o impacto fora no gelo. Quando um dos outros lhe questionou a autoridade no assunto, ele replicou:
- Vá ao tombadilho da popa e veja por si mesmo.
Tomei eu a iniciativa de ir até o fim do convés A e, olhando para baixo, vi um sem-número de fragmentos de gelo perto da amurada de estibordo, o bastante para encher várias carroças.
Enquanto eu estava ali aconteceu algo que me fiz ter consciência de que o problema era sério. Dois fornalheiros apareceram no convés e um deles me perguntou:
- O senhor acha que há perigo?
- Perigo há se o navio fizer água - respondi -, e sobre isto vocês devem saber mais do que eu.
O homem tornou, alarmado:
- A água estava na sala da caldeira quando escapamos.
Neste momento, vi no tombadilho da popa que alguns passageiros da Terceira Classe se divertiam caminhando sobre o gelo e chutando-o. O iceberg eu não vi.
(...) Quando chegamos ao convés dos barcos, o primeiro bote de estibordo já estava pendurado nos turcos e ocupado por algumas pessoas. O oficial chamava mulheres e crianças para completá-lo, mas parecia difícil achar alguma que quisesse fazê-lo. Eu mesmo hesitava em embarcar minha mulher e meu filho, sem saber o que era melhor: que permanecessem no navio ou se arriscassem num bote que precisava descer quase 30 metros até a água. Enquanto os vestia com os coletes, ouvi a ordem do oficial:
- Lançar!
(...) Passada meia hora do lançamento do bote13, olhando para o navio, para a linha das vigias iluminadas, observeique estava muito inclinado para a frente e ia aumentando o grau da inclinação. Fiquei chocado. Ninguém no bote imaginava que fosse afundar.
(...) Com o desaparecimento do navio, um sentimento de solidão e uma profunda depressão se apossaram dos que estávamos no bote. Quase não falávamos, mas ouvi alguém dizer: “Podemos ficar aqui por muito tempo, até que nos achem”. Nós nos ocupávamos, incansavelmente, em esquadrinhar o mar em busca da luz de outro navio.
quarta-feira, agosto 08, 2007
ALGUNS RELATOS - PARTE 1

(...) Eu dividia a cabine com três garotas, duas inglesas e uma sueca. Nós nos recolhemos cedo, pois aos passageiros da Terceira Classe era vedado o acesso a outros conveses após as 22h. Meia hora depois, sentimos um baque, mas sem demora voltamos a dormir, nós confiávamos no Titanic.
(...) ouvi batidas na porta. Era meu tio, que disse:
- É melhor você vestir um abrigo e subir para o convés.
Vesti um casacão sobre a camisola e subi. No convés, a agitação não era muito grande. Colidíramos com um iceberg, mas ninguém acreditava que o navio fosse afundar. Ele estava todo iluminado e havia música num salão da Primeira Classe. As outras três moças não sobreviveriam.
(...) Enquanto o bote 16 se afastava do Titanic, a orquestra ainda tocava. Alguém comentou que era o hino Nearer, my God, to thee. Pode ser. É um hino inglês e eu não o conhecia.
(...) Estávamos perto de outros botes e víamos icebergs à nossa volta. Então a catástrofe aconteceu. Ninguém esperava ver aquilo. Aterrorizados, ouvimos um inacreditável estrondo e uma espécie de guincho de mil vozes que veio do navio, quando ele se quebrou ao meio, para logo afundar. Estávamos petrificados.
(...) Pior do que os gritos foi o silêncio que veio depois.
segunda-feira, agosto 06, 2007
TITANIC - OUTRA HOMENAGEM
quarta-feira, agosto 01, 2007
BEBÊ É IDENTIFICADO
Uma criança vítima do naufrágio do Titanic, ocorrido em 15 de abril de 1912, teve sua verdadeira identidade conhecida nesta quarta-feira, dia 01/08/2007. Segundo geneticistas da Universidade de Lakehead, em Ontário, no Canadá, exames de DNA mostraram que o bebê, inicialmente identificado como o finlandês Eino Panula, 13 meses, era, na verdade, o menino inglês Sidney Leslei Goodwin , 19 meses."É muito fácil dizer que alguém se equivocou, mas assim funciona a ciência, que sempre modifica suas idéias e teorias", declarou Ryan Parr, responsável pela pesquisa. "A evidência foi bastante conclusiva agora", acrescentou, segundo informações da agência Ansa. Os cientistas utilizaram os dentes da criança para reduzir as possibilidades de candidatos. Depois de vários exames do HVS1, um tipo de mitocôndria da molécula de DNA, os pesquisadores desmentiram o vínculo com a família finlandesa Panula.
O corpo do bebê foi enterrado junto com outras 1,5 mil vítimas do Titanic em um campo de Halifax, na Nova Escócia, Canadá, com uma lápide dedicada "à criança desconhecida". Após ser identificado pela primeira vez, a família Panula viajou da Finlândia para participar de uma cerimônia em memória da criança. A família Goodwin foi informada do erro, mas ainda não se sabe se eles visitarão o cemitério canadense.
O TITANIC MOMENTOS, publicou uma matéria em 02/10/2005 sobre essa criança. veja o post:
http://titanicmomentos.blogspot.com/2005/10/dna-identifica-criana-que-morreu-no.html
domingo, julho 22, 2007
TITANIC - PREFÁCIO - PARTE VII
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998

Mas os destroços do navio falam por si, suas duas metades a quase 800 metros uma da outra, encostadas no fundo do mar. Por isso, a história não é apenas responsabilidade, é também um desafio... o desafio de separar as verdades das mentiras e das informações e concepções incorretas.
Nos aspectos em que os fatos são claros, fomos absolutamente rigorosos em apresentar os eventos. Onde são incertos, fiz minhas próprias escolhas; algumas delas podem ser polêmicas para os que estudam a história do Titanic. Apesar de nem sempre ter feito uma interpretação tradicional, posso garantir ao leitor e a quem viu o filme que as decisões são conscientes e bem-informadas, e não erros casuais de Hollywood.
E se às vezes as coisas parecerem espetaculares e dramáticas demais... é porque foram mesmo.
Estou escrevendo este texto perto do final da odisséia da produção. Estamos colocando a música e os efeitos sonoros finais, e há luz no fim do túnel depois de três anos de obsessão. Não tenho idéia de como o filme será recebido, tanto pela crítica quanto pelo mercado, mas sei que minha equipe e eu demos nossos corações por ele e tentamos assumir a missão de contar a história de Titanic com respeito, dedicação, humildade e amor.
Bem-vindo ao navio dos sonhos. Se precisar, você encontrará coletes salva-vidas sobre o guarda roupa.
James Cameron.
sexta-feira, julho 20, 2007
TITANIC - PREFÁCIO - PARTE VI
Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998

No convés B, em direção à popa partindo da escada, conseguimos chegar à luxuosa suíte do estibordo, reservada por J. P.Morgan, o homem mais rico dos Estados Unidos - que cancelou sua viagem no último momento. Dentro da suíte estão os restos dos móveis, baluartes nas paredes e a lareira que um dia foi belíssima. Sua fornalha de latão refletiu as luzes do nosso VOR como se fosse novinha em folha, enquanto um siri pálido e estranho da espécie Galathea arrastava se lentamente sobre ela.
No convés D,uma das portas giratórias do vestíbulo ainda está pendurada nas dobradiças, com sua tela ornada de bronze. Por essa porta, Molly Brown e John Jacob Astor passaram ao embarcar no Titanic vindos do pequeno navio Nomadic, em Cherbourg. Quando a senhora Rose vê a tela do vídeo e se imagina atravessando as portas de entrada do Titanic, as portas fantasmagóricas são de verdade. Exatamente como estão agora, enterradas na escuridão.
Integradas na trama do filme, estas imagens de vídeo possuem um poder emocional incontestável porque são reais, guiando nossas mentes pela devastação do tempo. Todo o resto que depois criamos para o filme teve esse mesmo nível de realidade. Um princípio rigoroso de exatidão absoluta envolveu cada departamento, desde o modelo e construção do cenário, até os setores de decoração, acessórios, figurino, cabeleireiros e efeitos visuais. Além da aparência dos objetos, todas as nuanças de comportamento humano tiveram que ser examinadas. Como as pessoas se movimentavam ou falavam, sua etiqueta, como a tripulação do navio desempenhava suas obrigações rotineiras e de emergência... todas essas coisas tinham que ser compreendidas antes de uma simples cena ser filmada.
Existem responsabilidades ao trazer um assunto histórico à tela, mesmo que meu primeiro objetivo, como diretor de cinema, fosse entreter o público. Pesquisas e mais pesquisas, contínuas e intermináveis, foram o segredo da completa exatidão. Mas, a partir da minha própria pesquisa, descobri que a história do Titanic é uma espécie de alucinação coletiva. Honestamente não é de se surpreender, por exemplo, que a descrição dos membros da tripulação seja diferente da dos passageiros, e que os relatórios da primeira classe não tenham nada a ver com os da terceira. Conscientemente ou não, cada sobrevivente tem motivos para lembrar dos eventos de maneira particular. O Segundo Oficial Lightoller, que claramente encobriu muitos aspectos do naufrágio em seu testemunho, declarou enfaticamente que o navio não se partiu ao meio. Como oficial de maior patente entre os sobreviventes da tripulação, seu testemunho foi mais respeitado que o dos inúmeros sobreviventes, que apresentaram declarações lúcidas contrárias sobre o fato. Por isso, o testemunho de Lightoller tornou-se histórico, participando da alucinação coletiva, e todos os relatórios subseqüentes, incluindo o excelente S.O.S. Titanic, mostram o navio inteiro deslizando graciosamente para o fundo do mar.
(continua...)
quarta-feira, julho 18, 2007
TITANIC - PREFÁCIO - PARTE V
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998

Esta dedicação exclusiva aos objetivos técnicos atrasaram minhas reações emocionais ao naufrágio, até o segundo mergulho. E, de repente, aquilo me atingiu em cheio. Eu estava no convés do Titanic. O tempo desapareceu. Ali estava o turco com o qual foi lançado o bote salva-vidas número 1, que levou Lucille e Sir Cosmo Duff Gordon para um lugar seguro. Depois ele foi usado para lançar o Articulado C, mas não antes de Bruce Ismay pular dentro dele e entrar para a história como o arquiteto responsável pelo destino do Titanic, sentado confortavelmente em um bote salva-vidas enquanto 1500 pessoas gritavam no navio que estava afundando. Eu podia ver o Capitão Smith despedindo-se dos seus homens um pouco antes da água entrar como uma onda enorme pelas grades da ponte de comando. Eu via o Primeiro Oficial Murdoch, quando veio a saber que o fracasso dos seus esforços para virar o leme do navio a tempo condenaria mais de mil pessoas a congelar até a morte, e que ainda conseguiu agir de forma heróica ao lançar os botes nos últimos minutos do navio.
Quando voltei ao Keldysh depois daquele mergulho, estava invadido pela emoção. Eu conhecia tão intimamente o evento por causa das minhas pesquisas e agora estava no convés do navio... aquilo me encheu de emoção. Chorei pelos inocentes que haviam morrido ali naquele local. Foi quando percebi que o meu projeto e o meu filme estariam destinados ao fracasso se eu mostrasse apenas o fato em si e não conseguisse retratar a emoção daquela noite.
No último dos doze mergulhos, pilotamos o VOR Snoop Dog, nossa sonda robô de Hollywood, entre os destroços do navio. Em um local no qual os cientistas não ousariam arriscar seus robôs de milhões de dólares explorando o interior do Titanic, nós continuamos em frente, às vezes cegamente. Mas o Snoop Dog estava indo tão bem que eu não pude resistir, apesar do meu julgamento racional. Fui seduzido pelas sombras tentadoras do interior dos portais e de debaixo da grande escadaria.
Continuando com um enorme cuidado para não estragar nosso veiculo ou o seu cabo umbilical, exploramos espaços que não eram vistos pelos olhos humanos desde 1912. As imagens de vídeo que chegavam do submarino Mir excediam minhas expectativas mais loucas. O fantasma desse navio, que um dia foi resplandecente, ainda reside em suas entranhas. Desde o descobrimento dos destroços em 1985, acreditava-se que os moluscos que se alimentam de madeira haviam devorado os finos ornamentos do navio, mas nós vimos colunas de carvalho entalhado a mão e painéis de parede em um notável estado de conservação. A tinta branca da área de recepção e do salão de jantar, que ficava adjacente, ainda brilha nos relevos mais profundos dos elegantes padrões entalhados.
(continua...)
segunda-feira, julho 16, 2007
TITANIC - PREFÁCIO - PARTE IV
Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998

Desde o momento em que tive esse pensamento, soube não apenas que tinha de fazer o filme, mas também que, ao fazê-Io, teria de filmar o barco real... de alguma forma.
Demorou alguns anos para preparar tudo, mas finalmente conseguimos montar uma expedição de "mergulho ao fundo do mar", que compreendia os seguintes componentes: um navio russo de pesquisas, o Akademik Mstislav Keldysh, a maior embarcação deste tipo no mundo; dois submarinos, Mir 1 e Mir 2, que estão entre os cinco únicos veículos do mundo que podem ir até os destroços do navio, um veículo de operação remota (VOR) chamado de Snoop Dog, construído para o filme mas funcional nas profundezas do Titanic; e uma câmera especialmente projetada, instalada em um compartimento à prova de pressão, a primeira a funcionar fora de um submarino no fundo do oceano, e era acoplada a um aparelho de inclinação para efeito panorâmico dos seus movimentos naturais. Adicione a isso um conjunto de fortes luzes subaquáticas e uma dedicada equipe de engenheiros, técnicos de filmagens, cientistas marinhos e corajosos marinheiros russos, norte-americanos e canadenses; e você terá a primeira expedição de mergulho na história de Hollywood.
Cada expedição era planejada como uma missão lunar: horas de simulação do movimento dos submarinos com miniaturas e sistemas de vídeo, com gráficos, diagramas e listas de cenas direcionados a cada equipe antes de cada mergulho. Invariavelmente, tudo dava errado quando chegávamos ao local do naufrágio. O piloto olha por uma pequena escotilha e tem uma visibilidade muito restrita enquanto manobra seu veículo de dezoito toneladas ao redor do navio naufragado, lutando contra correntes fortes imprevisíveis e escuridão total. Além disso, imagine um diretor maluco querendo que os dois submarinos fiquem mais próximos um do outro, enquanto navegam ao redor de uma montanha de metal enferrujado cheia de perigosos cabos de aço. e você terá uma boa receita de diversão.
Os mergulhos, para mim, consistiam de duas horas e meia de tédio, seguidas por dez a doze horas de concentração intensa e ininterrupta, enquanto posicionávamos simultaneamente os dois submarinos, o conjunto de luzes e a câmera na escuridão congelada e em constante movimento, com equipes que mal falavam inglês. Assim eram as nossas tentativas de filmar o Titanic de uma forma que nunca havia sido feita antes.
(continua...)
sábado, julho 14, 2007
TITANIC - PREFÁCIO - PARTE III
Continuação do texto do Prefácio do Livro de Titanic de James Cameron.
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998

Uma história épica de amor, ironicamente, deve ser feita de curtos momentos íntimos que parecem naturais e familiares, ao mesmo tempo em que se tornam parte da trama por acontecer junto com eventos que estão além da escala humana. Um dá força ao outro.
A minha tarefa mais difícil no Titanic não foi, como poderia se esperar, a criação do grande espetáculo. Foi a invenção dos momentos íntimos, na hora de escrevê-Ios e no trabalho subseqüente com Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. Nós três sabíamos, para nosso próprio terror, que o destino do nosso Titanic dependia da habilidade de direcioná-Io corretamente através dos bombásticos icebergs e de criar um coração vivo para o filme a partir de gestos, olhares, sorrisos tentadores, frases interrompidas... o vocabulário de um amor que está nascendo.
Mas se nós, o público, conseguimos nos apaixonar por Jack e Rose da mesma forma que eles se apaixonam um pelo outro, então deixamos de observá-Ios e passamos a olhar sobre seus ombros, a ver através dos seus olhos os acontecimentos de uma das noites mais horríveis do século XX. E então há um ciclo completo: o filme deixa de ser sobre o Titanic para ser uma história de amor que casualmente aconteceu no convés do navio, e voltar novamente para a emoção real do Titanic. Sentindo o medo, a perda e o sofrimento de Jack e Rose, no final acabamos vivendo o sentimento daquelas 1500 pessoas.
O último ingrediente que decidi incorporar, ao procurar tornar a história viva e palpável, foi uma conexão com o presente, com a Rose envelhecida, contando a história. Achei que isso iria conectar o passado com o presente, e através do artifício da sua memória, investiria ainda uma camada de emoção. Este recurso de fazer Rose contar a história também permitiu a comparação cinematográfica entre os restos do navio, que agora estão nas profundezas do mar, e o navio no clímax da sua glória... desde a noite eterna até a luz do sol e de volta para a noite.
No mesmo momento me ocorreu, como um raio... o Titanic não é um mito. Ele não apenas existiu... ele ainda existe. Está agora no seu leito marinho, quatro quilômetros abaixo do local em que atingiu o iceberg há tantos anos. E se você for ousado o bastante, pode ir até lá e vê-Io.
E filmá-Io.
(continua...)
quinta-feira, julho 12, 2007
TITANIC - PREFÁCIO - PARTE II
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998

A história do Titanic parecia uma enorme tela aguardando uma pintura romântica, uma tela que oferecia todo o espectro das várias emoções humanas. O maior dos amores pode ser medido apenas contra a maior das adversidades, e o maior dos sacrifícios seria definido da mesma maneira. O Titanic, em toda a sua terrível grandiosidade, abre essa possibilidade como nenhum outro evento histórico.
O naufrágio do Titanic é um dos eventos históricos descritos com mais detalhes, graças aos inquéritos americanos e ingleses, e às décadas de pesquisas conduzidas por Walter Lord e outros grandes historiadores como Don Lynch, que seguiram seu exemplo. Depois de seis meses de pesquisas, eu havia compilado uma linha do tempo altamente detalhada, que descrevia a ordem dos acontecimentos no navio em suas últimas horas, os paradeiros e ações dos passageiros e da tripulação até o último minuto. Fiz deste o principal objetivo da produção, um objetivo que teria de ser cumprido por todas as pessoas envolvidas: honrar os fatos em seus mínimos detalhes.
Queria ser capaz de dizer ao público, sem o menor sentimento de culpa: isto é real. Foi o que aconteceu, exatamente assim. Se você entrasse em uma máquina do tempo e fosse parar no convés do Titanic, seria isto que você iria ver... O Segundo Oficial Lightoller estaria ali, no bote salva-vidas número 6, Wallace Hartley estaria conduzindo a orquestra em uma valsa animada a alguns metros, perto do portal de entrada da primeira classe, e Mestre Quarteleiro Rowe estaria disparando os rojões de S.O.S. exatamente... agora!
Perdidos no meio desta torre impassível de fatos históricos estão Jack e Rose. Eu teci o romance desde a popa até a proa incluindo todos os eventos e locais interessantes, para permitir que o público experimentasse o otimismo e a magnitude do navio de uma forma que nem a maioria dos passageiros sentiu. Eles dividem o palco com personalidades históricas como o Capitão Smith, Thomas Andrews e Molly Brown, que se tornam mais reais e pessoais por causa de sua interação com os jovens namorados. Todos os momentos aparentemente inocentes que passamos com Jack e Rose são obscurecidos pela lancinante verdade de que o navio - e dois terços das pessoas a bordo - está condenado.
(continua...)
terça-feira, julho 10, 2007
TITANIC - PREFÁCIO - PARTE I
Neste livro pode ser encontrada uma descrição detalhada do monumental esforço de milhares de artistas e artesãos na recriação acurada do "navio dos sonhos", incluindo a réplica do exterior em tamanho natural e o tanque de 64,4 milhões de litros projetados para o seu naufrágio; as novas descobertas dos mergulhos de Cameron até os destroços do navio em 1995; os estudos sobre o incrementado vestuário, maquiagem e cabeleireiros que definiam o estilo da "Era de Ouro"; um resumo dos impressionantes efeitos especiais do filme; e as entrevistas com o elenco e a equipe, todas associadas aos eventos históricos da viagem inaugural, e final, do Titanic.
Editora: Manole - Ano: 1998

A tragédia assumiu um caráter quase mítico na imaginação coletiva, mas, com o tempo perdeu sua face humana. Seu status em nossa cultura transformou-se em uma história de moralidade, mencionada com mais freqüência como metáfora em charges políticas do que um evento real. Decidi fazer um filme que trouxesse aquele evento à vida, quis humanizá-lo: não um documentário dramático, e sim um retrato da história real. Eu quis colocar o publico no navio, nas suas últimas horas, para que vivesse o trágico evento em sua terrível e fascinante glória.
O maior desafio de fazer um novo filme sobre um assunto tão discutido é o próprio fato de a história ser bem conhecida. O que dizer que ainda não foi dito? O único território que senti que não havia sido explorado nos filmes anteriores era o do coração. Eu queria que o público chorasse pelo Titanic, o que significa chorar pelas pessoas que estavam no navio, portanto, chorar por qualquer alma perdida no instante de sua morte. Mas a morte de 1500 inocentes é muito abstrata para comover o coração, apesar de imaginarmos a quantidade facilmente.
Para experimentar plenamente a tragédia do Titanic, para ser capaz de compreendê-Ia no aspecto humano, parecia necessário criar uma tocha emocional para guiar o público, apresentando dois protagonistas que o conquistassem, e depois levá-Ios ao inferno. Jack e Rose nasceram a partir desta necessidade, e a história do Titanic transformou-se na história deles. Senti que meu filme deveria ser, antes de tudo, uma história de amor.
E o que poderia ser mais romântico, no sentido mais comovente da palavra, do que o Titanic, com suas histórias de homens e mulheres torturados em massa pelo destino cruel, das viúvas procurando nos rostos dos poucos homens sobreviventes os seus maridos ou namorados, das terríveis perdas e danos da manhã seguinte... de tantos corações partidos.
(continua...)
sexta-feira, julho 06, 2007
MAIS OBJETOS LEILOADOS
Dando continuidade ao post do dia 28/06, sob o leilão do diário do SS Mackay-Bennett - http://titanicmomentos.blogspot.com/2007/06/dirio-de-bordo-do-ss-mackay-bennett.html - mais de 18 objetos relacionados ao Titanic, um dos maiores desastres navais da história em tempo de paz, foram vendidos também no dia 28, do mês passado, pela Chrisitie's, em Nova York. Entre as peças estão fotos e livros de passageiros. Coleção reunia também adornos de grandes navios e barcos a vapor.
Foto 1 - Foto dos passageiros: Oscar Johnson, Eleanor Ileen Johnson, e de um homem não identificado, que foram resgatadas do naufrágio do Titanic.
Foto 2 - Desenho do navio feito à mão pela passageira Laura Marie Cobb.
Foto 3 - Livro dos passageiros de primeira classe do Titanic.
terça-feira, julho 03, 2007
NAUFRÁGIO DO TITANIC - MAQUETE
Post dedicado ao Oficial Mário Silva.
