Durante este mês, iremos colocar uma relação dos navios da White Star Line. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.
CEVIC
Construção: 1894
Toneladas: 8.301
Em 1914 foi convertido no cruzador HMS Queen Mary, na verdade era um disfarce para o inimigo alemão, a fim de proteger o verdadeiro cruzador HMS Queen Mary. Em 1916 foi convertido a petroleiro, com o nome de Bayol, renomeado em 1917 para Bayleaf. Vendido em 1920 para a Anglo-Saxon Petroleum Co., foi renomeado para Pyrula. Desmantelado em 1933, em Genoa.
GALLIC
Construção: 1894
Toneladas: 461
Foi comprado da Birkenhead Corporation pela White Star em 1907. Recebeu o nome de Gallic e junto com o Nomadic e Traffic ajudava no transporte de carga e passageiros no porto de Cherbourg. Foi desmantelado em 1913, em Mersey.
MERSEY
Construção: 1894
Toneladas: 1.820
Foi comprado em 1908 pela White Star Line, para ser um navio de treinamento na formação de Cadetes. Foi vendido em 1915 para a Transatlantic Motorship Co., vendido novamente em 1916 para a Norwegian Concern, renomeado para Christian Radich. Ocorreram mais duas vendas, uma em 1917 e outra em 1922. Foi desmantelado em 1923 no Reino Unido, com o nome de Dversgo.
PONTIC
Construção: 1894
Toneladas: 395
Navio de abastecimento de água e transporte de cargas em Liverpool. Vendido em 1919 para a Rea Towing Co., Liverpool. Foi desmantelado em 1930.
quinta-feira, março 19, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1894)
terça-feira, março 17, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1892-1893)
Durante este mês, iremos colocar uma relação dos navios da White Star Line. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.
BOVIC
Construção: 1892
Toneladas: 6.583
Similar ao Naronic. Em 1914, na rota Manchester-New York, devido a uma ponte no Canal de Manchester, teve seus mastros reduzidos. Em 1922 foi vendido para a Leyland Line, teve os mastros restaurados à altura original, é renomeado para Colonian. Foi desmantelado em Rotterdam, em 1928.
NARONIC
Construção: 1892
Toneladas: 6.594
Saiu de Liverpool com destino a New York em 1893 e nunca mais foi visto. Todos os 74 passageiros e a tripulação morreram. Foi cogitado que o Naronic, que era similar ao Bovic, teria se chocado com um iceberg, mas a Comissão de Inquérito não aceitou como sendo verídicas tais informações. Curiosidade: Alguns botes salva-vidas foram encontrados a 90 milhas do local onde aconteceria o naufrágio do RMS Titanic em 1912.
GOTHIC
Construção: 1893
Toneladas: 7.755
Foi transferido em 1907 para a Red Star Line, renomeado para Gothland. Retornou para a White Star com o nome de Gothic entre 1911 a 1913. Foi devolvido a Red Star Line em 1913. Desmantelado em 1926, em Borrowstounness (Bo'ness).
domingo, março 15, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1891)

MAGNETIC
Construção: 1891
Toneladas: 691
Encarregado de transportar os passageiros de Liverpool. Em 1932 foi vendido para a Alexander Towing Co, renomeado para Ryde. Foi desmantelado em 1935, em Port Glasgow.
NOMADIC
Construção: 1891
Toneladas: 5.749
Usado para o transporte de carga. Em 1899 foi usado na Guerra de Bôer, recebendo o nome de HMT No 34. Foi vendido em 1903 para a Dominion Line, renomeado em 1904 para Cornishman. Foi desmantelado em 1926, em Lelant.
TAURIC
Construção: 1891
Toneladas: 5.728
Era usado na rota Liverpool-Portland no transporte de animal. Foi vendido em 1903 para a Dominion Line, renomeado em 1904 para Welshman. Transferido em 1921 para a Leyland Line. Foi desmantelado em 1929.
sexta-feira, março 13, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1889-1890)

RUNIC
Construção: 1889
Toneladas: 4.833
Irmão do Cufic. Utilizado no transporte de rebanhos e cargas. Foi vendido em 1895 para a West India & Pacific SS Co, renomeado para Tampican. Foi transferido para a Leyland Line em 1899. Em 1912 foi vendido para a South Pacific Whaling Company e renomeado para IMO. Em 1917, este navio esteve presente no pior desastre de Halifax. O Mont Blanc, de bandeira francesa, carregava munição e chocou-se com o IMO, causando uma explosão que devastou a costa norte de Halifax, numa área de 325 acres, matando 2.000 pessoas e ferindo outras 9.000. Todo o dia 6 de dezembro os sinos do Memorial Bells soam em Halifax, em honra aos mortos e sobreviventes. Em 1918 o IMO foi recuperado e renomeado para Guvernoren. Em 1921 encalhou a 20 milhas do porto de Stanley e foi dado como perdido.

TEUTONIC
Construção: 1889
Toneladas: 9.984
Irmão do Majestic. Em 1914 foi requisitado pela Marinha Britânica para fazer parte do 10º Esquadrão de Cruzadores. Foi o primeiro navio mercante a ser equipado com armamento e se tornar um cruzador. Foi desmantelado em 1921, em Emden, Alemanha..

MAJESTIC
Construção: 1890
Toneladas: 9.965
Irmão do Teutonic. Em 1899 foi usado como navio de tropa na Guerra de Bôer. Em 1902/1903, recebeu novas caldeiras e teve o mastro central removido. Foi desmantelado em 1914, em Morecambe.
quarta-feira, março 11, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1885-1888)
Durante este mês, iremos colocar uma relação dos navios da White Star Line. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.
BELGIC
Construção: 1885
Toneladas: 4.212
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Belgic 1874) sem o seqüencial 2. Similar ao Gaelic e quase irmão do Ionic, participou como navio de tropa na Guerra de Bôer. Foi vendido em 1899 para a Atlantic Transport Line, renomeado para Mohawk. Desmantelado em 1903, em Liverpool.
GAELIC
Construção: 1885
Toneladas: 4.206
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Gaelic 1873) sem o seqüencial 2. Foi vendido em 1905 para a Pacific Steam Nav. Co., renomeado para Callao. Desmantelado em 1907, em Briton Ferry.
CUFIC
Construção: 1888
Toneladas: 4.639
Irmão do Runic, era usado como transporte de rebanhos de Liverpool a New York. Fretado em 1896 pela Espanha, para o transporte de cavalos, recebeu o nome de Nuestra Senora De Guadeloupe. Em 1898 retornou a WSL com o nome de Cufic. Foi vendido em 1901 para a Dominion Line, renomeado para Manxman. Afundou em 1919 durante uma viagem, não houve sobreviventes.
segunda-feira, março 09, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1881-1883)
Durante este mês, iremos colocar uma relação dos navios da White Star Line. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.
ARABIC
Construção: 1881
Toneladas: 4.368
Será pra ser chamado de Asiatic, mas teve seu nome mudado para Arabic antes do lançamento. Foi fretado em 1882 pela Occidental & Oriental SS Co. Foi vendido em 1890 para a Holland America Line, sendo renomeado para Spaarndam. Foi desmantelado em 1901.
COPTIC
Construção: 1881
Toneladas: 4.367
Era irmão de Ionic e Doric. Foi fretado em 1882 pela Occidental & Oriental SS Co., na rota de São Francisco. Em 1884 foi usado na rota: Reino Unido - Tasmânia - Nova Zelândia - America do Sul a serviço da White Star / Shaw Saville Service. Foi vendido em 1906 para Pacific Mail SS Co, sendo renomeado para Persia. Em 1915 foi vendido para o Japão e recebeu o nome de Pérsia Maru. Foi desmantelado em 1926, em Osaka.
DORIC
Construção: 1883
Toneladas: 4.784
Era irmão de Ionic e Coptic. Foi fretado em 1895 pela Occidental & Oriental SS Co., na rota de Hong Kong. Foi vendido em 1906 para a Pacific Mail SS Co, sendo renomeado para Asia. Foi desmantelado em 1911 em Taichow Island.
IONIC
Construção: 1883
Toneladas: 4.753
Em 1893 retornando de Cape Town o eixo do leme quebrou, precisando ser rebocado pelo Hawarden Castle. Em 1900 serviu como navio de tropa para o Governo Espanhol, sendo vendido para a Aberdeen Line, e renomeado para Sophocles. Foi desmantelado em Morecambe em 1908. Um fato curioso: Arabic, Coptic, Doric e Ionic eram muito similares, fazendo confusão às vezes no porto.
sábado, março 07, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1874)
Construção: 1874
Toneladas: 2.652
Similar ao Gaelic, foi fretado entre 1875 a 1883 pela Occidental & Oriental SS Co., na rota de São Francisco. Foi vendido em 1883 para uma companhia espanhola recebendo o nome de Bilbao. No mesmo ano foi vendido novamente para uma companhia de Portugal, sendo renomeado para Goefredo. Em 1884 ficou encalhado em Burbo Bank quando entrava no Mersey River (Reino Unido), onde ficou encalhado por dois anos. Foi resgatado e sucateado em 1886.

BRITANNIC
Construção: 1874
Toneladas: 5.004
Seu nome inicial seria Hellenic, mas foi renomeada de Britannic antes do lançamento. Em 1887 colidiu com o Celtic. Em 1899 na Guerra de Bôer serviu como navio de tropa, recebendo o nome de HM Transporte No.62. Foi desmantelada em Hamburgo em 1903.

GERMANIC
Construção: 1874
Toneladas: 5.008
Foi reformada em 1895 recebendo um deck extra e chaminés. Em 1899 durante um inverno rigoroso, afundou no porto de New York, houve acumulo de neve nos convés. Foi resgatado e recuperado, continuando seu serviço. Em 1904 foi vendido para a companhia Dominion Line, recebendo o nome de Ottawa. Após um período foi vendido para a companhia Turkish Company, recebendo o nome de Gul Djemal. Em 1915 foi torpedeado e afundou no mar de Marmoa, sendo resgatado e reformado em 1928, foi renomeado para Gulcemal. Foi desmantelado em 1950, em Messina.
quinta-feira, março 05, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1872-1873)
Construção: 1872
Toneladas: 3.888
Em 1874 colidiu com o navio Parthia da Cunard Line, que fazia a rota para New York, houve danos mínimos para ambas as embarcações. Foi desmantelado em 1899, em Preston.
CELTIC
Construção: 1872
Toneladas: 3.867
Construção com as características do Adriatic, recebeu o primeiro nome de Arctic, sendo renomeado para Celtic. Foi vendido em 1893 para companhia Thingvalla Line, recebeu o nome de Amerika. Em 1887 o Celtic colidiu com o Britannic. Foi desmantelado em 1893 na cidade de Brest, França.
GAELIC
Construção: 1873
Toneladas: 2.865
Durante 1875 a 1883 foi fretado para a companhia japonesa Occidental & Oriental SS Co, na rota de São Francisco. Em 1883 foi vendido para a mesma companhia espanhola que adquiriu o Tropic em 1873. Recebeu o nome de Hugo. Em 1896 o navio ficou encalhado em Terschelling Island, Holanda. Após a reflutuação o navio foi rebocado para Amsterdam e desmantelado.
TRAFFIC
Construção: 1873
Toneladas: 155
Barcaça construída para o transporte de bagagem em Liverpool. Em 1896 foi vendida para a Liverpool Lighterage Co., executando o mesmo serviço. Afundou em 1941, após um ataque aéreo alemão. Foi resgatado, reparado e voltou a executar o seu serviço até 1955 quando foi desmantelado, após 82 anos de serviço.
terça-feira, março 03, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1871)
Durante este mês, iremos colocar uma relação dos navios da White Star Line. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.

ATLANTIC
Construção: 1871
Toneladas: 3.707
Em 1873 durante uma viagem, o navio enfrentou uma tempestade que consumiu todo o carvão existente. Próximo a costa de Halifax, ele encalhou e começou a afundar. Através de cordas, foi possível o resgate de alguns sobreviventes. Além da tripulação, havia quase 1.000 passageiros a bordo, 585 pessoas perderam a vida neste naufrágio.
BALTIC
Construção: 1871
Toneladas: 2.209
No período da construção recebeu o nome de Pacific. Pelo motivo de outra embarcação com o mesmo nome ter afundando, antes de sua primeira viagem, teve seu nome mudado para Baltic. Em 1888 foi vendido para a companhia Holland America Line, recebendo o nome de Veendam. Afundou no Atlântico Norte em 1898 após bater num objeto submerso, não houve vítimas.
REPUBLIC
Construção: 1871
Toneladas: 3.707
O nome inicial para esse navio seria Arctic. Em 1889 foi vendido a companhia Holland America Line, recebendo o nome de Maasdam. Em 1902 foi vendido para companhia Express Navigation Italiana, recebendo o nome de Vittoria e depois renomeado para Citta di Napoli. Foi desmantelado em 1910, em Genoa.
TROPIC
Construção: 1871
Toneladas: 2.122
Irmão do Asiatic, fez primeiramente a rota Liverpool-Calcutta (Índia), através do Canal de Suez. Depois passou a fazer a rota Liverpool-Valpariso (Chile). Foi vendido em 1873 para uma companhia espanhola, recebendo o nome de Frederico. Foi desmantelado em 1894, em Lancashire.
domingo, março 01, 2009
NAVIOS DA WHITE STAR (1863-1870)
ROYAL STANDARD
Construção: 1863
Toneladas: 2.033
Primeiro navio a vapor da companhia. Na sua viagem inaugural retornando de Melbourne, o navio colide com um iceberg e é obrigado a realizar os reparos no Rio de Janeiro. Vendido em 1867 para uma companhia de Liverpool, foi convertidos à vela.

SIRIUS
Construção: 1865
Toneladas: 620
O navio foi construído para a rota Mediterrâneo – Liverpool, com viagens regulares. Devido a uma crise financeira, a Henry T. Wilson & Co., foi obrigado a vendê-lo em 1866, antes mesmo de terminado, para a Anchor Line Scandinavia. Recebeu o nome de Columbia. Foi desmantelado em 1900, em Cape Rodney, Alasca.

OCEANIC
Construção: 1870
Toneladas: 3.707
Entre 1875 a 1895 foi fretado para a Occidental & SS Orientais Co. Em 1882 o navio colidiu com o City of Chester, perto de São Francisco. Foi desmantelado em 1896.
ASIATIC
Construção: 1870
Toneladas: 2.122
Em 1873 foi vendido para a African SS Co. Recebeu o nome de Ambriz, foi desmantelado em 1903, na Costa de Madagascar.
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
É POSSÍVEL O RESGATE DO TITANIC?
Tive a idéia desse post depois de uma enquete feita na nossa comunidade RMS Titanic no Orkut. Vou começar com um vídeo do resgate do primeiro submarino criado, o CSS Hunley. Nele é mostrado passo a passo o processo de resgate. Além de ser menor, estava intacto e numa profundidade inferior a 10 metros. O trabalho já foi árduo e um custo astronômico.
Veja a animação de como foi o resgate do CSS Hunley:
O projeto de resgate e conservação do submarino CSS Hunley possuía um fundo inicial no valor de US$ 17 milhões, provenientes de investimentos do governo americano e do estado da Carolina do Sul, além de grande volume de doações. O Hunley tinha apenas 12 metros de comprimento e somente 7,5 toneladas de deslocamento.
Depois de tudo isso, vamos à resposta da pergunta do post.
Houve o resgate referente a uma parte do casco de 29 toneladas das cabines C79 e C81. A primeira tentativa ocorreu em 1996, mas faltando pouco mais de nove metros pra chegar à superfície os cabos romperam-se por causa de uma tempestade; somente em 1998 é que o resgate foi um sucesso. No processo de resgate foram usadas 8 bolsas de ar com 18.921 litros de óleo diesel cada uma delas.
Agora imaginem todo o Titanic sendo retirado do fundo do oceano!
Infelizmente o RMS Titanic não tem como ser retirado do fundo do oceano, devido à profundidade de quase 4 mil metros que se encontra e ao estado de conversação. A proa ta cravada no solo numa profundidade, equivalente a altura de um prédio de 6 andares. O casco ta partido, sendo uma enorme barreira com relação à retenção de água. Com suas toneladas sendo retiradas do fundo do oceano, teria de existir um suporte incrível na superfície para recebê-lo e o mais importante: Onde colocá-lo após o resgate?
Com todos esses fatores torna-se "impossível" o resgate da proa ou até mesmo da popa, conforme já foi dito por muitos cientistas em vários documentários.
E você, depois de tudo isso, ainda acha possível o resgate do casco?
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
TITANIC BARBERSHOP
A barbearia da primeira e segunda classe, além do serviço tradicional, vendia muitos artigos similares de souvenir. Funcionavam das 7h00min às 19h00min. Tinham o serviço de barbeado, corte de cabelo e massagem capilar. Os preços variavam entre U$0,25 a U$1,00.
Trecho do livro Titanic - The Ship Magnificent:
“A barbearia da segunda classe era similar à barbearia da primeira classe (…) onde os passageiros poderiam comprar bens ou lembranças, muitos com gravação do nome do navio e o logotipo da White Star Line; isto incluía artigos como penas, carteiras, fitas, bandeiras, colheres, placas comemorativas, cartões e ironicamente, pequenos anéis de noivado (...)”
da primeira classe ficava localizada no Deck C
próximo a Grande Escadaria de proa.
A barbearia com loja de souvenir
da segunda classe ficava localizada no Deck E
próxima a entrada da Segunda Classe.
Post de hoje dedicado ao meu
amigo Vinícius Amstalden
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
TURKISH BATHS - BANHOS TURCOS
As paredes dos Banhos Turcos eram alinhadas com grandes painéis na cor azul e verde, e havia uns toques do Moorish por toda parte, incluindo finas cortinas cinzeladas do Cairo para esconder as escotilhas e as lâmpadas no estilo árabe. Uma fonte em mármore em abundância de água doce para assegurar aos usuários dos banhos turcos a não desidratação. O acesso aos Banhos Turcos não eram livres, era necessário comprar um ticket de acesso que variava entre 4 xelins a 1 dólar por pessoa. Havia cinco assistentes nos Banhos Turcos, sendo três homens e duas mulheres.
Em 2005, James Cameron visitou a destruição do local na produção da Discovery Channel – Os Últimos Mistérios do Titanic.
ao meu amigo Jesse Henrique
terça-feira, fevereiro 17, 2009
TRANSATLÂNTICO MSC FANTASIA

O MSC Fantasia tem capacidade para transportar cerca de 4.000 passageiros, além de 1.325 tripulantes. O transatlântico tem 333 metros de comprimento e 52 metros de altura. Segundo a operadora, os motores que impulsionam o transatlântico são equivalentes à força de 120 motores de Ferrari.

Na parte de entretenimento, os destaques do navio são shopping, cinema, piscina coberta e um simulador de um carro de Fórmula 1. Antes da saída de Nápoles, o navio foi batizado pela atriz italiana Sophia Loren, que foi a madrinha da embarcação.
sábado, fevereiro 14, 2009
TRANSATLÂNTICO DE R$ 922 MILHÕES
O sexto transatlântico da Aida Cruises, o AIDAluna, deixou nesta sexta-feira, dia 13 de fevereiro, o estaleiro Meyer em Papenburg, na Alemanha. Com custos avaliados em 315 milhões de euros (cerca de R$ 922 milhões), a embarcação deve ser batizada na Espanha em abril, quando começa a servir os turistas, principalmente alemães, da companhia.
O AIDAluna pesa cerca de 69.000 toneladas e está preparado para receber até 2.050 passageiros, que poderão desfrutar de 7 restaurantes e 11 bares, além de um cinema 4D. A quarta dimensão fica por conta de movimentos nas cadeiras, jatos de água e de vento dentro da sala.
O transatlântico tem 2,3 mil metros quadrados de piscinas, saunas e academia. As suítes SPA contam sauna reservada, colchão de água quente e hidromassagem para o casal.
A alemã Aida Cruises tem cerca de 40 anos no mercado e é controlada atualmente pela Carnival Corporation, uma das maiores operadoras de transatlânticos do mundo, responsável pelas viagens de 89 navios. Outros 12 navios devem ser entregues à companhia até 2012.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
FRANCE-NORWAY É LEILOADO
O transatlântico France-Norway, que já foi o maior do mundo, foi leiloado entre os dias 8 e 9 de fevereiro em Paris. Contudo, os interessados não puderam levar a embarcação inteira. Ela foi dividida em nada menos do que 466 pedaços. Houve chance de disputar desde lembrancinhas como medalhas, luminárias e as roupas da tripulação até proa, a chaminé, as escotilhas e os requintados móveis e quadros que faziam do navio o ícone dos cruzeiros de luxo nos anos 1960.
Os valores dos equipamentos são tão variados quanto à quantidade de objetos postos em leilão - podem ir de 100 euros a 80 mil euros. Os lances foram disputados na casa de leilões Artcurial, na Avenida Champs-Elysées, cujo site já exibia os preços estimados para cada lote. Um spencer do comandante, por exemplo, poderia sair entre 750 e 900 euros, enquanto os 25 cardápios do restaurante, elaborados em 1972, poderiam ser arrematados por valores entre 700 e 800 euros. Os alto-falantes em alumínio, mais baratos, não devem passar dos 300 euros. As apostas já poderiam ser feitas na própria internet, mediante cadastro no site da Artcurial.
A embarcação foi ao mar pela primeira vez em 1961. O custo do navio na época da construção foi de 420 milhões de francos, cerca de R$ 195,9 milhões, e o France era o mais longo do gênero já construído, com 299,25 metros de comprimento. Sua velocidade de 31 nós também era impressionante para a época.
Inaugurado pelo então presidente francês Charles de Gaulle, o luxuoso transatlântico, com capacidade para 2.032 passageiros, rodou o mundo em cruzeiros turísticos até 1974, quando uma crise desencadeada pela concorrência com o célebre Queen Elizabeth 2 o obrigou a parar de navegar.
Desde então, uma extensa história de tentativas mal-sucedidas de reativá-lo se enumeram. Comprado em 1979 pelo norueguês Knut Ulstein Kolster, o France foi rebatizado de Norway. As navegações passam a se concentrar no Caribe e em 2006 o navio é novamente rebatizado para Blue Lady, já às vésperas do encerramento total das atividades, quando foi comprado pelo francês Jacques Dworczak.
O milionário decidiu enfim desmontá-lo, após quase 30 anos desde o começo da decadência do transatlântico. Depois de quatro anos de um trabalho minucioso de desmantelamento, agora o colecionador de objetos marítimos construídos desde o século XVII colocou os pedaços à venda. As peças ficaram disponíveis para visitação, desde o dia 4 de fevereiro.
"Nós imaginamos que de fato haverá muita gente visitando e tentando a sua chance, porque se trata realmente de um navio que tem um espaço especial no imaginário não só dos franceses, mas de gente do mundo todo que participou em cruzeiros a bordo dele. Ele é repleto de nostalgias", explica a assessora do colecionador, Sylvie Robaglia. "Depois de ter havido tanta gente querendo salvá-lo até o último segundo, vai ser sem dúvida um momento inesquecível."
Sylvie Robaglia espera receber muitas apostas por telefone, já que a maioria dos potenciais compradores não devem estar presentes em Paris no momento do leilão. Com 3,51 metros de altura e pesando cerca de 4 toneladas, a proa do navio tende a ser a peça mais valiosa, orçada em 80 mil euros. Pelas escotilhas, Dworczak pretende arrecadar cerca de 650 euros, cada uma, enquanto os dois bancos do capitão estão orçados em 1,3 mil euros.
O leilão oferece também diversas peças de mobília desenhada pelos grandes nomes do design francês da época, como Jules Leleu, Henri Lancel e Nusbaumer. A clientela dos móveis, no entanto, deve se preparar para gastar altas quantias: uma escrivaninha de leitura poderá custar até 70 mil euros, enquanto os quadros - grande parte fruto dos pincéis de Louis Vuillermoz, não devem custar menos do que 5 mil euros.
domingo, fevereiro 08, 2009
OS FANTÁSTICOS TRANSATLÂNTICOS
OS FANTÁSTICOS TRANSATLÂNTICOS
(The Superliners: Twilight of an Era, 1991)
PARTICIPE DE UMA AVENTURA ESPETACULAR.
ELA COMEÇA AQUI MESMO...
Antes da era do jato, magníficos transatlânticos, como o Queen Mary e o Normandie, reinavam sobre o Atlântico determinando padrões de bom-gosto, luxo e eficiência. Eles transportavam não apenas os ricos e famosos, mas também soldados durante a guerra, e emigrantes buscando, uma nova vida na terra de oportunidade. Os Fantásticos Transatlânticos é um convite para conhecer a vida a bordo do último navio do Atlântico Norte, o Queen Elizabeth 2, em uma nostálgica visita aos grandes navios de um tempo que passou.
Versão Brasileira Vídeo Arte do Brasil.
Duração aproximada: 60 minutos.
© 1980 NATIONAL GEOGRAPHIC SOCIETY
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
TÉCNICA DE REBITAGEM

Para quem assistiu o documentário “Titanic – A Lenda”, exibido em 2005, a técnica de rebitagem, era daquela maneira, sem mais nada para ajudar na vedação. Até nos nossos dias atuais é usada esse tipo de técnica com peças para várias utilizações.
Para rebitar placas ou peças, é preciso saber que tipo de rebitagem vai ser usado, de acordo com a largura e o número de chapas, a aplicação e o número de fileiras de rebites. Ainda, será preciso fazer cálculos para adequar os rebites à espessura das chapas. Os tipos de rebitagem variam de acordo com o esforço a que serão submetidas.
Assim, temos:
- Rebitagem de recobrimento
- Rebitagem de recobrimento simples
- Rebitagem duplo
Rebitagem de recobrimento, as chapas são apenas sobrepostas e rebitadas. Esse tipo destina-se somente a suportar esforços e é empregado na fabricação de vigas e de estruturas metálicas.
Rebitagem de recobrimento simples, é destinada a suportar esforços e permitir fechamento ou vedação. É empregada na construção de caldeiras a vapor e recipientes de ar comprimido. Nessa rebitagem as chapas se justapõem e sobre elas estende-se uma outra chapa para cobri-las.
Rebitagem de recobrimento duplo, usada unicamente para uma perfeita vedação. É empregada na construção de chaminés e recipientes de gás para iluminação. As chapas são justapostas e envolvidas por duas outras chapas que as recobrem dos dois lados.
Quanto ao número de rebites que devem ser colocados, dependerá da largura das chapas ou do número de chapas que recobrem a junta, é necessário colocar uma, duas ou mais fileiras de rebites. Quanto à distribuição dos rebites, existem vários fatores a considerar: o comprimento da chapa, a distância entre a borda e o rebite mais próximo, o diâmetro do rebite e o passo. O passo é a distância entre os eixos dos rebites de uma mesma fileira. O passo deve ser bem calculado para não ocasionar empenamento das chapas.
No caso de junções que exijam boa vedação, o passo deve ser equivalente a duas vezes e meia ou três vezes o diâmetro do corpo do rebite. A distância entre os rebites e a borda das chapas deve ser igual à pelo menos uma vez e meia o diâmetro do corpo dos rebites mais próximos a essa borda. O cálculo de distribuição dos rebites é feito por projetistas que deverão levar em conta a finalidade da rebitagem, o esforço que as chapas sofrerão o tipo de junta necessário e a dimensão das chapas, entre outros dados do projeto. Por essa razão, o profissional encarregado pela rebitagem receberá os cálculos já prontos junto com o projeto a ser executado.
Para quem não assistiu o documentário “Titanic – A Lenda”, segue os links para download:
http://www.4shared.com/file/81164995/416f576f/DOC_-_Titanic_-_A_Lendapart1.html
http://www.4shared.com/file/81168192/9bce2ccc/DOC_-_Titanic_-_A_Lendapart2.html
Post de hoje é dedicado ao meu
amigo titânico Rodrigo Piller.
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
OS AVISOS DE ICEBERG

O RMS Titanic recebeu sete advertências, no dia 14 de abril de 1912, sobre campos de gelo. Sendo:
9h00min
Primeira advertência de gelo enviada pelo navio Caronia que é entregue na sala de navegação a Lightoller:
Navios rumando para oeste reportam icebergs e campos de gelo em 42°N – 49° a 51ºO.
11h40min
Segunda advertência de gelo enviada pelo navio Noordam da Holland-America Line:
Congratulações ao capitão pelo novo comando. Ventos moderados de oeste, tempo bom, nenhuma cerração, mas muito gelo reportado em 42°24' a 40º45'N – 49°50' a 50°20'O.
13h42min
Terceira advertência de gelo enviada pelo navio Baltic da WSL e comandado pelo Capitão Ranson:
Ventos variáveis e moderados, tempo bom, limpo desde cedo. O grego Athenai reportou icebergs e campos de gelo hoje em 41°51'N – 49°52'O. Noite passada falamos com o navio-tanque alemão Deutschland, de Stettin para Philadelphia e com pouco carvão, em 40º42'N – 55°11'O. Favor informar ao New York e a outros navios. Desejamos ao Titanic todo o sucesso.
A posição é 450 km à frente do Titanic. A mensagem é entregue ao Capitão Smith, que ao invés de mandar afixá-la na sala de navegação, entrega-a a Ismay, com quem está a almoçar, na companhia do banqueiro Widener. Ismay lê e, sem nada dizer, guarda-a no bolso.
13h45min
Quarta advertência de gelo enviada pelo navio Amerika:
Dois grandes icebergs foram observados em 41°27'N – 50°8'O.
Um curto circuito no telégrafo ocupa os operadores e o aviso não é encaminhado à ponte.
19h30min
Quinta advertência de gelo enviada pelo navio Californian, navegando de Liverpool para Boston, e dirigida ao Antillian:
Três grandes icebergs em 42°3'N – 49°9'O
Posição 146 km à frente do Titanic. O Californian repete a mensagem, agora para o Titanic. Bride responde: OK, ouvi quando você a passou ao Antillian.
A mensagem é encaminhada à ponte. Aparentemente, quem a recebe não é Lightoller, mas o Quarto Oficial Boxhall, cuja reação é meramente burocrática: assinala os icebergs na carta náutica. O capitão não toma conhecimento.
21h30min
Sexta advertência de gelo enviada pelo navio Mesaba, a serviço da Red Star Line, reportando vastos campos gelados e enormes icebergs em 42° a 41°25'N – 49° a 50°30'O, precisamente na rota do Titanic.
Atarefado com o tráfego e considerando que avisos semelhantes já são conhecidos, Phillips não a encaminha à sala de navegação, deixando-a numa bandeja em sua mesa, sob um peso de papel.
21h38min
O telegrafista Stanley Adams, do Mesaba, envia nova mensagem: está à espera da notícia de que a advertência de minutos antes foi passada ao Capitão Smith. Phillips não responde. Ele continua enviando e recebendo os telegramas sociais dos passageiros, através da estação Marconi de Cape Race, na Terra Nova.
23h00min
Sétima advertência de gelo enviada pelo navio Californian a sétima advertência de gelo. O Capitão Lord informa que seu cargueiro, cercado pelo gelo em 42°5'N – 50º7'O, vai passar a noite ali.
23h10min
Phillips responde: Caia fora. Cale a boca. Estou operando com Cape Race e você está bloqueando meu sinal. E não passa a mensagem recebida à sala de navegação. Evans, por sua vez, não retruca e, durante a próxima meia-hora, irá distrair-se ouvindo o incessante tráfego do Titanic.