terça-feira, novembro 04, 2008

CARTA DE SIR EDWARD GREY

Carta enviada por sir Edward Grey, da embaixada britânica, em Washington, para Londres, relatando as conclusões da comissão do Senado sobre o naufrágio do Titanic.

Sob a presidência de William Alden Smith, a investigação levou em conta o fato da White Star Line ser propriedade de um truste norte-americano, o International Mercantile Marine Co, o que possibilitaria o processo com base na lei dos Estados Unidos, caso se comprovasse a negligência. Os motivos do senador Smith são questionáveis, mas ele responsabilizou o Board of Trade por uma inspeção apressada ao Titanic. Inculpou, também, o capitão Smith, por ignorar a presença de gelo na rota de travessia, e as ações do capitão do Californian, além do número inadequado, revestimento e operação de lançamento dos botes salva-vidas.

A carta menciona as observações do senador, em seu discurso final acerca do acidente:
"...deixaremos ao julgamento honesto da Inglaterra a punição rigorosa do Board of Trade, a cuja lassidão de regulamentos e inspeção açodada o mundo deve, em grande parte, essa fatalidade medonha".

sexta-feira, outubro 31, 2008

PERCIVAL ALBERT BLAKE

Livro de quitação pertencente a Percival Albert Blake, 22 anos, estivador (ajudante de embarque de carga). O documento mostra que os membros sobreviventes da tripulação do Titanic só foram pagos até a data do naufrágio. O livro também comprova que seu portador serviu no Olympic, durante sua travessia transatlântica.

Percival Albert Blake morava em Southampton e sobreviveu ao naufrágio do RMS Titanic estando no bote número 15. Não há muito sobre Percival Albert Blake, alguns associados da "Encyclopedia Titanica" buscam maiores informações sobre ele.

Percival Albert Blake, segundo a partir da esquerda, com outros sobreviventes desconhecidos.

terça-feira, outubro 28, 2008

QUEEN ELIZABETH 2 VIRA HOTEL EM 2009

Vendido por US$ 100 milhões, navio vai virar hotel flutuante em Dubai. Transatlântico se encontrou com Queen Mary 2 nos EUA. Após quatro décadas de ligações marítimas oceanos do mundo, o transatlântico Queen Elizabeth 2 está fazendo a sua última visita a Nova York antes de navegar para o Golfo Pérsico. Ele será transformado em um hotel de cinco estrelas em Dubai, o centro chamativo de resorts nos Emirados Árabes Unidos.

A festa de despedida foi na noite do dia 16/10/08 com um encontro com outro transatlânticos de luxo, o Queen Mary 2 ao lado da Estátua da Liberdade com muitos fogos de artifício, antes dos dois cruzeiros irem para casa juntos.

Eles fizeram algo semelhante em janeiro, mas o evento também incluiu o mais novo, Queen Victoria. O Queen Elizabeth 2 foi lançado em 1967 e entrou em serviço dois anos mais tarde. Desde então, ele fez 26 viagens em volta do mundo.

O Queen Elizabeth 2, que já cruzou o Atlântico mais de 800 vezes, foi comprado pelos Emirados Árabes, por US$ 100 milhões, e será transformado em hotel flutuante para atrair turistas a uma das principais ilhas artificiais de Dubai, a partir de 2009.


sábado, outubro 25, 2008

INFORMAÇÕES INCERTAS


Após a White Star tranqüilizar o comitê garantindo que todos os passageiros estariam seguros a bordo do Virginian, há uma segunda comunicação no dia seguinte. A companhia corrige os termos do telegrama do dia anterior, admitindo o terrível afundamento e um grande número de mortos, embora "a maioria das mulheres e crianças tenha sido salva".

Ver post do dia 15/10/08:

quinta-feira, outubro 23, 2008

OS TAPETES DO TITANIC


Após 150 anos, a fábrica de tapetes BMK-STODDARD, localizada na Inglaterra, encerrou suas atividades em Março de 2005.

A fábrica teve início em meados de 1850. Arthur Francis Stoddard, comerciante de seda de Massachusetts tinha chegado a Glasgow, em 1844, procurando o refúgio de uma queda nos Estados Unidos. Em 1853, mudou-se para Elderslie, Renfrewshire, onde entrou o contato com um fabricante de tapete próximo de Patrickbank.

A fábrica pertencia aos irmãos, John e Robert Ronald, que produziam xales e que devido à queda de produção em meados de 1850, passariam a fabricar tapetes.

Entretanto, o negócio estava ruim para os irmãos Ronald e, em 1862, Stoddard adquiriu a fabrica e através de seus contatos de negócio, aumentou a produção e aprimorou onde os irmãos Ronald tinham falhado. Dentro de cinco anos, 75% da produção era exportado para os Estados Unidos.

Em 1870, a companhia produzia tapetes e almofadas e Stoddard já havia patenteado um forro anti-traça. Entretanto, as altas taxas de importação obrigaram Stoddard a procurar novos mercados em Europa.

Após a morte de Arthur Francis Stoddard em 1882, a direção da companhia ficou nas mãos de Charles Bine Renshaw, seu genro, e do irmão de Stoddard.

Entre 1890 a 1895, a companhia estava em pleno vapor, sendo necessário uma ampliação que contava com nova iluminação elétrica e um projeto novo de processo de produção. Nos estoques, havia grandes quantidades de tapetes disponíveis e vários projetos a serem feitos.

O filho de Charles Renshaw, Stephen, assumiu o controle da companhia após a Primeira Guerra Mundial.

Em 1970, a companhia foi comprada por Stewart Spinners (Galashiels) Ltd, e uma década mais tarde Guthrie Corporation Ltd adquiriu terras arrendadas de Stoddard. Em 1998, a companhia passa a chamar Stoddard International Plc.

Em 2004, fábrica e matrizes de tecelagem em Elderslie são fechadas. As perdas da montagem conduziram à companhia a chamar seus credores em janeiro 2005. Entretanto, o esforço de salvamento falhou e Stoddard fechou definitivamente menos de dois meses mais tarde.

A fábrica de Stoddard foi responsável pelo fornecimento de tapetes a H&W, inclusive para o maior navio da época, o RMS Titanic, e foi responsável também pelo fornecimento do mesmo tipo de tapete para o filme de James Cameron em 1998.

terça-feira, outubro 21, 2008

MILLVINA DEAN - SURPRESA COM O LEILÃO

As recordações que a última sobrevivente do naufrágio do Titanic, Millvina Dean, se viu obrigada a leiloar para pagar sua estadia em um asilo foram vendidas no sábado passado, dia 18 de outubro, por 31.150 libras (50.000 dólares), 10 vezes a mais que ela esperava obter. Millvina Dean, 96 anos, esperava conseguir 3.000 libras (5.171 dólares) com a venda de suas recordações, entre as quais uma maleta de 100 anos com a roupa que foi dada a sua família depois do trágico acidente, em sua chegada a Nova York. Millvina atualmente vive numa abrigo para idosos, tem problemas nos quadris e possui gastos médicos muito elevados.

domingo, outubro 19, 2008

MILLVINA DEAN EM FOTOS


Graças ao seu pai, Bertram Frank Dean, que a inglesa Millvina Dean, com dois meses de idade, conseguiu sobreviver, mesmo sendo uma passageira da terceira classe.

"Meu pai foi ao deque ver o que estava acontecendo e voltou com a notícia de que o navio havia batido num iceberg. Minha mãe tirou a mim e a meu irmão da cama e foi para o convés. Foi essa pressa que nos salvou, porque os privilegiados eram os primeiros a serem embarcados nos botes salva-vidas. Minha mãe conseguiu entrar porque tinha uma criança de colo".


Sendo hoje a última sobrevivente ainda com vida, Millvina estava a caminho dos EUA, buscando um futuro novo com sua família em Kansas City - que não se concretizou.

Nas fotos ela aparece em companhia da sua mãe, Georgette Eva Light, e do seu irmão Bertram Vere Dean.


Uma curiosidade, seu irmão Bertram morreu aos 81 anos de idade, no dia 14 de abril de 1992, por coincidência, no aniversário dos 80 anos do naufrágio do RMS Titanic.

sexta-feira, outubro 17, 2008

MILLVINA DEAN LEILOA RECORDAÇÕES

Millvina Dean, a última sobrevivente do Titanic pretende vender lembranças do navio naufragado para pagar a conta do asilo para idosos em que vive. Ela espera arrecadar cerca de três mil libras esterlinas (o equivalente a cerca de R$ 11 mil) com a venda de itens que incluem uma mala com roupas que recebeu em Nova York depois de resgatada. As roupas foram doadas pela população local. Cartas falando sobre indenizações enviadas para a mãe dela pelo Fundo de Assistência do Titanic e retratos raros do navio deixando as docas em Southampton também serão oferecidas aos interessados.

Millvina Dean, hoje com 96 anos, tinha nove semanas de vida quando o navio naufragou no Atlântico Norte em 1912. Há dois anos ela mora em um asilo em Ashurst, no sul da Inglaterra.

"Eu esperava ficar lá por duas semanas depois de fraturar a bacia, mas desenvolvi uma infecção e estou lá há dois anos. Eu não posso mais viver na minha casa. Eu estou vendendo tudo agora porque tenho que pagar estas contas do asilo. Estou vendendo tudo que acho que pode render algum dinheiro," disse a sobrevivente do Titanic ao jornal local Southern Daily Echo.

A família Dean estava imigrando para o Kansas, nos Estados Unidos, quando o Titanic naufragou. Millvina, seu irmão e sua mãe foram resgatados, mas seu pai, Bertram, morreu juntamente com mais de 1,5 mil pessoas que estavam no Titanic.

A venda dos artigos vai se realizar na Casa de Leilões Henry Aldridge and Son, em Devizes, no sudoeste da Inglaterra, no sábado.

Andrew Aldridge disse que a mala a ser leiloada é um item incomum, pois "simboliza o que os moradores de Nova York fizeram pelos sobreviventes do Titanic".

quarta-feira, outubro 15, 2008

FALSAS INFORMAÇÕES AO BOARD OF TRADE

No primeiro comunicado ao Marine Board of Trade, a White Star Line tranqüiliza o comitê sobre a não ocorrência de vítimas fatais no naufrágio do Titanic, garantindo que todos os passageiros estariam seguros a bordo do Virginian.

domingo, outubro 12, 2008

MOMENTO HISTÓRICO DO RÁDIO


Domingo, 14 de abril de 1912, na sala de comunicações do navio está uma estação Marconi de 5kw e dois operadores da companhia Marconi. Estavam tão ocupados a comunicar com Cape Race, Terra Nova, que nem sequer notaram um ligeiro som agudo.

Quando os dois operadores de comunicações, Harold Bride de 22 anos e Jack Phillips de 25, faziam comunicações de rotina, o Capitão entrou, e informou que o navio tinha chocado com um "iceberg ", ordenando-lhes que enviassem uma mensagem de perigo urgentemente.

A faísca azulada saltava através do vácuo enquanto Phillips enviava pedidos de socorro bem como a localização exata do navio: Atlântico Norte, a 41 graus 46´Norte, e 50 graus 14´Oeste.

O transmissor do Titanic era o mais moderno e potente do mundo, fabricado pela Marconi. Era do tipo “rotary spark design”, com 5kw. A antena era constituída por 4 fios suspensos de dois mastros a uma altura de 250 pés acima do nível do mar. A alimentação de emergência era assegurada por uma bateria e um gerador a motor. A distância coberta era de 250 milhas em média, atingindo 400 milhas de dia e 200 milhas à noite.

Foi durante os sucessivos pedidos de ajuda que foi utilizado pela primeira vez o pedido de socorro “SOS”. Assim começou o momento histórico que mudou a rádio. Duas horas mais tarde, Jack Phillip e mais de 1500 pessoas estavam mortos, o "Titanic" pousou no fundo do oceano, e mais de 700 sobreviventes amontoados nos seus salva-vidas esperavam por socorro. Os erros trágicos na história do "Titanic" mostraram a necessidade de uma regulamentação nas comunicações via rádio.

O primeiro navio a responder ao sinal de perigo foi da German Liner, o "Frankfurt". Enquanto o operador das comunicações do "Frankfurt" informava o seu capitão, o navio "Carpathia" e Cape Race mantinham-se em contato. Quando o operador do "Frankfurt" voltou a pedir mais informações, Phillips ordenou-lhe que se calasse e se mantivesse em stand by.

Isto parece estranho para os padrões atuais, mas fazia sentido para os operadores de 1912. O "Titanic", "Carpathia", e Cape Race eram equipados com operadores e estações da Marconi, enquanto o "Frankfurt" utilizava os serviços da concorrente da Marconi na Alemanha, a Telefunken.

Esta guerra comercial estendia-se aos próprios operadores. Nunca tráfego de rotina passaria duma estação Marconi para a rival, e mesmo numa emergência, se as estações estivessem no ar as outras estavam desligadas.

As controvérsias nas comunicações continuariam mesmo depois do "Carpathia" recolher os sobreviventes. Uma comunicação foi recebida, alegadamente do "Carpathia", que dizia:
"TODOS OS PASSAGEIROS DO NAVIO "TITANIC" FORAM TRANSFERIDOS COM SEGURANÇA PARA O "S.S.PARISIAN". MAR CALMO. "TITANIC" SENDO REBOCADO PELO NAVIO "VIRGINIAN DA ALLEN LINER, PARA O PORTO".

Outras mensagens apareceram, também dizendo que todos os passageiros estavam salvos, e o navio estava a ser rebocado. Havia só uma particularidade – estas mensagens não vinham do "Carpathia". Por uma qualquer razão, o alcance das suas comunicações não ultrapassava o máximo de 150 milhas. Por outro lado, o operador de comunicações do "Carpathia" fez apenas algumas transmissões para o "Olympic", navio irmão do "Titanic" e outro operador da Marconi, na qual telegrafou a lista dos sobreviventes e algumas mensagens de Bruce Ismay, depois fechou a sua estação.

Tão completo era o silêncio do rádio do "Carpathia", que recusaram responder as chamadas dos navios da Marinha Americana enviados para o local pelo Presidente Taft.

A White Star Line, insistiam ainda que toda a gente estava salva e o navio não tinha afundado. Mas enquanto faziam estas declarações, tinham todos os detalhes horríveis do "Olympic" e também todo o resto do mundo, graças a um operador de 21 anos chamado David Sarnoff, que conseguiu detectar um sinal muito fraco do "Olympic", e contou a história.

Confrontados com a verdade, apanhados por milhares de repórteres e afrontados pelos parentes dos passageiros, a White Star Line finalmente revelou tudo.

Entretanto, o "Carpathia" rumou em direção à cidade de Nova York. Quando o navio ficou ao alcance das estações costeiras, houve tentativas de comunicação por radioamadores as quais eram formadas por uma mistura de chiados onde raramente uma frase era inteligível. Isto não importou, porque o silêncio na rádio continuava.

No Porto de Nova York, O "Carpathia" foi procurado pelo Senador William Smith, presidente da comissão de investigação de desastres marítimos. Imediatamente intimou todos os envolvidos, incluindo Harold Bride e Harold Cottam, operador das comunicações do "Carpathia". O próprio Marconi que estava nos Estados Unidos, (planejava regressar à Inglaterra no "Titanic", foi também intimado a comparecer .

Os depoimentos revelaram as informações dadas a cima, mais grave ainda o fato do "Californian" estar justamente a 10 milhas do "Titanic". Não só o "Californian" não tinha um operador de rádio 24 horas por dia, como o capitão do navio ignorou os 8 foguetes de perigo lançados pelo "Titanic".

Para a origem das falsas mensagens sobre o navio e o salvamento de todos os passageiros, nunca foi encontrada uma resposta. No entanto, o Senador Smith sarcasticamente notava que, entretanto, o "Titanic" tinha sido rapidamente ressegurado, e as ações da Marconi Company quadriplicado por ação.

O Senador encontrou a causa do silêncio das comunicações do "Carpathia" – foi o próprio Marconi. Enviou mensagens via rádio para Bride e Cottam pedindo que tomassem conta de si e mantivessem a boca calada. No fim era-lhes prometido bom dinheiro.

Isto confirmou que Marconi tinha um acordo com o New York Times para a exclusividade da história. Assim, informações essenciais para os desesperados parentes e inquéritos oficiais do Presidente foram uma contrariedade para os interesses de Marconi.

Quando Marconi se apresentou para depor, o Senador Smith agarrou-se a ele com surpreendente veemência. Marconi foi celebrizado pela nação, e agora o Senador tratando-o como qualquer outro empreendedor que punha o lucro acima do interesse público.

O Senador Smith foi avisado que o seu ataque a um homem tão popular como Marconi era um suicídio político, mas não se importou. Na sua obsessão em acreditar que a desregulamentação do "spectrum" nas comunicações era parcialmente para culpar o desastre do "Titanic", descreveu Marconi como um homem disposto a subordinar um bem público as suas metas de monopólio de equipamentos e do espectro rádio. O Senador Smith usou as declarações sobre o "Titanic" para condenar uso e abuso do atual estado das comunicações, e apelou para uma regulamentação internacional de radio.

Em 18 de Maio de 1912, o Senador Smith introduziu um decreto no Senado. Entre as suas provisões:

1) navios que transportassem 50 passageiros ou mais deveriam ter rádio comunicações com um alcance mínimo de 100 milhas;
2) Os equipamentos de rádio comunicações deveriam ter uma alimentação auxiliar para poder operar, mesmo com a sala das comunicações inundada ou destruída;
3) dois ou mais operadores deveriam dar serviço continuo dia e noite.

Em resposta às interferências geradas ao longo dos anos, e especialmente quando o "Carpathia" estava dentro do alcance, uma condição foi colocada, dizendo que estações particulares não poderiam usar comprimentos de onda superiores a 200 metros, excepto com permissão especial. Para evitar que donos do spectrum pela Marconi Company, licenças seriam requeridas, emitidas pela Secretaria do Comércio. Cada Governo, Marinha ou estação Comercial poderia ser autorizada a uma determinada freqüência, potência, e horas de operação.

A legislação inicial considerou a eliminação de todas as estações particulares, não comerciais (i.e, radioamadores), mas o Congresso considerou que poderia ser difícil e custoso fazer cumpri-la. Por essa razão, desde que era um fato bem conhecido que comprimentos de ondas longas eram os melhores, e nada abaixo de 250 metros era sem utilidade, exceto para comunicações locais, foi decidido dar concessão e atribuir aos radioamadores os 200 metros, onde poderiam trabalhar 25 milhas no máximo e que poderiam renunciar ao acordo em alguns anos.

Fonte: http://www.aminharadio.com/

quinta-feira, outubro 09, 2008

AÇÃO JUDICIAL DE THOMAS RYAN - PARTE II

Os mais altos escalões, tanto em Londres quanto em Washington, recusaram-se a aceitar quaisquer responsabilidades pela perda do Titanic. Nenhuma indenização foi paga. Embora não estivessem de acordo com as exigências do Board of Trade, as passagens vendidas pela White Star Line foram acolhidas nos tribunais. Cada uma delas trazia, no verso, um aviso dos proprietários, que se negavam a arcar com perda ou prejuízo resultante de navegação negligente, causada pela companhia ou por seus empregados.

O caso de Thomas Ryan, pai de Patrick Ryan, uma das vítimas, contra a Oceanic Steam Navigation Co Ltd , também conhecida como White Star Line, baseou-se nas conclusões da Comissão de Inquérito. Os queixosos, a família de James Moran participou como litisconsorte, tiveram ganho de causa. A companhia apelou, mas a sentença do Superior Tribunal de Justiça foi mantida.

Titanic – O Naufrágio – Leo Marriott – Editora Record


Veja também:
http://titanicmomentos.blogspot.com/2005/12/processos-de-indenizaes.html

domingo, outubro 05, 2008

AÇÃO JUDICIAL DE THOMAS RYAN - PARTE I

Ação judicial de Thomas Ryan contra a Oceanic Steam Navigation Co Ltd. A negligência, conforme apuração, decorreu do navio navegar “à velocidade excessiva e imprópria, tendo em vista as condições prevalecentes, a saber, a excepcional escuridão da noite, a atmosfera nevoenta, a ausência de vento e movimento do mar, no instante e mesmo antes da hora da colisão, além da presença de icebergs e campos de gelo no curso da dita embarcação; que porquanto soubessem da presença do dito campo, não conseguiram alterar a rota ou diminuir velocidade, a fim de evitar os riscos, nem manter vigilância conveniente ou suficiente, provisionando sentinelas com binóculos; que nenhuma acomodação salva-vidas adequada foi garantida ao dito navio, considerando-se o número de passageiros e tripulantes que a embarcação transportava; e que os acusados não fizeram com que a citada tripulação fosse suficientemente treinada e organizada para a tarefa de tratar da ocupação e lançamento na água de tais escaleres..."

Titanic – O Naufrágio – Leo Marriott – Editora Record.

quinta-feira, outubro 02, 2008

RENAULT TYPE CB COUPÉ DE VILLE


Réplica do carro que estava no depósito de cargas do RMS Titanic. Através de dados da época e pela seguradora, foi feita uma reprodução do carro de William Carter. O Renault considerado o irmão gêmeo do carro de 1912 esta avaliado em mais de $269.500,00.

William Carter sobreviveu ao naufrágio e recebeu um valor de $5.000 pelo seguro do carro. Os registros de Lloyds de Londres eram incrivelmente detalhados, descrevendo a cor, a guarnição, o interior e mesmo os vasos de flor de cristal no compartimento de passageiro.

segunda-feira, setembro 29, 2008

PIORES NAUFRÁGIOS

Os piores desastres marítimos nesses últimos 21 anos. Comecei com o ano de 1987, pois neste ano houve o pior naufrágio em tempo de paz, superando a tragédia do Titanic em 1912.

20/12/1987 - Filipinas
O navio de passageiros Dona Paz afundou após colidir com o petroleiro Vector no mar Sibuyan, matando 4.375 passageiros e 11 dos 13 tripulantes do petroleiro.

24/10/1988 - Filipinas
O navio Dona Marilyn afundou na região da Província de Leyte, matando 250 passageiros.

27/12/1988 - Bangladesh
Ao menos 200 pessoas morreram depois que o navio Haisal naufragou no rio Dhaleswari, após ser atingido por um navio de carga.

15/12/1991 - Egito
Um total de 464 pessoas morreram quando o navio Salem Express colidiu contra uma barreira de corais na região do porto de Safaga, 600 km ao sudoeste do Cairo.

17/02/1993 - Haiti
O navio de passageiros Netuno afundou com mais de 600 passageiros a oeste de Porto Príncipe, depois de partir do porto de Jeremie.

02/07/1993 - Filipinas
Um total de 279 peregrinos morreram após o naufrágio de uma embarcação durante um festival religioso no rio Bocaue, 20 km ao norte de Manila.

10/10/1993 - Coréia do Sul
O navio Seohae, superlotado com 362 passageiros, naufragou no Condado de Puan, matando 292 pessoas.

29/04/1994 - Quênia
Um navio afundou após partir da vila de Mtongwe, perto de Mombasa, matando 272 pessoas.

20/08/1994 - Bangladesh
Mais de 300 pessoas morreram depois que um navio superlotado que partira de Dhaka afundou no rio Meghna, ao tentar chegar ao terminal Chandpur.

28/09/1994 - Estônia/Finlândia
Um navio da Estônia que transportava 989 pessoas afundou na região da ilha finlandesa de Utoe, depois de deixar Tallinn com destino a Estocolmo. Um total de 852 pessoas morreram.

09/09/1997 - Haiti
O navio de passageiros Orgoglio di Gonave afundou próximo ao Porto de Montrouis, no Golfo de Gonâve, com mais de 900 passageiros. Mais de 400 pessoas morreram.

29/06/2000 - Indonésia
Cerca de 550 pessoas morreram depois que um navio da Indonésia, o Cahaya Bahari, afundou com 561 refugiados e outros passageiros.

19/10/2001 - Indonésia
Um total de 353 pessoas morreram quando um navio superlotado que transportava pessoas que partiram de Lampung, em Sumatra, em busca de asilo na Austrália, afundou perto de Java.

03/05/2002 - Bangladesh
Ao menos 450 pessoas morreram quando o navio M.V. Salahuddin-2, com 500 pessoas a bordo, afundou no rio Meghna, ao sul de Dhaka.

26/09/2002 - Senegal
O navio Joola, que tinha capacidade para transportar 550 pessoas, naufragou na costa do Gâmbia com cerca de 2.000 passageiros e tripulantes. Um total de 1.863 pessoas morreram e apenas 64 foram resgatadas.

09/07/2003 - Bangladesh
Mais de 400 pessoas morreram depois que o navio M.V. Nasreen afundou no rio Meghna, 170 km ao sudeste de Dhaka.

23/05/2004 - Bangladesh
Ao menos 200 pessoas morreram quando a balsa Lightning Sun afundou no rio Meghna, perto da província de Chandpur.

02/02/2006 - Egito
Um navio egípcio de passageiros naufragou nesta sexta-feira no mar Vermelho com 1.300 pessoas a bordo, entre o porto saudita de Dubah e o porto egípcio de Safaga.

30/12/2006 - Indonésia
Ao menos 300 pessoas morreram quando um ferry Senopati Nusantara afundou no litoral da ilha de Java.

21/06/2008 - Filipinas
Ao menos 600 pessoas morreram quando o Princess of the Stars afundou rumo à ilha de Cebu.

sexta-feira, setembro 26, 2008

TRAGÉDIA NO SENEGAL

A embarcação senegalesa Joola, que naufragou em 26 de setembro de 2002, deixou 1800 mortos no rio Gâmbia, disse o primeiro-ministro do Senegal, Idrissa Seck, ao Parlamento de seu país. A cifra citada pelo primeiro-ministro supera a do naufrágio do transatlântico britânico Titanic, que afundou em 15 de abril de 1912, causando 1500 mortes.

Na época a última contagem oficial do naufrágio do Joola falava em 1200 vítimas e 64 sobreviventes. O premier senegalês disse que “as vítimas foram 1863, das quais 1143 constavam dos registros no navio, 458 não constavam e 262 ainda dão objeto de dúvida”. O Joola naufragou no rio Gâmbia durante uma tempestade violenta, enquanto viajava de Casamance, no sul do Senegal, e a capital, Dacar. A investigação revelou que a embarcação estava sobrecarregada, pois tinha capacidade para um máximo de 550 passageiros.

terça-feira, setembro 23, 2008

CASAMENTO NO TITANIC

Casal norte-americano faz história por se casar no local do naufrágio do Titanic, dentro de um submersível sobre o convés do navio em julho de 2001.

David Leibowitz e Miller Kimberley desceram quase 4 km até os destroços utilizando um dos submersíveis usados no filme de James Cameron. Eles ignoraram as acusações de que seu casamento era de mau gosto - um "insulto" para as mais de 1500 pessoas que morreram quando o navio afundou em 1912. O Capitão Ron Warwick, do Queen Elizabeth 2, realizou a cerimônia da sala de operações do navio russo de pesquisa, Akademik Keldysh.

Vestidos com trajes, o casal teve de permanecer de joelhos, por causa do tamanho do submersível durante toda a cerimônia. David Leibowitz podia ser ouvido, pelos alto falantes com voz robótica, fazendo seu juramento antes de colocar o anel no dedo da sua nova esposa. O Sr. Warwick, em seguida, disse através de um microfone que eram marido e mulher e que podiam beijar agora.


A chance do casal se casar sobre o naufrágio surgiu depois do Sr. Leibowitz ganhar um concurso organizado pelo internet, por uma nova empresa de mergulho, a Subsea Explorer. Foram mais de 28 mil inscrições para ganhar a viagem de uma vida, uma viagem que custa em média US$ 36.000 por pessoa
.


Apesar das críticas de pessoas cujos parentes morreram no desastre do Titanic, de Brian Ticehurst, da British Titanic Society, dizer que era "um insulto a cada uma daquelas pessoas que morreram”, o Sr. Leibowitz disse: "Nós realmente não vemos isso como um cemitério, ainda se tivéssemos casado numa igreja, teríamos que tratar isso com reverência porque estaríamos perto de um cemitério, também."

sábado, setembro 20, 2008

PROVIDENCE JOURNAL: 20/04/1912

Em entrevista ao Providence Journal (Evening Bulliten) em 20 de abril de 1912, nos Estados Unidos, Alfred Stead, irmão do jornalista William Stead, reclama das circunstâncias em que sobreviveu Joseph Bruce Ismay, diretor de operações da White Star Line:

A propósito do Sr. Ismay, com que direito ele se salvou? Ele tinha na empresa um cargo mais alto do que o capitão do Titanic. Por que não permaneceu no navio, compartilhando o destino das vítimas dos erros da White Star Line? Se tivesse pulado na água, até poderia ser desculpado, mas ele ocupou num dos botes um lugar que certamente pertencia a mulheres e homens pelos quais sua empresa se responsabilizou.


Uma curiosidade: O jornalista William Thomas Stead publicou em 1892, um conto prevendo o desastre do Titanic. Ele foi uma das 1.513 pessoas que morreram no naufrágio. William morreu aos 63 anos.

segunda-feira, setembro 15, 2008

ANIVERSÁRIO 3 ANOS

É interessante observamos que todos nós temos um dia que nos é dedicado. Cada um de nós, com tantas diferenças e tão parecidos possuímos ao nascer uma data que nos assegura levar adiante um dia de festa todos os anos. E este dia é a comemoração do nosso aniversário.


O deste blog chegou mais uma vez. E com certeza tantas pessoas que o conhece, estão lembrando desta data importante que é o seu aniversário de criação. É bom saber da sua existência, poder pesquisar, se informar nos mais de 515 post já publicados, ta sempre a procura do melhor.

Que esta intenção de informar dure por muitos anos ainda, que junto com meus amigos eu possa ter forças para continuar.



100% Titanic, Aislan Reis, Alexandre Silva, Amauri Andrade, Ana Carolina, André Felipe, Bruno Capucin, Carlos Arlindo, César Felipe, Cleiton Pereira, Cristian Bueno, Daniel Oliveira, Diego Coelho, Diego de Lima, Diego Pelegrino, Enzo, Erik Gustavo, Felipe Milward, Fernando Penteado, Fernando Prieto, Flávia Nogueira, Gabriel Rohden, Geovani Barcelos, Igor Bittencourt, Jaeder Ribeiro, Jean Carlos, Jean Moraes, Jeanzito, Jefferson Donegar Jefferson Nitsche, Jerri, Jesse Henrique, João Nicoli, João Ricardo, Jonas Febbe, Jonatas Rueda, Jorge Augusto, Kátia Silva, Kelly Pinheiro, Leonardo Felipe, Lorenna Vieira, Lucas EMS, Luis Fernando, Manoel Oliveira, Marcello Freyre, Mário Silva, Marlon Delano, Mateus, Natalia Fonseca, Paula Maninha, Rafael Rosa, Rafinha, Ramon, Raphael Zanardelli, Reinaldo, Renato Ferranti, Rodrigo Bragança, Rodrigo Nolasco, Rodrigo Piller, Rodrigo Queiroz, Rodrigo, Rogério Zanardelli, Rosana Pires, Silvânia Silva, Thiago Cezar, Thiago Braith Viktor Hugo, Vinicius Amstalden, Wil Vasque e mais um monte que já passou por este blog e que aos poucos foram deixando o Titanic de lado. Parabéns a todos que aqui visitaram ou visitam este blog...

sexta-feira, setembro 12, 2008

VÍDEO: TITANIC A LENDA - MONTAGEM



Montagem feita com base no documentário Titanic - A Lenda (Titanic: Birth of a Legend), produzida pela Discovery Channel em 2005.


Post de hoje é dedicado aos meus amigos
Aislan Reis e Amauri Andrade.

quinta-feira, setembro 11, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE X


Devido aos pedidos, colocamos desde o dia 02/09, partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

No pequeno livro, você ainda encontrará dados sobre as 87 premiações que o filme ganhou e mais de 45 outras indicações. Contém dados, filmografia e premiações, de James Cameron, Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates, Gloria Stuat e Billy Zane.



Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

quarta-feira, setembro 10, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE IX


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

EFEITOS VISUAIS – VIRADA TECNOLÓGICA

A primeira tomada panorâmica do Titanic, na qual Jack grita "Eu sou o rei do mundo!", ficou conhecida nos bastidores da produção como a cena de 1 milhão de dólares por ter sido integralmente gerada por computador: os personagens, o mar, os pássaros e até os golfinhos são digitais. Somente com novas câmeras e efeitos especiais, visuais e sonoros, Titanic consumiu cerca de 30 milhões de dólares.

Retratar de maneira fiel o personagem principal do filme, o Titanic, dá uma boa idéia da grandiosidade e da dificuldade do desafio de Cameron. Foram construídas uma metade do navio e três partes separadas dele: a popa (frente), a proa e meia-nau (parte do meio), cada uma com 6 metros, ou seja, nenhuma tomada do transatlântico inteiro que se vê na tela é real, todas foram elaboradas digitalmente.

Para complementar as imagens e realizar as grandiosas seqüências do filme, foram produzidas centenas de efeitos especiais pela empresa Digital Domain. A maior parte deles criada pela primeira vez especialmente para Titanic. O trabalho, nunca antes feito com tantos elementos, consistia na digitalização das imagens de cenas gravadas no cenário, cenas gravadas com maquetes em várias escalas, cenas dos personagens, das miniaturas e na combinação de todas elas para gerar efeitos de qualidade e precisão inéditos.

Na primeira seqüência em que o Titanic aparece inteiro na tela, filmado numa longa panorâmica das partes superior e lateral do navio, foram necessárias tomadas reais de um navio do mesmo tamanho para orientar o movimento das câmeras ao filmar a maquete do Titanic, construída em escala 20 vezes menor.

As imagens foram tratadas digitalmente para dar a idéia de continuidade, sendo adicionados os personagens, o oceano e a fumaça das chaminés, o conhecido efeito motion capture foi aperfeiçoado para Titanic pela equipe da Digital Domain. Ele é obtido com as imagens de personagens filmados em movimento contra um fundo neutro (antes o efeito era possível, porém com personagens parados), com pontos de luz sobre todo o corpo, que depois são aplicados e manipulados na imagem final. Em Titanic, havia dezenas de pessoas adicionadas digitalmente em diversas tomadas do navio.

As filmagens de Titanic começaram a bordo do navio Keldish, nas águas próximas a Halifax, no litoral do Canadá, perto do local dos escombros do transatlântico. O Keldish é um navio de pesquisa russo, equipado com duas embarcações submarinas capazes de se movimentar em águas profundas. A bordo do Keldish, alugado especialmente para a empreitada de James Cameron, foi montada uma unidade de produção para filmar algumas das cenas iniciais de Titanic e permitir captar imagens dos escombros do navio. O diretor mandou fazer uma maquete dos escombros para ensaiar as tomadas que deveriam ser realizadas nos mergulhos. Foram necessários 12 mergulhos, que duravam em torno de 16 horas cada um. A 4 000 metros de profundidade, a pressão é capaz de transformar as lentes de uma câmera numa tampinha de refrigerante. Por isso, com a ajuda do irmão Mike, Cameron criou um equipamento especial: uma câmera de 35 mm foi modificada para ser acoplada a uma caixa de titânio e a um sistema de iluminação capaz de operar nas condições adversas de alta pressão e escuridão absoluta. Além disso, foi montada uma câmera-robô, operada por controle remoto, para realmente entrar na embarcação e explorar seu interior. As imagens inéditas serviram de referência para a construção das maquetes do Titanic e para a direção de arte do filme.


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

terça-feira, setembro 09, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE VIII


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

RECORDES DE TITANIC

Maior bilheteria de todos os tempos, com mais de 1.8 bilhões de dólares arrecadados em todo o mundo.

Lançado nos cinemas americanos em 19 de dezembro de 1997 ficou durante 15 semanas consecutivas em primeiro lugar entre os mais vistos e permaneceu nas salas até outubro seguinte: 281 dias em cartaz, com bilheteria superior a 600 milhões de dólares no período.

Durante os primeiros 101 dias de exibição, o filme fez mais de 1 milhão de dólares por dia.

Em março de 1998, foi o primeiro filme da história do cinema a ultrapassar a barreira de 1 bilhão de dólares em todo o mundo.

Permaneceu na lista das dez maiores bilheterias da semana, nos Estados Unidos, por quase seis meses.

Produção mais cara da história: 200 milhões de dólares, sendo 30 milhões gastos só com efeitos especiais.

Filme mais premiado da história do Oscar, com 11 estatuetas, ao lado de Ben-Hur (1959) e de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (2003).

14 indicações ao Oscar, feito dividido com A Malvada (1950).

Recordista de indicações ao Globo de Ouro: oito.

A cerimônia de transmissão do Oscar de 1998 alcançou a marca recorde de 55 milhões de telespectadores americanos.

Gloria Stuart foi a atriz mais velha a concorrer ao Oscar, com 87 anos.

Primeiro filme a ser lançado em DVD/VHS quando ainda estava em exibição nos cinemas.

Primeiro filme em DVD a vender 1 milhão de cópias, entre 1999 e 2000.

NO BRASIL

Maior bilheteria dos cinemas brasileiros, com 17 milhões de entradas, superando Tubarão (13 milhões).

Bilheteria de cerca de 77.7 milhões de reais.

Na TV a cabo, foi recorde de audiência com 1.5 milhões de telespectadores.

Na estréia em TV aberta, foi recorde absoluto de audiência: médias de 51 e 54 pontos (cerca de 80% dos televisores ligados).


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

segunda-feira, setembro 08, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE VII


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

BASTIDORES

O desenhista de produção, Peter Lamont, conseguiu junto à construtora Harland & Wolff cópias dos projetos originais do Titanic e o livro de anotações de Thomas Andrews, o gerente do projeto, - ambos inéditos.

Os botes foram encomendados à Wellan Davit Company, que construiu os mecanismos e montou as engrenagens no Titanic.

A luxuosa suíte ocupada no filme por Rose, Ruth e Cal seria de J. P. Morgan, dono da tinha White Star Line, que desistiu da viagem 24 horas antes da partida.

A sala das máquinas foi filmada parcialmente no navio da II Guerra Jeremiah O'Brien e espelhos foram usados para ampliar o ambiente.


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

domingo, setembro 07, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE VI


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

A TRILHA SONORA MAIS VENDIDA DA HISTÓRIA

O diretor James Cameron nunca quis canções em Titanic, nem sequer durante os créditos finais. Mas o premiado compositor James Horner, autor de mais de 130 trilhas sonoras ( Uma Mente Brilhante, Coração Valente, Campo dos Sonhos, Lendas da Paixão ), compôs My Heart Will Go On, gravou secretamente uma fita demo com um arranjo em parceria com o letrista Will Jennings e Celine Dion no vocal e deu de presente ao cineasta. A composição ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor canção original e os prêmios Grammy de melhor canção criada para o cinema, melhor performance vocal pop feminina, gravação do ano e música do ano.

James Horner ganhou ainda o Oscar e o Globo de Ouro de melhor trilha sonora pela partitura orquestral do filme. Em abril de 1998, a trilha de Titanic completou 16 semanas em primeiro lugar da revista Billboard, um recorde. Foram vendidas mais de 10 milhões de cópias do álbum apenas nos Estados Unidos e mais de 27 milhões em todo o mundo. No Brasil, ganhou a versão Em Cada Sonho, gravada pela dupla Sandy e Junior.


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

sábado, setembro 06, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE V


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

BASTIDORES

O casal protagonista teve de repetir durante semanas a cena do primeiro beijo de Jack e Rase Para garantir os efeitos especiais, foi preciso fazer tomadas com vários fundos e ângulos diferentes.

Kate Winslet teve pneumonia durante as filmagens na água.

Durante a cena do desenho, DiCaprio errou o diálogo e falou para Rose deitar na cama, e não no sofá. Cameron gostou e manteve na edição final

DiCaprio machucou a clavícula na seqüência em que pega um banco para derrubar um portão no início do naufrágio.

Para garantir o orçamento extra, a Fox fez um acordo com a Universal, e Titanic foi a segunda produção em parceria dos dois grandes estúdios, depois de Coração Valente, de Mel Gibson.

O personagem de Jack diz “Rose” 50 vezes durante o filme. Rose diz “'Jack” 80 vezes, sem contar quando ainda não se conheciam e ela o chamava de “Mr. Dawson”.

Cameron descobriu, depois de finalizar o roteiro, que havia um passageiro irlandês chamado Joseph Dawson no Titanic, que está enterrado no cemitério de Nova Scotia, Canadá. O túmulo é um dos mais visitados até hoje.


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

sexta-feira, setembro 05, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE IV


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

O TESOURO

Quando o navio Carpathia chega para o resgate, Rose esconde-se de Cal. Ela adota o sobrenome Dawson e realiza, um a um, todos os planos que havia sonhado com Jack.

A equipe de Lovett está comovida com a revelação. À noite, Rose caminha pelo convés do Keldish até a grade de proteção e joga no mar o Coração do Oceano. Ele esteve o tempo todo com ela. Mas seu lugar sempre foi ao lado de Jack, nas profundezas do oceano.


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

quinta-feira, setembro 04, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE III


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

O NAUFRÁGIO

Feito com a mais avançada tecnologia e todo o luxo disponível à época, o Titanic é considerado uma embarcação sem riscos. Mas os donos do navio querem bater o recorde de tempo de travessia até Nova York. E o capitão do navio determina o aumento da velocidade mesmo com alguns alertas de icebergs.

Na noite de 14 de abril, o céu está claro. Os vigias se distraem com um casal apaixonado no convés - Jack e Rose -, quando deparam, de repente, com um imenso iceberg. A colisão é inevitável: o bloco de gelo danifica parte da lateral do navio. O Titanic vai afundar.

Com botes para apenas metade dos passageiros, a preferência para mulheres e crianças da primeira classe, as pessoas da terceira classe trancadas por portões de ferro e condenadas sumariamente à morte, o pânico e a água parecem invadir o navio ao mesmo tempo.

Cal tenta subornar um oficial para entrar num dos botes e finge ser pai de uma criança para ganhar um lugar. Uma mãe, sem nenhuma esperança, narra a seus filhos um conto no qual crianças se transformam em cisnes.

É o fim do Titanic, e centenas de pessoas ainda estão vivas e se debatem para sobreviver ao frio da água. O único bote salva-vidas que consegue voltar do primeiro rescaldo para tentar salvar pessoas entre os escombros encontra seis sobreviventes, entre eles a jovem Rose.


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

quarta-feira, setembro 03, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE II


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da “Cinemateca Veja”, que começou dia 30/08/2008.

O ROMANCE

Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) é um órfão aventureiro do interior dos Estados Unidos, com talento para o desenho. Com folhas de papel em branco e lápis preto, pagou sua sobrevivência em Paris. Foi numa boa mão de pôquer que ganhou, em parceria com o amigo italiano Fabrizio (Danny Nucci). as passagens para o transatlântico Titanic, rumo aos Estados Unidos.

Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet) é uma jo­vem aristocrata que, para manter o nome e evitar a falência familiar, aceita se casar com o milionário dominador Hockley (Billy Zane), atendendo aos apelos de sua mãe esnobe, Ruth (Frances Fisher). Cal percebe a resistência de Rose e, para seduzi-la, antecipa o presente de noivado, marcado para uma semana após a chegada do Titanic aos Estados Unidos: o Coração do Oceano.

Porém, a opressão parece insuportável, e Rose tenta se jogar do transatlântico. No momento exato, Jack se aproxima, convence a bela garota a desistir e acaba convidado pra um jantar na primeira classe. Lá conhece a fina aristocracia do Titanic.

A diferença de classes, a ostensiva humilhação promovida por Ruth, a vigilância cerrada de Spicer Lovejoy (David Warner), secretário e segurança de Cal, as falsas acusações, o desespero do naufrágio e até uma injusta prisão - nada pode impedir que o amor de Jack e Rose floresça nos quatro dias de viagem. Nada a não ser um destino trágico. E os retratos guardados por quase nove décadas no fundo do mar podem ser a única lembrança desse amor tão intenso quanto impossível.


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

terça-feira, setembro 02, 2008

CINEMATECA VEJA - PARTE I


Devido aos pedidos, estamos colocando partes do livro que acompanha o DVD do filme Titanic na promoção da "Cinemateca Veja", que começou dia 30/08/2008.

TITANIC – UMA HISTÓRIA DE AMOR EM MEIO À TRAGÉDIA

A 4 mil metros de profundidade, sob uma pressão de 2 toneladas e meia por cm², a equipe do caçador de tesouros Brock Lovett (Bill Paxton) explora com uma câmera-robô os escombros do transatlântico Titanic, adormecidos desde 15 de abril de 1912 nas frias águas do Atlântico Norte. Em meio a corredores e trechos des­feitos do convés, passando por objetos esquecidos que repousam no fundo do mar, a câmera-robô chega à suí­te do deque B e ao que Lo­vett procura: o cofre do milionário Caledon Hockley.

De volta ao navio Keldish, a central da operação de busca, Lovett abre o cofre, resgatado do navio, certo de que vai encontrar o diaman­te conhecido como Coração do Oceano, que pertenceu ao rei francês Luís XVI e se tornou uma das jóias mais valiosas do mundo. Mas em seu lugar, no cofre quase in­tacto, ele vislumbra dese­nhos de uma jovem nua. No seu pescoço, está o Coração do Oceano. A frustração não impede Lovett de divulgar a descoberta em reportagens de TV para o mundo todo.

A notícia e as imagens chamam a atenção de uma senhora centenária (Glo­ria Stuart). Pouco depois, ela chega de helicóptero ao Keldish, acompanhada de sua neta Lizzy (Susy Amis) e se apresenta a Lovett como Rose Dawson Calvert. Emocionada com as imagens dos escombros, revela que é uma das so­breviventes do naufrágio e conta pela primeira vez a sua história: "Passaram-se 85 anos... O Titanic era cha­mado de Navio dos Sonhos e foi. Ele realmente foi".


Observação:
São personagens fictícios desse filme:
Jack Dawson, Fabrizio de Rossi, Helga Dahl, Rose Dewitt Bukater, Rose Calvert (velha), Ruth DeWitt Bukater, Cal Hockley, Spicer Lovejoy, Trudy Bolt, Tommy Ryan, Cora Cartwell, Bert Cartwell e os amigos Olaf e Sven.

segunda-feira, setembro 01, 2008

UM DIA ANTES DA PARTIDA

Nos guindastes, na calefação e outros trabalhos, o navio gasta 415 toneladas de carvão. A sobra do que trouxe de Belfast, somada às 4.427 toneladas que recebeu de outros navios, computam-lhe um total de 5.892 toneladas. Não enche as carvoeiras, cuja capacidade é de 8.000 toneladas, mas é bastante para sete dias de viagem: o consumo diário, em veloci­dade de cruzeiro, é de 650 toneladas. Persiste, entretanto, o incêndio da carvoeira da sexta sala de caldeiras.

O Capitão Smith traz do Olympic o Chefe dos Oficiais Henry Wilde, 39, rebaixando Murdoch para primeiro oficial e Lightoller para segundo oficial. O segundo anteriormente nomea­do, David Blair, que vem do Teutonic, é descartado e, para sua felicidade, não viajará. Para a infelicidade de quem segue a bordo e será vítima da incúria e da sobrançaria, ninguém lhe pergunta onde guardou o binóculo dos vigias. Wilde estava cotado para comandar o Oceanic, mas permanecia em Southampton por causa da greve. Sua nomeação desgosta os oficiais, sobretudo os que são afetados. Nos dias seguintes, os tripulantes continuarão a chamar Murdoch de "chefe". Nova imposição do Capitão Smith: o comissário Barker é rebaixado a assistente e é contratado como comissário-chefe Hugh McElroy, 37, que também vem do Olympic, com um salário 25% maior.

O Titanic é visitado pelo supervisor local do Board of Trade, Capitão Maurice Clarke, que inspeciona o navio acompanhado de Andrews e dos oficiais Lowe e Moody. Testa a lâmpada Morse e lança um foguete de sinalização, aprovando. Embarca num dos botes salva-vidas, o Standard 11, e ordena que os oficiais o lancem, com apenas nove tripulantes. Aprova também, quando deveria ter arriado o bote com a lotação completa, 65 passageiros. A incerteza dos oficiais quanto à resistência dos turcos os induzirá a reduzir a ocupação dos botes durante a primeira hora e meia do naufrágio, causando a perda de quase 500 vidas. A inspeção é tão superficial que não alcança os conveses inferiores, convalidando o certificado de qualidade de um navio que traz ardendo uma das carvoeiras - incidente que o capitão, por sua vez, trata de omitir, acordando com a insensata auto-suficiência da empresa: "Não con­sigo imaginar algo que possa levar um navio a naufragar", ele de­clarou, antes do embarque, "a moderna construção naval está muito acima de qualquer fatalidade".

Retirando-se o supervisor, Smith faz sua própria inspeção, acompanhado de Wilde e Murdoch. Na ponte, um jornalista lon­drino o fotografa. Andrews escreve à esposa, Helen, comentando que o Titanic está pronto, e amanhã, ao zarpar, contribuirá para dar mais prestí­gio à Harland & Wolff.


Comemora-se hoje 23 anos do seu descobrimento...

sexta-feira, agosto 29, 2008

CINEMATECA REVISTA VEJA

Dos quase 400 000 títulos que se calcula terem sido lançados em toda a história do cinema, apenas uma fração ínfima – umas poucas centenas, talvez – foi capaz até aqui de perdurar e guardar intacto seu apelo para as gerações posteriores. Não porque sejam obras perfeitas (algo que, se existir, deve ser muito aborrecido); mas porque atingiram na combinação de seus elementos uma alquimia que parece nunca se desgastar. Começando no próximo dia 30, sempre aos sábados, a Editora Abril e VEJA vão oferecer nas bancas, livrarias, em algumas redes de supermercados e também por meio de seu sistema de assinaturas um elenco de cinqüenta filmes que pertencem a essa categoria – a dos títulos indispensáveis. Cada um deles virá acompanhado de um livro de sessenta páginas dedicado a deslindar a história e as razões de seu sucesso, com biografias dos realizadores e dos principais nomes do elenco, informações de bastidores e um guia para assistir ao filme. E todos os DVDs encartados, claro, trazem a versão integral dos filmes. A Cinemateca VEJA será inaugurada por um filme que obteve com rapidez extraordinária esse consenso entre o público: Titanic, de James Cameron, que lançou dois dos mais prestigiados atores da nova geração – Leonardo DiCaprio e Kate Winslet – e, onze anos depois de sua estréia, ainda detém o recorde mundial de bilheteria (1,8 bilhão de dólares).

A partir de 6 de setembro, São Paulo e Rio de Janeiro recebem lançamentos distintos daqueles entregues ao restante do país. Quando o revezamento se completar, em 8 de agosto de 2009, os leitores de todas as praças terão tido a oportunidade de colecionar títulos que vão de A Malvada, com Bette Davis (o veterano da coleção), até Fale com Ela, de Pedro Almodóvar (o caçula). Contarão também, em sua filmoteca particular, com expoentes dos diversos gêneros cinematográficos em suas várias eras. A ficção científica, por exemplo, vem representada por obras eternas, como 2001 – Uma Odisséia no Espaço e Alien – O Oitavo Passageiro, e também por clássicos modernos como Matrix. No suspense, tem-se desde filmes que ganharam a platéia aos poucos, como A Morte Pede Carona, até aqueles que já nasceram como o padrão ouro do gênero – caso de Intriga Internacional e Disque M para Matar, de Alfred Hitchcock, ou de O Silêncio dos Inocentes, com seu insuperável duelo entre Anthony Hopkins e Jodie Foster. Seja qual for sua afiliação, no entanto, os títulos escolhidos pela equipe editorial da Cinemateca VEJA, com supervisão da crítica de cinema da revista, Isabela Boscov, atendem a um mesmo critério: são representantes definitivos não só do gênero em que se incluem, mas também dos cineastas que os realizaram, dos grandes nomes que os interpretaram e do voto de popularidade que, ano após ano, o espectador deposita na bilheteria das salas de cinema e no balcão das videolocadoras.

Com isso, VEJA e a Cinemateca VEJA pretendem não apenas destacar, para cinéfilos e para iniciantes, aquilo que é superlativo entre a selva nem sempre organizada de títulos que chegam aos cinemas e ao DVD, como também tornar acessível ao consumidor esse repertório de obras únicas na excelência, no rigor e no prazer que são capazes de proporcionar. Titanic, o primeiro volume, terá preço promocional de 9,90 reais se adquirido juntamente com VEJA – ou, como os restantes, de 13,90 reais se comprado avulso. Também é possível assinar a Cinemateca VEJA na íntegra, em termos ainda mais atraentes: por dez parcelas de 49,95 reais cada uma, um desconto de 28% sobre o valor avulso. Boa diversão!

terça-feira, agosto 26, 2008

CARTA DE VIOLET JESSOP

Trechos de uma carta de Violet Jessop para Sra. Emery. Na carta ela se refere ao filme britânico "A Night to Remember", lançado em 1958.



Maythorn, 29 de julho de 1958


Querida Sra. Emery,

Quanta gentileza sua escrever-me. Fiquei interessada em saber sua ligação familiar com o capitão Rostron do Carpathia. Você achou o filme longo. Penso que a intenção foi impressionar.

O Californian estava visível o tempo inteiro e isso foi a causa de toda a tranqüilidade a bordo do Titanic, pois imaginávamos que um navio tão próximo viria imediatamente em nosso socorro. É claro, ninguém sabia que seus motores estavam parados. Acho que o Carpathia fez um trabalho magnífico, pois teve que alterar seu curso, apesar de antigo, e navegou com velocidade máxima através do campo de gelo para nos resgatar.

Mas a principal causa da perda de tantas vidas humanas, foi falha por parte do departamento de comércio em não exigir um número suficiente de botes para atender a todos. Foi extremamente difícil convencer as mulheres a entrarem nos botes deixando seus maridos para trás. Depois de ter feito tudo o que podíamos debaixo do convés, subimos e ficamos observando um jovem oficial tentando persuadir emigrantes a entrarem nos botes. Como não estava conseguindo comunicar-se (eram na maioria poloneses, russos, etc.), pediu para que nós servíssemos de exemplo e entrássemos no bote. Esse é o motivo pelo qual estou viva hoje.

Acho que a Pinewood Studios fez um trabalho maravilhoso em recriar fatos que ocorreram há tanto tempo, e se eu discordo de algumas coisas ­como, por exemplo, uma cena que sugeria que a terceira classe havia ficado trancada, e o comportamento de alguns tripulantes - é somente porque para uma pessoa como eu que estava lá, parece com crítica desnecessária.

Agora arrependo-me de não ter aceito os diversos convites do senhor MacQuitty, (o produtor); se tivesse visto algumas das seqüências, poderia ter mostrado algumas discrepâncias. Implorei à senhorita Coffin - diretora de figurino - quando fui entrevistada, e depois através de questionários, para não colocar as mulheres a bordo com os chapéus floridos e cheios de plumas da época, pois as americanas - e a maioria era americana - jamais usariam chapéus de rua a bordo. Tudo, menos um "fogão da cozinha" em cima de suas cabeças!

Minha falha em não aceitar o convite deveu-se ao fato de não poder abandonar minhas galinhas, pois na época estava sozinha, e as galinhas são mais exigentes do que os passageiros daquela época - se é que isso é possível. Descubro que os dias não são longos o suficiente; então, é muito difícil encontrar silêncio e tranqüilidade necessários para reescrever o livro, mas se um dia for publicado, enviarei um exemplar para você.


Tudo de bom.

Atenciosamente,

Violet C. Jessop

sexta-feira, agosto 22, 2008

ARTEFATOS DO TITANIC EM AQUÁRIO

O salão iluminado parece ser apenas mais um armazém cheio de caixotes e prateleiras empoeiradas, mas no interior deste prédio há o equivalente a cerca de US$ 200 milhões em tesouros do naufrágio mais famoso da história.

A coleção de peças contém praticamente tudo que já foi recuperado do RMS Titanic. Quando a porcelana fina, os sapatos mineralizados pela água salgada e a partitura manchada pela água do mar não estão em exibição pelo mundo, eles têm um lar permanente em Atlanta, no quartel-general da Premier Exhibitions, que é a guardiã dos artefatos.

Cerca de 190 peças da coleção do Titanic serão exibidas no Georgia Aquarium a partir desta sexta-feira, 22, a primeira mostra do material em um aquário. Representantes da Premier esperam que a tática ajude a dar vida nova à mostra, que já tem 14 anos, e ajude os visitantes a entender melhor o papel que o oceano teve na história do navio. E o aquário espera que a exibição inédita atraia mais visitantes.

A coleção Titanic ajudou a desvendar o mistério por trás do que já foi o maior navio de passageiros do mundo, e que acabou se tornando o túmulo aquático de 1.517 pessoas.

Na "sala de papel" do armazém, há partituras, notas de dinheiro e revistas que apresentam marcas de água e alguns rasgos, mas poucos outros sinais de que estiveram submersas por décadas. O local do naufrágio do Titanic foi descoberto originalmente em 1985 pelo oceanógrafo Robert Ballard. Dois anos mais tarde, uma subsidiária da Premier, RMS Titanic Inc., iniciou a primeira de sete missões de resgate para coletar artefatos do naufrágio. Mais viagens ainda deverão ocorrer no futuro.

quarta-feira, agosto 20, 2008

COLLING E SEU TITANIC DE PALITOS

O Blog Titanic Momentos em comemoração ao post de número 500, coloca para seus oficiais, tripulantes e amigos, uma história de um fã, que não mediu esforços para realizar o seu projeto.


Mark Colling, 35 anos, morador de Llanelli, Condado de Carmarthenshire, País de Gales, construiu na garagem de sua casa, durante quase 2 anos, uma réplica do Titanic que usou 3,5 milhões de palitos de fósforo. O modelo de 5,8 metros pesa quase uma tonelada. Ele incluiu centenas de detalhes muito pequenos como barcos salva-vidas e espreguiçadeiras. Colling também não se esqueceu do iceberg que consumiu 1,5 milhões de palitos.


A escolha de Colling sobre o assunto fornece um grande exemplo da sensibilidade histórica que conduzem tanto para o hobbymodelismo que modela, dos navios aos aviões, das estradas de ferro aos carros e catedrais. O trabalho cuidadoso exigido para criar a maquete de palitos demonstra a dedicação real à forma de arte. Mark Colling trabalhou por oito horas por dia, sete dias por semana desde janeiro de 2005.

domingo, agosto 17, 2008

A HISTÓRIA DO SS MAGDALENA - PARTE FINAL

Na madrugada do dia 26 de abril de 1946, cerca de 2 horas, com a maré enchente, o Magdalena desprendeu-se sozinho das pedras onde estava encalhado, sendo em seguida fundeado nas proximidades da Ilha Pontuda, pertencente ao arquipélago das Tijucas. Por resolução e solicitação do comandante Lee, foi iniciado um reboque do navio por volta das 8 horas pelos rebocadores Triunfo, da Marinha de Guerra, e Comandante Dorat, da estatal Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro.

Porém, em virtude do fato de estar abicado e adernado e devido ao mar revolto e vento forte, o reboque foi sendo feito com dificuldades, à velocidade de três nós. Por volta das 12 horas, pressentiu-se a bordo que a qualquer momento o navio poderia partir-se em duas partes, razão pela qual, já nas proximidades da Ilha Cotunduba, foi abandonado pela tripulação, ficando a bordo apenas o comandante, um tripulante e o prático-mor do Rio de Janeiro, Antônio Gonçalves Carneiro, que estava a bordo quando o casco se partiu. Os demais tripulantes embarcaram nos escaleres do navio e dirigiram-se para bordo dos dois rebocadores e do caça-submarinos Guaiba, que auxiliava nos serviços.

A despeito do perigo, o reboque continuou, com o navio sendo acossado por fortes ondas, que o faziam mergulhar de proa, que ficava quase submersa, voltando com dificuldades à superfície. Aproximadamente às 14 horas, o navio girou de lado, com o afrouxamento do cabo, ficando com a proa virada na direção da Fortaleza de São João, em Copacabana.

Estando, porém, o porão 3 - a meia nau - totalmente alagado a esta altura, o Magdalena permaneceu durante algum tempo ainda sendo rebocado, até que, em dado momento, partiu-se ao meio, em frente à Praia do Leme, na zona sul da Cidade do Rio, onde milhares de curiosos observavam dos edifícios.

A separação ocorreu na altura do porão 3, isto é, na intersecção do primeiro com o segundo casco. A parte menor fragmentada, a proa, empurrada pelas correntes marítimas e pelo vento, derivou para o Sul até encalhar nas proximidades das Ilhotas Pai e Mãe, onde permaneceria três dias, sendo subseqüentemente, afundada a dinamite. A parte maior remanescente (meia nau e popa - ré) foi encalhada propositalmente na Praia do Imbuí, entre a ponta do mesmo nome e a Ponta das Ostras, nas proximidades da Fortaleza de São João de Niterói, ali permanecendo durante muito tempo, antes do desmonte.

Na popa, felizmente para os passageiros, encontrava-se a bagagem e providenciou-se, assim, o transbordo de 200 toneladas de malas, que foram transportadas para o Rio em 29 de abril de 1949. Havia a bordo - e foi considerada perdida - carga de 25 mil caixas de laranja, embarcadas em Santos, bem como 2,8 mil toneladas de carne refrigerada argentina. O valor total de seguro do navio e sua carga montava a cerca de 2,5 milhões de libras esterlinas.

Um taifeiro contou, após o desembarque no Rio, que o comandante Lee dormia na ocasião do encalhe e, ao chegar à ponte de comando depois de ter sido avisado, exclamou, com fisionomia transtornada: "Senhor imediato, o que senhor fez do meu navio?". A mesma pergunta foi repetida pelo representante da armadora Royal Mail, em setembro de 1949, quando se iniciou o inquérito formal nas cortes de Justiça do Reino Unido.

Ao cabo do processo, passou-se a sentença, que apontou "... a grave negligência do comandante no decurso de uma manobra de aproximação perigosa a um porto de escala". O comandante Lee teve o certificado de comando retirado por dois anos e o imediato, que se encontrava na ponte como responsável pelo navio no momento do encalhe, foi suspenso das funções por um ano.

O irônico desta triste história da perda do Magdalena foi o fato de que a direção da Royal Mail havia decidido oferecer o comando de sua novíssima embarcação ao capitão Lee (então com 60 anos de idade e quatro décadas de navegação na sua honrosa folha de serviço, que incluía missões navais) como prêmio antes de ele se aposentar, fato que aconteceria após o retorno do transatlântico à Inglaterra.

Após ter perdido seu terceiro navio com o nome de Magdalena, a Royal Mail jamais voltou a utilizar tal denominação e o comandante Lee jamais voltaria ao passadiço de comando de qualquer outro transatlântico.

quinta-feira, agosto 14, 2008

A HISTÓRIA DO SS MAGDALENA - PARTE III

No dia 9 de março de 1949, o navio largou os grossos cabos de amarra das docas King George V, em Londres, Inglaterra, com destino ao Rio da Prata, via portos intermediários. Quis o destino, porém, que o transatlântico nunca mais voltasse às águas do Rio Tâmisa, pois afundaria na viagem inaugural.

A armadora britânica Royal Mail, ao longo de sua história, já havia sido castigada duas outras vezes pela ação da má sorte, por ocasião de viagens inaugurais: em 1852, o seu vapor Amazon, de madeira e rodas de pá, de 2.256 toneladas, fora vítima de um incêndio fatal, no qual pereceram 104 pessoas, entre passageiros e tripulantes; em 1917, o recém completado Brecknockshire foi capturado pelo corsário alemão Möwe e destruído.

O transatlântico Magdalena, após realizar travessia em direção Sul (onde escalou em Santos em 25 de março de 1949), reiniciou a viagem de retorno à Inglaterra, zarpando de Buenos Aires, Argentina, em 18 de abril, escalando em La Plata e Montevidéu antes de alcançar Santos. O porto santista seria o único porto brasileiro a registrar duas escalas do novo transatlântico, já que este jamais alcançaria de novo o píer da Praça Mauá, no Rio de Janeiro.

Na tarde de 24 de abril, o Magdalena, tendo como prático Constantino Azevedo desatracou do cais do Armazém 17 da Companhia Docas de Santos (CDS) levando a bordo cerca de 350 passageiros e 230 tripulantes. As suas próximas escalas previstas na viagem ao Norte seriam Rio de Janeiro, Salvador, Las Palmas, Lisboa, Vigo, Cherburgo e Londres.

Às 4h50min do dia 25, a estação de rádio do Arpoador, no Rio de Janeiro, captou um sinal de SOS, transmitido pelo navio de passageiros Magdalena. No sinal de socorro, informava-se que o Magdalena havia ido de encontro a rochedos da costa em uma posição aproximada de seis milhas ao Sul da Tijuca, na costa do Rio. O Ministério da Marinha, devidamente alertado, providenciou o envio de dois rebocadores de alto-mar, o Tritão e o Tenente Cláudio, e de outros navios auxiliares, enquanto a agência marítima da Mala Real no Rio expedia o rebocador Saturno.

Quando essas embarcações procedentes do Rio de Janeiro chegaram ao local, já se encontrava o cargueiro nacional Goiazloide de prontidão para qualquer emergência. O Magdalena encontrava-se encalhado nos rochedos submersos que formam uma ponta mar adentro, ao Sul das Ilhas Tijuca, a cerca de 300 metros da Barra. Com o casco arrombado, o porão nº 3 fora inundado e, apesar de serem acionadas as bombas de bordo, foi impossível esvaziar o compartimento o corrigir o adernamento fortemente visível.

O comandante do Magdalena, Douglas Lee (foto), velho lobo-do-mar, com 40 anos de navegação, providenciou a guarnição de botes salva-vidas, esperando pelo pior, e, mais tarde acatando sugestões do Comando Naval do Rio de Janeiro, deu ordens para evacuação dos passageiros. Acercaram-se, assim, os rebocadores do navio sinistrado, recebendo muitos passageiros deste e levando-os para serem desembarcados nas ilhas Cobras e Flores.


(Continua...)

segunda-feira, agosto 11, 2008

A HISTÓRIA DO SS MAGDALENA - PARTE II

De proa inclinada, popa do tipo cruzador, onde, além de seu nome, levava o de London (Londres) como porto de registro, o Magdalena foi desenhado com linhas bem equilibradas, modernas e de bom gosto. Assim também eram os seus interiores, equipados com todo o conforto do primeiro período pós-bélico, inclusive ar condicionado em todas as instalações da primeira classe; seus 133 passageiros da classe superior possuíam cabinas individuais ou duplas situadas nos conveses de passeio e da ponte, enquanto os 347 da terceira classe eram alojados em cabinas de duas, quatro, oito ou dez camas, todas dispondo de lavabo.

O estilo da decoração predominante era o moderno pós-guerra, com móveis retos e funcionais, grandes espelhos, profusão de metais prateados e uso intensivo de carpetes, ao invés de tapetes.

O vasto salão de jantar principal, que atravessava a largura total do navio e que podia acomodar 165 pessoas, fora decorado com painéis laterais de madeira nobre, em cor salmão e creme, e possuía grandes espelhos, que ampliavam a sensação de espaço. O salão para fumantes da primeira classe constituía uma exceção ao modernismo do Magdalena, pois fora desenhado e decorado no estilo campestre alpino, de gosto um pouco kitsch, referente ao Tirol austríaco. O transatlântico possuía, na parte posterior do convés do passeio, uma piscina ao ar livre, completada por um bar-café.

Era dotado também das outras tradicionais instalações e áreas públicas, tais como biblioteca, salão de leitura, ginásio esportivo, salão de jogos para crianças, dois pequenos hospitais, para sexos diferenciados, e ambulatório de consultas, servido por três médicos, que atendiam os passageiros e tripulantes nos três idiomas maternos de cada um, ou seja, um médico que falava inglês, outro em espanhol e um terceiro, o português.

(Continua...)

sexta-feira, agosto 08, 2008

A HISTÓRIA DO SS MAGDALENA - PARTE I

Em 1946, a Royal Mail Line passou ordens ao seu tradicional estaleiro construtor, a Harland & Wolff, de Belfast, para a fabricação de um navio de passageiros de 7 mil TAB (toneladas de arqueação bruta) e capacidade mista, de passageiros e carga. O novo transatlântico receberia o nome de Magdalena, denominação esta de uso tradicional da armadora, pois em 1851 e em 1889 dois de seus navios também haviam recebido o mesmo batismo.

A arqueação bruta refere-se à soma de todos os espaços fechados (volume) de um navio da quilha à chaminé, medida pelo exterior do cavername. Como tal, é sempre superior à arqueação bruta de registro, e varia de acordo com a forma do navio. Uma tonelada de arqueação bruta é igual ao volume de 100 pés cúbicos (2.83 m³). Arqueação bruta é um termo e uma medida que caiu em desuso.

A primeira trave da quilha da obra nº 1.354 foi colocada na rampa de construção em agosto daquele mesmo ano mencionado. Em vista, porém, da enorme escassez de materiais de todo gênero no Reino Unido, foram necessários dois anos para que o novo navio fosse lançado ao mar em, 11 de maio de 1948, ou quase três anos para que pudesse ser completado.

Quando em, 9 de março de 1949, o recém completado Magdalena foi apresentado publicamente, após a realização de suas provas de mar, todos tiveram a impressão de que a armadora tivesse realizado uma homenagem ao seu próprio passado. Visto de perfil, o transatlântico apresentava a tradicional superestrutura dividida em duas partes, marca registrada de todos os grandes navios da série A construídos por ordem da Royal Mail entre 1906 e 1914.

Na parte da proa, a três quartos desta, erguia-se a estrutura em cujo topo encontrava-se a ponte de comando e, nos conveses inferiores, os alojamentos dos oficiais mais graduados e seus escritórios. Entre estrutura e a parte central do navio, encontrava-se uma separação que correspondia, ao nível do casco, ao porão número 3. Na parte central do transatlântico, dominada por uma única chaminé de forma ligeiramente arredondada, encontravam-se todas as áreas sociais, de acomodação e serviços dos passageiros de primeira classe.

Os conveses do Magdalena eram nove ao todo, denominados (de cima para baixo): da observação, dos botes, do passeio, da ponte, da cobertura superior, principal, inferior e de máquinas. Transversalmente ao casco existiam oito bulkheads (paredes divisórias dos compartimentos de navio) que o isolavam em nove grandes compartimentos que, em caso de alagamento de um deles, se tornavam estanques, através do fechamento de suas grandes portas automáticas.

O maquinário de propulsão do navio era construído por duas turbinas de dupla redução acopladas a dois eixos de hélice que produziam 18 mil cavalos-vapor, proporcionando à massa estrutural deslocamentos a 18 nós, com 85 rotações por minuto. Completando-se esta sintética parte de informações de ordem técnica, ressalva-se que o equipamento de navegação era de primeira ordem e o que de mais moderno existia na época da construção: bússolas giratórias e magnéticas, ecobatímetro, piloto automático e um Metropolitan Vickers Seascan, radar com alcance máximo de 27 milhas e posições de leitura intermediárias.


(continua...)

terça-feira, agosto 05, 2008

TITANIC LEGO

Por não ter tempo de postar, coloco aqui três vídeos criativos de alguns amantes do filme Titanic, que usaram peças de Lego para recriar algumas cenas do filme.

Titanic Lego Movie - Part 1



Titanic Lego Movie - Part 2



Titanic Lego Movie - Part 3



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sábado, agosto 02, 2008

FANTÁSTICO 1995 - MILLVINA DEAN



Em 1995, o Fantástico localizou Millvina Dean, que tinha apenas 7 semanas de vida quando o navio Titanic afundou. Ela é a mais jovem sobrevivente do desastre.


Para ouvir a entrevista, desligue o som da barra do Windows Media Player abaixo.