sexta-feira, abril 09, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 09/04/1912


No dia 9 de abril, todos os oficiais, menos o Capitão Smith, passaram a noite a bordo, cumprindo os quartos regulares de serviço e supervisionando os preparativos para o embarque dos passageiros. Nos guindastes, na calefação e outros trabalhos, o navio gasta 415 toneladas de carvão. A sobra do que trouxe de Belfast, somada às 4.427 toneladas que recebeu de outros navios, computam-lhe um total de 5.892 toneladas. Não enche as carvoeiras, cuja capacidade é de 8.000 toneladas, mas é bastante para sete dias de viagem: o consumo diário, em velocidade de cruzeiro, é de 650 toneladas. Persiste, entretanto, o incêndio da carvoeira da sexta sala de caldeiras.

O Capitão Smith traz do Olympic o Chefe dos Oficiais Henry Wilde, rebaixando Murdoch para primeiro oficial e Lightoller para segundo oficial. O segundo anteriormente nomeado, David Blair, que vem do Teutonic, é descartado e, para sua felicidade, não viajará. Para a infelicidade de quem segue a bordo e será vítima da incúria e da sobrançaria, ninguém lhe pergunta onde guardou o binóculo dos vigias. Wilde estava cotado para comandar o Oceanic, mas permanecia em Southampton por causa da greve. Sua nomeação desgosta os oficiais, sobretudo os que são afetados. Nos dias seguintes, os tripulantes continuarão a chamar Murdoch de "chefe". Nova imposição do Capitão Smith: o comissário Barker é rebaixado a assistente e é contratado como comissário-chefe Hugh McElroy, que também vem do Olympic, com um salário 25% maior.

O Titanic é visitado pelo supervisor local do Board of Trade, Capitão Maurice Clarke, que inspeciona o navio acompanhado de Andrews e dos oficiais Lowe e Moody. Testa a lâmpada Morse e lança um foguete de sinalização, aprovando. Embarca num dos botes salva-vidas, o Standard 11, e ordena que os oficiais o lancem, com apenas nove tripulantes. Aprova também, quando deveria ter arriado o bote com a lotação completa, 65 passageiros. A incerteza dos oficiais quanto à resistência dos turcos os induzirá a reduzir a ocupação dos botes durante a primeira hora e meia do naufrágio, causando a perda de quase 500 vidas. A inspeção é tão superficial que não alcança os conveses inferiores, convalidando o certificado de qualidade de um navio que traz ardendo uma das carvoeiras - incidente que o capitão, por sua vez, trata de omitir, acordando com a insensata auto-suficiência da empresa: "Não consigo imaginar algo que possa levar um navio a naufragar", ele declarou, antes do embarque, "a moderna construção naval está muito acima de qualquer fatalidade".

Retirando-se o supervisor, Smith faz sua própria inspeção, acompanhado de Wilde e Murdoch. Na ponte, um jornalista londrino o fotografa. Andrews escreve à esposa, Helen, comentando que o Titanic está pronto, e amanhã, ao zarpar, contribuirá para dar mais prestígio à Harland & Wolff. Na última noite em Southampton, todos os oficiais dormirão no navio, menos o capitão.

quinta-feira, abril 08, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 08/04/1912


No dia 8 de abril, a carga está completa. Finaliza-se também o carregamento das provisões. Os alimentos frescos são guardados nos grandes refrigeradores do bailéu (convés do navio entre o tank top e o convés G).

Também são carregadas 57.000 peças de cozinha e louça, 29.000 peças de vidro e 44.000 talheres. O abastecimento de água potável presume um consumo diário de 63.000 litros.

Andrews, que se encontra no navio desde o amanhecer, fiscaliza todos os procedimentos e resolve pequenos problemas surgidos nos últimos dias. Em seu alojamento, William Murdoch escreve carta à irmã, Margaret, dizendo que espera ser mantido como Chefe dos Oficiais pelo Capitão Smith. Seu trunfo é o Capitão Bartlett, que se mostrou satisfeito com seu serviço no trajeto Belfast-Southampton.

quarta-feira, abril 07, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 07/04/1912


Às 6h30min do dia 07 de abril, Andrews começa nova inspeção do navio. Mais tarde, retira-se para o escritório do estaleiro em Southampton. A bordo, com exceção dos que tentam debelar o fogo na carvoeira, não se trabalha no domingo. Nenhuma fumaça é expelida pelas chaminés. Durante todo o dia, ouve-se apenas o sino do navio marcando a passagem das horas.


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terça-feira, abril 06, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 06/04/1912


Termina a greve dos carvoeiros no dia 06 de abril. A maior parte da tripulação já está contratada. O comissário de bordo (tesoureiro), Reginald Barker e o chefe dos camareiros, Andrew Latimer, vêm do Olympic, a convite do Capitão Smith.

Continua o recolhimento da carga. Serão quase 560 toneladas e 11.524 peças avulsas, entre elas o Renault vermelho, ano 1912, de 25hp, pertencente ao milionário norte-americano William Carter, e considerado um dos carros de passageiros mais velozes do mundo. Vai sobrar lugar: a capacidade de carga do navio é de 900 toneladas.


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segunda-feira, abril 05, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 05/04/1912


No dia 5 de abril, ocorre o primeiro dia do recrutamento dos tripulantes de menor hierarquia. A maioria reside em Southampton, outros vêm de Liverpool, Londres e Belfast. O navio é ornamentado com bandeiras e flâmulas para comemorar a Sexta-Feira Santa e homenagear a população local. À noite, os paramentos são retirados. O carvão que falta vem de outros navios, inclusive do Olympic, também inativo e sob novo comando.


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domingo, abril 04, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 04/04/1912


Embarca parte da tripulação no dia 4 de abril. Inicia-se o recolhimento das provisões e da carga, cujo manifesto, em segunda via, segue hoje para Nova York pelo Mauretania, da Cunard, uma cautela da época. A companhia também trata do abastecimento de carvão. O Titanic não dispõe de combustível bastante para a viagem, traz em suas carvoeiras apenas 1.880 toneladas.

A carga é variada:
Orquídeas, canetas, filmes, porcelana, objetos de prata, algodão, batatas, resinas, vinho, licores, brandy, conhaque e champanhe. Segundo um autor, a quantidade de bebida alcoólica trazida para bordo é suficiente para embebedar meia Nova York durante uma semana.

Alguns itens intrigam:
300 caixas de nozes destinadas ao First National Bank of Chicago, 11 fardos de borracha para o National City Bank of New York, 25 caixas de sardinhas para a firma de investimentos Lazard Frères, um caixote de velas de cera para American Motor Co., além de quatro caixas de ópio sem o nome do remetente.

Andrews inspeciona a obra-prima da White Star Line e faz críticas anotações em sua cabine, a A-36. À noite, vai recolher-se ao hotel South Western, na vizinhança do porto.


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sábado, abril 03, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 03/04/1912


No dia 3 de abril, o tempo estava bom, fazia frio enquanto o Titanic atravessava o canal de São Jorge. Entre 4:00 e 6:00 horas, enfrenta espessa neblina. Servido o café da manhã: frutas frescas e tomates, omelete, mingau de aveia, batata sauté, filé recheado, rolos de arenque defumado, guizado de frango com agrião, bolinhos fritos de cevada, presunto, salsichas, ovos quentes ou fritos. Nas profundezas do navio, a atmosfera não é tão amena. Abrasa-se o carvão no depósito de estibordo da sexta sala de caldeiras e o fogo se alastra. Carvoeiros e fornalheiros começam a agir, retirando-o e molhando-o.

Ao meio-dia, o navio contorna Land's End, extremo ponto sudoeste da Inglaterra. Na Sala Marconi, atrás da primeira chaminé, o telegrafista John Phillips e seu assistente Harold Bride, procedem aos ajustes finais do equipamento, com uma chamada geral. Surpreendentemente, respondem uma estação de Tenerife, a quase 4.000km de distância, e outra de Port Said, a mais de 5.000km.

A noite, perto da ilha de Wight, ao largo de Southampton, encontra-se o navio com a embarcação do prático do porto, George Bowyer, que se transfere para bordo. Pouco antes da meia-noite, o Titanic chega a Southampton, atracando no cais 44 da White Star Line. Os rebocadores Hector, Ajax, Hércules e Netuno, da Red Funnel Line, aproximam o navio do cais, puxando-o pela popa. Por causa da greve dos carvoeiros, iniciada seis semanas antes, há numerosos vapores inativos, entre eles o New York, da American Line, que em breve será protagonista de um ominoso incidente.


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sexta-feira, abril 02, 2010

HÁ 98 ANOS NO DIA 02/04/1912


Às 10:00 horas, do dia 2 de abril, puxado por rebocadores, o navio deixa a doca no rio Lagan e, por seus próprios meios, navega no lago de Belfast, que tem 20km de comprimento e entre 5 e 8km de largura. Ali começam a ser testados os equipamentos, a velocidade até 20 nós e manobras e paradas com reversão de motores.

Às 14:00 horas, o navio avança para o mar da Irlanda, à velocidade de 18 nós (33,3km/h), prosseguindo os exercícios, e em duas horas retoma a Belfast. O período de testes dura menos do que um dia. O supervisor do Board of Trade, Francis Carruthers, procede à inspeção do navio, e uma empresa londrina ajusta as bússolas para operações em mar aberto. É o dia da partida para Southampton. Encontram-se a bordo, além de outros 112 tripulantes, oito oficiais (Comodoro Edward Smith, Chefe dos Oficiais William Murdoch, 1º Oficial Charles Lightoller, 2º Oficial David Blair, 3º Oficial Herbert Pitman, 4º Oficial Joseph Boxhall, 5º Oficial Harold Lowe, 6º Oficial James Moody).

O presidente da Harland & Wolff, Lorde Pirrie, não comparece por motivo de saúde, está com pneumonia. Em seu lugar, embarca o engenheiro Andrews, acompanhado de oito técnicos do estaleiro, o chamado Guarantee Group, que deverá avaliar o desempenho do Titanic e sugerir alterações. O diretor de operações da White Star Line, Bruce Ismay, também não embarca, devido a compromissos familiares, e é substituído por outro executivo da empresa, Harold Sanderson.

Às 18:00 horas, o Titanic é puxado pelos rebocadores Herald (proa de bombordo), Haskinson e Herculaneum (costados de bombordo e estibordo), e Horbury (proa de estibordo), ao longo do rio Lagan e do lago de Belfast. Perto da cidade de Carrickfergus, na embocadura do lago, os rebocadores se afastam, e o navio, conduzido pelos timoneiros Alfred Nichols, e Albert Haines, e ainda sob inspeção, navega até o mar da Irlanda, retoma ao lago de Belfast e, parando, recebe de Carruthers o certificado: "Bom por um ano a partir de 2 de abril de 1912".

Às 20:00 horas, parte o Titanic para cobrir 917km até Southampton, principal terminal dos vapores da WSL desde 1907. Quem o comanda é o Capitão Charles Bartlett, Superintendente de Marinha da White Star Line.


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quarta-feira, março 31, 2010

O INÍCIO DE UMA LENDA

Vamos relembrar os fatos ocorridos com o navio da White Star Line, o RMS Titanic, afinal no mês de abril, homenageamos os 98 anos do naufrágio do maior navio do mundo até então construído em 1912.


Há exatamente 101 anos, no dia 31 de março de 1909, na carreira 3, nos estaleiros da Harland and Wolff, em Belfast, iniciava-se a construção do maior objeto móvel já construído pelo homem, um navio que o mundo jamais esqueceria - o RMS Titanic. Tendo o número 401 para a quilha, o número 390904 para o casco e o número de construção 131428, dava-se início a uma lenda, onde quase 4.000 operários dos 14.000 operários da H&W trabalhariam nessa lenda. O expediente era das 07h30min às 17h30min, de segunda a sexta-feira, contando também as manhãs de sábado.


Vinte e quatro meses depois, no dia 31 de maio de 1911, assistido por milhares de convidados, o casco do RMS Titanic deslizava suavemente rumo ao seu elemento natural. Infelizmente durante o processo, morre um funcionário esmagado por uma tora de madeira que servia de suporte para o casco. Logo após o lançamento o casco é conduzido para acabamento no Thompson Dry Dock.


O trabalho de aparelhamento do Titanic é afetado por uma má notícia no dia 03 de fevereiro de 1912. O RMS Olympic comandado pelo Capitão Smith, bate num banco de areia, a 639 km de Terra Nova, e perde uma hélice. Para que seja feito o conserto, o Titanic é transferido para Thompson Graving Dock. Os dois navios são vistos e fotografados juntos pela última vez.


Exercícios com botes salva-vidas são realizados no dia 25 de março de 1912, movimentados pelos turcos para a posição de arriamento, arriados e içados. A tripulação da casa de máquinas já se encontra no navio. Quatro dias depois, 79 tripulantes são trazidos de Liverpool.


No dia 31 de março de 1912, o Royal Mail Steamship Titanic está quase finalizado, faltam apenas retoques nas cabines de passageiros. Possui as mesmas dimensões do Olympic, mas, com o acréscimo de cabines e algumas alterações estruturais, torna-se mais pesado e agora é o maior navio do mundo. Após entregar o comando do Olympic, chega a Belfast o Capitão Smith. O Titanic está pronto. Os teste marítimos são marcados para o dia 1º de abril de 1912. Fortes ventos ocasionam a transferência para o dia seguinte.


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segunda-feira, março 29, 2010

NIGHTWISH - THE ISLANDER

O vídeo acima foi indicado pelo moderador da comunidade TITANIC - FATOS HISTÓRICOS no orkut. Abaixo o tópico criado pelo Amauri:

Olá galera, não sei se alguém conhece ou já viu o clipe da música "The Islander" do Nightwish, reparem no começo do vídeo a silhueta de um navio pendurado por balões...
O que acham que parece?!
E também o capitão que vive isolado na ilha, quem ele lembra?!
Essa música é uma das mais lindas da nova fase do Nightwish (sem a Tarja).

sábado, março 27, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1845-1863)


Segue abaixo a relação de todos os navios a vela, gerenciados pela White Star Line, no período de 1845 a 1863, sob o controle de John Pilkington e Henry Threlfall Wilson. Infelizmente não encontramos informações sobre estes navios, nem mesmo fotos.

A
Africana - Agnes - Albatross - Albert Williams
Algiers - Americana - Aminta - Angelita
Anglo Saxon - Anne Chambers - Anne Nelson - Anne Roydon
Annie Wilson - Arabian - Ardgowan - Argo
Argonaught - Arriero - Arrowe

B
Bayard - Beechworth - Beejapore - Bhurtpoor
Blanche - Blanche Moore - Blue Jacket - Borrowdale
Bristish Navy - British Admiral - British Lion - British Peer
British Prince - British Princess - British Sovereign
British Statesman - British Trident - Bucton CasTle

C
C W Wright - Cairnsmore - Cape Clear - Cardigan Castle
Carntyne - Casma - Castlehead - Castlehow - Cecelia
Chancellor - Chariot of Fame - Charles Brownell - Colonist
Columbia - Comandre - Commodore Perry - Compadre
Cornwallis - Cyclone

D
Dallam Towers - David G Fleming - Davis Cannon - Defense
Delhi - Delmira - Desdemona - Dirigo - Don Guillermo
Donna Maria - Duke of Edinburgh - Duke of Newcastle
Duleep Singh - Dundonald

E
Earl of Derby - Earl of Sefton - Electric - Elizabeth
Elizabeth Ann Bright - Ellen - Emma - Empire of Peace
Empress of the Seas - Envoy - Esmeralda - Estrella
Excellent - Explorer

F
Fitzjames - Fletchero

G
General Windham - Gertrude - Gladiator - Glendevon
Globe - Golconda - Golden Era - Golden Sunset
Grace Gibon - Great Australia - Great Tasmania
Green Jacket - Grey Hound - Guy Mannering

H
Hannibal - Hartfield - Harvest Home - Harwarden Castle
Hausquina - Hecuba - Hilton - Hoghton Tower

I
Ida - Industry - Invincible - Iowa

J
James Cheston - Jason - Jesse Munn - John Barbour

K
Khandeish - King of Algeria - Kirkwood

L
Lady Russel - Lillies - Lingdale - Lochiel - Lord Raglan

M
Malleny - Marco Polo - Maria - Marion - Mary Ismay
Merchant Prince - Mermaid - Merry England - Merwanjee Framjee
Miles Barton - Mindoro - Miriam - Mistress of the Seas
Moira - Monarch of the Seas - Montrose - Moore
Mooresfort - Morning Light - Mystery

N
Napier - Negotiator - Nereus - North Atlantic - Northumberland

O
Ocean Home - Oliver Cromwell - Otago

P
Pampero - Pembroke Castle - Philosopher - Phoenix
Pride of the Thames - Pride of the West - Prince of the Seas

Q
Queen of the Mersey - Queen of the North - Queen of the South

R
Rajah - Ravenscrag – Red Jacket - Remington - Rising Sun
Royal family - Royal Saxon - Royal Standard

S
S. Curling - S. Gildersleeve - Sadanha - Salem
Sam Cearns - Samaritan - Samuel Locke - Santa Lucia
Santiago - Santon - Sardinian - Scottish Chief
Seatoller - Senator - Shaftsbury - Shakespeare
Shalimar - Shepherdess - Shooting Star - Silistria
Simonds - Sir William Eyre - Sirius - Sirocco
Southern Empire - Sovereign of the Seas - Spray of the Ocean
Star of England - Star of Greece - Star of India - Star of the East

T
Tantivy - Tasmania - Tayleur - Telegraph
Thomas H Perkins - Tiptree - Titan - Tornado - Tudor

U
Ulcoats

V
Vancouver - Vandieman - Vanguard
Vernon - Victoria Tower

W
W. H. Hasselden - Warwickshire - Weathersfield
Wennington - Western Empire - White Jacket
White Star - Whittington - Windsor Castle - Woosung

quinta-feira, março 25, 2010

O COMPORTAMENTO NO TITANIC E LUSITANIA


Os registros históricos sobre dois naufrágios acontecidos quase 100 anos, envolvendo os transatlânticos Titanic e Lusitania, ofereceram aos pesquisadores novas percepções sobre como funcionam o egoísmo e o altruísmo humanos. Em um dos navios, ao que parece, os homens pensaram apenas em si mesmos; no outro, muitos deles optaram por ajudar primeiro as mulheres e crianças. E o motivo para essa distinção nas reações foi um só, constataram os pesquisadores: o tempo.

O Lusitania afundou em cerca de 18 minutos, enquanto o Titanic resistiu à tona por quase três horas. As crianças e mulheres se saíram muito melhor, em termos de percentual de sobreviventes, no Titanic.

"Quando é preciso reagir de maneira muito, muito rápida, os instintos do ser humano costumam se afirmar com velocidade muito maior do que as normas sociais aprendidas", disse Benno Torgler, professor de Economia na Universidade de Tecnologia de Queensland, em Brisbane, Austrália, e um dos autores do estudo, publicado na mais recente edição da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

"É um método muito bacana de conduzir uma experiência calma e controlada", ele afirmou. "Você está no navio, não pode ficar entrando e saindo. Estávamos em busca de naufrágios de características similares-estruturas semelhantes, índices de sobrevivência parecidos, e separados no tempo por no máximo dois anos".

Os dois transatlânticos atendiam perfeitamente bem a esses requisitos. A composição de suas tripulações e a distribuição social de seus passageiros era semelhante, e os naufrágios aconteceram há relativamente pouco tempo um do outro: o do Titanic em 1912, e o do Lusitania em 1915.

Para sua análise, os pesquisadores estudaram as listas de passageiros e de sobreviventes de ambos os navios, e também levaram em conta sexo, idade, classe em que os passageiros estavam embarcados, nacionalidade e relacionamentos familiares com outros passageiros. As diferenças começaram a emergir depois que eles realizaram uma análise mais detalhada nos índices de sobrevivência.

No Titanic, constatou o estudo, a probabilidade de sobrevivência das crianças era 14,8% superior à dos adultos, enquanto no Lusitania ela era 5,3% menor. E a probabilidade de sobrevivência das mulheres, no Titanic, era 53% superior à constatada entre os homens, enquanto no Lusitania era 1,1% inferior à deles.

A implicação desses números, diz Torgler, é a de que, no Titanic, os passageiros homens fizeram o máximo que podiam para ajudar as mulheres e crianças a escapar do desastre.

A pesquisa é inovadora, mas ainda assim deixa algumas questões importantes não respondidas, avaliou Benigno Aguirre, professor de sociologia na Universidade do Delaware e membro do Centro de Pesquisa de Desastres daquela instituição; Aguirre não participou do estudo conduzido por Torgler.

"A idéia que eles tentaram estudar é excelente - a influência do tempo nos índices de sobrevivência", disse Aguirre. "Minha única preocupação é que eles precisam retornar ao trabalho e considerar os comportamentos grupais, computando nessa observação os relacionamentos existentes dentro de cada um desses grupos".

Em estudo aceito para publicação pela revista Social Science Quarterly, Aguirre analisou os registros disponíveis sobre um incêndio mortífero em uma casa noturna de Rhode Island, Estados Unidos, em 2003. Ele constatou que as pessoas que estavam no local acompanhadas por amigos, parentes ou pelo menos colegas apresentavam probabilidade de sobrevivência inferior à das pessoas que estavam no local desacompanhadas.

Ainda que os pesquisadores dos naufrágios tenham considerado parentescos entre pais e filhos, Aguirre declarou que gostaria de ver uma análise mais aprofundada, que considerasse os relacionamentos de toda espécie entre os passageiros dos dois transatlânticos, incluindo parentesco, amizade, coleguismo de trabalho e conhecimentos casuais. Ele afirma que, em seus estudos, veio a constatar que em situações de vida ou morte, relacionamentos como esses podem fazer diferença crucial.

Enquanto isso, Torgler e seus colegas estão estudando as reações a desastres mais recentes - a saber, nos padrões de uso de mensagens de texto, incluindo as que foram enviadas por pessoas aprisionadas nas ruínas deixadas pelos ataques ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

Nas mensagens de texto enviadas em situações extremas como aquela, disse Torgler, os sobreviventes aprisionados sob os escombros pareciam determinados a transmitir seu amor às pessoas de suas famílias, a tentar encontrar paz interior diante de dificuldades intransponíveis e a demonstrar sinais de fé em Deus. (Fonte: Terra)

terça-feira, março 23, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1931)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


GEORGIC
Construção: 1931
Toneladas: 27.759
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Georgic 1895) sem o seqüencial 2. Georgic foi o último navio construído pela Harland & Wolff, em Belfast, para a White Star Line. Foi concluído em 1931, e sua viagem inaugural ocorreu em 25 de junho de 1932, na rota Liverpool-New York.

Em 1941, serviu como navio de transporte de tropas. Neste mesmo ano, enquanto rumava para Porto Tewfik no Golfo de Suez, com o comboio britânico que caçou e afundou o couraçado alemão Bismarck, o Georgic foi bombardeado por aviões alemães. Fora atingido duas vezes na região da popa do navio, o que ocasionou um incêndio eminente. O fogo atingiu o combustível e as munições destruindo toda a área de popa. A ordem foi dada para abandonar o navio e o semi-submerso Georgic foi deixado para queimar. Quase completamente destruído, afundou no caís. Após o fato ocorrido foi tomada a decisão de salvar o Georgic.


No mês seguinte, o Georgic foi resgatado, e dois meses depois de uma fundição temporária do casco, o mesmo foi rebocado para o Porto Sudan, onde foi feita as devidas condições para navegar. Um ano depois, chegou a Bombay, sob o seu próprio poder de navegação. Em Bombay ocorreu o final da reconstrução do casco. Em janeiro de 1943, Georgic saiu de Bombay rumo a Belfast, para a Harland & Wolff, para uma remodelação completa e final.

Quando todo o processo foi concluído em dezembro de 1944, o seu exterior tinha sido completamente redesenhado. A chaminé da frente e o mastro de popa haviam sido removido e o mastro de proa foi encurtado. Durante o último ano da Segunda Grande Guerra Mundial, o Georgic serviu novamente como um navio de transporte de tropas na Itália, no Oriente Médio e Índia. Seus serviços durante a guerra continuaram até 1948.

O Georgic voltou a transportar passageiros pela bandeira da Cunard-White Star. Sendo o último navio da White Star Line foi autorizado a fazer uso da flâmula da WSL. Foi desmantelado em 1961, após completar uma ilustre carreira durante a guerra.

Curiosidade: A quilha deste navio veio do cancelamento do navio RMS Oceanic, terceiro navio da companhia que teria o mesmo nome (Oceanic 1870, Oceanic 1899) sem o seqüencial 3. Infelizmente o projeto foi cancelado devido a problemas financeiros e a Harland and Wolff usou a quilha do navio na construção do RMS Georgic e do RMS Britannic (1930).

domingo, março 21, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1927-1930)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


CALGARIC
Construção: 1927
Toneladas: 16.063
Construído para a Pacific Steam Navigation Company em 15 de janeiro de 1918, recebeu o nome de Orca. Era pra ser um navio exclusivamente de carga, uma vez que não possuía acomodações para passageiros. Em 1921 foi remodelado como um navio de passageiros pela Harland & Wolff, em Belfast. Ficou concluído em dezembro de 1922. Em 1º de Janeiro de 1923, foi vendido para a Royal Mail Steam Packet Company, manteve o mesmo nome e executou a rota Hamburg-New York. Em 1927 foi vendido a White Star Line e renomeado Calgaric. Suas acomodações de passageiros foram alteradas para: 290 (1ª classe), 550 (2ª classe), 330 (3ª classe). Fez sua primeira viagem para a White Star Line, em 4 de maio de 1927, na rota Liverpool-Montreal. Em 1929, ela fez sua primeira viagem na rota Londres-Montreal. Em setembro de 1930, ficou em Milford Haven, como um vapor de reserva durante a guerra, mas nunca foi usado. Retornou ao serviço em 9 de junho de 1933, mas em 9 de setembro retornou novamente a Milford Haven. Em 1934, foi transferido para a Cunard-White Star Line, que rapidamente o vendeu. Foi desmantelado em 1935, em Rosyth.


LAURENTIC
Construção: 1927
Toneladas: 18.724
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Laurentic 1908) sem o seqüencial 2. Construído pela Harland & Wolff, em 1927, para executar a rota Liverpool-Quebec/Montreal. Em 1932, enquanto estava no Estreito de Belle Isle (Terra Nova), colidiu com o navio britânico Lurigethen. Em agosto de 1935, estava novamente envolvido em outra colisão, desta vez com o Star Napier da Blue Star Line, no mar da Irlanda. Houve a perda de seis vidas. Em 1939 foi requisitado como um cruzador mercante armado e acabou por ser afundado por um submarino alemão na Primeira Guerra Mundial, em 1940. A White Star Line teve dois navios nomeados Laurentic. Ironicamente, ambos foram torpedeados e afundados por submarinos alemães. Um na Primeira Guerra Mundial, o outro na Segunda Guerra Mundial.


BRITANNIC
Construção: 1930
Toneladas: 26.943
Terceiro navio da companhia a ter o mesmo nome (Britannic 1874, Britannic 1915) sem o seqüencial 3. Fez sua viagem inaugural com a rota Liverpool-Belfast-Glasgow-New York, em 28 de junho de 1930. Tornou-se parte da Cunard-White Star em 1934, mas continuou a exercer as cores da White Star e a carregar a flâmula da companhia até 1950. Junto com Georgic, foi transferido para a rota Londres-New York em 1935, e permaneceu assim, até o começo da Segunda Guerra Mundial. Serviu como navio de tropas durante a guerra, transportando 180.000 soldados e viajando com um total de 376.000 milhas. Retomou a rota Liverpool- New York em 1948, tornando-se um navio da Cunard. O Britannic foi o único navio a ser propriedade das três empresas: da White Star Line, da Cunard-White Star Line e da Cunard Line. Sua última viagem ocorreu em 25 de novembro de 1960, foi marcado pela escolta de fireboat. Foi desmantelado em 1960 na cidade de Inverkeithing.

Curiosidade: A quilha deste navio veio do cancelamento do navio RMS Oceanic, terceiro navio da companhia que teria o mesmo nome (Oceanic 1870, Oceanic 1899) sem o seqüencial 3. Infelizmente o projeto foi cancelado devido a problemas financeiros e a Harland and Wolff usou a quilha do navio na construção do RMS Britannic e do RMS Georgic (1931).

sexta-feira, março 19, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1922-1923)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


DORIC
Construção: 1922
Toneladas: 16.484
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Doric 1883) sem o seqüencial 2. Construído pela Harland & Wolff para a White Star Line em 1922. Sua viagem inaugural foi em 8 de junho de 1923, com a rota Liverpool-Montreal. No início de 1933, foi usado para cruzeiros exclusivamente baseados fora de Liverpool. Após a fusão da Cunard Line com a White Star Line seu futuro a longo prazo foi incerto até 5 de setembro de 1935, quando colidiu com o SS Formigny, da French Chargeurs Reunis Line, nas proximidades de Cape Finisterre, Espanha. Após os reparos temporários, Doric retornou à Inglaterra, onde foi vistoriado e concluído que era uma perda total em termos de preço para a reparação. Em novembro de 1935, foi desmantelado em Portugal.


PITTSBURGH
Construção: 1922
Toneladas: 16.322
Foi originalmente construído exclusivamente para a American Line de Liverpool, pela Harland & Wolff, em Belfast, em 1913. Sua construção foi interrompida com a eclosão da Primeira Guerra Mundial e somente em 1922 é que o navio ficou concluído para o serviço de transporte de passageiros. Nesta época, a American Line foi comprada pela Red Star Line, que por sua vez, era agora uma parte da IMM. Como a IMM era proprietária da Red Star Line, bem como da White Star Line, foi decidido a transferência do navio Pittsburgh para a White Star, no momento de seu lançamento. Fez sua viagem inaugural de Liverpool para Boston em 6 de junho de 1922. A rota regular do navio Pittsburgh foi de Boston a partir de Hamburg e Bremen. Em novembro de 1922, foi responsável pelo salvamento da tripulação do navio de carga italiano Monte Grappa que naufragou na ocasião. Em janeiro de 1925, o Pittsburgh foi transferido para a Red Star Line e funcionou na rota Antwerp-Southampton-New York. Em fevereiro de 1926, foi renomeado Pennland. Em 1935, foi vendido para Arnold Bernstein de Hamburgo. Em 1940, foi convertido como navio de transporte de tropas e, em 1941, foi bombardeado e afundado durante um ataque aéreo alemão no Golfo de Saronic perto de Atenas.


ALBERTIC
Construção: 1923
Toneladas: 18.940
Construído pela North German Lloyd Line e originalmente chamado de Munique. Comprado pela Royal Mail Line, em 1923, recebeu o nome de Ohio. Foi adquirido como reparação de um navio de guerra, durante a Primeira Guerra Mundial. Renomeado de Albertic, quando comprado pela White Star Line, em 1927, para fazer a rota Liverpool-Canada. Em 1934, foi desmantelado no Japão.

quarta-feira, março 17, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1918)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


BARDIC
Construção: 1918
Toneladas: 8.010
Construído em 1918 como um navio de carga sob o nome de War Priam, foi vendido para a White Star e renomeado Bardic. Era um navio lento e por isto foi vendido em 1926 para Aberdeen Line e recebeu o nome de Horatius. Permaneceu por sete anos na Aberdeen Line, depois foi transferido para Shaw - Savill and Abion Line e foi renomeado para Kumara. Em 1937, foi vendido para Greek Shipping Line, sendo renomeado Marathon. Em 3 de setembro de 1941, foi afundado pelo couraçado alemão Scharnhorst, próximo as ilhas de Cabo Verde.


DELPHIC
Construção: 1918
Toneladas: 8.006
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Delphic 1897) sem o seqüencial 2. Construído pela Workman, Clark and Company Ltd., em Belfast, para a Booth Line, como navio de carga. Logo após seu lançamento foi requisitado pelo Shipping Controller of London e recebeu o nome de War Icarus. Foi utilizado no final da Primeira Guerra Mundial. Após o término da guerra foi vendido para Atlantic Transport Line e recebeu o nome de Masaba. Em 1925, foi transferido para a White Star para o transporte de carga e recebeu o nome de Delphic. Em 1933, foi vendido a Clan Line, sendo renomeado para Clan Farquhar. Desmantelado em 1948.


GALLIC
Construção: 1918
Toneladas: 7.914
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Gallic 1894) sem o seqüencial 2. Foi requisitado pelo Shipping Controller of London e recebeu o nome de War Argus. Em 1919, foi transferido para a White Star e recebeu o nome de Gallic. Em 1933, foi vendido a Clan Line, sendo renomeado para Clan Colquhoun.


VEDIC
Construção: 1918
Toneladas: 9.332
Foi um dos primeiros navios da White Star Line a ser sucateado, após a fusão entre White Star e Cunard. Construído pela Harland & Wolff, em 1918, foi imediatamente enviado para o transporte de tropas. Somente em 1920, o Vedic após reforma, foi utilizado na rota Liverpool-Canadá para o transporte de imigrantes. Em 1925, sua rota passou a ser Austrália. Em 1934, foi desmantelado em Rosyth.

segunda-feira, março 15, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1914-1917)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


MAJESTIC
Construção: 1914
Toneladas: 56.551
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Majestic 1890) sem o seqüencial 2. Construído pela Blohm & Voss, em Hamburg, Alemanha para a Hamburg-Amerika Line, o navio recebeu o nome de Bismarck, Após reparações de guerra em 1922 foi renomeado para Majestic. Em 1937, após 23 anos de serviços e tendo vários problemas estruturais e elétricos, o navio foi vendido para o Almirantado Britânico para tornar-se um navio de treinamento para cadetes e foi renomeado para HMS Caldonia. Em 1939, afundou no cais na Escócia, depois pegou fogo após um ataque aéreo, presume-se ser causado por falha de fiação elétrica. Foi vendido para a T.W. Wards & Co., em 1940 e desmantelado em 1944.


BRITANNIC
Construção: 1914
Toneladas: 48.158
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Britannic 1874) sem o seqüencial 2. Construído para a White Star Line pelos estaleiros Harland & Wolff, em Belfast, em 1914. Seria o terceiro navio da Classe Olympic. Foi requisitado como navio hospital durante a Primeira Guerra Mundial. Em 21 de novembro de 1916, atingiu uma mina colocada por U-30 e afundou matando 30 pessoas. Nunca foi usado para o transporte de passageiros.


BELGIC
Construção: 1917
Toneladas: 24.547
Quarto navio da companhia a ter o mesmo nome (Belgic 1874, Belgic 1885, Belgic 1903) sem o seqüencial 4. Serviu de transporte de tropas durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1923 foi transferido para a Red Star Line, sendo renomeado para Belgenland. Em 1935 foi transferido para Panama Pacific Line, recebendo o nome de Columbia.


JUSTICIA
Construção: 1917
Toneladas: 32.234
Construído para a Holland America Line, pela Harland & Wolff, em Belfast. Antes do término foi requisitado para operar juntamente com os navios na White Star Line, durante a Primeira Guerra Mundial. Foi torpedeado e afundado em 1918 perto de Skerryvore, ocorrendo a perda de 10 vidas.


REGINA
Construção: 1917
Toneladas: 16.313
Construído pela Harland & Wolff, em Belfast, para a Dominion Line. Foi requisitado durante a Primeira Guerra Mundial para ao transporte de tropas, antes mesmo do seu término. Em 1919, foi devolvida a Harland & Wolff para a sua conclusão, incluindo a adição da sua segunda chaminé. Em 1923 realizou viagens para a White Star e Dominion Line. Foi transferida unicamente a White Star em 1925, pelo IMM, mas por razões desconhecidas, manteve o nome Regina. Em 1929 foi transferida para a Red Star Line, recebendo o nome de Westernland. Participou da Segunda Guerra Mundial como navio reparador e de depósito. Em 1945 voltou a Cunard-White Star, planos de reequipamento para o seu uso foram abandonados devido à sua idade, então foi vendindo 1946 para ser um navio baleeiro, mas esse plano também foi abandonado. Finalmente foi desmantelado em 1947.

sábado, março 13, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1912-1913)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


TITANIC
Construção: 1912
Toneladas: 46.329
Foi construído em 1909 pelos estaleiros Harland & Wolff, em Belfast. Era o segundo da classe Olympic: Olympic, Titanic e Gigantic (renomeado Britannic após o desastre do Titanic). Foi construído para ter mais luxo e conforto do que a velocidade como um concorrente direto da Cunard Lines, na rota Liverpool-New York. Na noite de 14 de abril de 1912, enquanto fazia sua viagem inaugural, chocou-se contra um iceberg no Atlântico Norte cerca de 400 milhas a leste de Grand Banks. Afundou na madrugada do dia 15, levando consigo mais de 1500 passageiros e tripulantes. Isto marcou a maior perda de vidas em alto-mar em tempo de paz. ( Nota de observação: Os sites com relação de navios, colocam que o ano de construção do Titanic ocorreu em 1912, é um erro grave que não foi corrigido, pois todos sabem que 1912, ano da viagem inaugural e do naufrágio ).


CERAMIC
Construção: 1912
Toneladas: 18.495
Foi construído em 1912 pela Harland & Wolff, em Belfast in 1912. Após seu lançamento em 1913, começou com a rota da Austrália. Em 1914 serviu durante a Primeira Guerra Mundial, no transporte de tropas. Conseguiu realizar belas fugas de ataques de U-boats, como em maio de 1916 no Mediterrâneo, quando transportava 2.500 soldados. Após o término da guerra, voltou para a WSL na rota Liverpool-Sydney. Em 1939, foi requisitado para a tropa de soldados para a Austrália durante a Segunda Guerra Mundial. Em 06 de dezembro de 1942, o Ceramic foi atingido por 5 torpedos com intervalos regulares. Transportava no dia 200 soldados e 150 civis (incluindo crianças). O engenheiro Eric Munday foi levado a bordo do submarino U-515 como prisioneiro de guerra. O restante dos sobreviventes foram deixados para trás em alto-mar. Ninguém conhecia a história por trás do desaparecimento do Ceramic até a liberação de Munday


HOMERIC
Construção: 1913
Toneladas: 34.351
Homeric foi um dos três navios alemães reparados e adquiridos pela White Star nos anos de 1920. Lançado em 1913, pela Norddeutscher Lloyd's com o nome de Columbus, o navio não havia sido terminado durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1922 recebeu o nome de Homeric. A sua viagem inaugural de Southampton para Nova York, ocorreu em 15 de fevereiro de 1922. Por causa da sua baixa velocidade (18 nós), o Homeric estava longe de um parceiro ideal para o Olympic (21 nós) e Majestic (23 nós), mas logo desenvolveu uma reputação de ser extremamente estável em mar agitado. Em 1936 foi desmantelado em Inverkeithing.

quinta-feira, março 11, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1911)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


NOMADIC
Construção: 1911
Toneladas: 1.273
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Nomadic 1891) sem o seqüencial 2. Construído para a White Star Line em 1911 pela Harland e Wolff, em Belfast, com o propósito de transportar os passageiros de Cherbourg até o Olympic e Titanic. O Nomadic foi construído para substituir o velho Gallic. Era muito similar ao seu irmão Traffic. A White Star Line vendeu o Nomadic em 1933 para uma companhia em Cherbourg e recebeu o nome de Ingenieur Minard. Serviu como navio patrulha durante a Segunda Guerra Mundial para a Marinha Real. Após a guerra, Nomadic (Ingenieur Minard) participou de um concurso juntamente com o Queen Mary em 1968. Foi vendido depois para um comprador particular que o transformou em restaurante em 1977 sobre o Rio Sena, na França. O restaurante saiu dos negócios, e o pequeno navio ficou por quase 30 anos vazio. As coisas pareciam sombrias para o Nomadic, pois o proprietário estava pensando em vender para sucatear. Em 2006, foi adquirido pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Belfast, Irlanda.


OLYMPIC
Construção: 1911
Toneladas: 45.234
O primeiro navio da classe Olympic da White Star Line. Construído para competir contra a Cunard Line juntamente com seus irmãos Titanic e Britannic. Participou da Primeira Guerra Mundial no transporte de tropas. Foi responsável pelo afundamento do submarino alemão U-103 em 12 de maio de 1918. O RMS Olympic, na época HMT Olympic, foi o único navio mercante a afundar um submarino durante a guerra. Em 1934, o RMS Olympic chocou-se e afundou o Lightship LV-117, um pequeno navio farol próximo a New York, onde no dia havia um denso nevoeiro. Houve a perda de sete tripulantes. Após 24 anos de um serviço incrível, o RMS Olympic fez sua última viagem em 27 de março de 1935, logo após foi vendido por 100.000 libras em 1935, sendo parcialmente desmontado em Jarrow, Inglaterra. Em 19 de setembro de 1937 foi rebocado até Inverkeithing, cidade portuária ao sul da Escócia, onde finalmente terminou o desmanche.


TRAFFIC
Construção: 1911
Toneladas: 675
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Traffic 1873) sem o seqüencial 2. Construído nos estaleiros Harland & Wolff para a White Star Line foi lançado em 27 de abril de 1911. Seu dever era transportar passageiros da 3ª classe, bagagem e correio do porto de Cherbourg até o Olympic e Titanic. Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, o Traffic foi usado como transporte de tropas para os navios de guerra de grandes dimensões. Depois da guerra, em 1929, o Traffic foi vendido a French Line para executar o mesmo serviço de transporte de passageiros do porto até os grandes navios. Mais tarde, naquele mesmo ano, colidiu com Homeric e teve danos consideráveis. Após os reparos, incluindo novas hélices para melhor desempenho, o Traffic ironicamente se envolveu em outra colisão com outro navio da IMM; o Minnewaska IV da Atlantic Transport Line's. Sobrevivendo ao ano de 1930, o Traffic, foi remoneado para Ingenieur Riebell, e estava em serviço na Segunda Guerra Mundial. Foi afundado deliberadamente pela Marinha Francesa no porto de Cherbourg para bloquear o avanço da frota naval alemã. Os alemães o resgataram e converteram o Ingenieur Riebell como um cruzador de comboio de escolta armada. Atuando na frota inimiga, o ex-Traffic da WSL, que levou passageiros ao Olympic e Titanic foi torpedeado e afundado pela Marinha Real Britânica em 17 de janeiro de 1941.


ZEALANDIC
Construção: 1911
Toneladas: 8.090
Construído pela Harland e Wolff, em Belfast, foi usada em conjunto com a Shaw Savill and Albion Line na rota Liverpool-New Zealand. Entre 1917 a 1919, serviu na Primeira Guerra Mundial, como transporte de tropas, em seguida, retornou ao serviço de passageiro. Em 1926 foi vendida para a Aberdeen Line e foi renomeado para Mamilius. Foi transferida novamente para a Shaw Savill and Albion Line e foi rebatizado com o nome Mamari. Em 1939 foi vendido para a Marinha Britânica para servir na Segunda Guerra Mundial. Foi remodelado numa versão do HMS Hermes para servir de chamariz aos inimigos. Em 1942, após um ataque aéreo alemão, ficou encalhado. Antes que pudesse ser reparado e liberado, foi torpedeado pelo U-106.

terça-feira, março 09, 2010

NAVIOS DA WHITE STAR (1908)

Durante este mês, iremos colocar o restante da relação dos navios da White Star Line. Para rever a relação dos navios da White Star (1863-1900) clique aqui. Apesar de poucas informações e em alguns casos a não existência de fotos, esperamos trazer em cada post, um pouco mais da história naval desta companhia.


ARABIC
Construção: 1908
Toneladas: 16.786
Terceiro navio da companhia a ter o mesmo nome (Arabic 1881 e Arabic 1903) sem o seqüencial 3. A White Star Line construiu o vapor em Bremen, Alemanha, pela AG Weser para a empresa North German Lloyd Line. Originalmente chamado de Berlin. Esteve presente durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1921 foi renomeado para Arabic. Entre 1925-1929 executou serviços para a Red Star Line. Em 1930, retornou a White Star. Foi desmantelado em 1931, em Genoa.


LAPLAND
Construção: 1908
Toneladas: 18.565
Transferido em 1914 da Red Star Line. Retornou a Red Star Line em 1920. Vendido em 1933 para ser desmantelado no Japão.


LAURENTIC
Construção: 1908
Toneladas: 14.892
Originalmente construído pela Harland e Wolff com o nome de Alberta e lançado como Laurentic em 1908. Em 1910, o navio Laurentic serviu como palco de uma perseguição policial da Scotland Yard contra o Dr. Hawley Harvey Crippen, que fugiu para escapar das acusações de assassinato de sua esposa, na Inglaterra. A perseguição seguiu Dr. Crippen até ser capturado quando desembarcava do Laurentic. Laurentic foi selecionado em 1914 pelo Almirantado Britânico como um navio de transporte. Um dos dois verdadeiros “navio tesouro” da White Star Line (sendo o outro Republic). Em janeiro de 1917, chocou-se contra duas minas colocadas pelo submarino alemão, U-80 e afundou 45 minutos após a sua saída do porto, ao largo da Irlanda. O Laurentic tinha como missão entregar a carga da Nova Escócia para os governos do Canadá e Estados Unidos como pagamento de munições. Ao afundar levou para o fundo a vida de 354 pessoas e uma grande quantidade de ouro.


MEGANTIC
Construção: 1908
Toneladas: 14.878
Construído pela Harland e Wolff, em Belfast, em 1908, para a Dominion Line. Seu nome inicial era Albany, mas foi entregue à White Star Line com o nome de Megantic para a rota do Canadá. Em 1910, quando o inspetor da Scotland Yard prendeu o Dr. Hawley Harvey Crippen e sua amante Ethel Le Neve em Québec, eles foram escoltados de volta para Inglaterra a bordo do Megantic. (Ver história do Laurentic acima). Serviu como transporte de tropas na Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1919. Em 1919, retomou a rota Liverpool-Montreal no serviço regular de passageiros. Em 1927, realizou o transporte de tropas para a China. Retornou após para a rota Londres-Halifax-New York, mas terminou os seus dias na rota Liverpool-Montreal. Vendido em 1933 para ser desmantelado no Japão.