08h:30min
Anunciado o desjejum.
09h:00min
Mensagem recebida informa que o Rappahannock, da Furness Withy Line, de Liverpool, sofreu danos no leme ao cruzar campo de gelo.
10h:30min
Inspeção do capitão e auxiliares. Da casa de máquinas, Bell comunica: o fogo está debelado, mas uma das paredes da carvoeira, que é também uma antepara, foi afetada. Tamanho é o calor lá embaixo que os homens trabalham seminus e numa atmosfera densa de pó de carvão.
12h:00min
O Titanic nas últimas 24h, deixou para trás 835 km com tempo claro, limpo e mar sereno, mas avisos sobre gelo, comuns nesta época, são recebidos. Os passageiros reportam o mínimo de barulho ou vibrações no navio. Com as 24 principais caldeiras ativadas, avança a 21 nós.
13h:00min
Anunciado o almoço.
16h:35min
Mensagem do Californian, da Leyland Line, comandado pelo capitão Stanley Lord. Reporta que o Caronia, da Cunard, sob o comando do Capitão Barr, acusa icebergs na latitude 42° Norte e longitude 40°51’ Oeste.
18h:00min
Anunciada a janta. No salão da Primeira Classe, o médico de bordo, William O’Loughlin, faz um brinde ao Titanic.
20h:00min
Abertura do restaurante à la carte.
22h:30min
O Titanic cruza com o Rappahannock, e este, que não dispõe de radiotelegrafia, alerta pela lâmpada Morse: "Passamos por gelo pesado e diversos icebergs". O Titanic responde: "Mensagem recebida. Muito obrigado. Boa noite". Adiante, o navio enfrenta dez minutos de densa neblina.
terça-feira, abril 13, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 13/04/1912
segunda-feira, abril 12, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 12/04/1912

08h:30min
Anunciado o desjejum.
10h:30min
Inspeção do capitão e auxiliares. Na Sala Marconi, ele ouve o telegrafista ler mensagem do La Touraine, da Compagnie Generale Transatlantique, congratulando-se com a viagem inaugural e alertando para a presença de gelo à frente. À tarde, Phillips e Bride receberão inúmeras mensagens do mesmo teor. Uma delas dirá que o Corsican, da Allan Line, colidiu com um iceberg e foi obrigado a seguir para St. John, na Terra Nova.
12h:00min
O Titanic percorre 778,75 km com tempo claro e limpo. Para passar o tempo alguns passageiros se divertem dançando a o som da melhor banda do Atlântico, outros fazem apostas sobre a data de chegada do Titanic em Nova Iorque. Ismay havia dito que seria na quarta-feira pela manhã, mas alguns oficiais diziam que terça-feira a noite seria mais provável. O incêndio está quase dominado. De suas 24 caldeiras com dois terminais, 23 estão em ação.
13h:00min
Anunciado o almoço.
18h:00min
Anunciada a janta.
20h:00min
Abertura do restaurante à la carte. O telégrafo apresenta problemas, obrigando Phillips e Bride à suspensão temporária do tráfego.
domingo, abril 11, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 11/04/1912

06h:00min
Diariamente abertura da piscina térmica, no convés F, somente para homens. Após as 9h:00min, para ambos os sexos. Atualizam-se os instrumentos de navegação. De madrugada, o capitão fez exercícios com o navio, avaliando sua capacidade de manobra.
08h:30min
Desjejum até 10h:30min. Os passageiros aproveitam o bom tempo para caminhar e conhecer o navio. Alguns da Primeira Classe descem ao tombadilho, mas não conversam com aqueles que viajam nos conveses inferiores, nada têm a dizer a pessoas de inferior condição. Eles freqüentam aquela área aberta aos pobres tão só para passear com seus cachorros.
10h:30min
Inspeção do capitão, acompanhado do engenheiro-chefe Joseph Bell, do comissário-chefe McElroy e do camareiro-chefe Latimer. Também inspecionam o navio Andrews e os técnicos do Guarantee Group. A tripulação cumprimenta o telegrafista Phillips, que está de aniversário. Simulada uma situação de emergência com um sinal de sino e o fechamento das portas estanques. Pouco depois, aproxima-se o navio-guia e transfere-se para bordo o prático do porro de Queenstown.
11h:30min
O navio lança âncora em Queenstown, a quatro quilômetros do porto. É a última escala antes da travessia oceânica. Ismay discute com o engenheiro Bell, quer sua anuência para que o navio, já na segunda-feira, empregue a velocidade máxima, de modo que possa chegar a Nova York na terça-feira, dia 16. Se a pressa se relaciona com o recorde da travessia, é um despropósito. A possibilidade de que o Titanic venha a superar a marca de 1909, pertencente ao Mauretania, da Cunard, é igual a zero.
12h:00min
Parte de Nova York o Carpathia, da Cunard, para Gibraltar.
12h:30min
Almoço até 14h:30min. As barcaças America e Ireland trazem sete passageiros da Segunda Classe e 113 da Terceira, além de 1.385 pacotes de correspondência postal. Desembarcam sete da Primeira Classe: o seminarista jesuíta Francis Browne e seis membros de uma família. Um fornalheiro, John Coffey, natural de Queenstown, esconde-se numa das barcaças e deserta do navio. Entre passageiros e tripulantes, encontram-se a bordo 2.227 pessoas. Jornalistas vêm conhecer o Titanic e um deles fotografa o Capitão Smith e o comissário McElroy. O convés A é visitado por comerciantes e Astor adquire para Madeleine uma jóia no valor de 800 libras. Quando os comerciantes se retiram, ocorre algo inusitado: um fornalheiro com o rosto negro de fuligem olha para eles da boca da quarta chaminé, que é falsa. Algumas mulheres interpretam a aparição como um mau presságio.
13h:15min
O seminarista Browne, na barcaça, tira uma fotografia do Capitão Smith debruçado na amurada da asa da ponte: é a última do comandante. Também são de Browne as raras fotos tiradas a bordo e a derradeira do navio. Na popa, o irlandês Eugene Daly, da Terceira Classe, despede-se de seu país tocando a canção Lamento de Erin em sua gaita de foles.
13h:30min
O Titanic levanta âncora rumo a Nova York e é seguido por um bando de gaivotas, atraídas por restos de comida despejados no mar pelos duros de esgoto. Minutos depois, breve parada para o transbordo do prático. Retomando o curso, passa tão perto de um pesqueiro francês que os pescadores são banhados pelas ondas do sulco da proa. Eles acenam e o navio responde com um apito. Nas horas seguintes, navegando a 19,5 nós, ultrapassará o cabo Kinsale e, a menos de dez quilômetros da costa, pelo canal São Jorge, será visto por inúmeras pessoas, imagem que jamais esquecerão. Inclina-se ligeiramente para bombordo, por obra da grande quantidade de carvão retirada do depósito de estibordo, na tentativa de apagar o incêndio. Comentários dos fornalheiros indicam que as mangueiras d'água têm pouca pressão.
18h:00min
Anunciada a janta.
20h:00min
Abertura do restaurante à la carte.
sábado, abril 10, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 10/04/1912

O sol nasce em Southampron. Começam a chegar os tripulantes que dormiram em casa.
06h:00min
Embarca Andrews, ocupando sua cabine a A36.
07h:30min
Embarca o capitão para sua última viagem antes da aposentadoria e recebe o boletim de navegação do Chefe dos Oficiais, Wilde. Os outros oficiais assumem suas funções. No cais, uma multidão de marujos se aproxima do navio, na esperança de conseguir trabalho em sua viagem inaugural. Parte da estação Waterloo, em Londres, rumo ao porto de Southampton, o trem da London & South Western Railway, trazendo os passageiros da Segunda e Terceira Classes. Entre os da Segunda, os oito músicos da banda liderada por Wallace Hartley.
08h:00min
A tripulação é passada em revista pelo capitão e autoridades do comércio marítimo. Já se encontra a bordo o prático George Bowyer. É realizado um exercício com os botes salva-vidas. Infelizmente isto é feito somente em dois botes, o nº. 11 e 15 de estibordo.
09h:00min
Parte da estação Waterloo o trem que conduz para Southampton os passageiros da Primeira Classe e alguns da Segunda.
09h:30min
Chega ao porto em sua limusine Daimler o diretor de operação da WSL, Bruce Ismay, com o mordomo John Frye o secretário William Harrison. Vai ocupar as cabines B-52-54-56. A família não o acompanha. Chega também o trem da Segunda e Terceira Classes. Os passageiros da Terceira, na maioria são emigrantes. São embarcados somente após a inspeção sanitária.
09h:40min
Parte de Paris o Train Transatlantic, levando para Cherbourg os passageiros que, à noite, embarcarão no Titanic.
10h:00min
Embarca, ocupando a cabine D-56 da Segunda Classe, o professor Lawrence Beesley, que ainda em 1912 publicará a memória The Loss of the Titanic.
11h:00min
Chega ao porto o trem londrino da Primeira Classe. Traz passageiros afamados pela riqueza ou suas atividades, que logo embarcam.
11h:30min
Cerca de 50 pessoas cancelam suas reservas pouco antes da partida. Uma delas é J. Pierpont Morgan, titular da IMM. Afortunados membros da tripulação não embarcam, licenciados ou por não se apresentarem, ou por se apresentarem fora do horário.
12h:00min
As poderosas sirenes do Titanic são acionadas, avisando de sua eminente partida. Todos que não fazem parte da tripulação nem dos passageiros começam a desembarcar. Muitos passageiros nesta fatídica viagem deveriam estar a bordo do Oceanic e do Adriatic, mas foram transferidos para o Titanic devido à greve dos carvoeiros. Os vigias perguntam a Lightoller pelo binóculo que usaram de Belfast para Southampton e depois foi recolhido. O segundo oficial responde que não há nenhum disponível. Ninguém sabe onde Blair o guardou e ninguém com autoridade toma a iniciativa de mandar procurá-lo. Na proa, Wilde e Lightoller. Na popa, Murdoch. No topo do mastro, a bandeira vermelha e branca, sinal de que o prático orienta o leme. O capitão ordena a partida.
12h:15min
O navio levanta âncora e, após apitar três vezes, afasta-se do cais puxado por cinco rebocadores, entre eles o Vulcan. Já propulsionado por seus motores, desce o canal de Southampton. O destino é Nova York, com escalas em Cherbourg e Queenstown, na República da Irlanda. Perto da embocadura do rio Test, a sucção de seu poderoso deslocamento, o chamado "efeito canal", faz balançar o vapor New York, que rebenta seis cabos de amarração de 15cm de diâmetro e se movimenta, com a popa em sua direção. O Titanic reverte os motores, mas a colisão é iminente. No derradeiro instante, é evitada pelo Vulcan, que alcança um cabo da embarcação à deriva e a sustenta. A popa do New York deixa de abalroar o casco do Titanic por escasso 1,20m. O prático é apenas um auxiliar, não comanda. Quem comanda é o Capitão Smith, e o incidente com o New York, somado à colisão entre o cruzador Hawke e o Olympic, também sob seu comando, sugere sua inaptidão para manobrar navios de maior porte - isto sem contar seu lastimável histórico de acidentes marítimos. Ainda não foi debelado o incêndio na carvoeira. Tamanho é o descaso do capitão em relação à grave ocorrência que nem ao menos manda registrá-la no diário de bordo.

13h:00min
O Titanic reinicia sua viagem em direção a Cherbourg. A gata Jenny, considerada um membro da tripulação e aos cuidados de um ajudante de cozinha, dá cria: é uma grande ninhada de gatinhos. O prático desembarca.
13h:30min
O corneteiro Peter Fletcher, anuncia a tardia abertura do horário de almoço com acordes de melodia. Os salões de refeição permanecem abertos até as 14h30min.
15h:45min
Os passageiros do Train Transatlantic, vindos de Paris, desembarcam na gare marítima de Cherbourg. Anunciado o atraso do Titanic.
17h:30min
Finalmente o Titanic chega a Cherbourg, França, a apenas 38 km de distância através do Canal da Mancha. Os passageiros começam a ser embarcados nos barcos que os levarão ao Titanic.
18h:00min
Hora do jantar, que se estende até 19h30min.
18h:30min
Chega o navio a Cherbourg. Suas dimensões não permitem que se aproxime do pequeno cais e ele ancora ao largo. O transporte entre o porto e o navio está a cargo de barcaças da WSL, que também segregam as classes sociais: na Nomadic, Primeira e Segunda Classes, na Traffic, Terceira Classe e malas postais. Na próxima hora e meia, desembarcam 20 passageiros da travessia Southampton-Cherbourg e embarcam 274 novos passageiros.
20h:00min
Os novos passageiros já estão instalados e as barcaças retomam ao porto. O restaurante à la carte abre suas portas para quem o prefira ao salão de refeições do navio. Permanecerá à exclusiva disposição da Primeira Classe até as 23h00min.
20h:10min
O Titanic levanta âncora rumo a Queenstown. Vai atravessar novamente o canal da Mancha e contornar a costa sul da Inglaterra. Prossegue o incêndio na carvoeira. Nesta aproximada hora, no Atlântico, menos de 200 km ao norte da rota do Titanic, o vapor francês Niagara bate num iceberg, que lhe deforma o casco abaixo da linha d'água, e emite pelo radiotelégrafo a mensagem de CQD. As seqüelas do acidente não são fatais para o navio, que demanda ao porto antes da chegada de socorro. É a primeira de uma série de colisões com gelo nos próximos dias. O inverno nas latitudes setentrionais não foi muito severo. Grande quantidade de gelo se desprendeu da calota polar e, à deriva, segue para o sul.
sexta-feira, abril 09, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 09/04/1912

No dia 9 de abril, todos os oficiais, menos o Capitão Smith, passaram a noite a bordo, cumprindo os quartos regulares de serviço e supervisionando os preparativos para o embarque dos passageiros. Nos guindastes, na calefação e outros trabalhos, o navio gasta 415 toneladas de carvão. A sobra do que trouxe de Belfast, somada às 4.427 toneladas que recebeu de outros navios, computam-lhe um total de 5.892 toneladas. Não enche as carvoeiras, cuja capacidade é de 8.000 toneladas, mas é bastante para sete dias de viagem: o consumo diário, em velocidade de cruzeiro, é de 650 toneladas. Persiste, entretanto, o incêndio da carvoeira da sexta sala de caldeiras.
O Capitão Smith traz do Olympic o Chefe dos Oficiais Henry Wilde, rebaixando Murdoch para primeiro oficial e Lightoller para segundo oficial. O segundo anteriormente nomeado, David Blair, que vem do Teutonic, é descartado e, para sua felicidade, não viajará. Para a infelicidade de quem segue a bordo e será vítima da incúria e da sobrançaria, ninguém lhe pergunta onde guardou o binóculo dos vigias. Wilde estava cotado para comandar o Oceanic, mas permanecia em Southampton por causa da greve. Sua nomeação desgosta os oficiais, sobretudo os que são afetados. Nos dias seguintes, os tripulantes continuarão a chamar Murdoch de "chefe". Nova imposição do Capitão Smith: o comissário Barker é rebaixado a assistente e é contratado como comissário-chefe Hugh McElroy, que também vem do Olympic, com um salário 25% maior.
O Titanic é visitado pelo supervisor local do Board of Trade, Capitão Maurice Clarke, que inspeciona o navio acompanhado de Andrews e dos oficiais Lowe e Moody. Testa a lâmpada Morse e lança um foguete de sinalização, aprovando. Embarca num dos botes salva-vidas, o Standard 11, e ordena que os oficiais o lancem, com apenas nove tripulantes. Aprova também, quando deveria ter arriado o bote com a lotação completa, 65 passageiros. A incerteza dos oficiais quanto à resistência dos turcos os induzirá a reduzir a ocupação dos botes durante a primeira hora e meia do naufrágio, causando a perda de quase 500 vidas. A inspeção é tão superficial que não alcança os conveses inferiores, convalidando o certificado de qualidade de um navio que traz ardendo uma das carvoeiras - incidente que o capitão, por sua vez, trata de omitir, acordando com a insensata auto-suficiência da empresa: "Não consigo imaginar algo que possa levar um navio a naufragar", ele declarou, antes do embarque, "a moderna construção naval está muito acima de qualquer fatalidade".
Retirando-se o supervisor, Smith faz sua própria inspeção, acompanhado de Wilde e Murdoch. Na ponte, um jornalista londrino o fotografa. Andrews escreve à esposa, Helen, comentando que o Titanic está pronto, e amanhã, ao zarpar, contribuirá para dar mais prestígio à Harland & Wolff. Na última noite em Southampton, todos os oficiais dormirão no navio, menos o capitão.
quinta-feira, abril 08, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 08/04/1912

No dia 8 de abril, a carga está completa. Finaliza-se também o carregamento das provisões. Os alimentos frescos são guardados nos grandes refrigeradores do bailéu (convés do navio entre o tank top e o convés G).
Também são carregadas 57.000 peças de cozinha e louça, 29.000 peças de vidro e 44.000 talheres. O abastecimento de água potável presume um consumo diário de 63.000 litros.
Andrews, que se encontra no navio desde o amanhecer, fiscaliza todos os procedimentos e resolve pequenos problemas surgidos nos últimos dias. Em seu alojamento, William Murdoch escreve carta à irmã, Margaret, dizendo que espera ser mantido como Chefe dos Oficiais pelo Capitão Smith. Seu trunfo é o Capitão Bartlett, que se mostrou satisfeito com seu serviço no trajeto Belfast-Southampton.
quarta-feira, abril 07, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 07/04/1912

Às 6h30min do dia 07 de abril, Andrews começa nova inspeção do navio. Mais tarde, retira-se para o escritório do estaleiro em Southampton. A bordo, com exceção dos que tentam debelar o fogo na carvoeira, não se trabalha no domingo. Nenhuma fumaça é expelida pelas chaminés. Durante todo o dia, ouve-se apenas o sino do navio marcando a passagem das horas.
Post dedicado a todos os visitantes do Blog.
terça-feira, abril 06, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 06/04/1912

Continua o recolhimento da carga. Serão quase 560 toneladas e 11.524 peças avulsas, entre elas o Renault vermelho, ano 1912, de 25hp, pertencente ao milionário norte-americano William Carter, e considerado um dos carros de passageiros mais velozes do mundo. Vai sobrar lugar: a capacidade de carga do navio é de 900 toneladas.
Daniel Oliveira - Friederick - João Ricardo
João Victor - Lucas Marylthän - Vinicius Amstalden
segunda-feira, abril 05, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 05/04/1912

Danilo Lisboa - Ferdinando - James Battera
Márcio Araújo - Raphael Macêdo - Tiago Ribeiro
domingo, abril 04, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 04/04/1912

A carga é variada:
Orquídeas, canetas, filmes, porcelana, objetos de prata, algodão, batatas, resinas, vinho, licores, brandy, conhaque e champanhe. Segundo um autor, a quantidade de bebida alcoólica trazida para bordo é suficiente para embebedar meia Nova York durante uma semana.
Alguns itens intrigam:
300 caixas de nozes destinadas ao First National Bank of Chicago, 11 fardos de borracha para o National City Bank of New York, 25 caixas de sardinhas para a firma de investimentos Lazard Frères, um caixote de velas de cera para American Motor Co., além de quatro caixas de ópio sem o nome do remetente.
Andrews inspeciona a obra-prima da White Star Line e faz críticas anotações em sua cabine, a A-36. À noite, vai recolher-se ao hotel South Western, na vizinhança do porto.
Bernardo - Daniel - Fabiana
Gabriel - Jeff - Natan
sábado, abril 03, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 03/04/1912

Ao meio-dia, o navio contorna Land's End, extremo ponto sudoeste da Inglaterra. Na Sala Marconi, atrás da primeira chaminé, o telegrafista John Phillips e seu assistente Harold Bride, procedem aos ajustes finais do equipamento, com uma chamada geral. Surpreendentemente, respondem uma estação de Tenerife, a quase 4.000km de distância, e outra de Port Said, a mais de 5.000km.
A noite, perto da ilha de Wight, ao largo de Southampton, encontra-se o navio com a embarcação do prático do porto, George Bowyer, que se transfere para bordo. Pouco antes da meia-noite, o Titanic chega a Southampton, atracando no cais 44 da White Star Line. Os rebocadores Hector, Ajax, Hércules e Netuno, da Red Funnel Line, aproximam o navio do cais, puxando-o pela popa. Por causa da greve dos carvoeiros, iniciada seis semanas antes, há numerosos vapores inativos, entre eles o New York, da American Line, que em breve será protagonista de um ominoso incidente.
André - Cristian - Jefferson
Jonatas - Marlon - Yago
sexta-feira, abril 02, 2010
HÁ 98 ANOS NO DIA 02/04/1912

Às 14:00 horas, o navio avança para o mar da Irlanda, à velocidade de 18 nós (33,3km/h), prosseguindo os exercícios, e em duas horas retoma a Belfast. O período de testes dura menos do que um dia. O supervisor do Board of Trade, Francis Carruthers, procede à inspeção do navio, e uma empresa londrina ajusta as bússolas para operações em mar aberto. É o dia da partida para Southampton. Encontram-se a bordo, além de outros 112 tripulantes, oito oficiais (Comodoro Edward Smith, Chefe dos Oficiais William Murdoch, 1º Oficial Charles Lightoller, 2º Oficial David Blair, 3º Oficial Herbert Pitman, 4º Oficial Joseph Boxhall, 5º Oficial Harold Lowe, 6º Oficial James Moody).
O presidente da Harland & Wolff, Lorde Pirrie, não comparece por motivo de saúde, está com pneumonia. Em seu lugar, embarca o engenheiro Andrews, acompanhado de oito técnicos do estaleiro, o chamado Guarantee Group, que deverá avaliar o desempenho do Titanic e sugerir alterações. O diretor de operações da White Star Line, Bruce Ismay, também não embarca, devido a compromissos familiares, e é substituído por outro executivo da empresa, Harold Sanderson.
Às 18:00 horas, o Titanic é puxado pelos rebocadores Herald (proa de bombordo), Haskinson e Herculaneum (costados de bombordo e estibordo), e Horbury (proa de estibordo), ao longo do rio Lagan e do lago de Belfast. Perto da cidade de Carrickfergus, na embocadura do lago, os rebocadores se afastam, e o navio, conduzido pelos timoneiros Alfred Nichols, e Albert Haines, e ainda sob inspeção, navega até o mar da Irlanda, retoma ao lago de Belfast e, parando, recebe de Carruthers o certificado: "Bom por um ano a partir de 2 de abril de 1912".
Às 20:00 horas, parte o Titanic para cobrir 917km até Southampton, principal terminal dos vapores da WSL desde 1907. Quem o comanda é o Capitão Charles Bartlett, Superintendente de Marinha da White Star Line.
Alexandre Silva - Felipe Milward - Mário Silva
Rodrigo Piller - Thiago Braith – Tommy Sierra
quarta-feira, março 31, 2010
O INÍCIO DE UMA LENDA
Vamos relembrar os fatos ocorridos com o navio da White Star Line, o RMS Titanic, afinal no mês de abril, homenageamos os 98 anos do naufrágio do maior navio do mundo até então construído em 1912.

Há exatamente 101 anos, no dia 31 de março de 1909, na carreira 3, nos estaleiros da Harland and Wolff, em Belfast, iniciava-se a construção do maior objeto móvel já construído pelo homem, um navio que o mundo jamais esqueceria - o RMS Titanic. Tendo o número 401 para a quilha, o número 390904 para o casco e o número de construção 131428, dava-se início a uma lenda, onde quase 4.000 operários dos 14.000 operários da H&W trabalhariam nessa lenda. O expediente era das 07h30min às 17h30min, de segunda a sexta-feira, contando também as manhãs de sábado.

Vinte e quatro meses depois, no dia 31 de maio de 1911, assistido por milhares de convidados, o casco do RMS Titanic deslizava suavemente rumo ao seu elemento natural. Infelizmente durante o processo, morre um funcionário esmagado por uma tora de madeira que servia de suporte para o casco. Logo após o lançamento o casco é conduzido para acabamento no Thompson Dry Dock.

O trabalho de aparelhamento do Titanic é afetado por uma má notícia no dia 03 de fevereiro de 1912. O RMS Olympic comandado pelo Capitão Smith, bate num banco de areia, a 639 km de Terra Nova, e perde uma hélice. Para que seja feito o conserto, o Titanic é transferido para Thompson Graving Dock. Os dois navios são vistos e fotografados juntos pela última vez.

Exercícios com botes salva-vidas são realizados no dia 25 de março de 1912, movimentados pelos turcos para a posição de arriamento, arriados e içados. A tripulação da casa de máquinas já se encontra no navio. Quatro dias depois, 79 tripulantes são trazidos de Liverpool.

No dia 31 de março de 1912, o Royal Mail Steamship Titanic está quase finalizado, faltam apenas retoques nas cabines de passageiros. Possui as mesmas dimensões do Olympic, mas, com o acréscimo de cabines e algumas alterações estruturais, torna-se mais pesado e agora é o maior navio do mundo. Após entregar o comando do Olympic, chega a Belfast o Capitão Smith. O Titanic está pronto. Os teste marítimos são marcados para o dia 1º de abril de 1912. Fortes ventos ocasionam a transferência para o dia seguinte.
Aislan - Amauri - Guilherme - Jesse
Luiz - Raphael - Taylor
segunda-feira, março 29, 2010
NIGHTWISH - THE ISLANDER
Olá galera, não sei se alguém conhece ou já viu o clipe da música "The Islander" do Nightwish, reparem no começo do vídeo a silhueta de um navio pendurado por balões...
O que acham que parece?!
E também o capitão que vive isolado na ilha, quem ele lembra?!
Essa música é uma das mais lindas da nova fase do Nightwish (sem a Tarja).
sábado, março 27, 2010
NAVIOS DA WHITE STAR (1845-1863)
A
Africana - Agnes - Albatross - Albert Williams
Algiers - Americana - Aminta - Angelita
Anglo Saxon - Anne Chambers - Anne Nelson - Anne Roydon
Annie Wilson - Arabian - Ardgowan - Argo
Argonaught - Arriero - Arrowe
B
Bayard - Beechworth - Beejapore - Bhurtpoor
Blanche - Blanche Moore - Blue Jacket - Borrowdale
Bristish Navy - British Admiral - British Lion - British Peer
British Prince - British Princess - British Sovereign
British Statesman - British Trident - Bucton CasTle
C
C W Wright - Cairnsmore - Cape Clear - Cardigan Castle
Carntyne - Casma - Castlehead - Castlehow - Cecelia
Chancellor - Chariot of Fame - Charles Brownell - Colonist
Columbia - Comandre - Commodore Perry - Compadre
Cornwallis - Cyclone
D
Dallam Towers - David G Fleming - Davis Cannon - Defense
Delhi - Delmira - Desdemona - Dirigo - Don Guillermo
Donna Maria - Duke of Edinburgh - Duke of Newcastle
Duleep Singh - Dundonald
E
Earl of Derby - Earl of Sefton - Electric - Elizabeth
Elizabeth Ann Bright - Ellen - Emma - Empire of Peace
Empress of the Seas - Envoy - Esmeralda - Estrella
Excellent - Explorer
F
Fitzjames - Fletchero
G
General Windham - Gertrude - Gladiator - Glendevon
Globe - Golconda - Golden Era - Golden Sunset
Grace Gibon - Great Australia - Great Tasmania
Green Jacket - Grey Hound - Guy Mannering
H
Hannibal - Hartfield - Harvest Home - Harwarden Castle
Hausquina - Hecuba - Hilton - Hoghton Tower
I
Ida - Industry - Invincible - Iowa
J
James Cheston - Jason - Jesse Munn - John Barbour
K
Khandeish - King of Algeria - Kirkwood
L
Lady Russel - Lillies - Lingdale - Lochiel - Lord Raglan
M
Malleny - Marco Polo - Maria - Marion - Mary Ismay
Merchant Prince - Mermaid - Merry England - Merwanjee Framjee
Miles Barton - Mindoro - Miriam - Mistress of the Seas
Moira - Monarch of the Seas - Montrose - Moore
Mooresfort - Morning Light - Mystery
N
Napier - Negotiator - Nereus - North Atlantic - Northumberland
O
Ocean Home - Oliver Cromwell - Otago
P
Pampero - Pembroke Castle - Philosopher - Phoenix
Pride of the Thames - Pride of the West - Prince of the Seas
Q
Queen of the Mersey - Queen of the North - Queen of the South
R
Rajah - Ravenscrag – Red Jacket - Remington - Rising Sun
Royal family - Royal Saxon - Royal Standard
S
S. Curling - S. Gildersleeve - Sadanha - Salem
Sam Cearns - Samaritan - Samuel Locke - Santa Lucia
Santiago - Santon - Sardinian - Scottish Chief
Seatoller - Senator - Shaftsbury - Shakespeare
Shalimar - Shepherdess - Shooting Star - Silistria
Simonds - Sir William Eyre - Sirius - Sirocco
Southern Empire - Sovereign of the Seas - Spray of the Ocean
Star of England - Star of Greece - Star of India - Star of the East
T
Tantivy - Tasmania - Tayleur - Telegraph
Thomas H Perkins - Tiptree - Titan - Tornado - Tudor
U
Ulcoats
V
Vancouver - Vandieman - Vanguard
Vernon - Victoria Tower
W
W. H. Hasselden - Warwickshire - Weathersfield
Wennington - Western Empire - White Jacket
White Star - Whittington - Windsor Castle - Woosung
quinta-feira, março 25, 2010
O COMPORTAMENTO NO TITANIC E LUSITANIA

O Lusitania afundou em cerca de 18 minutos, enquanto o Titanic resistiu à tona por quase três horas. As crianças e mulheres se saíram muito melhor, em termos de percentual de sobreviventes, no Titanic.
"Quando é preciso reagir de maneira muito, muito rápida, os instintos do ser humano costumam se afirmar com velocidade muito maior do que as normas sociais aprendidas", disse Benno Torgler, professor de Economia na Universidade de Tecnologia de Queensland, em Brisbane, Austrália, e um dos autores do estudo, publicado na mais recente edição da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
"É um método muito bacana de conduzir uma experiência calma e controlada", ele afirmou. "Você está no navio, não pode ficar entrando e saindo. Estávamos em busca de naufrágios de características similares-estruturas semelhantes, índices de sobrevivência parecidos, e separados no tempo por no máximo dois anos".
Os dois transatlânticos atendiam perfeitamente bem a esses requisitos. A composição de suas tripulações e a distribuição social de seus passageiros era semelhante, e os naufrágios aconteceram há relativamente pouco tempo um do outro: o do Titanic em 1912, e o do Lusitania em 1915.
Para sua análise, os pesquisadores estudaram as listas de passageiros e de sobreviventes de ambos os navios, e também levaram em conta sexo, idade, classe em que os passageiros estavam embarcados, nacionalidade e relacionamentos familiares com outros passageiros. As diferenças começaram a emergir depois que eles realizaram uma análise mais detalhada nos índices de sobrevivência.
No Titanic, constatou o estudo, a probabilidade de sobrevivência das crianças era 14,8% superior à dos adultos, enquanto no Lusitania ela era 5,3% menor. E a probabilidade de sobrevivência das mulheres, no Titanic, era 53% superior à constatada entre os homens, enquanto no Lusitania era 1,1% inferior à deles.
A implicação desses números, diz Torgler, é a de que, no Titanic, os passageiros homens fizeram o máximo que podiam para ajudar as mulheres e crianças a escapar do desastre.
A pesquisa é inovadora, mas ainda assim deixa algumas questões importantes não respondidas, avaliou Benigno Aguirre, professor de sociologia na Universidade do Delaware e membro do Centro de Pesquisa de Desastres daquela instituição; Aguirre não participou do estudo conduzido por Torgler.
"A idéia que eles tentaram estudar é excelente - a influência do tempo nos índices de sobrevivência", disse Aguirre. "Minha única preocupação é que eles precisam retornar ao trabalho e considerar os comportamentos grupais, computando nessa observação os relacionamentos existentes dentro de cada um desses grupos".
Em estudo aceito para publicação pela revista Social Science Quarterly, Aguirre analisou os registros disponíveis sobre um incêndio mortífero em uma casa noturna de Rhode Island, Estados Unidos, em 2003. Ele constatou que as pessoas que estavam no local acompanhadas por amigos, parentes ou pelo menos colegas apresentavam probabilidade de sobrevivência inferior à das pessoas que estavam no local desacompanhadas.
Ainda que os pesquisadores dos naufrágios tenham considerado parentescos entre pais e filhos, Aguirre declarou que gostaria de ver uma análise mais aprofundada, que considerasse os relacionamentos de toda espécie entre os passageiros dos dois transatlânticos, incluindo parentesco, amizade, coleguismo de trabalho e conhecimentos casuais. Ele afirma que, em seus estudos, veio a constatar que em situações de vida ou morte, relacionamentos como esses podem fazer diferença crucial.
Enquanto isso, Torgler e seus colegas estão estudando as reações a desastres mais recentes - a saber, nos padrões de uso de mensagens de texto, incluindo as que foram enviadas por pessoas aprisionadas nas ruínas deixadas pelos ataques ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001.
Nas mensagens de texto enviadas em situações extremas como aquela, disse Torgler, os sobreviventes aprisionados sob os escombros pareciam determinados a transmitir seu amor às pessoas de suas famílias, a tentar encontrar paz interior diante de dificuldades intransponíveis e a demonstrar sinais de fé em Deus. (Fonte: Terra)
terça-feira, março 23, 2010
NAVIOS DA WHITE STAR (1931)
GEORGIC
Construção: 1931
Toneladas: 27.759
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Georgic 1895) sem o seqüencial 2. Georgic foi o último navio construído pela Harland & Wolff, em Belfast, para a White Star Line. Foi concluído em 1931, e sua viagem inaugural ocorreu em 25 de junho de 1932, na rota Liverpool-New York.
Em 1941, serviu como navio de transporte de tropas. Neste mesmo ano, enquanto rumava para Porto Tewfik no Golfo de Suez, com o comboio britânico que caçou e afundou o couraçado alemão Bismarck, o Georgic foi bombardeado por aviões alemães. Fora atingido duas vezes na região da popa do navio, o que ocasionou um incêndio eminente. O fogo atingiu o combustível e as munições destruindo toda a área de popa. A ordem foi dada para abandonar o navio e o semi-submerso Georgic foi deixado para queimar. Quase completamente destruído, afundou no caís. Após o fato ocorrido foi tomada a decisão de salvar o Georgic.
No mês seguinte, o Georgic foi resgatado, e dois meses depois de uma fundição temporária do casco, o mesmo foi rebocado para o Porto Sudan, onde foi feita as devidas condições para navegar. Um ano depois, chegou a Bombay, sob o seu próprio poder de navegação. Em Bombay ocorreu o final da reconstrução do casco. Em janeiro de 1943, Georgic saiu de Bombay rumo a Belfast, para a Harland & Wolff, para uma remodelação completa e final.
Quando todo o processo foi concluído em dezembro de 1944, o seu exterior tinha sido completamente redesenhado. A chaminé da frente e o mastro de popa haviam sido removido e o mastro de proa foi encurtado. Durante o último ano da Segunda Grande Guerra Mundial, o Georgic serviu novamente como um navio de transporte de tropas na Itália, no Oriente Médio e Índia. Seus serviços durante a guerra continuaram até 1948.
O Georgic voltou a transportar passageiros pela bandeira da Cunard-White Star. Sendo o último navio da White Star Line foi autorizado a fazer uso da flâmula da WSL. Foi desmantelado em 1961, após completar uma ilustre carreira durante a guerra.
Curiosidade: A quilha deste navio veio do cancelamento do navio RMS Oceanic, terceiro navio da companhia que teria o mesmo nome (Oceanic 1870, Oceanic 1899) sem o seqüencial 3. Infelizmente o projeto foi cancelado devido a problemas financeiros e a Harland and Wolff usou a quilha do navio na construção do RMS Georgic e do RMS Britannic (1930).
domingo, março 21, 2010
NAVIOS DA WHITE STAR (1927-1930)
CALGARIC
Construção: 1927
Toneladas: 16.063
Construído para a Pacific Steam Navigation Company em 15 de janeiro de 1918, recebeu o nome de Orca. Era pra ser um navio exclusivamente de carga, uma vez que não possuía acomodações para passageiros. Em 1921 foi remodelado como um navio de passageiros pela Harland & Wolff, em Belfast. Ficou concluído em dezembro de 1922. Em 1º de Janeiro de 1923, foi vendido para a Royal Mail Steam Packet Company, manteve o mesmo nome e executou a rota Hamburg-New York. Em 1927 foi vendido a White Star Line e renomeado Calgaric. Suas acomodações de passageiros foram alteradas para: 290 (1ª classe), 550 (2ª classe), 330 (3ª classe). Fez sua primeira viagem para a White Star Line, em 4 de maio de 1927, na rota Liverpool-Montreal. Em 1929, ela fez sua primeira viagem na rota Londres-Montreal. Em setembro de 1930, ficou em Milford Haven, como um vapor de reserva durante a guerra, mas nunca foi usado. Retornou ao serviço em 9 de junho de 1933, mas em 9 de setembro retornou novamente a Milford Haven. Em 1934, foi transferido para a Cunard-White Star Line, que rapidamente o vendeu. Foi desmantelado em 1935, em Rosyth.
LAURENTIC
Construção: 1927
Toneladas: 18.724
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Laurentic 1908) sem o seqüencial 2. Construído pela Harland & Wolff, em 1927, para executar a rota Liverpool-Quebec/Montreal. Em 1932, enquanto estava no Estreito de Belle Isle (Terra Nova), colidiu com o navio britânico Lurigethen. Em agosto de 1935, estava novamente envolvido em outra colisão, desta vez com o Star Napier da Blue Star Line, no mar da Irlanda. Houve a perda de seis vidas. Em 1939 foi requisitado como um cruzador mercante armado e acabou por ser afundado por um submarino alemão na Primeira Guerra Mundial, em 1940. A White Star Line teve dois navios nomeados Laurentic. Ironicamente, ambos foram torpedeados e afundados por submarinos alemães. Um na Primeira Guerra Mundial, o outro na Segunda Guerra Mundial.
BRITANNIC
Construção: 1930
Toneladas: 26.943
Terceiro navio da companhia a ter o mesmo nome (Britannic 1874, Britannic 1915) sem o seqüencial 3. Fez sua viagem inaugural com a rota Liverpool-Belfast-Glasgow-New York, em 28 de junho de 1930. Tornou-se parte da Cunard-White Star em 1934, mas continuou a exercer as cores da White Star e a carregar a flâmula da companhia até 1950. Junto com Georgic, foi transferido para a rota Londres-New York em 1935, e permaneceu assim, até o começo da Segunda Guerra Mundial. Serviu como navio de tropas durante a guerra, transportando 180.000 soldados e viajando com um total de 376.000 milhas. Retomou a rota Liverpool- New York em 1948, tornando-se um navio da Cunard. O Britannic foi o único navio a ser propriedade das três empresas: da White Star Line, da Cunard-White Star Line e da Cunard Line. Sua última viagem ocorreu em 25 de novembro de 1960, foi marcado pela escolta de fireboat. Foi desmantelado em 1960 na cidade de Inverkeithing.
Curiosidade: A quilha deste navio veio do cancelamento do navio RMS Oceanic, terceiro navio da companhia que teria o mesmo nome (Oceanic 1870, Oceanic 1899) sem o seqüencial 3. Infelizmente o projeto foi cancelado devido a problemas financeiros e a Harland and Wolff usou a quilha do navio na construção do RMS Britannic e do RMS Georgic (1931).
sexta-feira, março 19, 2010
NAVIOS DA WHITE STAR (1922-1923)
DORIC
Construção: 1922
Toneladas: 16.484
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Doric 1883) sem o seqüencial 2. Construído pela Harland & Wolff para a White Star Line em 1922. Sua viagem inaugural foi em 8 de junho de 1923, com a rota Liverpool-Montreal. No início de 1933, foi usado para cruzeiros exclusivamente baseados fora de Liverpool. Após a fusão da Cunard Line com a White Star Line seu futuro a longo prazo foi incerto até 5 de setembro de 1935, quando colidiu com o SS Formigny, da French Chargeurs Reunis Line, nas proximidades de Cape Finisterre, Espanha. Após os reparos temporários, Doric retornou à Inglaterra, onde foi vistoriado e concluído que era uma perda total em termos de preço para a reparação. Em novembro de 1935, foi desmantelado em Portugal.
PITTSBURGH
Construção: 1922
Toneladas: 16.322
Foi originalmente construído exclusivamente para a American Line de Liverpool, pela Harland & Wolff, em Belfast, em 1913. Sua construção foi interrompida com a eclosão da Primeira Guerra Mundial e somente em 1922 é que o navio ficou concluído para o serviço de transporte de passageiros. Nesta época, a American Line foi comprada pela Red Star Line, que por sua vez, era agora uma parte da IMM. Como a IMM era proprietária da Red Star Line, bem como da White Star Line, foi decidido a transferência do navio Pittsburgh para a White Star, no momento de seu lançamento. Fez sua viagem inaugural de Liverpool para Boston em 6 de junho de 1922. A rota regular do navio Pittsburgh foi de Boston a partir de Hamburg e Bremen. Em novembro de 1922, foi responsável pelo salvamento da tripulação do navio de carga italiano Monte Grappa que naufragou na ocasião. Em janeiro de 1925, o Pittsburgh foi transferido para a Red Star Line e funcionou na rota Antwerp-Southampton-New York. Em fevereiro de 1926, foi renomeado Pennland. Em 1935, foi vendido para Arnold Bernstein de Hamburgo. Em 1940, foi convertido como navio de transporte de tropas e, em 1941, foi bombardeado e afundado durante um ataque aéreo alemão no Golfo de Saronic perto de Atenas.
ALBERTIC
Construção: 1923
Toneladas: 18.940
Construído pela North German Lloyd Line e originalmente chamado de Munique. Comprado pela Royal Mail Line, em 1923, recebeu o nome de Ohio. Foi adquirido como reparação de um navio de guerra, durante a Primeira Guerra Mundial. Renomeado de Albertic, quando comprado pela White Star Line, em 1927, para fazer a rota Liverpool-Canada. Em 1934, foi desmantelado no Japão.
quarta-feira, março 17, 2010
NAVIOS DA WHITE STAR (1918)
BARDIC
Construção: 1918
Toneladas: 8.010
Construído em 1918 como um navio de carga sob o nome de War Priam, foi vendido para a White Star e renomeado Bardic. Era um navio lento e por isto foi vendido em 1926 para Aberdeen Line e recebeu o nome de Horatius. Permaneceu por sete anos na Aberdeen Line, depois foi transferido para Shaw - Savill and Abion Line e foi renomeado para Kumara. Em 1937, foi vendido para Greek Shipping Line, sendo renomeado Marathon. Em 3 de setembro de 1941, foi afundado pelo couraçado alemão Scharnhorst, próximo as ilhas de Cabo Verde.
DELPHIC
Construção: 1918
Toneladas: 8.006
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Delphic 1897) sem o seqüencial 2. Construído pela Workman, Clark and Company Ltd., em Belfast, para a Booth Line, como navio de carga. Logo após seu lançamento foi requisitado pelo Shipping Controller of London e recebeu o nome de War Icarus. Foi utilizado no final da Primeira Guerra Mundial. Após o término da guerra foi vendido para Atlantic Transport Line e recebeu o nome de Masaba. Em 1925, foi transferido para a White Star para o transporte de carga e recebeu o nome de Delphic. Em 1933, foi vendido a Clan Line, sendo renomeado para Clan Farquhar. Desmantelado em 1948.
GALLIC
Construção: 1918
Toneladas: 7.914
Segundo navio da companhia a ter o mesmo nome (Gallic 1894) sem o seqüencial 2. Foi requisitado pelo Shipping Controller of London e recebeu o nome de War Argus. Em 1919, foi transferido para a White Star e recebeu o nome de Gallic. Em 1933, foi vendido a Clan Line, sendo renomeado para Clan Colquhoun.
VEDIC
Construção: 1918
Toneladas: 9.332
Foi um dos primeiros navios da White Star Line a ser sucateado, após a fusão entre White Star e Cunard. Construído pela Harland & Wolff, em 1918, foi imediatamente enviado para o transporte de tropas. Somente em 1920, o Vedic após reforma, foi utilizado na rota Liverpool-Canadá para o transporte de imigrantes. Em 1925, sua rota passou a ser Austrália. Em 1934, foi desmantelado em Rosyth.