sábado, abril 13, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 13/04/1912


08h:30min
Anunciado o desjejum.

09h:00min
Mensagem recebida informa que o Rappahannock, da Furness Withy Line, de Liverpool, sofreu danos no leme ao cruzar campo de gelo.

10h:30min
Inspeção do capitão e auxiliares. Da casa de máquinas, Bell comunica: o fogo está debelado, mas uma das paredes da carvoeira, que é também uma antepara, foi afetada. Tamanho é o calor lá embaixo que os homens trabalham seminus e numa atmosfera densa de pó de carvão.

12h:00min
O Titanic nas últimas 24h, deixou para trás 835 km com tempo claro, limpo e mar sereno, mas avisos sobre gelo, comuns nesta época, são recebidos. Os passageiros reportam o mínimo de barulho ou vibrações no navio. Com as 24 principais caldeiras ativadas, avança a 21 nós.

13h:00min
Anunciado o almoço.

16h:35min
Mensagem do Californian, da Leyland Line, comandado pelo capitão Stanley Lord. Reporta que o Caronia, da Cunard, sob o comando do Capitão Barr, acusa icebergs na latitude 42° Norte e longitude 40°51’ Oeste.

18h:00min
Anunciada a janta. No salão da Primeira Classe, o médico de bordo, William O’Loughlin, faz um brinde ao Titanic.

20h:00min
Abertura do restaurante à la carte.

22h:30min
O Titanic cruza com o Rappahannock, e este, que não dispõe de radiotelegrafia, alerta pela lâmpada Morse: "Passamos por gelo pesado e diversos icebergs". O Titanic responde: "Mensagem recebida. Muito obrigado. Boa noite". Adiante, o navio enfrenta dez minutos de densa neblina.

sexta-feira, abril 12, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 12/04/1912


08h:30min
Anunciado o desjejum.

10h:30min
Inspeção do capitão e auxiliares. Na Sala Marconi, ele ouve o telegrafista ler mensagem do La Touraine, da Compagnie Generale Transatlantique, congratulando-se com a viagem inaugural e alertando para a presença de gelo à frente. À tarde, Phillips e Bride receberão inúmeras mensagens do mesmo teor. Uma delas dirá que o Corsican, da Allan Line, colidiu com um iceberg e foi obrigado a seguir para St. John, na Terra Nova.

12h:00min
O Titanic percorre 778,75 km com tempo claro e limpo. Para passar o tempo alguns passageiros se divertem dançando a o som da melhor banda do Atlântico, outros fazem apostas sobre a data de chegada do Titanic em Nova Iorque. Ismay havia dito que seria na quarta-feira pela manhã, mas alguns oficiais diziam que terça-feira a noite seria mais provável. O incêndio está quase dominado. De suas 24 caldeiras com dois terminais, 23 estão em ação.

13h:00min
Anunciado o almoço.

18h:00min
Anunciada a janta.

20h:00min
Abertura do restaurante à la carte. O telégrafo apresenta problemas, obrigando Phillips e Bride à suspensão temporária do tráfego.

quinta-feira, abril 11, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 11/04/1912


06h:00min
Diariamente abertura da piscina térmica, no convés F, so­mente para homens. Após as 9h:00min, para ambos os sexos. Atualizam-se os instrumentos de navegação. De madrugada, o capitão fez exercícios com o navio, avaliando sua capacidade de manobra.

08h:30min
Desjejum até 10h:30min. Os passageiros aproveitam o bom tempo para caminhar e conhecer o navio. Alguns da Primeira Classe descem ao tombadilho, mas não conversam com aqueles que viajam nos conveses inferiores, nada têm a dizer a pessoas de inferior condição. Eles freqüentam aquela área aberta aos pobres tão só para passear com seus cachorros.

10h:30min
Inspeção do capitão, acompanhado do engenheiro-chefe Joseph Bell, do comissário-chefe McElroy e do camareiro-chefe Latimer. Também inspecionam o navio Andrews e os técnicos do Guarantee Group. A tripulação cumprimenta o telegrafista Phillips, que está de aniversário. Simulada uma situação de emergência com um sinal de sino e o fechamento das portas estanques. Pouco depois, aproxima-se o navio-guia e transfere-se para bordo o prático do porro de Queenstown.

11h:30min
O navio lança âncora em Queenstown, a quatro quilômetros do porto. É a última escala antes da travessia oceânica. Ismay discute com o engenheiro Bell, quer sua anuência para que o navio, já na segunda-feira, empregue a velocidade máxima, de modo que possa chegar a Nova York na terça-feira, dia 16. Se a pressa se relaciona com o recorde da travessia, é um despropósito. A possibilidade de que o Titanic venha a superar a marca de 1909, pertencente ao Mauretania, da Cunard, é igual a zero.

12h:00min
Parte de Nova York o Carpathia, da Cunard, para Gibraltar.

12h:30min
Almoço até 14h:30min. As barcaças America e Ireland trazem sete passageiros da Segunda Classe e 113 da Terceira, além de 1.385 pacotes de correspondência postal. Desembarcam sete da Primeira Classe: o seminarista jesuíta Francis Browne e seis membros de uma família. Um fornalheiro, John Coffey, natural de Queenstown, esconde-se numa das barcaças e deserta do navio. Entre passageiros e tripulantes, encontram-se a bordo 2.227 pessoas. Jornalistas vêm conhecer o Titanic e um deles fotografa o Capitão Smith e o comissário McElroy. O convés A é visitado por comerciantes e Astor adquire para Madeleine uma jóia no valor de 800 libras. Quando os comerciantes se retiram, ocorre algo inusitado: um fornalheiro com o rosto negro de fuligem olha para eles da boca da quarta chaminé, que é falsa. Algumas mulheres interpretam a aparição como um mau presságio.


13h:15min
O seminarista Browne, na barcaça, tira uma fotografia do Capitão Smith debruçado na amurada da asa da ponte: é a última do comandante. Também são de Browne as raras fotos tiradas a bordo e a derradeira do navio. Na popa, o irlandês Eugene Daly, da Terceira Classe, despede-se de seu país tocando a canção Lamento de Erin em sua gaita de foles.

13h:30min
O Titanic levanta âncora rumo a Nova York e é seguido por um bando de gaivotas, atraídas por restos de comida despejados no mar pelos duros de esgoto. Minutos depois, breve parada para o transbordo do prático. Retomando o curso, passa tão perto de um pesqueiro francês que os pescadores são banhados pelas ondas do sulco da proa. Eles acenam e o navio responde com um apito. Nas horas seguintes, navegando a 19,5 nós, ultrapassará o cabo Kinsale e, a menos de dez quilômetros da costa, pelo canal São Jorge, será visto por inúmeras pessoas, imagem que jamais esquecerão. Inclina-se ligeiramente para bombordo, por obra da grande quantidade de carvão retirada do depósito de estibordo, na tentativa de apagar o incêndio. Comentários dos fornalheiros indicam que as mangueiras d'água têm pouca pressão.

18h:00min
Anunciada a janta.

20h:00min
Abertura do restaurante à la carte.

quarta-feira, abril 10, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 10/04/1912


05h:17min
O sol nasce em Southampron. Começam a chegar os tripulantes que dormiram em casa.

06h:00min
Embarca Andrews, ocupando sua cabine a A36.

07h:30min
Embarca o capitão para sua última viagem antes da aposentadoria e recebe o boletim de navegação do Chefe dos Oficiais, Wilde. Os outros oficiais assumem suas funções. No cais, uma multidão de marujos se aproxima do navio, na esperança de conseguir trabalho em sua viagem inaugural. Parte da estação Waterloo, em Londres, rumo ao porto de Southampton, o trem da London & South Western Railway, trazendo os passageiros da Segunda e Terceira Classes. Entre os da Segunda, os oito músicos da banda liderada por Wallace Hartley.

08h:00min
A tripulação é passada em revista pelo capitão e autoridades do comércio marítimo. Já se encontra a bordo o prático George Bowyer. É realizado um exercício com os botes salva-vidas. Infelizmente isto é feito somente em dois botes, o nº. 11 e 15 de estibordo.

09h:00min
Parte da estação Waterloo o trem que conduz para Southampton os passageiros da Primeira Classe e alguns da Segunda.

09h:30min
Chega ao porto em sua limusine Daimler o diretor de operação da WSL, Bruce Ismay, com o mordomo John Frye o secretário William Harrison. Vai ocupar as cabines B-52-54-56. A família não o acompanha. Chega também o trem da Segunda e Terceira Classes. Os passageiros da Terceira, na maioria são emigrantes. São embarcados somente após a inspeção sanitária.

09h:40min
Parte de Paris o Train Transatlantic, levando para Cherbourg os passageiros que, à noite, embarcarão no Titanic.

10h:00min
Embarca, ocupando a cabine D-56 da Segunda Classe, o professor Lawrence Beesley, que ainda em 1912 publicará a memória The Loss of the Titanic.

11h:00min
Chega ao porto o trem londrino da Primeira Classe. Traz passageiros afamados pela riqueza ou suas atividades, que logo embarcam.

11h:30min
Cerca de 50 pessoas cancelam suas reservas pouco antes da partida. Uma delas é J. Pierpont Morgan, titular da IMM. Afortunados membros da tripulação não embarcam, licenciados ou por não se apresentarem, ou por se apresentarem fora do horário.

12h:00min
As poderosas sirenes do Titanic são acionadas, avisando de sua eminente partida. Todos que não fazem parte da tripulação nem dos passageiros começam a desembarcar. Muitos passageiros nesta fatídica viagem deveriam estar a bordo do Oceanic e do Adriatic, mas foram transferidos para o Titanic devido à greve dos carvoeiros. Os vigias perguntam a Lightoller pelo binóculo que usaram de Belfast para Southampton e depois foi recolhido. O segundo oficial responde que não há nenhum disponível. Ninguém sabe onde Blair o guardou e ninguém com autoridade toma a iniciativa de mandar procurá-lo. Na proa, Wilde e Lightoller. Na popa, Murdoch. No topo do mastro, a bandeira vermelha e branca, sinal de que o prático orienta o leme. O capitão ordena a partida.

12h:15min
O navio levanta âncora e, após apitar três vezes, afasta-se do cais puxado por cinco rebocadores, entre eles o Vulcan. Já propulsionado por seus motores, desce o canal de Southampton. O destino é Nova York, com escalas em Cherbourg e Queenstown, na República da Irlanda. Perto da embocadura do rio Test, a sucção de seu poderoso deslocamento, o chamado "efeito canal", faz balançar o vapor New York, que rebenta seis cabos de amarração de 15cm de diâmetro e se movimenta, com a popa em sua direção. O Titanic reverte os motores, mas a colisão é iminente. No derradeiro instante, é evitada pelo Vulcan, que alcança um cabo da embarcação à deriva e a sustenta. A popa do New York deixa de abalroar o casco do Titanic por escasso 1,20m. O prático é apenas um auxiliar, não comanda. Quem comanda é o Capitão Smith, e o incidente com o New York, somado à colisão entre o cruzador Hawke e o Olympic, também sob seu comando, sugere sua inaptidão para manobrar navios de maior porte - isto sem contar seu lastimável histórico de acidentes marítimos. Ainda não foi debelado o incêndio na carvoeira. Tamanho é o descaso do capitão em relação à grave ocorrência que nem ao menos manda registrá-la no diário de bordo.



13h:00min
O Titanic reinicia sua viagem em direção a Cherbourg. A gata Jenny, considerada um membro da tripulação e aos cuidados de um ajudante de cozinha, dá cria: é uma grande ninhada de gatinhos. O prático desembarca.

13h:30min
O corneteiro Peter Fletcher, anuncia a tardia abertura do horário de almoço com acordes de melodia. Os salões de refeição permanecem abertos até as 14h30min.

15h:45min
Os passageiros do Train Transatlantic, vindos de Paris, desembarcam na gare marítima de Cherbourg. Anunciado o atraso do Titanic.

17h:30min
Finalmente o Titanic chega a Cherbourg, França, a apenas 38 km de distância através do Canal da Mancha. Os passageiros começam a ser embarcados nos barcos que os levarão ao Titanic.

18h:00min
Hora do jantar, que se estende até 19h30min.

18h:30min
Chega o navio a Cherbourg. Suas dimensões não permitem que se aproxime do pequeno cais e ele ancora ao largo. O transporte entre o porto e o navio está a cargo de barcaças da WSL, que também segregam as classes sociais: na Nomadic, Primeira e Segunda Classes, na Traffic, Terceira Classe e malas postais. Na próxima hora e meia, desembarcam 20 passageiros da travessia Southampton-Cherbourg e embarcam 274 novos passageiros.

20h:00min
Os novos passageiros já estão instalados e as barcaças retomam ao porto. O restaurante à la carte abre suas portas para quem o prefira ao salão de refeições do navio. Permanecerá à exclusiva disposição da Primeira Classe até as 23h00min.

20h:10min
O Titanic levanta âncora rumo a Queenstown. Vai atravessar novamente o canal da Mancha e contornar a costa sul da Inglaterra. Prossegue o incêndio na carvoeira. Nesta aproximada hora, no Atlântico, menos de 200 km ao norte da rota do Titanic, o vapor francês Niagara bate num iceberg, que lhe deforma o casco abaixo da linha d'água, e emite pelo radiotelégrafo a mensagem de CQD. As seqüelas do acidente não são fatais para o navio, que demanda ao porto antes da chegada de socorro. É a primeira de uma série de colisões com gelo nos próximos dias. O inverno nas latitudes setentrionais não foi muito severo. Grande quantidade de gelo se desprendeu da calota polar e, à deriva, segue para o sul.

terça-feira, abril 09, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 09/04/1912



No dia 9 de abril, todos os oficiais, menos o Capitão Smith, passaram a noite a bordo, cumprindo os quartos regulares de serviço e supervisionando os preparativos para o embarque dos passageiros. Nos guindastes, na calefação e outros trabalhos, o navio gasta 415 toneladas de carvão. A sobra do que trouxe de Belfast, somada às 4.427 toneladas que recebeu de outros navios, computam-lhe um total de 5.892 toneladas. Não enche as carvoeiras, cuja capacidade é de 8.000 toneladas, mas é bastante para sete dias de viagem: o consumo diário, em velocidade de cruzeiro, é de 650 toneladas. Persiste, entretanto, o incêndio da carvoeira da sexta sala de caldeiras.

O Capitão Smith traz do Olympic o Chefe dos Oficiais Henry Wilde, rebaixando Murdoch para primeiro oficial e Lightoller para segundo oficial. O segundo anteriormente nomeado, David Blair, que vem do Teutonic, é descartado e, para sua felicidade, não viajará. Para a infelicidade de quem segue a bordo e será vítima da incúria e da sobrançaria, ninguém lhe pergunta onde guardou o binóculo dos vigias. Wilde estava cotado para comandar o Oceanic, mas permanecia em Southampton por causa da greve. Sua nomeação desgosta os oficiais, sobretudo os que são afetados. Nos dias seguintes, os tripulantes continuarão a chamar Murdoch de "chefe". Nova imposição do Capitão Smith: o comissário Barker é rebaixado a assistente e é contratado como comissário-chefe Hugh McElroy, que também vem do Olympic, com um salário 25% maior.

O Titanic é visitado pelo supervisor local do Board of Trade, Capitão Maurice Clarke, que inspeciona o navio acompanhado de Andrews e dos oficiais Lowe e Moody. Testa a lâmpada Morse e lança um foguete de sinalização, aprovando. Embarca num dos botes salva-vidas, o Standard 11, e ordena que os oficiais o lancem, com apenas nove tripulantes. Aprova também, quando deveria ter arriado o bote com a lotação completa, 65 passageiros. A incerteza dos oficiais quanto à resistência dos turcos os induzirá a reduzir a ocupação dos botes durante a primeira hora e meia do naufrágio, causando a perda de quase 500 vidas. A inspeção é tão superficial que não alcança os conveses inferiores, convalidando o certificado de qualidade de um navio que traz ardendo uma das carvoeiras - incidente que o capitão, por sua vez, trata de omitir, acordando com a insensata auto-suficiência da empresa: "Não consigo imaginar algo que possa levar um navio a naufragar", ele declarou, antes do embarque, "a moderna construção naval está muito acima de qualquer fatalidade".

Retirando-se o supervisor, Smith faz sua própria inspeção, acompanhado de Wilde e Murdoch. Na ponte, um jornalista londrino o fotografa. Andrews escreve à esposa, Helen, comentando que o Titanic está pronto, e amanhã, ao zarpar, contribuirá para dar mais prestígio à Harland & Wolff. Na última noite em Southampton, todos os oficiais dormirão no navio, menos o capitão.

segunda-feira, abril 08, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 08/04/1912



No dia 8 de abril, a carga está completa. Finaliza-se também o carregamento das provisões. Os alimentos frescos são guardados nos grandes refrigeradores do bailéu (convés do navio entre o tank top e o convés G).

Também são carregadas 57.000 peças de cozinha e louça, 29.000 peças de vidro e 44.000 talheres. O abastecimento de água potável presume um consumo diário de 63.000 litros.

Andrews, que se encontra no navio desde o amanhecer, fiscaliza todos os procedimentos e resolve pequenos problemas surgidos nos últimos dias. Em seu alojamento, William Murdoch escreve carta à irmã, Margaret, dizendo que espera ser mantido como Chefe dos Oficiais pelo Capitão Smith. Seu trunfo é o Capitão Bartlett, que se mostrou satisfeito com seu serviço no trajeto Belfast-Southampton.

domingo, abril 07, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 07/04/1912



Às 6h30min do dia 07 de abril, Andrews começa nova inspeção do navio. Mais tarde, retira-se para o escritório do estaleiro em Southampton. A bordo, com exceção dos que tentam debelar o fogo na carvoeira, não se trabalha no domingo. Nenhuma fumaça é expelida pelas chaminés. Durante todo o dia, ouve-se apenas o sino do navio marcando a passagem das horas.

sábado, abril 06, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 06/04/1912



Termina a greve dos carvoeiros no dia 06 de abril. A maior parte da tripulação já está contratada. O comissário de bordo (tesoureiro), Reginald Barker e o chefe dos camareiros, Andrew Latimer, vêm do Olympic, a convite do Capitão Smith.

Continua o recolhimento da carga. Serão quase 560 toneladas e 11.524 peças avulsas, entre elas o Renault vermelho, ano 1912, de 25hp, pertencente ao milionário norte-americano William Carter, e considerado um dos carros de passageiros mais velozes do mundo. Vai sobrar lugar: a capacidade de carga do navio é de 900 toneladas.

sexta-feira, abril 05, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 05/04/1912



No dia 5 de abril, ocorre o primeiro dia do recrutamento dos tripulantes de menor hierarquia. A maioria reside em Southampton, outros vêm de Liverpool, Londres e Belfast. O navio é ornamentado com bandeiras e flâmulas para comemorar a Sexta-Feira Santa e homenagear a população local. À noite, os paramentos são retirados. O carvão que falta vem de outros navios, inclusive do Olympic, também inativo e sob novo comando.

quinta-feira, abril 04, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 04/04/1912


Embarca parte da tripulação no dia 4 de abril. Inicia-se o recolhimento das provisões e da carga, cujo manifesto, em segunda via, segue hoje para Nova York pelo Mauretania, da Cunard, uma cautela da época. A companhia também trata do abastecimento de carvão. O Titanic não dispõe de combustível bastante para a viagem, traz em suas carvoeiras apenas 1.880 toneladas.

A carga é variada:
Orquídeas, canetas, filmes, porcelana, objetos de prata, algodão, batatas, resinas, vinho, licores, brandy, conhaque e champanhe. Segundo um autor, a quantidade de bebida alcoólica trazida para bordo é suficiente para embebedar meia Nova York durante uma semana.

Alguns itens intrigam:
300 caixas de nozes destinadas ao First National Bank of Chicago, 11 fardos de borracha para o National City Bank of New York, 25 caixas de sardinhas para a firma de investimentos Lazard Frères, um caixote de velas de cera para American Motor Co., além de quatro caixas de ópio sem o nome do remetente.

Andrews inspeciona a obra-prima da White Star Line e faz críticas anotações em sua cabine, a A-36. À noite, vai recolher-se ao hotel South Western, na vizinhança do porto.


quarta-feira, abril 03, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 03/04/1912


No dia 3 de abril, o tempo estava bom, fazia frio enquanto o Titanic atravessava o canal de São Jorge. Entre 4:00 e 6:00 horas, enfrenta espessa neblina. Servido o café da manhã: frutas frescas e tomates, omelete, mingau de aveia, batata sauté, filé recheado, rolos de arenque defumado, guizado de frango com agrião, bolinhos fritos de cevada, presunto, salsichas, ovos quentes ou fritos. Nas profundezas do navio, a atmosfera não é tão amena. Abrasa-se o carvão no depósito de estibordo da sexta sala de caldeiras e o fogo se alastra. Carvoeiros e fornalheiros começam a agir, retirando-o e molhando-o.

Ao meio-dia, o navio contorna Land's End, extremo ponto sudoeste da Inglaterra. Na Sala Marconi, atrás da primeira chaminé, o telegrafista John Phillips e seu assistente Harold Bride, procedem aos ajustes finais do equipamento, com uma chamada geral. Surpreendentemente, respondem uma estação de Tenerife, a quase 4.000km de distância, e outra de Port Said, a mais de 5.000km.

A noite, perto da ilha de Wight, ao largo de Southampton, encontra-se o navio com a embarcação do prático do porto, George Bowyer, que se transfere para bordo. Pouco antes da meia-noite, o Titanic chega a Southampton, atracando no cais 44 da White Star Line. Os rebocadores Hector, Ajax, Hércules e Netuno, da Red Funnel Line, aproximam o navio do cais, puxando-o pela popa. Por causa da greve dos carvoeiros, iniciada seis semanas antes, há numerosos vapores inativos, entre eles o New York, da American Line, que em breve será protagonista de um ominoso incidente.


terça-feira, abril 02, 2013

HÁ 101 ANOS NO DIA 02/04/1912


Às 10:00 horas, do dia 2 de abril, puxado por rebocadores, o navio deixa a doca no rio Lagan e, por seus próprios meios, navega no lago de Belfast, que tem 20km de comprimento e entre 5 e 8km de largura. Ali começam a ser testados os equipamentos, a velocidade até 20 nós e manobras e paradas com reversão de motores.

Às 14:00 horas, o navio avança para o mar da Irlanda, à velocidade de 18 nós (33,3km/h), prosseguindo os exercícios, e em duas horas retoma a Belfast. O período de testes dura menos do que um dia. O supervisor do Board of Trade, Francis Carruthers, procede à inspeção do navio, e uma empresa londrina ajusta as bússolas para operações em mar aberto. É o dia da partida para Southampton. Encontram-se a bordo, além de outros 112 tripulantes, oito oficiais (Comodoro Edward Smith, Chefe dos Oficiais William Murdoch, 1º Oficial Charles Lightoller, 2º Oficial David Blair, 3º Oficial Herbert Pitman, 4º Oficial Joseph Boxhall, 5º Oficial Harold Lowe, 6º Oficial James Moody).

O presidente da Harland & Wolff, Lorde Pirrie, não comparece por motivo de saúde, está com pneumonia. Em seu lugar, embarca o engenheiro Andrews, acompanhado de oito técnicos do estaleiro, o chamado Guarantee Group, que deverá avaliar o desempenho do Titanic e sugerir alterações. O diretor de operações da White Star Line, Bruce Ismay, também não embarca, devido a compromissos familiares, e é substituído por outro executivo da empresa, Harold Sanderson.

Às 18:00 horas, o Titanic é puxado pelos rebocadores Herald (proa de bombordo), Haskinson e Herculaneum (costados de bombordo e estibordo), e Horbury (proa de estibordo), ao longo do rio Lagan e do lago de Belfast. Perto da cidade de Carrickfergus, na embocadura do lago, os rebocadores se afastam, e o navio, conduzido pelos timoneiros Alfred Nichols, e Albert Haines, e ainda sob inspeção, navega até o mar da Irlanda, retoma ao lago de Belfast e, parando, recebe de Carruthers o certificado: "Bom por um ano a partir de 2 de abril de 1912".

Às 20:00 horas, parte o Titanic para cobrir 917km até Southampton, principal terminal dos vapores da WSL desde 1907. Quem o comanda é o Capitão Charles Bartlett, Superintendente de Marinha da White Star Line.

domingo, março 31, 2013

NASCE UMA LENDA...

Vamos relembrar os fatos ocorridos com o navio da White Star Line, o RMS Titanic, afinal no mês de abril, homenageamos os 101 anos do naufrágio do maior navio do mundo até então construído em 1912.


Há exatamente 104 anos, no dia 31 de março de 1909, na carreira 3, nos estaleiros da Harland and Wolff, em Belfast, iniciava-se a construção do maior objeto móvel já construído pelo homem, um navio que o mundo jamais esqueceria - o RMS Titanic. Tendo o número 401 para a quilha, o número 390904 para o casco e o número de construção 131428, dava-se início a uma lenda, onde quase 4.000 operários dos 14.000 operários da H&W trabalhariam nessa lenda. O expediente era das 07h30min às 17h30min, de segunda a sexta-feira, contando também as manhãs de sábado.



Vinte e quatro meses depois, no dia 31 de maio de 1911, assistido por milhares de convidados, o casco do RMS Titanic deslizava suavemente rumo ao seu elemento natural. Infelizmente durante o processo, morre um funcionário esmagado por uma tora de madeira que servia de suporte para o casco. Logo após o lançamento o casco é conduzido para acabamento no Thompson Dry Dock.


O trabalho de aparelhamento do Titanic é afetado por uma má notícia no dia 03 de fevereiro de 1912. O RMS Olympic comandado pelo Capitão Smith, bate num banco de areia, a 639 km de Terra Nova, e perde uma hélice. Para que seja feito o conserto, o Titanic é transferido para Thompson Graving Dock. Os dois navios são vistos e fotografados juntos pela última vez.



Exercícios com botes salva-vidas são realizados no dia 25 de março de 1912, movimentados pelos turcos para a posição de arriamento, arriados e içados. A tripulação da casa de máquinas já se encontra no navio. Quatro dias depois, 79 tripulantes são trazidos de Liverpool.


No dia 31 de março de 1912, o Royal Mail Steamship Titanic está quase finalizado, faltam apenas retoques nas cabines de passageiros. Possui as mesmas dimensões do Olympic, mas, com o acréscimo de cabines e algumas alterações estruturais, torna-se mais pesado e agora é o maior navio do mundo. Após entregar o comando do Olympic, chega a Belfast o Capitão Smith. O Titanic está pronto. Os teste marítimos são marcados para o dia 1º de abril de 1912. Fortes ventos ocasionam a transferência para o dia seguinte.

terça-feira, janeiro 01, 2013

FELIZ ANO NOVO TITÂNICOS


Os fogos anunciam a chegada de um ano novo!

É hora de refazer seus sonhos ainda não realizados e acreditar que irá concretizá-los. Soltar um olhar solidário e acalentador para os seus amigos e bocejar para os inimigos. Aprender com os erros do ano já ido e brindar o ano bem vindo com um sorriso. Correr ao encontro daquele amor ainda não perdido ou surpreender mais uma vez o amor já conquistado. 

Desejo a você meu amigo titânico um Feliz Ano Novo! Um novo ano repleto de luz, amor, saúde e prosperidade. 


Dedicado a um amor que foi e é muito especial em minha vida.



terça-feira, dezembro 25, 2012

FELIZ NATAL TITÂNICOS


Mais um Natal e um ano chega ao fim. É tempo de, mais uma vez, desejar ao próximo um Feliz Ano Novo.

É tempo de renovar a esperança, de procurar ouvir os sons dos pássaros nos bosques, de agradecer a Deus cada um dos raios de sol que Ele envia para nos iluminar.

É tempo de acreditar no futuro e na Paz, apesar de tantas imagens tristes que fomos obrigados a assistir no ano que passou.

Chegou à hora de acreditar num radiante amanhã! Chegou à época de fazer um balanço de tudo o que aconteceu de tudo o que nos acompanhou em 2012. Chegou o momento de lembrar das perspectivas que surgiram e, principalmente, das lições que pudemos aprender a partir de qualquer episódio que tenhamos presenciado. 

Certamente 2013 será melhor! Que as dificuldades passadas nos inspirem a caminhar com mais firmeza; que os problemas nos incentivem a procurar soluções e a lutar por bons ideais, sem nunca perder a ternura!

Que o amor prevaleça sobre todas as coisas e que as eventuais lágrimas expressem e reflitam apenas a alegria de viver e de poder brindar a cada momento de convívio, a cada momento de comunhão e solidariedade. 


O Blog Titanic Momentos deseja a todos um Feliz Natal!!!



quarta-feira, novembro 21, 2012

HMHS BRITANNIC - 96 ANOS DO SEU NAUFRÁGIO


O RMS Britannic foi o último dos três navios que a Harland and Wolff construiu para a White Star Line. A quilha foi construída antes da viagem inaugural do Titanic, mas a construção foi paralisada depois que o Titanic afundou. Antes da retomada da construção, vários mudanças foram feitas ao Britannic, inclusive um casco duplo e anteparas aprova d'água que alcançavam até o deck "B" - as antepara aprova d'água do Titanic só iam até o deck "E". Ele seria chamado de RMS Gigantic, mas foi mudado para Britannic logo após a catástrofe do Titanic.

Estas modificações fizeram do Britannic o maior tonelagem bruta, cerca de 48.158 toneladas. Como um navio hospital ele era aproximadamente 5% maior e provavelmente teria alcançado as 50.000 toneladas quando convertido a um transatlântico comercial. A White Star ficou obcecada com a segurança de seus navios depois do desastre do Titanic.

Ele foi lançado em 26 de fevereiro de 1914 e a White Star anunciou que ela faria a linha entre Southampton a Nova Iorque a partir da primavera de 1915. Com o início da Primeira Guerra Mundial, em 13 de novembro de 1915 ele foi requisitado pelo almirantado e oficialmente foi completado como um navio hospital. Sua parte interna quase completadas foi convertida em dormitórios e quartos operacionais. Atracou em Liverpool no dia 12 de dezembro de 1915 debaixo de uma pesada escolta armada. Foi equipado para a função de navio hospital com 2.034 cabines e 1.035 camas para vítimas. Um pessoal médico de 52 oficiais, 101 enfermeiras, 336 ordenanças, e uma tripulação de 675 homens e mulheres. O navio estava sob o comando do Capitão Charles A. Bartlett.

O Britannic foi comissionado como HMHS "His Majesty's Hospital Ship", Navio Hospital da Vossa Majestade. Sua primeira viagem em 23 de dezembro de 1915, com destino a Moudros na ilha de Lemnos. Ele foi juntar-se ao Mauretania, Aquitania, e seu irmão, o Olympic, no "Serviço de Dardanelles". Juntos os cinco navios eram capazes de levar 17.000 doentes e feridos ou 33.000 soldados. Por causa de seus tamanhos, os cinco navios inclusive o Britannic tinham que ancorar em águas muito profundas e confiar em oito navios balsas menores para transportar os feridos e doentes das docas do front de batalha até eles.

O Natal foi celebrado no Britannic quando ele estava rumo ao porto de carvão de Nápoles, onde chegou dia 28 de dezembro, 1915. Uma vez abastecido, ele partiu dia 29 de dezembro com destino a Moudros, onde passou quatro dias vendo o começo do ano de 1916 e resgatando 3.300 feridos e pessoal militar doente.

O Britannic retornou a Southampton em 9 de janeiro de 1916 onde os pacientes que transportava foram transferidos a hospitais em Londres. Sua segunda viagem foi pequena. Teve que ir buscar feridos em Nápoles e retornou a Southampton dia 9 de fevereiro de 1916. A terceira viagem foi igualmente monótona como as anteriores. Passou quatro semanas como hospital flutuante na Ilha de Wight Cowes. Após isso o Britannic voltou a Belfast em 6 de junho de 1916 e foi devolvido a White Star Line. A Harland and Wolff começou a convertê-lo para um navio de linha mais uma vez, mas o trabalho foi detido quando o Almirantado solicitou-o novamente para serviços de guerra. Então ele voltou uma vez mais a Southampton em 28 de agosto de 1916.

O Britannic começou sua quarta viagem em 24 de setembro de 1916 com membros do Departamento de Ajuda Voluntária, a bordo. Estes membros do DAV seriam transportados a Mudros. Seguindo para abastecimento em Nápoles, o navio chegou a Mudros no dia 3 de outubro de 1916. O Britannic foi detido em Mudros enquanto os funcionários investigavam a possível causa de intoxicação gastrointestinal que tiverem algumas pessoas. O navio retornou a Southampton em 11 de outubro de 1916.

A quinta viagem teve novamente a escala Southampton, Nápoles e Mudros. No último dia dessa viagem o Britannic enfrentou mares revoltosos e tempestades. Após enfrentar as tormentas retornou finalmente a Southampton com mais de 3.000 feridos. O Aquitania sofreu sérios danos durante a tempestade e deve que atracar para reparos. Por causa disso Britannic foi convocado para sua sexta viagem depois de quatro dias ancorado.

O Britannic partiu de Southampton num domingo, dia 12 de novembro de 1916. O tempo estava tranqüilo. Ele não levava nenhum "passageiro". No dia 17 de novembro de 1916, chegou a Nápoles, para abastecer e partir no sábado, mas uma tempestade feroz atrasou sua partida.


Terça-feira, 21 de novembro de 1916, um dia perfeito. O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Logo após as 8:00 da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, adernou e começou afundar muito depressa pela proa. O Capitão Bartlett experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou. A explosão ocorreu aparentemente entre a 2ª e a 3ª antepara a prova d'água e a antepara 2 e 1 também foram danificadas. Ao mesmo tempo, começou a fazer água na sala de caldeiras 5 e 6. Este era asperamente o mesmo dano que levou seu irmão, o Titanic, a afundar.

O capitão Charles Bartlett foi o último a abandonar o navio e infelizmente 30 pessoas morreram na ocasião quando havia mais de 1100 a bordo. A maioria destas mortes ocorreu quando os hélices emergiram das águas e sugou alguns barcos salva-vidas. Os motores ainda estavam em funcionamento, pois na correria de tentar encalhar o navio e ao mesmo tempo tentar entrar nos botes, esqueceram de parar os motores.


Relação dos mortos no naufrágio do HMHS Britannic:

Arthur Binks / Arthur Dennis / Charles C. S. Garland
Charles J. D. Phillips / Frank Joseph Earley / G. Philps
George De Lara Honeycott / George James Bostock / George Sherrin
George William Godwin / George William King / Henry Freebury
Henry James Toogood / James Patrick Rice / John Cropper
John George McFeat / Joseph Brown / Leonard George
Leonard Smith / Percival W. E. White / Pownall Gillespie
Robert Charles Babey / Thomas A. Crawford / Thomas Francis Tully
Thomas Jones / Thomas Taylor McDonald / Walter Jenkins
William Sharpe / William Smith / William Stone


O Britannic está tombado de lado a apenas 350 pés (107m) de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente, e devido ao imenso peso do navio a proa se retorceu toda. Ele foi descoberto em 1976 em uma Exploração dirigida pelo oceanógrafo Jacques Cousteau. Ele está totalmente intacto exceto pelo buraco provocado pela explosão e pela proa curvada e retorcida.

É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de branco com uma faixa verde pintada no casco de proa a popa, separada apenas por 3 grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital. O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro.

O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado.


HMHS BRITANNIC

Início da Construção: 30 de novembro de 1911.
Lançamento do Casco: 26 de fevereiro de 1914.
Naufrágio: 21 de novembro de 1916.

quarta-feira, outubro 17, 2012

OBJETOS DO TITANIC A VENDA POR US$189 MILHÕES


Objetos recuperados do naufrágio do RMS TITANIC serão postos à venda por 189 milhões de dólares (R$ 383.292.000,00) pela empresa Premier Exhibitions, que detém os direitos sobre qualquer coisa tirada do malfadado transatlântico.

O navio naufragado, encontrado em 1985 pelo explorador Robert Ballard, já resultou em mais de 5.500 objetos recuperados para a Premier, que promoveu oito expedições aos destroços no fundo do Atlântico desde 1987.

Os itens incluem desde delicados pratos de porcelana e talheres de prata até um pedaço de 17 toneladas do esburacado casco do navio.

As ações da Premier Exhibitions tiveram alta de 18% nesta terça-feira, após a apresentação de um documento oficial no qual a empresa anuncia a intenção de vender os artefatos pela quantia de 189 milhões de dólares (R$ 383.292.000,00) a um grupo não identificado de indivíduos.

A empresa queria vender sua participação nos destroços do RMS TITANIC para se concentrar na realização de exposições itinerantes, mas um tribunal dos Estados Unidos decidiu no ano passado que qualquer venda deve permitir que a coleção seja mantida junta.





OBS: No dia 07/01/2012 nós postamos aqui uma matéria sobre a venda desses artefatos, que já estavam programados para o dia 11/04/2012. Provavelmente devido a algum processo judicial, a venda em abril não foi possível. Caso queira rever o post, basta clicar aqui


terça-feira, outubro 02, 2012

A MAQUETE MAIS DETALHADA DO TITANIC


Apesar da notícia ser antiga, já chegamos até a comentar no Orkut, na comunidade TITANIC - FATOS HISTÓRICOS, mas aqui no Blog nós ainda não havíamos postado, então vale a pena sonhar…

A primeira maquete do mundo do RMS TITANIC a ser construída a partir das plantas originais do navio foi revelada ao público em 2008, mas se quiser colocar as suas mãos nesta maquete, vai precisar desembolsar US$ 2.500.000,00. O deslumbrante modelo em escala de 1:48 é uma réplica exata do navio da White Star Line.

Feito em madeira, latão e fibra de vidro, o modelo levou sete anos para ser construído através das plantas originais, desenhos e medições do navio. Foi a primeira vez que as plantas do Titanic foram disponibilizadas pela Harland & Wolff, empresa que construiu o RMS TITANIC e que trabalhou lado a lado no projeto com os construtores de modelos da Fine Art Models.


A maquete tem mais de 18 metros de comprimento e possui um casco feito em fibra de vidro com revestimento em bronze, unidos por mais de 3.376.000 rebites. Cada antepara no navio é uma réplica autêntica das originais, e estão exatamente colocadas onde estavam ao longo dos 270 metros do navio original. O deck é todo feito a partir de madeira verdadeira, assim como o mobiliário do convés, feito nas proporções exatas. Todos os quartos do navio com janelas para o exterior são feitos precisamente à escala, incluindo a própria mobília e decoração interior de cada um. A iluminação a bordo do navio é tão complexa que exigiu a instalação de mais de 12km de cabos de fibra óptica. O modelo é apresentado em uma caixa de vidro e madeira entalhada à mão, por dois artesões e levou dois anos para ser construída. Os vidros laterais são peças únicas e foram feitos na Inglaterra, único lugar que poderia fazer vidros desta qualidade com esse tamanho.



Depois que receberam os planos originais do RMS TITANIC pela construtora de Belfast, Harland & Wolff, a Fine Art Models passou os próximos dois anos seguintes a concluir a pesquisa e o design para o modelo. Além disso, tiveram acesso a um dos livros de notações de Thomas Andrews detalhando todas as mudanças feitas a partir do navio irmão Olympic para o Titanic, com desenhos e medidas adicionais.

O desenvolvimento do projeto começou em 1995 e o primeiro modelo em escala 1:192 só ficou pronto em 1998. O Titanic em escala 1:48 foi completado em 2002, sete anos para ficar pronto. Demorou mais para ficar pronto do que o Titanic original.



Um porta-voz da Fine Art Models, com sede no Michigan, EUA, disse: "Nunca tinha sido construído um modelo desta escala do Titanic. Além disso, os planos originais do Titanic nunca foram repassados a ninguém. Propusemos não só construir um modelo definitivo do Titanic como uma edição limitada, mas que também fosse a maior, em escala 1:48 do Titanic, com a intenção de construir o melhor e mais detalhado modelo de um navio. Quando a Harland & Wolff percebeu que tínhamos capacidade para fazer tudo o que dissemos que faríamos, eles concordaram em trabalhar conosco lado a lado para realizar esta missão.”.

O modelo foi apresentado pela National Geographic no Explorer's Hall em Washington, D.C. e viajou para museus e eventos de caridade nos Estados Unidos. Mais recentemente foi apresentado na National Geographic, mais uma vez, para o Centenário do Naufrágio do RMS TITANIC.




Observações:
Inicialmente o modelo RMS Titanic na escala 1:48 estava à venda na Pucci Manuli por US$2.500.000. E o site ainda avisava “Not For Small Children” (não recomendado para crianças pequenas). Mais informações no site Pucci Manuli.

Já o modelo menor do RMS Titanic na escala 1:192 com 1,40 metros de comprimento, edição limitada de apenas uma unidade custando US$18.500,00 foi vendido em 2012 na comemoração do Centenário do naufrágio. Mais informações no site da Fine Art Models.


Fonte:  MailOnline.




sábado, setembro 15, 2012

TITANIC MOMENTOS - 7 ANOS


Mais um ano se passou e novamente estamos aqui para comemorar 7 anos da existência do Blog Titanic Momentos.

Durante todos esses anos, muitas coisas aconteceram na vida de cada visitante que aqui esteve, inclusive na minha vida também. Alguns deixaram de visitar e em outros surgiram idéias de como deixar viva a história deste navio. O mundo gira e as pessoas se renovam.

Agradeço a todos pela atenção e dedicação ao Blog Titanic Momentos.

Aos meus oficiais, amigos e visitantes, um grande abraço.




quinta-feira, agosto 16, 2012

RELÓGIO DE BOLSO EM EXIBIÇÃO


John Chapman, 37 anos, viajava a bordo do RMS TITANIC em busca de uma nova vida nos Estados Unidos com sua esposa Sara Elizabeth Chapman, 29 anos. A Sra. Chapman foi oferecido um lugar em um bote salva-vidas, mas depois de ouvir que o seu marido não tinha permissão para se juntar a ela, ela disse: "Eu não vou entrar também".

O casal embarcou em Southampton na segunda classe com o bilhete número 29.034 ao custo de £ 26, comprado na White Star através do agente de viagens George & Co. de Liskeard, Cornwall. 

Quando a Sra. Chapman foi colocada no bote salva-vidas nº 4, percebeu que tinha de ir sozinha, virou-se para a sua amiga Emily Richards e disse: "Adeus Sra. Richards, se o John não pode ir, eu também não irei". O casal afogou-se minutos depois, quando centenas de pessoas se atiraram ao mar. O relógio de bolso do Sr. Chapman parou precisamente às 01h45min do dia 15 de abril de 1912. O corpo de Sr. Chapman, juntamente com o relógio de bolso, foram posteriormente recuperados, embora o corpo da sua esposa nunca foi encontrado.

O relógio de bolso ficou em exposição pela primeira vez, em Fevereiro de 2009, na nova galeria Titanic Honour and Glory no National Maritime Museum, em Falmouth, Cornwall.

O diretor do Museu, Jonathan Griffin disse: "Titanic é uma história com muitas outras histórias diferentes - talvez o maior desastre marítimo, mas que tem histórias pessoais emocionantes".

A história de Sr. Chapman foi usada mais tarde como inspiração para dois personagens recém-casados no filme Titanic "A Night To Remember" de 1958.

Com residência em St. Neot, Cornwall, eles estavam de partida para Wisconsin, depois de um ano de casamento esta viagem seria como se fosse à lua de mel.


William Sargent, sobrinho neto do Sr. Chapman, disse que a Elizabeth Chapman foi dada a chance de sobreviver por causa do protocolo de "mulheres e crianças primeiro", mas ela recusou. Ele disse: "O relógio de bolso foi enviado de volta junto com outros objetos pessoais, uma vez que o corpo foi encontrado, e agora tem sido passado de geração em geração como uma relíquia preciosa. O meu pai tornou-se o herdeiro após a morte do seu tio no Titanic. O meu pai nunca gostou do mar e sempre disse que sentia raiva. Acho que qualquer um que soubesse que seu tio e tia faleceram no famoso navio, pensaria assim".

John Chapman já tinha emigrado para o Canadá em 1906, antes de se casar com a sua namorada Sarah Elizabeth Lawry no ano de 1911 em Boxing Day, Liskeard, Cornwall. Eles resolveram ir para a América para estarem perto do irmão de Elizabeth e tinham planos de comprar uma fazenda e começarem uma família juntos.


Fonte: The Telegraph