sábado, abril 24, 2010

47 MINUTOS PARA PEDIR SOCORRO...


O Titanic não pediu socorro até 47 minutos após a colisão fatal com um iceberg em sua primeira viagem transoceânica na noite do dia 14 de abril de 1912, segundo um novo livro sobre o naufrágio mais célebre do século XX.

O livro "101 Things You Thought You Knew About The Titanic...But Didn't!" (101 coisas que você pensou que sabia sobre o Titanic... mas não sabia! - em tradução livre) foi escrito pelo britânico Tim Maltin e foi publicado no último dia 15 de abril, coincidindo com o 98º aniversário da noite na qual 1.517 pessoas perderam a vida nas águas geladas do Atlântico.

A principal conclusão da obra é que os responsáveis pelo que foi apresentado como "o transatlântico indestrutível" esbanjaram um tempo precioso tratando de averiguar os danos causados pelo iceberg no casco, e que isso foi o que evitou a chegada dos navios que estavam perto de sua rota a tempo.

Concretamente, Tim Maltin afirma que o capitão e os oficiais quiseram manter o ocorrido em segredo, devido a toda a propaganda que tinha rodeado à primeira viagem do Titanic entre Southampton e Nova York, e que quando se deram conta da gravidade do acidente já era tarde demais.

"Possivelmente eles consideraram o impacto público do ocorrido e enquanto decidiam se o navio afundava ou não, pode haver um ligeiro atraso", explicou o autor, que defende também que até que o primeiro sinal de alarme foi dado, passaram três quartos de hora. Só então os primeiros botes salva-vidas foram lançados na água.

Segundo Tim Maltin, "pode ser que eles tenham levado todo esse tempo para considerar o dano sofrido, mas para mim é provável que não quisessem enviar uma mensagem de preocupação até o último minuto".

O livro pergunta se o tempo transcorrido até que o SOS fosse enviado e as dúvidas que supostamente os oficiais tiveram dissipadas decidiu a sorte dos passageiros do Titanic. A embarcação chocou contra o iceberg às 23h40min da noite do dia 14 de abril e o pedido de socorro só ocorreu às 00h15min da madrugada do dia 15. Para o autor, caso o sinal de ajuda tivesse sido lançado antes, a tripulação do Californian, um dos primeiros navios que chegaram ao lugar da catástrofe, teria acordado e teria conseguido iniciar a operação de resgate com muita mais rapidez.

Tim Maltin averiguou durante dois anos os resultados das investigações feitas pelos governos americano e britânico e se reuniu com os principais especialistas no tema. Constatou, entre outras coisas, que o capitão Edward Smith tinha um longo histórico de acidentes e que não estava acostumado a navios de dimensões parecidas as 45 mil toneladas do Titanic.

De fato, a primeira viagem do transatlântico esteve a ponto de terminar logo após saída do porto de Southampton. O Titanic esteve a ponto de chocar contra o New York, e o livro inclui uma fotografia que ilustra o acidente prestes a ocorrer.

"A colisão foi evitada por apenas dois pés (61 centímetros), algo que obviamente é indicativo do desastre que se avizinhava", afirmou. Tim Maltin ressaltou que o capitão Smith estava acostumado a navios da metade de tamanho e que anteriormente tinha chocado com o Olympic, o irmão gêmeo do Titanic.

Além disso, o autor destacou que o navio navegava a 22 nós no momento do acidente, uma velocidade excessiva em uma zona conhecida pela presença de icebergs, mas de novo o desejo de transformar a viagem do Titanic em um êxito pesou mais que a responsabilidade.

"Queriam bater o recorde de tempo que o Olympic tinha, estavam tentado surpreender todo o mundo e chegar a Nova York um dia antes do previsto", acrescentou Tim Maltin na apresentação de um livro que oferece outros dados interessantes e pouco conhecidos do Titanic. Por exemplo, que quando a embarcação saiu da Inglaterra foi declarado um pequeno incêndio a bordo, que o buraco fatal causado pelo iceberg só tinha uma superfície de um metro quadrado e que a maioria das vítimas morreram congeladas, não afogadas.

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3 comentários:

Mário disse...

bem, são dados que eu sinceramente alguns já tinha constatado outros discordo. Discordo do autor, acho que não haveria necessidade de se chamar socorro logo após a colisão sem uma avaliação prévia dos danos, até porque tudo pareceu estar normal. Só se apontam essas falhas agora que já se sabe o que ocorreu, pois antes de acontecer o acidente de certo que ninguém iria dizer que o Titanic se iria afundar e que morreriam 1500 almas. São tudo situações partindo do "pressuposto" não acontecer de forma a evitar a tragédia, mas o certo é que ninguém sabe ou tem em mente que determinada atitude em vez de fazer bem pode causar o mal seja em que tragédia que ocorra.

Rodrigo Aparecido Piller disse...

Como já diz o velho ditado... " depois da onça morta ... td mundo diz que foi o que tirou o couro..." ..

É muito fácil dizer que os tripulantes do Titanic fizeram NNN coisas erradas naquela época,,, e eu concordo...

Só que naquela altura as ações tomadas por eles pareciam a melhor forma de agir devido às circuntãncias... (salvo ações como trancar pessoas na 3ª classe, não encher os botes,,, )...

Concordo que foi feita muita coisa errada, e todas elas serviram como um "combustível de catástrofe".. Mas lembremos de que muitas das atitudes foram tomadas no " ILUSÃO " de que eram a melhor coisa a se fazer...


Deve ser um livro interessante,..

Para quem não sabe nada do navio e da tragédia provavelmente irá tomá-lo como VERDADE... Para quem conhece mais profundamente será um bom caminho de reflexões...


Abraço AMIGO!"

voandoalto disse...

é ,hoje em dia nao tem como confirmar ou negar um fato desses, ficam a criterio de cada um analisar e chegar a conclusoes sobre isto
abraços