sexta-feira, abril 28, 2006

O TITANIC E A CONQUISTA DA FAIXA AZUL

Nenhuma companhia de navegação reconhecia publicamente sua intenção de competir pela conquista da “Faixa Azul”. Embora fossem bastante conhecidos os esforços financeiros e logísticos que uma companhia dedicava à construção de um novo transatlântico, nenhum responsável da White Star Line admitia o desejo de usar o Titanic para conseguir o valioso título para a White Star Line. Cinco anos antes, esse título pertencera ao Lusitania (foto). Em geral, a tentativa de conseguir a mais veloz das travessias coincidia, por duas razões fundamentais, com a viagem inaugural do navio: obtido o recorde, tornava-se absolutamente antieconômico manter a mesma velocidade nas travessias seguintes; pois em velocidade alta, o consumo adicional de carvão aumentava extraordinariamente.
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Basta considerar que, ultrapassados 20 nós de velocidade, o custo de 1 nós a mais era equivalente ao custo dos primeiros 20 nós. Por outro lado, os benefícios oriundos da conquista da “Faixa Azul” chegavam rapidamente a outros navios da mesma companhia, e persistir em conseguir o recorde em todas as travessias podia ser prejudicial, pois implicava em mudanças e superposições de horários de transatlânticos da mesma companhia.
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Uma viagem inaugural atraía novos clientes, desejosos de participar de um acontecimento sensacional, que faria parte da história e que lhes daria orgulho de dizer: “Eu estive ali!”. Não eram todos os transatlânticos que se dispunham a protagonizar na corrida pela conquista da “Faixa Azul”. Na verdade, o preço a ser pago para obter a vitória era altíssimo. Morgan, Pirrie e Ismay não se limitaram apenas à questão da velocidade, mas consideraram também que a escolha de um transatlântico por parte dos clientes dependia de fatores de outra natureza.

2 comentários:

Flavia disse...

D+++++++++++++
lusitania tb era um belo navio, mas nao igual ao titanic.
bjs e um belo fds

Anônimo disse...

Não é por coincidência que a Fita azul parou de ser concedida à navios mais rápidos na travessia do Atlântico Norte desde o ano de 1912.