quinta-feira, julho 10, 2008

PATRULHA INTERNACIONAL DO GELO


Das viagens mais avançadas ao Atlântico Norte, os icebergs sempre trouxeram ameaças às embarcações. Como exemplo, temos o acidente em 1833 com a embarcação “Lady of the Lake” que afundou em 1833 com uma perda de 70 pessoas. Entre 1882 e 1890, quatorze embarcações naufragaram e quarenta ficaram seriamente danificadas devido ao gelo. Nesta contagem não incluímos embarcações de pesca.

Em 1912 com o naufrágio do RMS Titanic era imprescindível a criação da Patrulha Internacional do Gelo (International Ice Patrol). Após o naufrágio do Titanic, a marinha dos Estados Unidos destacou os cruzadores “Chester” e “USS Birmingham” para patrulharem os bancos de gelo. Em 1913, a marinha não poderia continuar usando esses navios para esta finalidade. Houve então o envio de duas embarcações o “Seneca” e “Miami”, para conduzir a patrulha.

Na primeira Conferência Internacional sobre a “Segurança da Vida no Mar” (Safety of Life at Sea - SOLAS), que foi realizada em Londres em 12 de novembro de 1913, o assunto de patrulhar as regiões com grande incidência de gelo foi discutida seriamente. A convenção foi assinada em 30 de janeiro de 1914, pelos representantes dos vários países. As embarcações deveriam patrulhar as regiões de gelo durante a estação de perigo de iceberg e tentar manter as rotas de navegação desobstruídas durante o restante do ano. O custo de toda essa operação seria custeado pelas 13 nações interessadas nas rotas marítimas.

A segunda Conferência Internacional sobre a “Segurança da Vida no Mar” (Safety of Life at Sea - SOLAS) foi realizada em Londres em 16 de abril de 1929. Participaram 18 nações que assinaram a convenção em 31 de maio de 1929. Por medo do Senado dos Estados Unidos em conseqüência das ambigüidades no artigo 54 que trata do controle da operação, a convenção de 1929 não foi ratificada pelos Estados Unidos até 7 de agosto de 1936. Ao mesmo tempo, a legislação decretada pelo congresso em 25 de junho de 1936, requerendo formalmente o comando de proteger a costa, administrar e observar os campos de gelo e ao serviço Internacional da Patrulha do Gelo (Artigo 807, parágrafos, 2, 49, USC 1922) era descrito na forma geral da maneira em que este serviço devia ser executado. Desde 1929, houve três Convenções de SOLAS (1948, 1960 e 1974). Nenhuma destas recomendou mudanças básicas que afetassem a Patrulha do Gelo.


As treze nações signatárias à convenção SOLAS de 1915 concordaram com os custos do acordo com uma fórmula que aproximasse seu grau de benefício individual. Este arranjo compartilhando foi sendo atualizado durante os anos à medida que nações adicionais consentiam ao tratado. As relações financeiras são seguradas pelo Departamento de Estado que faz o faturamento real de cada nação para sua parte do custo. Em certas épocas do ano essa porcentagem fixa muda através de uma revisão do tratado. Em anos recentes, a parte do custo foi baseada em cada porcentagem de participação das nações através da tonelagem total de carga que navega na área da patrulha durante a estação do gelo.


Até o começo da Segunda Guerra Mundial, o patrulhamento do gelo era feito por dois navios. Em 1931 um terceiro navio foi atribuído à patrulha do gelo para executar observações oceanográficas na vizinhança dos grandes bancos de gelo. O uso de embarcação oceanográfica continuou até 1982. Após a Segunda Guerra Mundial, o comando aéreo transformou-se num método preliminar de reconhecimento de gelo com as patrulhas de superfície. O avião tem vantagens distintas para o reconhecimento do gelo que fornece uma cobertura muito mais ampla em um período de tempo relativamente curto.

Em 1946, os escritórios da Patrulha do Gelo, o Centro de Operações e o avião de reconhecimento, foram destacados para Argentia em Terra Nova ( Coast Guard Air Detachment Argentia, Newfoundland ), durante a estação do gelo. Devido a certos comprometimentos operacionais e financeiros a base da Patrulha do Gelo em Argentia fora fechado em 1966. Toda a operação seria transferida para Governors Island, em Nova Iorque, onde permaneceria até outubro de 1983. Nos dias atuais, a Base da Patrulha Internacional do Gelo fica na University of Connecticut's Avery Point, em Groton, em Connecticut. O comandante atual da Patrulha Internacional do Gelo é comandante Scott Rogerson.


A Patrulha Internacional do Gelo recebe financiamento em torno de 5.9 milhão de dólares dos seguintes governos: Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Itália, Japão, Noruega, Países Baixos, Panamá, Polônia, Reino Unido e Suécia.

Todos os anos a Patrulha Internacional do Gelo, joga uma coroa de flores no local onde ocorreu o naufrágio do RMS Titanic.

5 comentários:

Ricardo disse...

Demais esse blog sobre International Ice Patrol. Seu blog é o maximo Alencar, super completo e interessante.
Parabéns e um grande abraço!!!

gabriel disse...

\o/ aeeeeeeeee capitão

massa a história de hj

abçsss =)

Mário disse...

como se costuma dizer por aqui, "casa roubada, trancas na porta". eheheh

Milward disse...

Nennum navia afundou devido a bloco de gelo depois que surgiu a Patrulha. =)

Eu ví um rápido documentário uma vez, inclusive eles sobrevoavam onde o Titanic tá e jogavam fores. =)

Anônimo disse...

Patrulha rulez!
Mostra a evolução da sociedade, né?
Isto faz com que os transportes sejam mais seguros. ^^