domingo, novembro 12, 2006

O DESTINO DO POSEIDON - LIVRO

Às sete horas da manhã do dia 26 de dezembro, o S.S. Poseidon, navio de oitenta e uma mil toneladas, navegando rumo a Lisboa, após um mês de cruzeiro de Natal tocando em portos da África e da América da Sul, encontrou-se, de repente, no meio de inesperados vagalhões, quatrocentas milhas a sudoeste dos Açores, e começou a balançar como um bêbado!

O Poseidon, antigo R.M.S. Atlantis, primeiro dos gigantescos transatlânticos a ficar ultrapassado e a ser vendido e convertido num misto de cargueiro-navio de cruzeiro, entrou na zona de agitação com os tanques de combustível quase vazios e nenhum lastro de água. Os estranhos vagalhões, longos e baixos, sucediam-se a intervalos demasiado grandes para permitir a sincronização dos seus antiquados - e parcialmente danificados - estabilizadores. Daí a sua incrível oscilação que, combinada com a ressaca de uma noite inteira de festa de Natal, fazia com que a maioria dos seus quinhentos e poucos passageiros de classe única, componentes do cruzeiro fretado pela Travel Consortium Limited, se sentisse miserável e irremediavelmente enjoada.

A grande mesa telefônica que servia a todos os camarotes começou a iluminar-se como a árvore de Natal que decorava o imenso salão de jantar. Os telefonemas eram quase todos dirigidos ao gabinete do médico de bordo, Dr. Caravello, um italiano de setenta e cinco anos, tirado da aposentadoria pelo sindicato internacional, que organizara a viagem, e ao seu assistente, Dr. Marco, interno recém-saído da escola de medicina. Havia ainda uma enfermeira-chefe e duas auxiliares. O telefone não parava de tocar e, não podendo atender a todos os chamados pessoalmente, o médico limitava-se a mandar distribuir comprimidos contra enjôo e instruções para não se levantarem da cama. Tudo isso acontecia sob um radioso sol tropical e num mar que, excetuando-se os misteriosos vagalhões, não estava sequer picado.

Para aumentar ainda mais o desconforto dos infelizes passageiros, tudo nos camarotes parecia ter criado vida. Malas, bagagem de mão, frascos - o que não estava preso - começaram a escorregar de um lado para outro: até mesmo as roupas, nos cabides. Como se isso não bastasse, os nervos eram ainda postos à prova pelos rangidos e gemidos do velho navio e pelo estrondo distante de louças partidas. Os remédios contra enjôo acabaram perdendo o seu efeito real e psicológico. Por volta das dez horas da manhã, na opinião da maioria dos passageiros, a viagem de volta transformara-se num autêntico inferno...

Isso é só um gostinho, quem tiver condições leia o livro, é ótimo.

3 comentários:

Flavia disse...

oiii linduuu, parece legal o livru, vou ver se axu emprestadu.
bjs bom feriado... :)
seu blog eh D+++++

=^.^=

Felipe disse...

Hehehehe ....... que doidoo ..... eu quero assistir o filmeeeeeeeeeee ......... o da versão de 1972 achei mo bom pra época ..........











abçssssssssss

Aislan disse...

Credo q datta macabra... 26 de dezembro. Snif....


gostei da historia.

t+ mestre