quinta-feira, março 30, 2006

TAYLEUR – UM EXEMPLO

Em meados do século XIX, estava em pleno desenvolvimento o fluxo imigratório para a Austrália. A White Star Line, que acabava de ser fundada em 1845 por John Pilkington e Henry Wilson, tinha sede no cais de Liverpool e tinha se integrado no tráfego de passageiros, além do já consolidado tráfego de mercadorias. Em 1845, a jovem companhia de navegação decidiu estabelecer-se com um navio que fosse capaz de desenvolver o máximo de velocidade permitido pelos conhecimentos tecnológicos da época e que, portanto, pudesse realizar o serviço para os imigrantes em período mais curto. A escolha foi o Tayleur, um navio de ferro de 1.997 toneladas, de propulsão à vela.
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Chegado o emocionante momento da viagem inaugural, na quinta-feira de 18 de janeiro de 1854, o Tayleur zarpou de Liverpool rumo a Melbourne sob o comando de John Noble. As previsões eram boas depois do primeiro dia de navegação, no entanto o vento mudou de direção e no segundo dia o barco avançou em velocidade reduzida, muito abaixo dos 2 nós. Pouco depois de meia-noite de sábado, as condições meteorológicas pioraram de repente e começou a soprar um forte vento com tempestade no mar. O barco navegava em meio a dificuldades cada vez maiores, aproximando-se perigosamente da costa. Era necessário evitar que o vento empurrasse o navio contra as rochas da ilha de Lambay, a 12 milhas ao norte de Dublin, motivo pelo qual o capitão Noble deu uma série de ordens com o objetivo de ganhar maior espaço para manobras. Em desespero, deu-se conta de que o navio não respondia às ordens e de que não era possível virá-lo pela parte da popa e direcioná-lo para a costa contrária. Tomado pelo pânico, tentou outra manobra, alçando ao mesmo tempo a vela de trinquete e a da mezena, mas o Tayleur, como que atraído por uma calamidade, se dirigia inexoravelmente para os escolhos.
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Numa tentativa de refrear aquela corrida suicida, o capitão ordenou lançar a âncora de bombordo, mas esta solução também falhou: a corrente não conseguiu suportar o enorme esforço a que era submetida e estourou com um grande estrondo. Pouco depois, o mesmo destino arrebatou a corrente da âncora de estibordo, e os pobres coitados que estavam a bordo viram como se esgotava a última maneira possível de conter aquela corrida louca e como o navio se dirigia de costas contra as rochas da ilha de Lambay. Além dos 75 homens da tripulação, encontravam-se a bordo pouco mais de 500 passageiros, cuja maioria viajava na terceira classe e apenas 16 estavam nos camarotes. Puxado contra as rochas e fustigado pelas violentas rajadas de vento, o barco não conseguia mais resistir. Naquele inferno, não era possível buscar saída nas lanchas de salvamento, deixadas em seus suportes. Um cabo foi lançado à praia e, por meio desse improvisado e precário teleférico, iniciaram-se as operações de abandono do navio. Faltavam apenas poucos minutos para o navio quebrar-se devido às pancadas de ondas terríveis, que nele batiam com sinistro estrondo. Graças ao frágil cabo, 230 pessoas conseguiram chegar à praia, ao passo que para 349 pessoas não houve nenhuma possibilidade de salvar suas vidas.
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O Tayleur afundou depois de as ondas e escolhos terem aberto seu ventre de ferro. Por que ocorreu um naufrágio – desse modo? Orgulho da White Star Line, por que este navio, alugado pela Charles Moore & Co., e considerado o mais veloz, não agüentou mais que dois dias de navegação, terminando em tragédia a viagem inaugural que deveria consagrá-lo como o mais rápido meio de transporte para se chegar à Austrália? Pelos diferentes depoimentos obtidos pela comissão de investigação após o terrível desastre, concluiu-se que a responsabilidade do que havia ocorrido deveria ser atribuída aos armadores, e não à negligência do capitão e da tripulação. Na verdade, o navio não se virava para a popa de maneira adequada, mas não foram feitos testes no mar antes da primeira viagem, nos quais ficaria evidente que o veleiro não respondia ao timão. O dado que mais impressionou a opinião pública e os juízes da investigação oficial foi saber que quase metade dos passageiros era composta por mulheres e crianças, que morreram praticamente em sua totalidade. Desses, salvaram-se apenas duas mulheres e uma criança. Por outro lado, era quase impossível que uma mulher ou uma criança pudesse resistir àquelas condições: com as mãos desprotegidas e dependuradas em uma corda que se estendia para a costa. A partir daquele momento, as autoridades responsáveis pelo controle do tráfego marítimo estabeleceram como obrigatoriedade que os barcos, depois de prontos, realizassem testes no mar antes de iniciar a navegação. Por infelicidade, foi necessária semelhante tragédia.

quinta-feira, março 23, 2006

RESGATEM O TITANIC - Cliver Cussler

Abril de 1912

Prólogo

O homem no camarote 33 do convés A remexeu-se e virou-se em seu estreito beliche, o rosto suado, a mente mergulhada num pesadelo. Era um homem pequeno, de pouco menos de um metro e sessenta, cabelos brancos ralos e uma face suave, na qual o único traço marcante eram as vastas e escuras sobrancelhas. As mãos estavam enlaçadas sobre o peito e ele torcia os dedos num ritmo nervoso. Aparentava ter cinqüenta e tantos anos. Sua pele tinha a cor e a textura de uma calçada de concreto, e havia rugas profundas debaixo dos olhos. Entretanto, completaria trinta e quatro anos daí a dez dias.

O desgaste físico e a tormenta mental dos últimos cinco meses haviam-no levado a um estado tal que tocava às raias da loucura. Durante as horas em que permanecia acordado, sua mente divagava por caminhos vazios e ele perdia a noção do tempo e da realidade. Precisava esforçar-se a cada instante para lembrar onde se encontrava e que dia era. Estava ficando louco, vagarosa e irremediavelmente louco, e o pior de tudo é que ele tinha conhecimento disso.

Seus olhos se abriram alvoroçados e se fixaram no ventilador silencioso que pendia do teto de seu camarote. Passou as mãos pela face e sentiu a barba de duas semanas. Não foi necessário examinar suas roupas, pois bem sabia que elas estavam sujas, amarrotadas e manchadas por suores conseqüentes de seu estado de nervos. Deveria ter tomado um banho e mudado a roupa logo que embarcou, mas, em vez disso, atirou-se no beliche e dormiu um sono povoado de fantasmas, interrompido por vezes, durante quase três dias.
Era um domingo e a noite ia avançada, e o navio não deveria atracar no cais de Nova York antes de quarta-feira cedo, daí a pouco mais de cinqüenta horas.

O homem procurou convencer-se de que agora estava fora de perigo, mas sua mente se recusava a aceitar tal coisa, embora o prêmio que custou tantas vidas estivesse absolutamente seguro. Pela centésima vez, sentiu o volume no bolso do colete. Satisfeito porque a chave ainda estava lá, esfregou a mão sobre a testa brilhante e fechou os olhos mais uma vez.

Não estava seguro do tempo que se passou enquanto cochilava. Alguma coisa acordou-o com uma sacudidela. Não foi um ruído forte nem um movimento violento, foi antes um tremor de seu colchão e um ruído esquisito como se alguma coisa estivesse sendo triturada em algum ponto por debaixo de seu camarote de boroeste. Ele se ergueu e se sentou numa posição rígida, baixando os pés em direção ao piso. Poucos minutos se passaram e uma calma incomum envolveu o navio, nenhuma vibração se ouviu mais. Então, sua mente anuviada percebeu a razão. As máquinas tinham parado. Ele permaneceu ali sentado, escutando, mas os únicos sons que lhe chegaram foram os leves gracejos dos moços de bordo pelo corredor e a conversa abafada dos camarotes adjacentes.

Uma terrível sensação de desconforto o envolveu. Outro passageiro qualquer poderia ter ignorado a interrupção e voltado a dormir, mas ele estava a um passo de um esgotamento nervoso, e seus cinco sentidos estavam exaltados, aumentando as proporções de cada impressão. Três dias fechado no camarote, sem comer e sem beber, revivendo os horrores dos últimos cinco meses, serviram somente para avivar os fogos da insanidade por trás de sua mente em rápido processo de degeneração.

O homem abriu a porta e caminhou de modo inseguro pelo corredor até a escadaria. Pessoas riam e conversavam ao regressar do salão de estar para seus camarotes. Olhou para o relógio ornamental de bronze, ladeado por duas figuras em baixo-relevo, acima do patamar entre os dois lances da escadaria. Os ponteiros dourados indicavam onze horas e cinqüenta e um minutos.

Um moço de bordo, parado junto a um pomposo candelabro, na base da escadaria, olhou-o desdenhosamente, sem dúvida por ver um passageiro tão mal vestido passeando pelos setores destinados à primeira classe, enquanto todos os outros percorriam os ricos tapetes orientais em elegantes trajes de noite.

- As máquinas - elas pararam - disse, pesadamente.

- Provavelmente para alguma ajustagem de menor importância, cavalheiro - respondeu o moço de bordo. - É um navio novo, fazendo sua primeira viagem, e tudo o mais. É natural que apareçam alguns pequenos contratempos. Nada para causar preocupação. Este navio não pode afundar, como sabemos.

- Uma vez que é feito de aço, ele pode afundar. – O homem esfregou os olhos avermelhados. - Acho que vou dar uma olhada lá fora.

O moço de bordo meneou a cabeça.

- Eu não aconselharia isso, cavalheiro. Lá fora está terrivelmente frio.

O passageiro do terno amarrotado deu de ombros. Estava habituado ao frio. Virou-se, subiu um lance de escada e saiu por uma porta que dava para o convés principal. Quase retrocedeu, pois parecia que mil agulhas o espetavam. Depois de passar três dias no aconchego morno de seu camarote, foi um choque para ele sentir no rosto o ar exterior à temperatura de meio grau abaixo de zero. Não havia o mais leve sinal de vento, apenas uma camada de ar frio, cortante, que descia do céu sem nuvens e envolvia o navio.

Caminhou para a amurada e levantou a gola do casaco.

Debruçou-se, mas apenas avistou o mar negro, calmo como o lago de um jardim. Então, olhou para vante e para ré. O convés principal, desde o passadiço, depois dos camarotes dos oficiais, até a cobertura elevada do salão de fumar da primeira classe, estava totalmente deserto. Somente a fumaça derivando se preguiçosamente das três primeiras chaminés imensas pintadas de preto e amarelo - o navio possuía quatro - e as luzes brilhando através das janelas do salão de estar e de leitura denunciavam a proximidade de vida humana.

A espuma branca ao longo do costado foi diminuindo e se tornou negra à medida que o grande barco, vagarosamente, foi perdendo seguimento e deixando arrastar-se silenciosamente por baixo do imenso manto de estrelas. O comissário de bordo saiu da sala de reunião dos oficiais e olhou sobre a borda.

- Por que paramos? - indagou o homem.

- Batemos em qualquer coisa - respondeu o comissário sem se virar.

- É sério?

- Não é provável, cavalheiro. Se houver algum vazamento, as bombas se encarregarão do assunto.

De repente, um trovejar de rebentar os ouvidos teve início, como se cem locomotivas de Denver e do Rio Grande, ribombando ao mesmo tempo dentro de um túnel, irrompessem dos oito condutos de exaustão. Mesmo quando levou as mãos aos ouvidos, o passageiro reconheceu a causa. Lidara com máquinas por um período suficientemente longo para saber que o vapor estava sendo lançado para o exterior através das válvulas de segurança em virtude do excesso de pressão conseqüente da parada das máquinas principais. O terrível estrondo tornou impossível continuar a conversa com o comissário. Ele se voltou e observou os outros membros da tripulação que apareciam no convés principal. Um medo terrível contraiu seu estômago quando ele os viu começar a descobrir os barcos salva-vidas e desenrolar os cabos dos turcos.

Permaneceu ali por quase uma hora, enquanto o ruído dos condutos de exaustão ia morrendo dentro da noite. Agarrado à amurada, indiferente ao frio, ele quase não notava os pequenos grupos de passageiros que percorriam o convés principal numa estranha e calma forma de confusão.

Um dos jovens oficiais do navio passou por ele. Tinha vinte e poucos anos, e sua face possuía a coloração branco-leitosa tipicamente inglesa, e também tipicamente inglesa era sua expressão de cansado-de-tudo-isso. Ele se aproximou do homem na amurada e bateu no seu ombro.

- Perdão, cavalheiro, mas o senhor deve colocar seu colete salva-vidas.
O homem se voltou vagarosamente e fixou-o.
- Nós vamos afundar, não é mesmo? - perguntou, com voz rouca.
O oficial hesitou um momento, depois assentiu.
- A água está entrando mais rapidamente do que as bombas podem esvaziar.
- Quanto tempo ainda nos resta?
- É difícil dizer. Talvez mais uma hora, se as águas não atingirem as caldeiras.
- Que aconteceu? Não havia outro navio nas proximidades.
Contra o que batemos?
- Contra um iceberg. Cortou nosso casco. Uma falta de sorte danada.
O homem segurou o braço do oficial com tanta força que o rapaz estremeceu.
- Tenho de entrar no compartimento de carga.
- Há pouca possibilidade de conseguir isso, cavalheiro.
O compartimento das malas de correio no convés F está ficando alagado e a bagagem já está flutuando.
- Você precisa conduzir-me até lá.
O oficial tentou desprender o braço, mas ele estava preso como num torno.
- Impossível! Minhas ordens são para cuidar dos barcos salva-vidas de boreste.
- Algum outro oficial poderá cuidar dos barcos – disse o passageiro com voz apagada. - Você vai mostrar-me o caminho para o compartimento de cargas.
Foi então que o oficial percebeu duas coisas incômodas.
A primeira, uma expressão de loucura na face do passageiro, e a segunda, a boca de um revólver fazendo pressão contra seus órgãos genitais.
- Faça como eu pedi - rosnou o homem -, se você deseja conhecer seus netos.
O oficial olhou silenciosamente para a arma e depois levantou os olhos. Alguma coisa dentro dele se alterou repentinamente.

Discutir ou resistir estava fora de cogitação. Os olhos avermelhados pareciam duas brasas alimentadas pelo fogo da insanidade mental.
- Posso apenas tentar.

- Pois então tente! - rosnou o passageiro. - Mas nada de truques. Permanecerei o tempo todo atrás de você. Qualquer gesto idiota de sua parte e eu lhe meto uma bala na espinha.

O homem colocou discretamente o revólver no bolso do casaco, com o cano encostado nas costas do oficial. Caminharam sem dificuldade através da multidão que se acotovelava e que agora punha em desordem o convés principal. O navio parecia outro. Não havia mais risos ou alegria, nem distinção de classes; ricos e pobres estavam ligados pelos laços do medo.

Os moços de bordo eram as únicas pessoas que riam e diziam banalidades, enquanto distribuíam os salva-vidas.

Os foguetes lançados para assinalar o perigo iminente pareciam pequenos e ridículos sob a escuridão sufocante; o espocar dos chuveiros brancos somente era presenciado pelas pessoas a bordo do navio condenado. Tudo isso, aliás, constituía um fundo irreal para os adeuses de partir o coração, as expressões forçadas de esperança nos olhos dos homens ao içarem suas mulheres e seus filhos para dentro dos barcos salva-vidas.

O terrível aspecto irreal da cena foi ainda aumentado quando a orquestra de oito figuras do navio se reuniu no convés principal com seus instrumentos e suas jaquetas claras. Começaram a executar uma música de lrving Berlin, Alexander's ragtime bando.

O oficial de bordo, empurrado pelo revólver, lutou para descer a escada principal contra a onda de passageiros que vinha subindo em busca dos barcos salva-vidas. O pequeno ângulo de inclinação para a proa estava se tornando mais pronunciado.

Ao descerem os degraus, sentiam dificuldade em manter o equilíbrio.

No convés B, apanharam um elevador, em que desceram até o convés D.

O jovem oficial voltou-se e estudou o homem cujo estranho capricho o conduzia, inexoravelmente, a uma morte certa.

Os lábios estavam apertados sobre os dentes, os olhos, vidrados, com um olhar distante. O passageiro levantou os olhos e viu a expressão do oficial que o encarava. Por um longo tempo, ficaram olhando um para o outro.

- Não se preocupe...
- Bigalow, cavalheiro.
- Não se preocupe, Bigalow. Conseguirá safar-se antes que ele afunde.
Que compartimento de carga o senhor deseja?
O cofre no compartimento número 1, convés G.
O convés G com certeza está alagado agora.

Somente poderemos saber quando chegarmos lá, não acha? - O passageiro fez um movimento com o revólver no bolso do casaco no momento em que a porta se abriu. Os dois saíram do elevador e abriram caminho através das pessoas que ali se encontravam.

Bigalow rasgou com um puxão seu cinto de salvamento e correu pela escada de descida para o convés E. Ali, parou e olhou para baixo: a água subia os degraus vagarosamente, mas de forma persistente. Algumas luzes ainda estavam acesas sob a fria água verde e produziam uma claridade fantasmagórica.

- Não vai ser possível. Veja o senhor mesmo.
- Existe algum outro caminho?
- As portas estanques foram fechadas logo após o acidente.
Podemos consegui-lo usando as escadas de emergência.
- Então, vamos a elas.

O percurso através de passagens tortuosas continuou rapidamente por um labirinto sem fim de passagens, escadinhas e túneis. Bigalow fez uma parada e levantou a tampa de uma escotilha redonda. Surpreendentemente, ao olhar pela pequena abertura, verificou que a água no convés de baixo havia subido apenas pouco mais de meio metro.

- Nenhuma esperança - mentiu. - Está alagado.
O passageiro empurrou o oficial para um lado e olhou ele próprio.
- Está suficientemente seco para o que eu desejo - disse, vagarosamente. Apontou o revólver para a escotilha. - Continue.

As luzes do teto continuavam acesas no compartimento, enquanto os dois homens faziam seu caminho, através da água, até a caixa-forte do navio. Os mortiços raios de luz faziam brilhar os metais de um enorme carro Renault preso ao convés.

Ambos os homens tropeçaram e caíram diversas vezes na água gelada, ficando seus corpos dormentes por causa do frio.

Cambaleando como se estivessem embriagados, chegaram por fim ao cofre. Era um cubo no meio do compartimento de carga, com dois metros e quarenta de aresta. Suas poderosas paredes foram construídas com aço de Belfast de trinta centímetros de espessura.

O passageiro retirou do bolso do colete uma chave, que introduziu na fechadura. O sistema de fechamento ainda estava meio duro por ser novo, mas finalmente os ferrolhos cederam produzindo um dique. Ele empurrou a porta e entrou no cofre.

Foi então que o homem se voltou e sorriu pela primeira vez.
- Obrigado pela ajuda, Bigalow. Trate de subir, rápido.
Ainda há tempo para você.
Bigalow olhou, intrigado.
- O senhor vai ficar?
- Sim, vou ficar. Assassinei oito homens bons e decentes.
Não posso continuar vivendo com esse peso. - Isso foi dito com simplicidade e num tom que não admitia réplica. - O assunto está encerrado e completo. Está tudo acabado.
Bigalow tentou falar, mas as palavras lhe faltaram.

O passageiro compreendeu e assentiu, e puxou a porta, que se fechou sobre ele.
- Agradeço a Deus por Southby - disse ainda.
E desapareceu na escuridão do cofre.
Bigalow sobreviveu.

Venceu a corrida contra a água que subia e conseguiu atingir o convés principal e atirar-se pela borda, apenas alguns segundos antes que o navio afundasse.

No momento em que o grande transatlântico afundou, sua flâmula vermelha com a estrela branca, que estivera pendurada no topo do mastro de ré na calma mortal da noite, de repente panejou ao tocar a água, como num cumprimento final aos mil e quinhentos homens, mulheres e crianças que estavam morrendo de frio ou se afogando nas águas geladas do oceano.

Um instinto cego empolgou Bigalow, que estendeu o braço e agarrou a flâmula, quando esta lhe passou ao alcance. Antes que sua mente se desse conta, antes que pudesse pensar em todo o perigo de seu ato louco, ele se sentiu puxado para debaixo da água. Mesmo assim, continuou segurando a flâmula, recusando-se a largá-la. Já estava a quase seis metros abaixo da superfície, quando a alça da flâmula se desprendeu da adriça, e o prêmio era seu. Somente então ele lutou para voltar à tona, em meio à escuridão que o envolvia. Depois do que lhe pareceu uma eternidade, tornou a respirar o ar da noite, feliz porque a esperada sucção resultante do afundamento do navio não o tinha apanhado.

A água, a dois graus abaixo de zero, quase o matou então.

Mais dez minutos àquela temperatura de congelamento, e teriam sido ligeiramente diferentes os números que representaram os resultados daquela catástrofe.

Um cabo o salvou; estava amarrado a um barco virado, e, após correr por sua mão, foi afinal agarrado. Com as últimas forças já o abandonando, Bigalow conseguiu puxar o corpo para cima do barco e compartilhou com outros trinta homens a dormência dolorosa de seus corpos quase congelados, até que foram resgatados por um outro navio quatro horas depois.

Os gritos angustiantes das centenas de pessoas que morreram haveriam de permanecer, para sempre, nas mentes daqueles que sobreviveram. Mas enquanto estava pendurado no barco virado e quase submerso, Bigalow somente se lembrava daquele homem estranho que ficara trancafiado para sempre no cofre do navio.

Quem seria ele?
Quem seriam os oito homens que ele afirmara ter assassinado?
Qual seria o segredo do cofre?
Essas perguntas iriam perseguir Bigalow pelos próximos setenta e seis anos, até poucas horas antes do fim de sua vida.

O resto agora, somente lendo o livro...

segunda-feira, março 20, 2006

MÁQUINAS MOTRIZES

Imediatamente após as salas de caldeiras, prosseguindo para a popa do navio, se encontrava a maquinaria motriz. Na primeira sala, maior e com pouco menos de 21 metros, ficavam os motores alternativos; na segunda, ao longo de 16 metros, situava-se a turbina. Os dois motores alternativos, de quatro cilindros e de expansão tripla, foram construídos nos estaleiros Harland &Wolff. Eles punham em funcionamento as duas hélices laterais e, em ação combinada, desenvolviam uma potência de 30.416 cavalos de 75 rpm, capazes de impelir o navio para frente a uma velocidade de 21 nós.
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Na segunda sala de máquinas, uma turbina Parsons, de 427 toneladas, acionava a terceira hélice central, aproveitando a pressão baixa do vapor dos motores principais. Com a soma dos 16.222 cavalos da turbina, o transatlântico podia atingir uma velocidade de 24 nós, que, todavia não eram suficientes para superar os navios rivais da Cunard. Tanto nos motores alternativos como na turbina, o ciclo percorrido pelo vapor em todo o aparelho era o mesmo. Enquanto funcionava, uma determinada quantidade de água se convertia em vapor na caldeira, onde havia adquirido uma certa energia térmica, graças ao calor produzido pela combustão.
Ao mesmo tempo, um peso equivalente de vapor saía da caldeira e, por meio de tubos bem isolados para reduzir ao mínimo a dispersão de calor, chegava ao motor, onde, agindo sobre os pistões dos motores alternativos ou sobre os motores da turbina, realizava seu trabalho.
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FOTO: As grandes pás de bronze, agora já embutidas e prontas para serem montadas sobre seus longos eixos reforçados, para transmitir para as hélices toda a potência produzida pelas turbinas no ventre do navio.

sexta-feira, março 17, 2006

OS MAIS PRÓXIMOS AOS PASSAGEIROS

Além dos camarotes dos marinheiros, a bombordo do convés E se situava o alojamento dos garçons e do pessoal de serviço, que correspondia à parte mais consistente da força de trabalho a bordo. Em geral, servir nos transatlânticos modernos era considerado um trabalho bom. No Titanic particularmente, a magnificência e o luxo presentes em todos os detalhes acabam refletindo de certo modo nesta parte de empregados que, pelo tipo de tarefa desempenhada, mantinha contato direto com uma clientela rica e refinada, conhecida internacionalmente. Renunciando à conquista da primazia em velocidade para vencer a concorrência alemã e da Cunard Line, a White Star Line se estabelecera o objetivo de oferecer o melhor serviço a bordo. Para conseguir esse nível de atendimento aos passageiros, a companhia de navegação de Liverpool tinha selecionado cuidadosamente os empregados que fariam esse tipo de serviço, principalmente em função da experiência adquirida em outros navios. Por outro lado, todo garçom se esforçava ao máximo mesmo nos trabalhos mais simples, como o de limpeza, pois podia acontecer de encontrar um objeto perdido, por exemplo, cuja devolução garantiria considerável gorjeta. No barco todo havia 1.500 campainhas que podiam ser acionadas para a chamada urgente de um garçom. A rapidez de resposta determinava aquele sentimento de calorosa atenção com a qual os passageiros se sentiam lisonjeados.

domingo, março 12, 2006

A DINASTIA ASTOR

O fundador da riquíssima dinastia Astor era um pobre camponês que imigrou para os Estados Unidos em 1783. A sua fortuna surgiu do comércio de casacos de pele, mas o verdadeiro sucesso foi obtido graças á sua paixão pela terra.
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Em conversa com um advogado, teve um grande impacto ao saber que mais de 50.000 acres de terra de Putman County, em Nova York, na realidade não pertenciam aos camponeses que ali viviam e que haviam comprado do governo. De fato, anos antes, essas terras tinham sido outorgadas em aluguel durante a vida ao conservador Roger Morris, de quem a cidade de Nova York confiscou posteriormente. Segundo o advogado, o problema legal de todo o trâmite era a ilegalidade do procedimento adotado, porque juridicamente não era possível confiscar um aluguel. John Jacob Astor (foto), não se limitou a ouvir, mas passou imediatamente às vias de fato. Viajou para a Inglaterra, onde viviam os herdeiros de Roger Morris, e deles comprou os direitos.
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De volta a Nova York, notificou as 770 famílias de que deveriam desocupar os terrenos, pois as posses eram ilegais. Ocorreu uma dura batalha na justiça, que concluiu no reconhecimento parcial da posição de J.J. Astor, que insistiu pretendendo açambarcar, com pouco dinheiro, todas as propriedades indevidas de Manhattan graças à crise financeira de 1837. Após o enorme desenvolvimento da cidade de Nova York, os terrenos adquiridos com poucos dólares multiplicaram seu valor, transformando John Jacob Astor no homem mais rico dos Estados Unidos até a sua morte, em 1848.
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Seu neto, William W. Astor, não se contentando com o primado da riqueza, quis adquirir patente de nobreza e comprou na Inglaterra o título de visconde de Rever Castle.
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John Jacob Astor (1763-1848) foi um hábil caçador e comerciante de peles. A ele se deve a primeira fortuna dos Astor.

quarta-feira, março 08, 2006

DIA DA MULHER

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.

Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Objetivo da Data

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Conquistas das Mulheres Brasileiras

Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.
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Uma Homenagem a todas as mulheres mães, sonhadoras, aventureiras, guerreiras a bordo do RMS Titanic e a todas as mulheres do nosso tempo e convívio.

domingo, março 05, 2006

HOMENAGEM AOS MÚSICOS

Houve um grandioso concerto em memória e em prol das famílias dos músicos falecidos no naufrágio do RMS Titanic, realizado no Royal Albert Hall. Tocaram ali 500 músicos de 7 orquestras, sob a direção de Sir Edward Elgar. Foi a maior orquestra profissional que o mundo já vira até então. E foi um grande acontecimento de Londres naquela Primavera de 1912.
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Houve também um grande funeral em 18 de maio de 1912 para o Regente da Orquestra, Wallace Hartley, na sua cidade natal, Colne, depois de seu corpo ter sido encontrado.
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Pode-se contar também sobre o cruel desdobramento que o acidente teve para os pais do jovem John Law Hume (terceira fileira, primeira foto). Eles solicitaram uma indenização após a perda de seu único filho ( 21 anos incompletos ), nem o armador ( Joseph Bruce Ismay ), nem o empresário se sentiram obrigados a pagar nenhum tipo de indenização ou pensão. Ao contrário, a família Hume recebeu uma exigência de reembolso pela perda do uniforme, propriedade do empresário de cinco xelins e quatro pence. John Law Hume esta enterrado no cemitério de Fairview em Halifax.

sexta-feira, março 03, 2006

SOBREVIVENTES DO TITANIC EM 2006

LILLIAN GERTRUD ASPLUND
Classe: 3ª
Idade em 1912: 5 anos (foto)
Data de Nascimento 21/10/1906
Cidade Natal: Worcester, Massachusetts USA
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BÁRBARA WEST DAINTON
Classe: 2ª
Idade em 1912: 1 ano
Data de Nascimento: 11/03/1911
Cidade Natal: Bournemouth, Dorsetshire, England

- MILLVINA DEAN
Classe: 3ª
Idade em 1912: 2 meses
Data de Nascimento: 2/2/1912
Cidade Natal: Camberwell, London, England

quinta-feira, março 02, 2006

NOMINATIVO RÁDIO TITANIC

Qual era o significado da sigla “MGY” com a qual se identificava a estação radiotelegráfica do Titanic?
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Inicialmente, em janeiro de 1912, a empresa que tinha como diretor Marconi atribuiu à nova embarcação da White Star Line o nominativo “MUC”. Posteriormente, essa sigla foi modificada pela empresa de comunicação para “MGY”, um código utilizado até então por um navio norte-americano, o Yale.
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Na realidade, apenas a letra “M” tinha um significado e, sem levar em conta o país de registro do barco, servia para indicar que se tratava de uma instalação Marconi, a maior companhia de rádio da época. Estes são, por exemplo, os nominativos rádio de uma estação costeira e de alguns navios ligados à história do Titanic:

CapeRace ............... MCE
Antillian .............. MJL
Amerika ................ DDR
Baltic ................. MBC
Calífornian ............ MWL
Caronia ................ MSF
Carpathia .............. MPA
Mesaba ................. MMU
Noordam ................ MRA
Olympic ................ MKC
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Foi depois do naufrágio do Titanic que se realizou em Londres uma conferência internacional, na qual se decidiu padronizar os nominativos rádio e indicar os prefixos nas bases internacionais. Desse modo, as estações costeiras e os navios britânicos tiveram como primeiras letras de seus nominativos “M” ou “G”; a Alemanha, “D”; a França, “F”; a Itália, “I”; a Espanha, “E”; etc.

terça-feira, fevereiro 28, 2006

HAROLD BRIDE

Três anos mais jovem do que Phillips, Harold Bride nascera em 11 de fevereiro de 1890, em Nunhead, Londres. A exemplo de Phillips, Bride também iniciara sua carreira profissional como telegrafista em um navio de correspondência marítima. Em Liverpool, também matriculou-se na mesma escola de radiotelegrafia freqüentada por seu colega. Depois de seguir os cursos durante um ano e meio, atuou nos navios Haverford, Lusitania, Lanfanc e Anselm.
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Trabalhava há apenas nove meses para a Marconi, quando embarcou no Titanic, onde assumiria as funções de segundo-operador. Tornou-se imediatamente amigo de Phillips, de quem recebia conselhos e sugestões para aprimorar seus conhecimentos técnicos.
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A experiência adquirida por Phillips permitia-lhe solucionar problemas aparentemente insolúveis que, muitas vezes, necessitavam apenas de um pequeno macete, o que comprovava a antiga teoria segundo a qual, em geral, um ofício nada mais é do que uma farta coleção de pequenos segredos transmitidos de mestre a aprendiz.
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A leitura de matérias publicadas na revista Marconigraph completava a especialização profissional necessária para que ele se tornasse um bom operador de rádio. Para Harold Bride, a oportunidade de trabalhar em um navio como aquele significava maiores possibilidades para sua carreira.

sábado, fevereiro 25, 2006

JOHN GEORG PHILLIPS

John Georg Phillips, conhecido como Jack, era chefe de rádio e, embora dividisse seu trabalho com um ajudante, era responsável pela M.G.Y. Phillips nascera no dia 11 de abril de 1887 em Farncombe, no condado de Surrey (Grã-Bretanha); portanto, festejara o aniversário de seus 25 anos no segundo dia de navegação naquela inesquecível viagem. Depois de estudar na escola de Godalming, começou a trabalhar como telegrafista em um navio de correio marítimo. Aos 19 anos conheceu o novo sistema de transmissão de informações descoberto por Gugliermo Marconi e, em Liverpool, decidiu procurar um curso de especialização em radiotelegrafia. Além de estudar os princípios da eletricidade e do magnetismo, procurou conhecer principalmente as novas teorias da propagação das ondas de rádio. Para ser capaz de reconhecer qualquer falha mecânica e saber efetuar consertos em situações de emergência, paralelamente aos estudos teóricos era preciso também praticar com diferentes tipos de aparelhos radiotelegráficos.
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A especialização era completada com a aprendizagem dos regulamentos de navegação e das normas estabelecidas pela última convenção internacional do setor de radiocomunicações.
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Por ter sido um aluno exemplar, e o que mais se destacou dentre todos, Phillips pôde embarcar nos navios que começavam a ser equipados com a moderna tecnologia de telecomunicação.
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Obteve seu primeiro trabalho no Teutonic, da White Star Line; em seguida, embarcou no Lusitania, no Mauretania e no Campania, todos da Cunard Line; mais tarde, voltou a trabalhar para a White Star Line, a bordo do Oceanic, onde tornou-se amigo do jovem oficial James Moody.
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Possivelmente para desfrutar da amizade dos companheiros do Oceanic, Phillips tenha preferido permanecer neste navio em vez de se mudar para aquela nova cidade flutuante, onde praticamente não conhecia ninguém e cujas enormes dimensões davam-lhe a estranha sensação de estar em um planeta desconhecido, sem possibilidade de comunicação, em um lugar onde ele não se sentia à vontade.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

OS RADIOTELEGRAFISTAS, A VOZ DO TITANIC

Embora fossem obrigados a respeitar o regulamento de bordo, alguns dos muitos profissionais do Titanic eram encarregados de funções específicas e não dependiam diretamente da White Star Line. Dentre eles, havia dois radiotelegrafistas, John Phillips e Harold Bride, que eram subordinados à Marconi International Marine Communication Company. Para eles, o luxo do Titanic não fora um incentivo no momento do embarque. Interessava-lhes a oportunidade de navegar ao lado de um capitão como E.J.Smith, cuja postura não era contrária a avanços tecnológicos, como as ondas eletromagnéticas. A vida a bordo desses dois homens era um pouco diferente da dos demais: passavam o tempo fechados na estação de comunicação, formada por três cabines interligadas e localizada na popa da primeira chaminé. As siglas M.G.Y indicavam a estação radiotelegráfica. O aparelho que recebia as mensagens estava instalado na primeira sala; na segunda, havia um transmissor; os camarotes com beliches ficavam na terceira sala, onde eles descansavam ou dormiam em turnos alternados de seis horas. As doze horas diárias de trabalho tornavam-se particularmente pesadas quando havia um intenso tráfego de mensagens, pois era preciso transcrever tudo o que chegava e transmitir tudo o que saía. Esta situação dificultava-lhes a comunicação com os oficiais de convés, impedindo lhes de manter qualquer tipo de relação de igualdade. Muitas vezes, ao ser obrigado a entregar uma mensagem urgente, o radiotelegrafista não sabia qual era o oficial que cumpria plantão na ponte' de comando. Por outro lado, porém, essa nova profissão abria-lhes vastos horizontes. Fechados em suas três pequenas cabines e milhares de milhas distantes da terra firme, os dois radiotelegrafistas tinham a possibilidade de manter um contato direto com várias pessoas, graças a um sistema de transmissão instalado em terra firme, em uma estação de recepção da Marconi Company.
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FOTO: Entrada dos escritórios da Marconi's Wireless Telegraphic Company, em Londres. À esquerda, o grande inventor Guglielmo Marconi, ganhador do prêmio Nobel de Física de 1909.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

RÁDIO MARCONI

Em 1.896, as "comunicações sem fio" tiveram o seu início. Foi neste ano que MARCONI, pela primeira vez, enviou um "sinal qualquer" a uma distância de 2 milhas. 15 anos depois, no ano de 1.911, os radioamadores já somavam 10.000 no país. No dia 15 de Abril de 1.912, o RMS Titanic bateu num "iceberg" no Atlântico Norte e afundou. Graças às comunicações via rádio e ao primeiro SOS da história, 713 vidas foram salvas. No entanto foi argumentado que o número de sobreviventes poderia ter sido maior, se já estivesse aprovada uma regulamentação nas comunicações sem fios.
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O primeiro navio a responder ao sinal de perigo foi da German Liner, o "Frankfurt". Enquanto o operador das comunicações do "Frankfurt" informava ao seu capitão, os navios "Carpathia" e "Cape Race" mantinham-se em contato. "Cape Race" mais os navios "Titanic" e "Carpathia" eram equipados com estações e telegrafistas da Marconi, enquanto o "Frankfurt" utilizava os serviços do competidor da Marconi na Alemanha, a Telefunken.
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As controvérsias nas comunicações continuariam mesmo depois que o "Carpathia" recolheu os sobreviventes. Uma comunicação foi recebida, alegadamente do "Carpathia", a qual dizia: "TODOS OS PASSAGEIROS DO NAVIO "TITANIC" FORAM TRANSFERIDOS COM SEGURANÇA PARA O "S.S.PARISIAN". MAR CALMO. "TITANIC" SENDO REBOCADO PELO NAVIO "VIRGINIAN DA ALLEN LINER, PARA O PORTO". Outras mensagens apareceram, também dizendo que TODOS os passageiros estavam salvos e o navio estava sendo rebocado. Havia só um problema – estas mensagens não estavam vindo do "Carpathia". A razão era simples; as suas comunicações tinham um alcance máximo de 150 milhas. Por outro lado, o operador de comunicações do "Carpathia" fez somente algumas transmissões para o "Olympic" (navio irmão do "Titanic") e outro operador da Marconi", na qual ele telegrafou a lista dos sobreviventes, algumas mensagens de Bruce Ismay - Presidente da White Star Lines e desligou sua estação.
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No Porto de Nova York, o "Carpathia" foi procurado pelo Senador William A. Smith do Michigan, um sensato Populista e Presidente da comissão de investigação de desastres marítimos. Ele imediatamente intimou todos os envolvidos, incluindo Harold Bride e Harold Cottam, operador das comunicações do "Carpathia". O próprio Marconi que estava nos Estados Unidos, (ele estava planejando regressar à Inglaterra no "Titanic"), foi também intimado a comparecer. O Senador Smith usou as declarações sobre o "Titanic” para condenar uso e abuso do atual estado das comunicações, e apelou para uma regulamentação internacional de rádio. Em 18 de Maio de 1.912, o Senador Smith introduziu um decreto no Senado. Entre as suas provisões:
- Navios transportando 50 passageiros ou mais deveriam ter radio comunicações com um alcance mínimo de 100 milhas;
- Os equipamentos de radio comunicações devem ter uma alimentação auxiliar para poder operar até a sala das comunicações estar debaixo de água ou destruída;
- Dois ou mais operadores dão serviço continuo dia e noite.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

SOLUÇÃO DO JOGO TITANIC ADVENTURE - PARTE FINAL

TITANIC - ADVENTURE OUT OF TIME
1996 – Cyberflix Inc.
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O esquema para a conclusão do jogo foi dividido em 4 partes, cada parte contendo o total de 13 dicas. Nos posts anteriores (dias 17, 18 e 19) constam às dicas de 01 a 39. Espero que assim possam aproveitar as belíssimas imagens gráficas do jogo, além é claro da história.
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40) Fale com o marinheiro que cuida a ponte de comando, no lado direito. Ele lhe informará que o 3º Oficial Morrow está à procura de seus binóculos. Vá até o fim do Deque dos Botes e suba a escada que há ao lado da porta que dá para a Segunda Classe. Vasculhe esta plataforma até encontrar os binóculos.
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41) Após achar leve-o até o 3º Oficial Morrow que está no lado esquerdo da ponte de comando. Ele deixará você entrar na ponte de comando. Você pode entrar na Ponte de Comando, se mexer no timão será repreendido (não haverá problemas). Fale com 3º Oficial Morrow novamente.
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42) Vá até o fim do Deque de Botes e procure o Reverendo Troutt, converse com ele. Depois volte e procure o marinheiro que está cuidando dos Botes, fale com ele sobre a 4ª chaminé do navio. Ele lhe dirá que para subir nela tem que ser pela Sala de Máquinas do navio.
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43) Desça a Sala da Turbina, mexa nas válvulas lá em baixo, novamente, e dirija-se a Sala de Controle. Ajude novamente o marinheiro a controlar a Pressão da Turbina. Após ajudá-lo ele deixará você ir a Sala de Máquinas. Entre na sala ande pelo corredor e suba as escadas, Vlad estará lhe esperando e você terá que brigar com ele. Ganhando ou não a briga você poderá subir pela escotilha que vai dar na 4ª chaminé. Suba até o topo da chaminé. Se chegar a um ponto sem saída desça uma escada e suba por outra até chegar ao topo. Existem 5 opções diferentes para se chegar ao topo. Por isso não irei colocar uma seqüência aqui.
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44) Dê um giro pela chaminé e pegue a Agenda de Anotações que está no meio da Chaminé. Coronel Zeitel aparecerá com um revolver na mão. Ele pedirá para você lhe entregar a Agenda, converse com ele sobre a Agenda. Neste momento o Titanic bate no iceberg. Ele lhe pedirá a Agenda novamente. Abra a bolsa e ofereça a Caneta de Gás que Penny Pringle lhe deu, ele dará um grito e desmaiará. Desça as escadas logo antes que ele acorde. Vlad lhe espera na saída e acerta uma pancada em sua cabeça com uma chave de boca. Você desmaia.
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45) Você acorda em sua cabine meio tonto ainda. Agora você já pode ouvir o rangido do navio afundando, e também a campainha tocando. Vá atender a porta, é Penny Pringle.
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46) A partir de agora você tem que andar pelo navio sem a ajuda do mapa, pois os saltos que você podia dar agora não funcionam e outra coisa é que agora você está correndo contra o relógio, pois o Titanic está afundando e você tem que conseguir um passe para entrar nos botes.
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47) Saia da sua Cabine. Ao sair da sua cabine entre da cabine C-59. É a cabine de Coronel Zeitel, observe uma maleta em cima do sofá. Nesta hora Coronel Zeitel entra, conversa com você e depois lhe tranca no quarto. Abra a maleta, é uma bomba. Tente desarmar a bomba, antes de pegar a chave. Caso não consiga não tem problema. Se explodir, volte e em vez de clicar em “Try Again” clique em “Give Up” daí você já terá a chave para sair. Mas caso queria tentar desarmar a bomba existe 3 timer, um a esquerda, outro no centro acima e um a direita. A seqüência é: o timer do meio coloque no número 3, o timer da direita coloque no número 3, o timer da esquerda coloque no número 2. Espere o tempo de um minuto, assim que a campainha começar a tocar, volte o timer da esquerda para o numero 3, assim a bomba estará desarmada e você poderá pegar a chave e fechar a maleta.
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48) Vá para a Grande Escadaria. Suba até o Deque A e entre na First Class Lounge. Você falará com a garota de Haderlitz e ela lhe dará um xale. Após a conversa vá falar com Trask. Não fale com Zeitel. Após falar com Leland Sachem Trask saia pela outra porta e vá direto a Sala de Fumantes. Converse com Andrew Conkling e Charles Lambeth. Fale com Riviera o jogador sentado junto à mesa de jogo. Diga que você quer jogar com ele. Ele apostará seu passe para os Botes salva-vidas, você deverá apostar o colar verdadeiro ou o Rubáiyat. Jogue com ele. Caso você não ganhe leia o jogo salvo e jogue até ganhar dele o passe. Após conseguir o passe volte a First Class Lounge.
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49) Vá para a Escadaria da Segunda Classe. Insista com o marinheiro para passar. Não converse com os Hacker. Desça direto ate o Deque F, vá até a Sala da Turbina e desça a escada onde mexeu nas válvulas nas outras vezes. Encontrará Vlad e um corpo. Fale com ele e convença-o a trocar a agenda pelo xale que você ganhou. Suba as escadas rapidamente e converse com o Hacker no Deque C. Eles lhe entregaram um documento. Vá para o Deque dos Botes e procure Beatrix Conkling. Ela está com o bebê, troque pelo documento. Volte e entregue o bebê para o casal Hacker.
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50)
Suba rapidamente ate o Deque dos Botes, converse com a Penny Pringle, mas não converse com o marujo, procure o Coronel Zeitel. Ele tem o antídoto. Aceite trocar a pintura pelo antídoto. Vá para a cabine A-14 e dê o antídoto pra Georgia Lambeth.
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51) Suba rapidamente ate o Deque dos Botes e procure o Coronel Zeitel. Não converse com o casal Henry e Ribeena Gorse-Jones, troque o passe pela pintura.
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52) Você perdeu o seu passe e com isso a entrada no bote, procure o casal Henry e Ribeena Gorse-Jones, Você terá um convite para ir com eles, não perca tempo, entre no Bote salva-vidas, ele será baixado até a água.
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Agora é só você curtir as animações do naufrágio, é simplesmente incrível e impressionante. Cuidado com o tempo, pois se demorar muito poderá perder o seu bote.
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Dedico os posts dos dias 17, 18, 19 e 20, referente a "Solução do Jogo - Titanic: Adventure Out of Time", ao meu amigo Jesse Henrique, com quem tive o prazer de jogar duas vezes e ao meu amigo Jefferson que também é fã desse jogo.

domingo, fevereiro 19, 2006

SOLUÇÃO DO JOGO TITANIC ADVENTURE - PARTE III

TITANIC - ADVENTURE OUT OF TIME
1996 – Cyberflix Inc.
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O esquema para a conclusão do jogo foi dividido em 4 partes, cada parte contendo o total de 13 dicas. Nos posts anteriores (dias 17 e 18) estão as dicas de 01 a 26. Espero que assim possam aproveitar as belíssimas imagens gráficas do jogo, além é claro da história.
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27) Ela mandará você ir ver Smethells, pois ele tem um recado. Ele está na Grande Escadaria no Deque B. Smethells lhe dirá que Willie von Haderlitz quer vê-lo na Quadra de Squash. Vá agora para o Deque dos Botes e converse com Smethells que esta em direção à popa, depois converse com Penny Pringle, ela mandará você agir rápido. Indo em direção a proa pelo Deque dos Botes você encontrará Charles Lambeth, converse com ele e aceite entrar e ir para o Sala de Fumantes. Após a conversa, vá passear no Deque A, onde no sentido da popa, você ouvirá uma conversa entre Coronel Zeitel e Sasha Barbicon. Ambos questionam o sumiço da pintura e do Rubáiyat.
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28) Vá à cabine de Sasha Barbicon, A-14. Quando entrar no corredor de sua cabine você verá um marinheiro arrumando a caixa de fusíveis das cabines. Fale com ele. O marinheiro sairá. Clique na caixa de fusíveis e desligue a chave da cabine A-14, é a primeira. Você ouvirá um bater de porta, é Sasha Barbicon saindo da cabine. Volte a ligar a chave de luz.
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29) Entre na cabine, vá até a mesa e clique na Boneca Russa. Você terá que acertar as seqüências do segredo do cofre para abrir a boneca. Gire no sentido horário os discos e monte a seguinte seqüência:
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15: 5 – 3 – 2 – 5
19: 4 – 7 – 3 – 5
12: 3 – 0 – 1 – 8
04: 0 – 1 – 1 – 2
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Após ajustar o segredo clique na boneca até abri-lá totalmente. Dentro dela você encontrará o colar verdadeiro. Agora você tem o colar verdadeiro. Para sair da cabine não saia pela porta, pois Sasha Barbicon está lhe esperando no corredor e lhe matará com um tiro. Abra o mapa e vá até a Grande Escadaria no Deque B. Caso morra, leia o jogo salvo e pegue o colar novamente.
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30) Vá conversar com Smethells, pois ele tem um recado. Ele está na Grande Escadaria no Deque B.
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31) Vá a Recepção no Deque D. Não fale com Max Seidlemann nem com o Coronel Zeitel. Entre na porta à direita de quem sai do elevador. Após entrar nas cabines do Deque D siga adiante pelo corredor, entre no corredor à esquerda e na primeira porta a direita. Desça a escada, vire à direita lá embaixo. Entre na Quadra de Esgrima.
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32) Willie von Haderlitz está à sua espera. Obtenha com ele todas as informações possíveis sobre o Coronel Zeitel. Entre uma revelação e outra ele pedirá para você lutar com ele, não perca tempo, Lute. Não é difícil lutar, basta clicar no botão Start e depois clicar rapidamente sobre o corpo dele para dar os golpes. Você tem que lutar até que ele pare de falar sobre o Coronel Zeitel, isso ocorrerá quando no intervalo de uma luta e outra ele só questionar se quer ou não outra luta. Diga que não quer lutar mais. Willie von Haderlitz lhe dará um anel. Caso ele não lhe dê o anel, entre e aceite lutar novamente. Saia da Quadra de Esgrima e vá falar com Penny Pringle.
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33) Após conversar com Penny Pringle vá a Grande Escadaria no Deque A e procure por Leland Sachem Trask (aquele Sr. que você mostrou o cachimbo). Antes você irá falar com Henry Gorse-Jones, ouça-os. Leland Sachem Trask está no meio da Grande Escadaria, fale com ele e lhe mostre o anel. Ele terá uma visão de Willie von Haderlitz morrendo nos banhos elétricos.
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34) Vá a Recepção no Deque D. Não fale com Max Seidelmann nem com o Coronel Zeitel. Fale com a garota de Willie von Haderlitz e lhe dê o anel que você ganhou de Haderlitz.
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35) Vá falar com Penny Pringle, ela lhe dará uma caneta de gás. Guarde-a. Dirija-se para os Banhos Turcos, fale com Smethells sobre a morte de Willie von Haderlitz e peça ao 3º Oficial Morrow para fazer a sua investigação particular. Entre nos Banhos Turcos, vá em direção à fonte, abra a porta à sua esquerda, entre na última porta à direita. Você verá o corpo de Willie von Haderlitz, clique nele. Pegue o pedaço de papel que está sobre o casaco.
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36) Vá a Scotland Road, e procure pelo machado e a corda que estão pendurados na parede. Clique neles. Aparecerá Jack Hacker. Peça ajuda a ele, então ele lhe dará o outro pedaço do papel completando a frase. Volte a falar com Leland Sachem Trask.
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37) Vá ao Café Parisien e clique na mesa onde você pegou o cachimbo no começo do jogo. A mesa correta é a ultima, no final do corredor do lado direito. Procure na parede acima das cadeiras por um maço de cigarros, pegue-o. Leve o maço de cigarro para Leland Sachem Trask e peça a ele para ver. Ele lhe dirá a quem pertence.
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38) Procure o fotografo na Cabine C-78. Ele irá mostrar uma foto muito interessante.
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39) Com as duas últimas informações vá à Sala de Fumantes e procure por Max Seidlemann. Ele lhe dará uma outra informação importante em troca dos cigarros. Munido desta informação vá ao Deque dos Botes.
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(continua...)

sábado, fevereiro 18, 2006

SOLUÇÃO DO JOGO TITANIC ADVENTURE - PARTE II

TITANIC - ADVENTURE OUT OF TIME
1996 – Cyberflix Inc.
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O esquema para a conclusão do jogo foi dividido em 4 partes, cada parte contendo o total de 13 dicas. No post de ontem foi colocado as dicas de 01 a 13. Espero que assim possam aproveitar as belíssimas imagens gráficas do jogo, além é claro da história.
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14) Vá falar com Penny Pringle na cabine F-34 no Deque F. Ela lhe mandará ir à sala da Turbina. Não espere vá logo. Ao sair do quarto de Penny Pringle pegue o primeiro corredor a esquerda e desça até a Sala da Turbina, entre, desça a escada e mexa nas válvulas que estão lá em baixo a direita. Suba a escada após mexer nas válvulas e siga em direção a Sala de Controle. Lá estará um marinheiro, ofereça ajuda a ele. Ele pedirá para você ajustar a pressão da Turbina enquanto ele vai a Sala da Turbina olhar o que houve. Enquanto você ouve umas pancadas vindo da Sala da Turbina, gire as válvulas vermelhas, todas elas e traga o manche de potência para cima até que o ponteiro da pressão fique no verde. Você perceberá que o barulho da turbina ficará homogêneo. O marinheiro irá lhe agradecer e deixará você passar para a Sala de Máquinas. Entre nela. Vá a diante, não suba nem desça escada alguma. Vá até a Sala de Caldeiras número 3.
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15) Aqui você encontrará Vlad, fale com ele e lhe ofereça ajuda. Após a conversa desça na escada que vai dar nas caldeiras. Você observará o pessoal alimentando as caldeiras, não fale com eles. Vá ao depósito de carvão número 4, clique na caixa de Controle da Porta, pegue o Rubáiyat. Não suba as escadas, pois Vlad lhe dará um tiro. Vá ao depósito de carvão número 5, clique na caixa de Controle da Porta e coloque o Rubáiyat ali. Feche-a e suba a escada. Vá à direção a Sala de Máquinas.
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16) Suba toda a escada da Sala de Máquinas, a escada está a sua esquerda, (não entre na escotilha da chaminé) você irá sair na Scotland Road (corredor que vai de uma ponta a outra do navio). Abra o mapa e vá ao Deque A. Entre nas cabines do Deque A e procure pela cabine de Sasha Barbicon é a A-14. Bata na porta, ele atenderá. Diga que Vlad está a bordo. Ele que dará um embrulho.
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17) Agora vá à cabine dos Conkling, B-59, e diga a ele que falou com os Hacker. Ele pedirá para você ir falar com uma garota no Deque F. Para chegar a essa cabine você tem que ir a Scotland Road e tomar o rumo AFT, desça a escada e você estará nas cabines do Deque F. Fale com a menina na cabine F-59.
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18) Agora vá à cabine B-70 visitar Georgia Lambeth. No meio da conversa chegará Lord Charles Lambeth, seu marido.
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19) Fale com Vlad e de a ele o embrulho. Ele irá embora. Desça e vá ao depósito de carvão número 5, clique na caixa de Controle da Porta e pegue o Rubáiyat. Volte pelo mesmo caminho e leve o livro a Penny Pringle, na cabine F-34.
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20) Vá agora ao Deque C e entre na sala do Purser´s Office. Pergunte a ele se você pode enviar a mensagem pelo telégrafo para ajudá-lo. Ele irá aceitar a sua ajuda.
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21) Vá para a Sala de Telégrafo no Deque dos Botes, entre. Ligue o telégrafo, arrastando a chave até a posição “ON”. Acenderá as luzes e ouvirá um barulho. Mude a chave para “TRANSMIT”. Ajuste a freqüência para “200 KHZ”, girando o botão até a luz ficar vermelha. Clique no telégrafo. Aparecerá uma caixa de diálogo branca e a sua bolsa. Abra a bolsa pegue a mensagem e envie a mensagem, digitando no teclado lentamente. Se você digitar rápido algumas letras irão ser desconsideradas.
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22) Volte ao Purser´s Office e diga a ele que já enviou a mensagem. Ele sairá, aproveite agora e entre novamente na sala e procure no Manifesto de Carga o nome Lemke & Buechner. Verá que há uma pintura registrada nesse nome. Saia da sala do Purser´s Office.
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23) Entre novamente na Sala dele e se ofereça para procurar o Broche (Cufflink) de Mrs. Straus. Novamente ele irá aceitar a sua ajuda. Desça a Recepção no Deque D e fale com Max Seidelmann. Não fale com o Coronel Zeitel. Após a conversa com Max Seidelmann clique nas poltronas que estão em frente à Escadaria. Na poltrona da esquerda você perceberá um objeto, clique, é o broche de Mrs. Straus.
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24) Volte ao Purser´s Office e diga que encontrou o broche. Ofereça-se para levá-lo a Mrs. Straus. Peça permissão para ir ao Depósito de Carga, ele não deixará. Quando ele sair clique no painel de chaves e pegue a chave com o chaveiro em forma de losângulo. Saia da Sala e vá à direção à proa.
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25) Para chegar à proa vá pelo Deque A e desça a escada para o Deque B. Desça a escada que está no meio do Deque B. Antes de subir a escada que irá dar na proa, vire para a direita e vá à direção do Depósito de Carga. Entre na porta. Agora você está no Castelo de Proa. Entre na única porta a direita que está disponível. Esta é à entrada do Depósito de Carga. Há um marinheiro cuidando dela. Ele lhe dirá que não pode entrar mas ai ele vê que você tem a chave e deixa você entrar.
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26) Dentro do Depósito de Carga você verá pintado no chão uns quadrados que indicam o local das portas dos depósitos. Vá até o terceiro quadrado pintado no chão e entra na porta à direita. Você verá dentro do Depósito de Carga um calhambeque. (Se não encontrar, procure nas outras portas). Clique no calhambeque e depois clique nos faróis. Eles irão acender. Vire-se para trás e você verá o caixote endereçado a Lemke & Buechner, abra-o. Dentro deve haver uma pintura. Pegue-a. Caso você chegue aqui e a pintura não esteja é por que o espião chegou antes de você e conseguiu pegá-la. Tudo bem não há do que temer. Agora vá falar com Penny Pringle no Deque F, cabine F-34 e fale sobre a pintura.
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(continua...)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

SOLUÇÃO DO JOGO TITANIC ADVENTURE - PARTE I

TITANIC - ADVENTURE OUT OF TIME
1996 – Cyberflix Inc.
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Uma corrida para mudar os eventos a bordo de um navio e a história.
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A história começa na Londres de 1942, durante os terríveis dias da Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo que a blitzkrieg nazista devasta tudo e todos, outra batalha se desenrola dentro de você, um agente secreto cuja carreira foi destruída pelos eventos vividos a bordo do RMS Titanic, há 30 anos. Uma violenta e súbita catálise o atira rumo ao passado, mais precisamente à noite de 14 de abril de 1912, a noite da catástrofe. Você foi incumbido de recuperar um livro roubado, mas acaba entrando num jogo de interesses muito mais importantes. O seu êxito pode mudar o futuro – evitar a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa ou a Segunda Guerra Mundial. O seu fracasso pode derramar ainda mais sangue do século XX. Será um sonho? Lembranças? Uma segunda chance? No Titanic: Adventure Out of Time (Uma Aventura Suspensa no Tempo) você descobrirá.
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Intriga e aventura o esperam a bordo do Titanic, o mais famoso transatlântico da história. Como um agente secreto britânico, cabe a você mudar o curso da história à medida que explora o navio mais luxuoso do mundo em todo seu esplendor e originalidade. Embarque em uma surpreendente reconstrução em três dimensões deste fabuloso navio e conheça a alta sociedade do começo do século, enquanto procura por pistas e resolve mistérios. Na noite de 14 de abril de 1912, você entrará em uma corrida contra o tempo cujas conseqüências irão determinar não só s sua sobrevivência, mas também o destino das nações.
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O esquema para a conclusão do jogo será dividido em 4 partes, cada parte contendo o total de 13 dicas. Espero que assim possam aproveitar as belíssimas imagens gráficas do jogo, além é claro da história.
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01) Você começa o jogo no seu quarto. Vasculhe todo o quarto para obter informações. Olhe tudo mesmo, a maquete, o livro em cima da lareira, a escrivaninha. Não dê atenção à senhora que bate na porta. Quando você terminar de olhar o quarto, uma bomba cai no prédio e você é transportado no tempo para 1912 a bordo do RMS Titanic. Você agora está em sua cabine C-73 no Deque C do TITANIC. Alguém está batendo na porta, vá atender. É seu mordomo Smethells. Obtenha algumas informações com ele. Ele lhe entregará um bilhete de Penny Pringle pedindo para você ir ao Ginásio. Smethells lhe entregará os Mapas dos Deques. As áreas em vermelho são os locais onde você pode ir diretamente apenas clicando sobre ela, o resto dos lugares terá que ir a pé. Sempre salve o seu jogo, pois caso erre é só ler o jogo salvo novamente. Se você não tiver o costume de salvar, poderá ter que refazer tudo de novo, no caso de erro.
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02) Antes de ir ao Ginásio, pegue sua bolsa que está sobre a cama e o relógio que está na escrivaninha perto da pia. Olhe a gaveta da escrivaninha, tem um bilhete da Georgia Lambeth. Dentro da bolsa você encontrará uma chave. Esta chave é do baú que está em seu quarto, abra-o. Coloque a saída de som no megafone e clique na manivela, escute a mensagem. Investigue as gavetas internas do baú. Em uma das gavetas há um envelope com informações, em outra está o decodificador de mensagens e em outra há outro rolo de som para você escutar na vitrola.
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03) Vá a Grande Escadaria no Deque dos Botes e vá ao Ginásio encontrar Penny Pringle. No Ginásio ela lhe informará sobre sua missão. Antes de sair treine alguns socos no saco, você vai precisar mais tarde.
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04) Vá ao outro lado do Deque dos Botes e fale com o 3º Oficial Morrow. Se uma pessoa lhe chamar antes não dê atenção a ela, é Max Seidelmann. Você irá falar com Max Seidelmann depois. Peça ao 3º Oficial Morrow para entrar na sala de telégrafo. A seqüência certa das perguntas é:
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"The sea appears calm"
"It's a clear night, but dark"
"What uproar?"
"You don't care much for bureaucrats"
"What war was that?"
"No wonder moonless nights make you jumpy"
"Now, may I visit the wireless room?"
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Não perca tempo, entre na Sala de Telégrafo vá à mesa do rádio operador e pegue os telégrafos espetados à direita.
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05) Saia da Sala de Telégrafo e tome rumo à popa do navio. Vá conversar com Max Seidelmann, a pessoa que o chamou. Ele irá levar-lhe ao Café Parisien para falar com Coronel Zeitel, o alemão que você tem que investigar, e Willie von Haderlitz. Fale com eles, não tenha medo. Após a conversa, Max Seidelmann o convidará para ir jogar Blackjack no Salão de Fumantes, diga que não. Quando eles saírem pegue o cachimbo que ficou sobre a mesa.
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06) Não use o mapa para sair do Café Parisien. Ao sair do Café Parisien, você vai encontrar Daisy Cashmore, converse com ela. Ela pedirá para você ver quem está a bordo com o nome GCQ. Vá para o Purser´s Office. Converse com Henry e Ribeena Gorse-Jones. Eles comentam sobre o famoso fotografo americano Eric Burns que esta na cabine C-78 (se eles não aparecerem não se preocupe). Após a conversa vá ao Purser´s Office e peça para ver a lista dos passageiros. Nela você encontrará quem é a pessoa com as iniciais GQC. Munido desta informação volte a Daisy Cashmore e informe-a quem é a pessoa com as iniciais GQC, ela lhe dará um bilhete. O bilhete diz para você ir a Scotland Road para falar com Andrew Conkling, não vá agora.
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07) Agora vá a sua cabine C-73, abra o baú e a gaveta onde está o decodificador. Conecte os fios na bateria e ligue a máquina. Abra sua pasta e pegue a mensagem que você retirou na sala do telégrafo. Ajuste os dígitos da mensagem no marcador da máquina. Após isso digite a seqüência de caracteres que está na mensagem. Digite todas as letras da primeira e segunda linha. Clique após em DECODER a resposta irá aparecer. Anote-a cuidadosamente em um papel.
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08) Faça uma visita ao fotografo Eric Burns na cabine C-78, converse com ele. Quando ele voltar para a cabine, procure a sua esposa na Grande Escadaria, ela esta usando um chapéu azul. Clique nela só para chamar a atenção. Volte na cabine C-78 e avisa pra ele que a encontrou. Ele irá ao encontro dela deixando a porta aberta, entre. Dentro do quarto, apague a luz, o interruptor está logo na entrada da cabine, clique na mesa de fotografia. A luz vermelha está do seu lado esquerdo, clique para acendê-la. Na mesa tem três chapas de fotografia, abra uma a uma. Pegue a foto e coloque na bandeja 01, conte de 15 à 20 segundos, depois coloque na bandeja 02 e conte novamente de 15 à 20 segundos. Uma dica é observar a foto escurecer, ela escurece em três etapas em cada bandeja, troque da bandeja 01 para 02 na terceira etapa de escurecimento, Já na bandeja 02 ao escurecer totalmente, é só clicar que ela irá automaticamente para o pregador, onde irá secar. Repita todo o processo com as outras duas chapas restantes. Terminado o processo, acenda a luz e recolha as três fotos para a sua bolsa. Saia logo em seguida.
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09) Vá até a Grande Escadaria e fale com Leland Sachem Trask um senhor de terno bege e bigode. Mostre a ele o cachimbo que você conseguiu. Ele pedirá para você ir aos Banhos Turcos. Vá logo.
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10) Ligue a fonte que está à esquerda de quem entra nos Banhos Turcos. Clique na torneira, começará a sair água. Agora vá até o espelho que tem no fundo da sala e clique nele. Aparecerá uma mensagem deixada por Coronel Zeitel. Anote-a.
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11) Vá para a Escadaria da Segunda Classe, no Deque E, converse com o Reverendo Edgar Trout. Ele dará a você um cartão de reza.
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12) Vá para a Scotland Road. Procure Andrew Conkling na AFT Scotland Road. Ele lhe falará sobre uma trama que há a bordo referente a um bebê e R$ 5.000. Pedirá também para você ir falar com as duas pessoas que estão no Castelo de Popa.
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13) Suba até o Deque dos Botes e vá à direção da Popa, fale com Georgia Lambeth. Ela lhe dará um colar de diamantes falso. Converse com ela novamente no Deque A em direção a popa. Após falar com Georgia você pode ir falar com Jack Hacker e Shailagh Hacker na popa.
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(continua...)

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

FALTA DE PREPARO?

Isolados no fundo do navio e em muitos casos sem entender o inglês, os passageiros menos abonados ficaram à mercê da sorte, enquanto no convés as mulheres e os filhos dos ricos e famosos embarcavam ao som da orquestra, que não parou de tocar até o último momento. A barreira da língua foi causa de pânico para Karla Petersen (não encontrei o nome na relação dos sobreviventes), uma jovem imigrante dinamarquesa de 19 anos, que viu o pai e o irmão se afogarem diante seus olhos. “Eu não entendia nada do que era dito nos corredores ou nos alto falantes”. Quando cheguei ao convés e ouvi “mulheres e crianças primeiro”, num idioma que reconheci, corri para o último dos botes, em meio à balbúrdia que se instaurou. Só percebi o impacto da catástrofe quando fui resgatada. “Ruth Becker Blanchard, que tinha 13 anos na data, lembra que os funcionários da White Star Line diziam que havia um problema a ser consertado e por isso os passageiros estavam sendo obrigados a desembarcar, momentaneamente”. “As pessoas nos conveses esperaram até o último minuto antes de se atirarem na água”, recorda-se. Ela mesma se perdeu da família ao buscar cobertores, mas acabou sendo embarcada em outro bote. Edwina Mackenzie, então com 27 anos, também se recorda da desinformação que tomou conta dos corredores. “Enquanto uns diziam que não era nada e o melhor era retomar a cama, outros pediam que rezássemos e corrêssemos para os botes.” A dinamarquesa Karla Petersen logo percebeu o engodo ao notar os mastros inclinados. “Não podia ser uma simulação de acidente, como nos informaram”, relembra. O horror das cerca de 700 pessoas dentro dos botes não terminaria no momento do embarque: os gritos de desespero dos que ficaram a bordo e se jogavam ao mar aumentavam o desespero geral. Eva Hart, então uma menina de sete anos - ela morreu em 1996, com 91 anos de idade, nunca conseguiu esquecer os gritos dos afogados. “É um som horrível. Como estava escuro, não conseguíamos ver nada, mas ouvíamos as pessoas se afogando. O barulho do Titanic afundando era ensurdecedor.” Depois, o horror tomou forma do silêncio sepulcral quando o navio terminara de ser tragado pelas águas negras e os que estavam na água aos poucos agonizavam de frio, sem voz para gritar.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

HOMENS AO MAR

Enquanto boa parte das mulheres e crianças encontravam-se sãs e salvas nos limitados botes, o cavalheirismo vigente dizimou quase toda a tripulação masculina do Titanic. O diretor da White Star Line, Bruce Ismay, usou de sua posição para embarcar num dos últimos botes salva-vidas. Essa atitude levou-o à desgraça: sua sobrevivência foi considerada obscena, à luz do número de mulheres e crianças que não conseguiram vaga nos botes. Além de Ismay, cerca de 25% dos membros da tripulação conseguiram escapar, em comparação com os 16% dos passageiros.
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Pelo relato do médico Washington Dodge (post do dia 18/10/2005), um sobrevivente entrevistado dias depois da tragédia pelos jornais, muitos tripulantes abriram fogo contra homens da terceira classe que insistiam em embarcar nos botes reservados à primeira classe.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

ESPECIAL OS ÚLTIMOS MISTÉRIOS - OS DESTROÇOS

A TRAGÉDIA DO TITANIC - OS DESTROÇOS
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Durante 73 anos, não foi possível determinar exatamente onde o Titanic havia afundado, para não falar da posição exata dos destroços. Sabia-se vagamente que o acidente teria ocorrido a 380 quilômetros de Newfoundland. As primeiras expedições foram enviadas em 1963, mas a maioria fracassou por falta de financiamento. A uma profundidade de quase 4 mil metros, o trabalho só seria possível com submarinos especiais, o que tornava a busca extremamente cara. Em 1980, o oceanógrafo Robert Ballard convenceu a marinha americana a desenvolver um sistema de busca subaquático, em parceria com seu instituto. Cinco anos depois, eles finalmente estavam prontos.
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Na noite de 1º de setembro de 1985, a tela de um submarino não-tripulado mostrou as primeiras imagens dos destroços do Titanic. Usando a sonda Argo, rebocada através do solo do oceano por um cabo, foram tiradas cerca de 20 mil fotografias em quatro dias: imagens tênues de caldeiras, chapas de aço, louças e sapatos. As fotos, que foram impressas em todo o mundo como a primeira prova documental do naufrágio do Titanic, confirmaram a teoria: o enorme corpo do navio havia realmente se rompido em duas partes. Enquanto a proa estava relativamente bem preservada, a popa parecia ter sido severamente danificada ao bater no solo do oceano. Os destroços estavam esparramados ao longo de 600 metros, separando a proa da popa.
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Temendo pilhagens, a equipe da expedição inicialmente manteve a posição exata dos destroços em segredo. Um ano depois, Ballard e dois colegas exploraram os restos do gigante do oceano em um submarino especial para grandes profundidades. Nos arredores escuros do naufrágio, o pequeno submarino mergulhou ao redor dos destroços. A equipe promoveu um total de onze missões submarinas, com duração de quatro horas cada. A essa famosa expedição, logo se juntaram outros pesquisadores, cujo objetivo maior não era apenas examinar as ruínas do navio: muitos objetos valiosos que pertenciam aos passageiros do Titanic foram recuperados. Hoje em dia, qualquer pessoa pode literalmente passear de submarino até o naufrágio, pagando a módica quantia de 30 mil euros pelo privilégio.
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© Discovery Channel