quarta-feira, fevereiro 17, 2010

TITANIC A LENDA - NARRAÇÃO - PARTE IV


Um dos documentários mais famosos sobre o RMS Titanic é com certeza o Titanic – A Lenda (Titanic: Birth of a Legend, produzida pela Discovery Channel em 2005). Portanto colocaremos aqui a narração deste documentário, em homenagem aos meus amigos e oficiais Aislan e Amaury, que são fãs de carteirinha. A narração será dividida em 6 partes. Você também poderá baixar o documentário que já está disponível na comunidade no Orkut. Boa leitura...

NARRADOR: 31 de maio de 1911 – Sete meses após o lançamento do Olympic, chegou a vez do Titanic, uma ultima inspeção foi feita por Pierre e por Ismay. Mesmo sem os motores e acabamento, o casco pesava 22 mil toneladas. As escoras de madeiras foram retiradas e todo o peso do navio descansou sobre os trilhos. Na plataforma de lançamento estava o Capitão Edward J. Smith que iria comanda tanto o Olympic como o Titanic. Há dez minutos do lançamento uma bandeira vermelha foi içada para afastar qualquer outra embarcação das proximidades. O Titanic estava apoiado nos trilhos da rampa totalmente recoberto com 20 toneladas de sabão liquido e óleo de trem, somente dois gatilhos hidráulicos o seguravam. Não haveria champanhe e nem cerimônia de batismo para o Titanic, esse não era um procedimento da White Star, um simples comando bastava.

Ao entrar na água o navio já se deslocava a 22 km por hora. Somente as correntes de arrasto atrás dele pesando 150 toneladas poderia detê-lo. Em apenas 62 segundos o Titanic estava no mar. O Titanic ainda era um casco vazio esperando que carpinteiros engenheiros e pintores o transformassem no orgulho da White Star. Chaminés e caldeiras, piso, iluminação, móveis, objetos de decoração e quadros, tudo deveria ser colocado no lugar para dar vida ao maior navio de passageiros do mundo. Âncoras e postes de ancoragem foram trazidos da Inglaterra e da Escócia, assim como guinchos para botes, pias e banheiras, mas era a própria fundição do estaleiros que produzia as maiores peças e equipamentos para os motores e turbinas que seriam colocadas no interiores do navio. Artistas contratados, alguns trazidos da Itália iriam produzir todos os finos detalhes e painéis trabalhando para a decoração e interior do navio. Naquele ano também seria escolhido o grupo de segurança do navio, os 8 funcionários que ganhariam um lugar na viagem inaugural. Muitos sequer haviam saído de Belfast, os Estados Unidos era algo inimaginável.

Os trabalhos do Titanic seguiam dentro do prazo, mas a tensão crescia no estaleiro. A Irlanda estava a caminho de uma crise política, os Unionistas estavam determinados a resistir a independência da Irlanda, a força se necessário, havia tensão no ar. Somente no Titanic o mundo real parecia distante, a visão de Pierre estava ganhando vida. Para os construtores o Titanic tinha se tornado o navio dos seus sonhos, mas então o desastre; o Olympic ficou seriamente danificado em uma colisão com o cruzador naval HMS Hawke, a proa brindada do cruzador fez uma abertura de 3 metros na lateral do Olympic. Houve danos em 11 placas de aço e no sistema de propulsão. O impacto foi sentindo em Belfast, onde o Titanic estava quase pronto. A preocupação agora era que o imenso tamanho dos navios dificultasse as manobras seguras, mas os construtores do Titanic sabiam como lidar com a impressa. Muitos se falavam das portas estanques, um projeto que a Harland & Wolff havia copiado de um concorrente alemão, mas o que não se podia negar é que elas tinham funcionado. Com as portas automáticas fechadas o Olympic manteve-se na superfície mesmo com 2 compartimentos totalmente alagados. O capitão Smith havia afirmado exatamente isto. Praticamente insubmergível, foi o termo usado para divulgar o Titanic. Para muita gente significava apenas que ele era seguro. O fato de um navio irmão ter resistido a colisão com o cruzador, apenas reforçava esta impressão. Mas com isto o prazo de conclusão do Titanic foi comprometido. Ele cedeu seu lugar na doca seca para a realização de reparos no Olympic. O Titanic também cedeu a haste da hélice de popa para substituir a peça danificada no navio irmão. Com relutância Lord Pierre adiou a data da viagem inaugural do Titanic para abril de 1912, seria uma decisão fatal, nesta época haveria muito mais iceberg no caminho do navio.


Continua...

3 comentários:

Luiz Felipe disse...

esse doc eh MARA *-*
adorei o texto

:)

Victor disse...

nossa pura emoção nesse dia - ver o lançamento do maior navio :)

Daniel disse...

QUE EMOÇÃO *-*