domingo, abril 15, 2007

15 DE ABRIL DE 1912


00:00
- O Capitão chega à ponte onde recebe o relatório do acontecido. É ordenada parada total dos motores. A sala dos correios, 24 pés acima da quilha esta sendo alagada. As caldeiras são fechadas e o excesso de vapor escapa por válvulas de segurança no topo das chaminés.
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00:05 - O Capitão chama Andrews e ambos descem os conveses inferiores para verificar os danos. Não demora para Andrews perceber que a grande extensão dos danos condenou seu navio à morte e que logo este estaria sob as águas. Andrews calcula que restam apenas uma a uma hora e meia antes do fim. Este cálculo se baseia no fato de que com 5 compartimentos alagados, logo a água começará a transbordar por cima das anteparas alagando os compartimentos seguintes. É ordenado à engenharia "devagar à ré" com os motores. A quadra de squash, 9,7 metros acima da quilha começa a alagar. O capitão ordena ao oficial chefe Wilde que os botes salva vidas sejam descobertos e preparados.
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00:15 - O Capitão Smith ordena a Phillips que inicie o envio de pedidos de socorro. Este o faz inicialmente com o sinal padrão de socorro da época, CQD, seguido pelo código do Titanic, MGY, e pela localização estimada do navio, 41º 46'N e 50º 14'W. Os botes salva-vidas começam a ser preparados, e os passageiros são ordenados a irem para os conveses externos com coletes salva-vidas. A banda começa a tocar musicas alegres de ragtime na sala de estar da primeira classe do convés A, se dirigindo posteriormente ao convés de barcos, próximo à entrada de bombordo da grande escadaria.
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00:18 - O vapor alemão Frankfort é o primeiro navio a responder aos pedidos de socorro, seguido pelo canadense Mt Temple, pelo Virginian e pelo russo Burma.
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00:20 - São dadas ordens para os passageiros começarem a entrar nos botes salva-vidas.
O Titanic começa a apresentar uma inclinação e sua proa inicia seu mergulho na água gelada.
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00:25 - O S.S. Carpathia, que se dirigia de Nova Iorque a Liverpool, é finalmente contactado a 94 km de distância. Arthur H. Rostron, capitão do Carpathia, imediatamente altera seu curso e ruma a máxima velocidade para o Titanic. Sua velocidade máxima de 17,5 nós permite que ele chegue ao local apenas 4 horas após receber o pedido de socorro. Os botes salva-vidas começam a ser baixados sob grande desorganização devido ao alto ruído do vapor das caldeiras sendo liberado. Lightoller, segue fielmente as ordens de embarcar apenas mulheres e crianças, enquanto que Murdoch permite que, após todas a mulheres e crianças sozinhas terem embarcado, casais embarquem seguidos por homens solteiros.
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00:34 - O Frankfort avisa que está a 241 km de distância. O Olympic, irmão gêmeo do Titanic é contactado a 805 km de distância.
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00:45 - Bride sugere a Phillips que este mude para o novo sinal de socorro, S.O.S., sendo esta a segunda vez que este sinal foi utilizado. Na ponte, a visão de luzes de outro navio no horizonte faz com que o quarto oficial Joseph G. Boxhall, inicie o lançamento de foguetes de sinalização na esperança que algum o navio próximo os veja. Os foguetes continuam a ser lançados até 1:45 num total de oito. A luz de sinalização do Titanic também é acionada. O navio visto chega a se aproximar do Titanic o suficiente para que suas luzes de navegação sejam vistas. Em seguida ele muda de curso e se afasta. O primeiro bote salva-vidas (nº 7, estibordo) é descido com apenas 27 pessoas. A falta de treinamento e conhecimento da tripulação faz com que estes temam que, se os botes forem descidos cheios, eles possam virar. O bote nº 4, bombordo, começa a ser carregado.
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00:55 - O bote nº 6, bombordo é descido com 28 pessoas a bordo, incluindo Molly Brown e o Major Peuchen. O bote nº5, estibordo, é descido com apenas 41 pessoas. O quinto oficial Lowe ordena que J. B. Ismay se afaste pois este esta atrapalhando seu trabalho.
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01:00 - O bote salva-vidas nº 3, estibordo, desce com 32 pessoas, sendo 11 tripulantes. Este foi o 4º bote a ser descido.
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01:10 - O bote de emergência nº 1, estibordo, desce com somente 12 pessoas incluindo Sir Cosmo e Lady Duff Gordon e 7 tripulantes. Este foi o 5º bote a ser descido. O bote nº8 de bombordo é descido com 39 pessoas.
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01:15 - A inclinação do convés fica maior. São dadas ordens para que os botes salva-vidas sejam descidos mais cheios. Thomas Andrews exerce importante papel ajudando a descer os botes e fazendo com que eles sejam devidamente cheios. A água já atinge o nome do Titanic pintado na proa. O Titanic começa a de inclinar para bombordo.
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01:20 - O bote nº 10 desce com 47 pessoas. Uma forte inclinação para estibordo é notada.
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01:25 - O bote nº 16 de bombordo é descido com 42 pessoas. Desce o bote nº 14 com 60 pessoas a bordo, incluindo o quinto oficial Lowe, o qual é forçado a disparar três tiros para o ar a fim de evitar que outros passageiros pulem no bote já cheio.
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01:30 - O pânico começa a se formar entre o passageiros ainda a bordo. Os pedidos de socorro começam a indicar sinais de desespero como “estamos afundando rápido" e "mulheres e crianças nos botes. Não podemos durar muito mais". Ben Guggenheim e seu criado colocam suas roupas de noite sob o argumento de que "Nós nos vestimos com nossa melhor roupa e estamos preparados para afundar como cavalheiros". Descem os botes nº 9 e 12.
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01:35 - Desce o bote nº 11.
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01:40 - A maioria dos botes à vante já foram descidos, os passageiros buscam os botes à ré. O bote desmontável C desce com 32 pessoas, incluindo J. Bruce Ismay, sendo este o último bote de estibordo a ser descido. O bote de estibordo nº 13 desce com 54 pessoas, principalmente da segunda e terceira classe. Logo após é descido o nº 15 com 57 pessoas. Este bote quase colide com o nº 13 que estava diretamente abaixo. É lançado o ultimo foguete sem que se consiga contato com o navio visto.
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01:45 - O bote de emergência nº 2 desce com 20 pessoas. Este foi o 15º bote a ser descido. As ultimas palavras ouvidas do Titanic pelo Carpathia "sala de maquinas e caldeiras alagadas".
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01:50 - O bote salva-vidas nº 4 desce com 34 pessoas. Este foi o 16º bote a ser descido. J.J. Astor é proibido de entrar junto com sua esposa.
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02:00 - A água já está a 3 metros abaixo do convés A. O chefe da banda, Wallace Henry Hartley, começa a tocar “Mais perto de Ti Senhor", o qual ele dizia que seria o hino de seu funeral. Para manter o controle durante o lançamento do desmontável D, Lightoller agita sua pistola no ar (possivelmente atira) e os membros da tripulação formam um circulo ao seu redor para garantir que somente mulheres e crianças entrem neste bote.
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02:05 - Desce o desmontável D com 44 pessoas, o último bote salva-vidas a ser descido. A inclinação do navio fica maior e a água já atinge o convés A. Aproximadamente 1.500 pessoas ainda estão a bordo. O castelo de proa esta totalmente submerso e a inclinação dos conveses fica maior. O Capitão Smith libera Phillips e Bride de suas funções dizendo que "Homens, vocês fizeram tudo que podiam. Vocês não podem fazer mais nada. Abandonem sua cabine. Agora é cada homem por si mesmo.". Phillips continua a enviar pedidos de socorro por mais alguns minutos. Ao caminhar para a ponte, ele repete para vários tripulante que "é cada homem por si mesmo". Possivelmente seus últimos pensamentos forma sobre sua Eleanor e sua filha Helen. A banda toca "Outono".
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02:10 - Phillips envia o último pedido de socorro. Thomas Andrews é visto sozinho na sala de fumantes da primeira classe olhando o vazio.
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02:15 - A ponte mergulha na água que começa a tomar o convés de botes. O movimento para frente do Titanic gera ondas que varrem o convés. Uma delas joga Murdoch dentro da água onde ele vem a morrer afogado ou esmagado pelo chaminé 1 que cai logo em seguida. (esta versão difere do suicídio)
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02:17 - A popa está completamente fora d'água, e a forte inclinação faz com que o primeiro chaminé caia para frente, matando muitas pessoas que se encontravam na água. O bote desmontável B é carregado para fora pela água. A proa mergulha em direção ao fundo enquanto centenas de passageiros da 2ª e 3ª classe ouvem o padre Thomas Byles reunidos no final do convés de botes. Muitos passageiros e tripulantes pulam para fora do Titanic. O desmontável A flutua livre para fora com o fundo virado para cima e perigosamente sobre lotado. Lowe no bote 14 os resgata antes do amanhecer, embora possivelmente metade das pessoas a bordo tenha morrido durante a noite e caído na água. A banda para de tocar
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02:18 - As luzes piscam e se apagam definitivamente. Um grande barulho é ouvido enquanto os objetos soltos do interior do navio caem em direção à proa. A grande tensão no casco quebra o Titanic em dois. A popa retorna a sua posição horizontal e , puxada pela proa, sobe rapidamente no ar até ficar completamente perpendicular.
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02:20 - A inclinação da popa diminui conforme o Titanic desaparece sob as águas do Atlântico Norte. Muitas pessoas ainda se mantém vivas boiando na superfície, seus gritos de angustia diminuindo lentamente até se transformarem em um longo e contínuo canto de lamentação. Misericordiosamente em pouco menos de 10 minutos a morte por congelamento os atinge, poupando-os do afogamento. Após unir os botes 4,10, 11 e o desmontável C e passar os sobreviventes do bote 14 para estes outros, o quinto oficial Harold Lowe retorna para procurar por sobreviventes. Mas chega tarde e somente três pessoas são encontradas ainda vivas, Jack Stewart, camareiro, William F. Hoyt, da primeira classe e um homem japonês da terceira classe. William F. Hoyt viria a falecer em seguida. Mais tarde o bote nº 12 é sobrecarregado com 70 pessoas provenientes de outros botes.
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03:30 - Os foguetes de sinalização do Carpathia são vistos pelos botes salva-vidas.
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04:10 - O primeiro salva-vidas, o nº 2, chega ao Carpathia. Gelo e destroços se misturam na água no local do naufrágio.
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05:30 - Após ser avisado pelo Frankfurt do desastre, o Californian se dirige para o local onde chegará três horas após.
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05:30 - 06:30 - Os sobreviventes do desmontável A são resgatados pelo bote 14, e os do desmontável B pelos botes 4 e 12.
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08:30 - O último bote salva-vidas (nº 12) é pego. Lightoller é o último sobrevivente a entrar no Carpathia. O Californian chega próximo ao Carpathia, e se dirige para o local do naufrágio para procurar por mais sobreviventes, mas não há mais ninguém a ser salvo.
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08:50 - O Carpathia parte para Nova Iorque com 705 sobreviventes. é estimado que 1523 pessoas perderam a vida na tragédia. Pelo telegrafo do Carpathia, J. B. Ismay envia a seguinte mensagem para os escritórios da White Star em Nova Iorque: "Com profundo pesar aviso-os que o Titanic afundou esta manhã após colidir com iceberg, resultando em séria perda de vidas. Mais detalhes depois."

sábado, abril 14, 2007

14 DE ABRIL DE 1912


9:00 - A primeira mensagem relatando a presença de gelo é recebida pelo Titanic proveniente do S.S. Caronia notificando a presença de campos de gelo em 42º N, de 49º a 51º W, avistados em 12 de Abril.
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10:30 - A missa dominical é realizada no salão de jantar da primeira classe.
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11:40 - O vapor holandês Noordam relata a presença de muito gelo aproximadamente na mesma posição da relatada pelo Caronia.
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12:00 - Na ponte de navegação é medida a posição do navio com o sextante, e registrada a distância percorrida 546 milhas (878,6 km) desde o meio dia de sábado.
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13:42 - S.S. Baltic envia a terceira mensagem recebida pelo Titanic avisando sobre icebergs e grande quantidade de gelo em 41º51' N e 49º52'W, 402.3 km à frente do Titanic. O Capitão Smith passa a mensagem para Ismay, o qual a guarda. Posteriormente ele a mostraria para alguns passageiros.
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13:45 - S.S. Amerika, da Alemanha, é o navio mais próximo de Cape Race, Newfoundland, envia a quarta mensagem recebida. Talvez a mensagem mais importante recebida, ela relatava a presença de dois grandes icebergs em 41º 27'W e 50º 8'W, observados no mesmo dia. Esta mensagem nunca chegou à ponte de comando, possivelmente Jack Phillips, operador do telegrafo do Titanic, não teve tempo para enviá-la ao capitão pois o aparelho de telegrafo quebrou pouco após o recebimento desta mensagem, tendo Phillips e Bride, seu substituto, passado grande parte do dia consertando o aparelho.
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17:50 - O Capitão Smith altera o curso do Titanic um pouco para sudoeste, talvez para evitar a presença de gelo.
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18:00 - O segundo oficial Lightoller substitui o oficial chefe Wilde na ponte.
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19:15 - O primeiro oficial Murdoch ordena o fechamento da escotilha do castelo de proa para que a luminosidade de dentro não interfira com os vigias no cesto da gávea.
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19:30 - Chega à quinta mensagem, transmitida do S.S. Californian para o S.S. Antillian reportando a presença de três grandes icebergs ao sul de sua posição em 42º 3'N e 49º 9'W, aproximadamente 80 km à frente do Titanic. A temperatura do ar é registrada como 0,5º C, 6 graus a menos que a registrada as 17:30.
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20:40 - O segundo oficial Lightoller ordena um vistoria no suprimento de água fresca, uma vês que a água do mar está próxima da temperatura de congelamento (da água doce).
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20:55 - O capitão se retira após o jantar e vai até a ponte onde comenta como oficial de guarda, segundo oficial Lightoller, sobre o tempo calmo e a noite clara apesar da falta da lua, assim como a visibilidade de icebergs durante ume noite sem luar. O Titanic faz 22 nós com 24 de suas 29 caldeiras ativadas.
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21:20 - O Capitão se retira para seu quarto, dando ordens para ser acordado se algo acontecer..
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21:30 - Lightoller manda os vigias no cesto da gávea ficarem alertas para icebergs até a manhã.
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21:40 - A sexta mensagem é recebida pelo Titanic proveniente do S.S. Mesaba relatando grande quantidade de gelo e grandes icebergs de 41º N a 41º 25'N e de 49º W a 50º 30'W, nas proximidades do Titanic. Novamente esta mensagem não chegou até a ponte. Supõe-se que Phillips estava muito ocupado trocando mensagens de passageiros com Cape Race para poder deixar a sala de telegrafo e levar a mensagem até a ponte. No total, seis mensagens alertam o Titanic da presença de um grande campo de gelo diretamente à frente.
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22:00 - O primeiro oficial William Murdoch assume a guarda, dispensando Lightoller. É feita a troca de vigias. Os que entram são informados que devem ficar atentos a icebergs. A temperatura do ar é agora de 0º C. o céu está sem nuvens e claro.
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22:30 - A temperatura do mar é agora de -2º C
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22:55 - O S.S.Californian, parado em um campo de gelo ao norte do Titanic envia a última mensagem recebida pelo Titanic. Phillips, operador de telegrafo do Titanic corta a mensagem do Californian, avisando que estava em contato com Cape Race. O operador do Californian continua a ouvir as mensagens do Titanic até as 23:30.
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23:30 - O único operador de telegrafo do S.S. Californian, terminando seu serviço do dia, desliga seu equipamento e vai para a cama como de costume. Frederick Fleet e Reginald Lee, vigias da noite, assumem seus postos para observar o mar à frente e avisar a ponte de qualquer perigo iminente. Sem binóculos, eles se esforçam para poder visualizar qualquer perigo à frente quando eles notam uma indistinta cerração aparecendo diretamente à frente
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23:40 - Inesperadamente Fleet, observa uma grande forma escura indistinta elevando-se 18 metros acima da superfície e que ele reconhece como sendo a ponta de um iceberg a aproximadamente 460 metros diretamente à frente, e rapidamente toca o sino de aviso três vezes e imediatamente avisa a ponte, "iceberg diretamente à frente". O sexto oficial Moody na ponta recebe a mensagem e imediatamente a passa para Murdoch o qual ordena tudo a estibordo no timão enquanto pelo telegrafo de bordo ordena a parada seguida de reversão total dos motores. Irá levar ainda alguns segundos para o imenso navio iniciar sua curva à esquerda. Infelizmente, devido aos poucos testes realizados com o navio, não se sabia quanto tempo, nem qual a distancia necessária para que ele realizasse tal manobra. Após a proa virar dois pontos (10 graus), o iceberg atinge o navio diretamente a estibordo gerando um tremor sentido por todo o navio. Murdoch imediatamente fecha as portas à prova d'água a baixo da linha d'água fechando os compartimentos estanques e prendendo para sempre muitos trabalhadores no interior do Titanic. A 22 nós, a colisão dura apenas 10 segundos, mas o suficiente para a colisão causar sérios danos estruturais ao casco. No total foram apenas 32 segundos entre o avistamento e final da colisão O impacto é notado por vários passageiros como um tremor seguido por um rangido metálico.
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23:41 - O Capitão chega à ponte onde recebe o relatório do acontecido. É ordenada parada total dos motores.
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23:50 - 10 minutos após a colisão a água já atinge 4 metros acima da quilha e inunda completamente todos os compartimentos danificados à exceção da casa de caldeiras número 5. O iceberg havia danificado o casco cerca de 3 metros acima da quilha e por uma distancia de aproximadamente 92 metros. A água entra rapidamente pelo porão de vante, pelos porões de carga 1, 2 e 3, e pelas salas de caldeiras 5 e 6, a qual apresenta 8 pés de água. Os motores são colocados em "à frente devagar".

sexta-feira, abril 13, 2007

13 DE ABRIL DE 1912


O Titanic percorre 835 km com tempo claro e limpo, mas avisos sobre gelo, comuns nesta época, são recebidos. Os passageiros reportam o mínimo de barulho ou vibrações no navio.
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10:30 - Aviso de grandes blocos de gelo é enviado pelo Rappahannock (foto) que foi danificado ao atravessar um campo de gelo.

quinta-feira, abril 12, 2007

12 DE ABRIL DE 1912


O Titanic percorre 778.75 km com tempo claro e limpo.
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Para passar o tempo alguns passageiros se divertiam dançando a o som da melhor banda do Atlântico, outros faziam apostas sobre a data de chegada do Titanic em Nova Iorque. Ismay havia dito que seria na quarta-feira pela manhã, mas alguns oficiais diziam que terça-feira a noite seria mais provável.

quarta-feira, abril 11, 2007

11 DE ABRIL DE 1912


O Capitão Smith faz alguns testes de manobrabilidade na parte da manhã.
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11:30 - O Titanic baixa âncoras no porto de Queestown, a aproximadamente 3,2 km da terra firme. No total de 113 passageiro da terceira classe e 7 da segunda classe embarcam junto com 13.485 sacos de correspondência. Sete passageiros desembarcam levando para terra firme as últimas imagens conhecidas do interior do navio.
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14:00 - Finalmente as âncoras são levantadas e o Titanic parte. O rota escolhida, entre Fasnet Light, ao sudeste da Irlanda, até Nantucket Shoals, na costa leste norte-americana, era tida com a mais segura naquela época do ano.

terça-feira, abril 10, 2007

10 DE ABRIL DE 1912


7:30 - O Capitão Edward J. Smith sobe a bordo. O Oficial chefe Wilde entrega o relatório de navegação.

8:00 - Toda a tripulação é passada em revista. É realizado um exercício com os botes salva-vidas. Infelizmente isto é feito somente em dois botes, o nº. 11 e 15 de estibordo.

9:30 - 11:00 - Trens trazendo passageiros da segunda e terceira classe chegam e os passageiros começam a embarcar.

11:30 - Chegam os trens com os passageiros da primeira classe provenientes de Londres.

12:00 - Logo após o almoço, a poderosas sirenes do Titanic são acionadas, avisando de sua eminente partida. Todos que não fazem parte da tripulação nem dos passageiros começam a desembarcar. Muitos passageiros nesta fatídica viagem deveriam estar a bordo do Oceanic e do Adriatic, mas foram transferidos para o Titanic devido à greve dos carvoeiros.

12:15 - As âncoras são levantadas e o grande navio parte das docas com a ajuda de rebocadores. Destino Cherbourg, França, seguindo então para Queenstown, Irlanda, de onde prosseguiria para Nova Iorque, com data de chegada prevista para a quarta-feira da semana seguinte, 17 de Abril, pela manha. Durante a passagem corrente a baixo pelo rio Test, já sem ajuda dos rebocadores, o deslocamento de água casado pelo Titanic rompe as seis cordas de amarração do New York fazendo sua popa ir em direção do Titanic. Uma rápida ação de sua tripulação impede a colisão por apenas 1,2 m. Isto provoca um atraso de uma hora e junto com o incidente entre o Olympic e o Hawke indica a falta de familiaridades com navios deste tamanho por aqueles que o controlam.

13:00 - O Titanic reinicia sua viagem em direção a Cherbourg

16:00 - Barcos provenientes de Paris chegam a Cherbourg, onde é anunciado o atraso na chegada do navio.

17:30 - Finalmente o Titanic chega a Cherbourg, França, a apenas 38 km de distância através do Canal da Mancha. Os passageiros começam a ser embarcados nos barcos que os levarão ao Titanic.

18:30 - O Titanic ancora no porto de Cherbourg com todas as luzes acesas, 22 passageiros embarcados em Southampton terminam aqui sua viagem. Alguma carga também é desembarcada.

20:00 - No total 274 passageiros de Cherbourg já estão a bordo, e os barcos retornam para o porto.

20:30 - Titanic levanta âncora e parte para Queenstown, Irlanda, através do Canal da Mancha e ao redor da costa sul da Inglaterra, para pegar seus últimos passageiros.

segunda-feira, abril 09, 2007

RODRIGO PILLER E SEU RELÓGIO - PARTE III

Titanic Momentos traz neste mês de abril em comemoração ao aniversário do naufrágio do RMS Titanic, o mais celebre navio da história da humanidade, outra entrevista com o nosso amigo e titânico Rodrigo Piller, que contará como foi o processo de criação do seu relógio. A entrevista foi dividida em 3 partes. Hoje colocamos a última parte. Esperamos novidades do artesão Rodrigo Piller. Espero que todos gostem da matéria. Abraços...
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Foto: Rodrigo Piller e todos os seus trabalhos relacionados ao Titanic


Rodrigo Aparecido Piller
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4642700330529664710


Ficou uma droga! Fiz tudo de novo e novamente deu errado, ficou muito escuro. Tentei a terceira vez e dessa vez deu mais certo. Depois de dar a tonalidade de madeira e envernizar pela terceira vez passei mais uma mão de tinta marrom escuro e fui limpando o excesso com um pano, o resultado disso foi como se essa tinta fosse betume. Ela impregnou nas partes mais profundas dos entalhes e deu um aspecto de envelhecido ao relógio. Envernizei tudo novamente e somando-se todas as demãos de tinta que dei foram 15, pois errei muitas vezes e cada etapa exigia 4 ou 5 demãos.
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O relógio ficou com 100 x 81 cm e deve pesar uns 12 kg. Conclui o trabalho em 31 de março de 2006 (exatamente 95 anos depois do lançamento do casco do navio ao mar, descobri isso escrevendo este texto).
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Nem a modelagem, nem as molduras e nem a pintura ficaram como réplica idêntica, mas novamente repito que não sou especialista nisso e que fiz o que deu para ser feito tendo em vista os materiais alternativos que uso.
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Usei:
* Madeira de pinus, cola quente e pregos para a estrutura
* Papel cartaz e cartolina para o revestimento da base do relógio
* Um relógio de parede (que desmontei e aproveitei o motor e ponteiros)
* Gesso para as molduras
* Papel paraná para as partes retas e para o círculo saliente do relógio
* Cola, maisena e vaselina para a massa de biscuit
* Um vidro para o visor do relógio
* Cola quente para unir as partes em papel
* Bastante tinta marrom, bege e verniz incolor (já que errei várias vezes)
* E mais cola para unir tudo...
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O custo total disso foi de 68 reais. O relógio é junto com o relógio da suíte da Rose, com o navio, a cadeira e a coleção Titânica meus maiores xodós.
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Espero que com esse e com outros depoimentos meus, vocês que tem vontade de arriscar a fazer algo se animem e partam para a luta, pois o ser humano é movido pela vontade. Vontade que se for colocada em prática é capaz de surpreender à todos...
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Espero que tenham gostado e um grande abraço a todos os meus amigos Titanicmaníacos espalhados pelo Brasil afora...
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Até mais.
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Rodrigo Aparecido Piller

sábado, abril 07, 2007

RODRIGO PILLER E SEU RELÓGIO - PARTE II

Titanic Momentos traz neste mês de abril em comemoração ao aniversário do naufrágio do RMS Titanic, o mais celebre navio da história da humanidade, outra entrevista com o nosso amigo e titânico Rodrigo Piller, que contará como foi o processo de criação do seu relógio. A entrevista foi dividida em 3 partes. Hoje trazemos a segunda parte desse projeto maravilhoso. Espero que todos gostem da matéria. Abraços...

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Quando as molduras secaram uni cada uma delas ao quadro com cola branca e fiz o acabamento nas juntas com gesso e massa acrílica. O próximo passo foi fazer as estruturas da base do círculo do relógio e o círculo também. Essas duas peças foram feitas com papelão paraná bem reforçado. Fiz o buraco na madeira na parte onde aplicaria o relógio e logo em seguida fixei o círculo e a base com cola. Fiz os acabamentos com papel de seda para disfarçar o ponto de colagem entre o papelão e a madeira revestida em papel cartaz.
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Montei o mostrador do relógio com papel e tive de fazer os números no computador e montá-los num círculo bem medido para tirar xérox de tudo para sumir com as emendas (fiz isso, pois não teria como encontrar um mostrador com as mesmas características do relógio original).
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Já havia comprado a máquina do relógio (que era de um relógio de parede) e fui cortando os ponteiros de plástico para que ficassem mais finos e parecidos com o do relógio original, finalizei os ponteiros fazendo pontas no formato de gotas como os da foto original e pintei de preto. Fiz o miolo dourado do relógio com papel laminado todo recortado. Mandei cortar o vidro numa vidraçaria e encaixei sob o círculo já pronto. Depois de tudo seco preparei 3 kg. de massa de biscuit branca e comecei a parte mais desafiadora, “a modelagem”.
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Comecei fazendo os pequenos detalhes florais da base de sustentação do relógio e logo em seguida fiz os pés das duas figuras. Fiz as cabeças inteiramente com massa e, como medida de economia de material, fiz o interior de seus corpos e pernas preenchidos com jornal, isso deu a estrutura interna necessária para ser recoberta por uma camada de massa imitando o tecido das roupas. Não fiz as roupas por inteiro e sim fui trabalhando com pequenos pedaços de massa esticada para dar o movimento do tecido, isso sempre com a foto do relógio e o filme em mãos e reparando em todos os detalhes.
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Como para mim seria difícil fazer os pequenos detalhes iguais aos do relógio resolvi não copiar e sim fazer releitura das folhagens do pé do relógio e de tudo que não pudesse fazer idêntico. Os trabalhos de modelagem demoraram dois dias.
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Depois disso veio a secagem que deve ter demorado uns três ou quatro dias (já não lembro), o próximo passo era a pintura, o que era mais um problema, pois ainda não tinha descoberto como fazer uma tonalidade de madeira que ficasse bonita. Arrisquei a começar a pintar. Pintei de marrom escuro, em seguida de bege, mais uma mão de tinta e outra e mais outra, passei cola em cima de tudo para plastificar e envernizei depois.
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(Continua...)

quinta-feira, abril 05, 2007

RODRIGO PILLER E SEU RELÓGIO - PARTE I

Titanic Momentos traz neste mês de abril em comemoração ao aniversário do naufrágio do RMS Titanic, o mais celebre navio da história da humanidade, outra entrevista com o nosso amigo e titânico Rodrigo Piller, que contará como foi o processo de criação do seu relógio. A entrevista será dividida em 3 partes. Espero que todos gostem da matéria. Abraços...


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Olá novamente amigos do Titanic Momentos.
Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos que gostaram do trabalho com a cadeira e me enviaram suas mensagens de apoio. Novamente fui convidado pelo Alencar, desta vez descreverei como foi que tive a idéia, comecei e finalizei os trabalhos do relógio da grande escadaria do Titanic, cujo nome é “A Coroação da Honra e da Glória”.
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Desde que comecei a colecionar sobre o Titanic sempre tive muita vontade de fazer objetos que pertenceram a ele, logo depois da feira de ciências de 2002, onde eu apresentei a maquete de 2,24 m. que fiz dele a febre com relação a isso só fez aumentar. Adquiri em 2005 o livro making off do filme que tem uma foto bem detalhada do relógio e foi nele que tive minha maior fonte de imagens (juntamente com o filme).
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Comecei a pensar se eu conseguiria fazer um relógio igual ou parecido com o do navio, como eu sabia que era bastante difícil o projeto não saiu do papel por mais de um ano. No começo fiz desenhos, planos e fui imaginando formas de fazê-lo. Achava que se o fizesse não ficaria nem parecido, pois achava que eu mesmo não teria capacidade de modelar tantos detalhes complexos e as duas figuras humanas.
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O preço de tudo também era visto como barreira, pois não sabia quais materiais usaria na confecção e quanto custariam. Por várias vezes visitei um vizinho de minha rua que trabalha com gesso e tentei explicar como eu queria fazer e se ele tinha alguma forma de gesso que eu poderia aplicar no relógio. Mas tendo em vista que o relógio é algo único não encontrei nada que pudesse me ajudar. Como eu já pintava quadros e possuía uma forma (feita em borracha de silicone) para fazer molduras em gesso (que esse vizinho fez para mim) imaginei que esta mesma forma podia me ajudar. Em um certo ponto já era inevitável começar. Sabia que não poderia fazer o relógio inteiro, pois ele tinha mais de 2,50 m. de altura (pegava do piso ao teto), então optei por fazer apenas a parte principal.
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Imaginei que poderia fazer toda a moldura em gesso (já que seria bobeira tentar fazer uma igual ao do relógio), os anjos em massa de biscuit, a armação toda em madeira e o restante em papelão paraná, o mesmo que usei para fazer o navio. Como todo trabalho, comecei pelo princípio. Fiz o quadro do relógio em madeira de pínus, a mesma que uso em meus quadros, fiz a base do relógio com dois quadros velhos de madeirite e para dar aspecto bem liso lixei tudo e colei duas folhas de papel cartaz por cima. Nisso eu já tinha feito as quatro molduras externas (com minha forma) e encomendado as quatro internas com meu vizinho.
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(Continua...)

quarta-feira, abril 04, 2007

CARTA DE ALFRED ROWE SERÁ LEILOADA


A carta do empresário britânico Alfred Rowe, 59 anos, estabelecido nos Estados Unidos que embarcou no Titanic e que foi testemunha de um incidente visto como uma premonição da catástrofe será leiloada em breve no Reino Unido, segundo Andrew Aldridge, da casa de leilões Henry Aldridge and Sons of Devizes, no condado de Wiltshire. A carta é única e a expectativa é de conseguir até 90 mil libras (cerca de R$ 365 mil) pelo manuscrito e outros documentos. As cartas de outros passageiros, comparou, descrevem sobretudo o luxo do transatlântico, que parecia um palácio flutuante, no entanto, a carta escrita por Alfred Rowe para sua mulher, Constance, tem um tom completamente diferente, informa hoje o jornal "The Times".

Alfred Rowe, que voltava para o seu rancho no Texas, confessou a sua mulher que teria preferido um navio menor, como o Mauretania ou o Lusitania. Ele conta sobre o efeito canal que o Titanic produziu no momento de zarpar rompendo as amarras do navio New York. Se não fosse por um rebocador que conseguiu segurar o New York, este teria feito um buraco no casco do Titanic, explica Rowe. Apesar da premonição, Rowe confessa apreciar as comodidades a bordo, como um "banho turco", que ajudou a curar um resfriado. Ao mesmo tempo, ele reclama que o navio é muito grande e é difícil se orientar a bordo.

A carta do empresário foi colocada no correio em Queenstown, cidade de Cork, na Irlanda, em 11 de abril de 1912, na sua última escala da viagem rumo à Nova Iorque. Três dias mais tarde, o navio bateu num iceberg e afundou. Rowe conseguiu nadar até um bloco de gelo, onde morreu congelado. O seu corpo foi resgatado pelo navio Mackay-Bennett e levado a Liverpool. A carta, que ocupa os dois lados de duas folhas, acaba de ser publicada pela primeira vez. Os descendentes do empresário decidiram pôr o documento à venda, com o diário de sua viúva e uma carta escrita a seu irmão.

Fonte: Site Bajoelagua

terça-feira, abril 03, 2007

ANCORADOURO 44 - A CHEGADA

Durante os dias de testes, a White Star Line esteve representada por um de seus diretores, Harold Sanderson, enquanto a Harland & Wolff designou para acompanhar o processo um grupo composto por Edward Wilding, Thomas Andrews, sobrinho de lorde Pirrie, e uma equipe de nove especialistas. De acordo com a praxe, esse grupo permaneceria a bordo do navio pelo menos durante a viagem inaugural, em disponibilidade para quaisquer ajustes ou solução de eventuais problemas. Um outro personagem importante tinha sido designado para acompanhar os testes marítimos, não como mero espectador. Foi o inspetor do Board of Trade, Francis Carruthers, a quem coube assinar o certificado oficial de navegabilidade do Titanic, sem o qual o navio não poderia transportar passageiros. Tudo resolvido, a White Star Line investiu-se na posse do navio. Sanderson e Andrews cumpriram as formalidades necessárias e providenciaram a troca de documentos. Com a tripulação a postos, o Titanic desatracou pouco depois das vinte horas, singrando o mar da Irlanda e percorrendo o trajeto até seu porto, em Southampton, onde chegou pouco antes da meia-noite do dia 3 de abril. Na viagem de pouco mais de mil quilômetros realizaram-se novos testes c averiguações, e em certo trecho o navio atingiu 23,25 nós (43,05 quilômetros por hora), a maior velocidade que jamais alcançou. Na chegada a Southampton, cinco rebocadores estavam à espera, a fim de colocá-lo bem no meio da corrente do rio, manobrando sua popa na direção do ancoradouro 44 da White Star.

O Titanic chegara!


Trecho retirado do livro:
Titanic O Naufrágio – Leo Marriott – Página 28.

segunda-feira, abril 02, 2007

MINI-BAÚ DO TITANIC

Neste mês de abril, começamos com novidades...
A mãe do nosso amigo Cristian é artesã, e neste mês de aniversário do RMS Titanic, teve a brilhante idéia de fazer um mini-baú, colocando fotos do navio em todos os lados. O custo em média é de R$ 20,00 + frete (preço para o baú da foto). O valor pode aumentar dependendo do tamanho do baú. Com relação as fotos usadas, o comprador pode indicar o que quer colocar, para tanto deverá enviar as fotos desejadas. Maiores informações, os interessados poderão acessar o perfil do nosso amigo titânico no orkut:

http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=1029797229407619128

Ahhhh, só mais uma informação, esse baú da foto já tá vendido...
É meu... hehehehe...

domingo, abril 01, 2007

FOTO GIGANTE - CASTELO DE PROA

Olá meus amigos titânicos. O Blog Titanic Momentos colocou desde 26/02/2007, fotos retiradas do livro Titanic de Leo Marriott – Editora Record. Para quem quiser adquirir o livro poderá acessar o link abaixo:
http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=63246&ST=SR

Neste mês de Abril, mês do naufrágio do mais espetacular navio de todos os tempos, o Blog Titanic Momentos, traz algumas novidades. Em breve novas fotos gigantes. Hoje será postado a última de uma série de fotos do livro.

Visão do convés do castelo de proa do Olympic, com perspectiva da ponte e uma visão do sino do navio; o do Titanic foi recuperado no local do naufrágio. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

sábado, março 31, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DE RECEPÇÃO

Olá meus amigos titânicos. O Blog Titanic Momentos irá colocar até o mês de abril, uma foto retirada do livro Titanic de Leo Marriott – Editora Record. Para quem quiser adquirir o livro poderá acessar o link abaixo:
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Sala de recepção da primeira classe do Olympic, concorrido ponto de encontro que dava acesso à sala de jantar. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

quinta-feira, março 29, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DE FUMAR

Olá meus amigos titânicos. O Blog Titanic Momentos irá colocar até o mês de abril, uma foto retirada do livro Titanic de Leo Marriott – Editora Record. Para quem quiser adquirir o livro poderá acessar o link abaixo:
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A sala de fumar do Olympic tinha painéis de mogno com incrustações de madrepérola e magníficos vitrais. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

terça-feira, março 27, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DAS PALMEIRAS

Olá meus amigos titânicos. O Blog Titanic Momentos irá colocar até o mês de abril, uma foto retirada do livro Titanic de Leo Marriott – Editora Record. Para quem quiser adquirir o livro poderá acessar o link abaixo:
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A sala das Palmeiras, na primeira classe do Olympic, cujas janelas abriam-se para o convés de passeio da popa. Daí se passava ao fumoir da primeira classe. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

domingo, março 25, 2007

FOTO GIGANTE - HÉLICES

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Os hélices central e de bombordo do Olympic. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

sexta-feira, março 23, 2007

FOTO GIGANTE - RESTAURANTE À LA CARTE

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As paredes do restaurante à la carte da primeira classe do Olympic eram revestidas de nogueira francesa com detalhes dourados. No domingo, 14 de abril, pouco antes do desastre, o capitão Smith divertia-se com a casal Widener nesse espaço do Titanic. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

quarta-feira, março 21, 2007

FOTO GIGANTE - PONTE DO OLYMPIC

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Ponte de comando do Olympic, idêntica a do Titanic. Crédito: Fr. Browne S. J. Collection, Irish Picture Library.

segunda-feira, março 19, 2007

FOTO GIGANTE - OLYMPIC E TITANIC

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Visão do Olympic, já chapeado, ao lado do Titanic, ainda cercado de andaimes. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

sábado, março 17, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DE FUMAR

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Sala de fumar da segunda classe do Olympic. Em ambos os navios, as acomodações dessa categoria rivalizavam com as de primeira classe da maioria das outras embarcações. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

quinta-feira, março 15, 2007

FOTO GIGANTE - GUINDASTES

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Um dos guindastes do Olympic utilizados para embarcar a carga. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

terça-feira, março 13, 2007

FOTO GIGANTE - ESCADARIA

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Escada da terceira classe com a sala comum, à esquerda, e a sala de fumar, à direita. Crédito: National Maritime Museum, Greenwich.

domingo, março 11, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DE LEITURA

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Sala de leitura da primeira classe do Olympic. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

sexta-feira, março 09, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DAS PALMEIRAS

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Outra visão da sala das Palmeiras, na primeira classe do Olympic, cujas janelas abriam-se para o convés de passeio da popa. Daí se passava ao fumoir da primeira classe. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

quarta-feira, março 07, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DE JANTAR

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O luxo do Titanic e dos vapores transatlânticos é lendário. Esta é a sala de jantar da primeira classe do Olympic, sei irmão gêmeo. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

segunda-feira, março 05, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DE LEITURA

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Mais uma visão da sala de leitura da primeira classe do Olympic. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

sábado, março 03, 2007

FOTO GIGANTE - CABINES

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Acomodações de primeira classe do Titanic: Quarto B-57. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

quinta-feira, março 01, 2007

FOTO GIGANTE - SALA DE ESTAR

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A sala de estar exibindo excesso de revestimento e mobiliário Luís XVI, pertecentes a uma suíte de primeira classe do Olympic. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

FOTO GIGANTE - ESCADARIA DE POPA

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Escadaria de popa da segunda classe do Olympic. Crédito: National Maritime Museum, Greenwich.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

FOTO GIGANTE - ESCADARIA DO OLYMPIC

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A escadaria da primeira classe do Olympic, com o relógio em que Honra e Glória velam o tempo. Parte do lindo teto de vidro em forma de domo também pode ser vista. Crédito: Ulster Folk and Transport: Harland & Wolff Collection.

sábado, fevereiro 24, 2007

SELOS COMEMORATIVOS - TAJAQUISTÃO

O Tajaquistão (também escrito como Tadjiquistão ou Tajiquistão) é uma ex-república soviética da Ásia Central, limitada a norte pelo Quirguistão, a leste pela China, a sul pelo Afeganistão e a oeste e norte pelo Uzbequistão. Além do território principal, inclui ainda o enclave de Voruh, no Quirguistão. Capital: Dushanbe

Logo após a sua independência, o Tadjiquistão mergulhou numa guerra civil, com várias facções, alegadamente apoiadas pela Rússia e pelo Irão, a lutar entre si. Dos mais de 400 000 russos que trabalhavam na indústria do país, apenas 25 000 não fugiram para a Rússia. Em 1997 a guerra acalmou e um governo central começou a tomar forma, tendo sido realizadas eleições pacíficas em 1999.

O Tadjiquistão é uma república, com eleições para o Presidente e o Parlamento. As últimas foram em 2005 e, como todas as anteriores, foram criticadas por observadores internacionais que as consideraram corruptas, tendo sido levantadas acusações por parte de partidos da oposição de que o Presidente Emomali Rahmonov teria manipulado o processo eleitoral.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

SELOS COMEMORATIVOS - TAJAQUISTÃO

O Tajaquistão (também escrito como Tadjiquistão ou Tajiquistão) é uma ex-república soviética da Ásia Central, limitada a norte pelo Quirguistão, a leste pela China, a sul pelo Afeganistão e a oeste e norte pelo Uzbequistão. Além do território principal, inclui ainda o enclave de Voruh, no Quirguistão. Capital: Dushanbe

Logo após a sua independência, o Tadjiquistão mergulhou numa guerra civil, com várias facções, alegadamente apoiadas pela Rússia e pelo Irão, a lutar entre si. Dos mais de 400 000 russos que trabalhavam na indústria do país, apenas 25 000 não fugiram para a Rússia. Em 1997 a guerra acalmou e um governo central começou a tomar forma, tendo sido realizadas eleições pacíficas em 1999.

O Tadjiquistão é uma república, com eleições para o Presidente e o Parlamento. As últimas foram em 2005 e, como todas as anteriores, foram criticadas por observadores internacionais que as consideraram corruptas, tendo sido levantadas acusações por parte de partidos da oposição de que o Presidente Emomali Rahmonov teria manipulado o processo eleitoral.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

SS NOMADIC NOS DIAS ATUAIS



Vídeo mostrando o SS Nomadic em Belfast, no dia 18 de julho de 2006.

O SS Nomadic foi lançado em 25 de Abril de 1911, sua quilha foi iniciada em 1910, sob o número 422, nos estaleiros da Harland and Wolff. O objetivo da sua construção era para atender aos navios RMS Olympic e RMS Titanic no transporte de passageiros e correspondências.



OBS.: Para ouvir o áudio do vídeo, desative o áudio do blog na barra no media player.

domingo, fevereiro 18, 2007

TITANIC - ANIMAÇÃO EM FLASH



Uma animação em flash bem criativa.
Retirando os erros das 3 chaminés e de Jack congelado, o resto é válido.
Abraços a todos...


OBS.:
Para ouvir o áudio do vídeo, desative o áudio do blog na barra no media player.

sábado, fevereiro 17, 2007

RODRIGO PILLER E SUA MAQUETE - PARTE IV

Titanic Momentos traz novamente com exclusividade outra entrevista com o nosso amigo e Titânico Rodrigo Piller. Desta vez o artista nato por natureza, contará o processo de criação da sua maquete. Última parte da entrevista. Espero que todos tenham gostado da matéria. Abraços...


“Mais vale a pena viver, ser chamado de louco e ser feliz fazendo-se o que ama do que entrar para as convenções que o mundo impõe e passar a vida inteira infeliz, com os olhos vendados para todo o esplendor que o mundo tem a oferecer. Viva e busque a felicidade nas menores coisas e nos maiores atos...”


Em 2006 o navio grande já estava muito empoeirado (apesar de limpá-lo algumas vezes) então resolvi fechá-lo numa vitrine para que não se estragasse.
O estopim de tudo foi quando uma criança chegou até ele e arrancou de uma só vez um dos botes salva-vidas com turco e tudo!
Arrumei madeira e madeirite e montei uma enorme caixa com 2 metros e 30 centímetros de comprimento, 61 centímetros de altura e 31 centímetros de profundidade.
Refiz o oceano e desta vez fiz de papel amassado, o qual pintei e fixei ao navio. Pintei o céu na paisagem de fundo, revesti toda a caixa com papel contact na cor de madeira e encomendei um vidro para fixar na frente da caixa.
Antes de colocá-lo na caixa ainda coloquei mais luzes e repintei toda a lateral do navio (casco), pois já estava desbotada.
Para que não desse problemas na hora de futuras manutenções tive de fazer a caixa com tampa e de modo que o vidro fosse móvel.
Dito e feito... Não passou muito tempo e aconteceu o primeiro problema: as luzes de pisca-pisca queimaram e tive de desmontar tudo para tentar resolver. Por sorte não foi muito difícil (como em vezes anteriores que aconteceu o mesmo). Na segunda vez que se queimaram (parcialmente) não foi tão fácil assim. Logo depois de desmontar e tentar resolver o problema vi que já não havia mais jeito, mas me conformei já que tinham passado-se mais de três anos sem que tivesse perca total nos frágeis e problemáticos pisca-pisca. Fechei tudo novamente e desisti de consertar.
Passado alguns dias comecei a pensar que seria um grande desperdício deixá-lo sem parte das luzes, então abri tudo novamente e fui colocar novas luzes para reforçar a iluminação. Depois de um dia inteiro de trabalho consegui o que queria: além de consertar o dano ainda pude deixá-lo mais iluminado que antes.
Se hoje em dia eu tentasse refazer o navio com certeza daria muito mais certo e ele ficaria muito mais bem feito. Digo isso, pois na época em que o construí nem o conhecia direito e as reformas apenas deram um aspecto melhor. O conhecimento que adquiri com tudo isso me faria melhorar e muito os resultados com uma nova maquete. Essa foi na verdade minha primeira aventura com relação ao Titanic, depois disso aconteceu que minha mania não parou de aumentar e junto com ela também aumentou mina coleção e aí veio o relógio da suíte de Rose em fevereiro de 2006, o relógio da grande escadaria em março do mesmo ano e meu mais novo trabalho que é a cadeira que concluí em janeiro de 2007.
A emoção e alegria que sinto em poder dividir algo que tanto amo com outras pessoas é algo indescritível. Minha vontade era de que todos que admiram essa mesma história tivessem a oportunidade de viver as mesmas alegrias que vivi até aqui. Acredito que essas pessoas tem algo de muito especial em seus corações que faz com que compreendam o que essa trágica história ensinou a toda humanidade.
Todos esses trabalhos podem ser vistos também em meu álbum do orkut e todos que se interessam sobre o assunto serão bem vindos...

Mais uma vez um abraço à todos...

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

RODRIGO PILLER E SUA MAQUETE - PARTE III

Titanic Momentos traz novamente com exclusividade outra entrevista com o nosso amigo e Titânico Rodrigo Piller. Desta vez o artista nato por natureza, contará o processo de criação da sua maquete. A entrevista será dividida em 4 partes. Espero que todos gostem da matéria. Abraços...

“Mais vale a pena viver, ser chamado de louco e ser feliz fazendo-se o que ama do que entrar para as convenções que o mundo impõe e passar a vida inteira infeliz, com os olhos vendados para todo o esplendor que o mundo tem a oferecer. Viva e busque a felicidade nas menores coisas e nos maiores atos...”


Ao terminar isso tudo (e depois de muito trabalho com lembranças, luminárias, textos de explicação, cartazes e tudo mais) fui um dia antes para o colégio montar a sala toda.
Escurecemos a sala com grossas cortinas, colamos os cartazes, colocamos tapetes e mais cortinas, as luminárias, instalamos um vídeo e uma TV e começamos a montar a mesa onde colocaríamos no dia seguinte a maquete grande e as pequenas.
No dia seguinte levei o restante dos objetos e a maquete grande, que teve de ser colocada em um suporte em cima de um carro, pois não cabia dentro. Estava garoando forte e a maquete chegou um tanto úmida, mas sem danos.
No meio do caminho um homem nos parou e queria saber se vendíamos a maquete do navio, a resposta foi não, pois sabia que antes de apresentar não podia me livrar dela.
Chegamos ao colégio e fomos finalizar.
Para simbolizar o oceano fiz um “mingau” bem encorpado de água, maisena e tinta azul e espalhei ao redor do navio e das outras maquetes, o resultado foi como se tivéssemos gasto uns 10 litros de gel para cabelo em tom azul.
Coloquei o iceberg ao lado da maquete menor em seguida a maquete dele em 45 graus, a terceira dele acabando de afundar e por último o bote lotado. Estava pronta a linha do tempo.
Era grande a expectativa e o nervosismo que se misturava com uma enorme alegria e emoção por estar fazendo algo que tanto amava.
As pessoas começaram a entrar aos poucos e conforme o tempo passava e a noticia se espalhava apareciam mais pessoas até o ponto da sala não suportar mais gente.
Todos me perguntavam como eu havia conseguido quanto havia demorado e tudo mais.
O filme estava passando na TV e muitos ficavam hipnotizados pelo clima que remetia à todos a uma história tão fascinante quanto triste. O rádio tocava a trilha do filme e o clima foi perfeito. Ao final da feira a sala lotou novamente e como não tínhamos como esvaziá-la tivemos que desligar a TV, pois ninguém queria sair de lá. Tudo finalizado a alegria era imensa, e pelos comentários o sucesso da feira era quase garantido.
Dias depois ficamos sabendo a resposta. Tínhamos ficado em 1º lugar! As premiações seriam logo em seguida, mas prêmio mesmo não veio; todos se revoltaram com isso, pois era promessa do colégio.
Eu mesmo fiquei indignado, porém o meu desejo maior era realizar a feira e isso eu já havia conseguido. Com os objetos em casa novamente arrumei uma cantinho para as maquetes e o restante eu guardei como deu. Não parei mais de procurar sobre o assunto e comecei a pensar em acrescentar mais coisas à minha maquete, colocar luzes e corrigir o que estava errado, foi o que fiz.
A primeira coisa que fiz algum tempo depois foi colocar luzes de pisca-pisca e trocar toda a lateral branca do navio substituindo por janelas vazadas e forradas com papel de seda para mostrar a claridade do interior; também fiz janelas no casco do navio e coloquei luzes dentro.
As reformas posteriores foram desde trocar o modelo dos guindastes por modelos mais parecidos à acrescentar 45 bancos de convés, 80 cadeiras de descanso, bandeiras decorativas, nova âncora e, por fim, acrescentar 80 pessoas andando pelos conveses (feitas com massa de biscuit).
A última coisa que fiz no navio foi abrir duas portas e fazer duas salas. A primeira porta fica no convés D (casco do navio) e é uma sala de estar com sofá, mesa, quadro, tapete e etc.. A segunda é no convés E, e mostra um salão mais simples com janelas, bancos, cadeiras, portas, tapete e quadros.
Esses dois lugares são tão minúsculos que não consigo fotografar com nitidez. Ao passar o tempo as maquetes pequenas estragaram-se muito. A de 107 cm foi reformada e vendida à uma amiga, a com o navio afundando foi totalmente reformada e dada a um primo que se interessou pelo assunto e as outras duas tive de jogar fora devido ao mal estado.


(continua...)

terça-feira, fevereiro 13, 2007

RODRIGO PILLER E SUA MAQUETE - PARTE II

Titanic Momentos traz novamente com exclusividade outra entrevista com o nosso amigo e Titânico Rodrigo Piller. Desta vez o artista nato por natureza, contará o processo de criação da sua maquete. A entrevista será dividida em 4 partes. Espero que todos gostem da matéria. Abraços...

“Mais vale a pena viver, ser chamado de louco e ser feliz fazendo-se o que ama do que entrar para as convenções que o mundo impõe e passar a vida inteira infeliz, com os olhos vendados para todo o esplendor que o mundo tem a oferecer. Viva e busque a felicidade nas menores coisas e nos maiores atos...”


Tendo relembrado como se fazia, parti para fazer uma maquete com 107 cm, que serviria como base quando eu fosse construir a que usaríamos na feira de ciências. Mal comecei a fazer e desanimei da idéia porque não tinha detalhes o suficiente no projeto e ainda faltava bastante até a data da feira de ciências.
Quando essa data foi definida, 23/11/2002, nós começamos a levar a sério a idéia e retomei a construção da maquete, finalizando-a algum tempo antes e também começando a fazer os outros objetos que usaria na feira. Comprei os materiais e fiz desde cartazes até luminárias de parede que usaríamos para dar um clima mais interessante a nossa feira. Faltando cerca de duas semanas para a feira comecei a construção da maquete de 2 metros e 24 centímetros de comprimento do navio.
Resolvi usar papel para fazê-la, pois não tinha como trabalhar com algo mais resistente, usei então papel paraná, um tipo de papelão prensado que é bastante resistente.
Com o filme em mãos, para poder ver os objetos que o projeto não mostrava (principalmente todo o convés de proa e popa) comecei a medir e a cortar os papéis.
Fiz à base do convés C de proa a popa, embaixo dela fiz a estrutura de sustentação com papelão comum onde posteriormente adicionaria toda a lateral do casco do navio.
Montada essa estrutura fui fazendo os conveses superiores até chegar ao topo.
Fixei o casco todo e a parte que me deu mais trabalho no casco foi a popa, pois sua forma arredondada foi complicada de reproduzir; não fiz janelas no casco, pois achava desnecessário.
Na construção resolvi fazer apenas o lado de bombordo do navio porque para apresentá-lo no colégio ele ficaria paralelo a uma parede e as pessoas não veriam o lado de estibordo (o resultado disso é que fiz o lado contrario ao que Cameron fez em sua réplica para as gravações do filme).
Fui concluindo o trabalho e desenhando algumas janelas e portas aleatoriamente, pois não conhecia o navio direito. As janelas laterais eram todas desenhadas, pois achava que colocar luzes seria muito difícil.
Em seguida comecei e fazer uma série de três maquetes que representariam uma linha do tempo:

* Seria a maquete que já tinha feito no começo do ano que era o navio inteiro com 1 metro e 7 centímetros e que eu usaria para mostrar o choque com o iceberg.

* Uma maquete na mesma escala da primeira, mas com o navio com um ângulo de 45 graus já sem os botes salva-vidas.

* Outra na mesma escala, mas mostrando apenas o fim da popa do navio que já estava acabando de afundar.

* Uma maquete em tamanho bem aumentado de um bote salva-vidas lotado de pessoas.


(continua...)

domingo, fevereiro 11, 2007

RODRIGO PILLER E SUA MAQUETE - PARTE I

Titanic Momentos traz novamente com exclusividade outra entrevista com o nosso amigo e Titânico Rodrigo Piller. Desta vez o artista nato por natureza, contará o processo de criação da sua maquete. A entrevista será dividida em 4 partes. Espero que todos gostem da matéria. Abraços...

“Mais vale a pena viver, ser chamado de louco e ser feliz fazendo-se o que ama do que entrar para as convenções que o mundo impõe e passar a vida inteira infeliz, com os olhos vendados para todo o esplendor que o mundo tem a oferecer. Viva e busque a felicidade nas menores coisas e nos maiores atos...”


Rodrigo Aparecido Piller
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=4642700330529664710


Olá amigos, desta vez estou de volta para contar-lhes como começou esta loucura toda e como foi que consegui fazer minha maquete do navio com 2 metros e 24 centímetros de comprimento.
A história vem desde quando eu era pequeno, pois desde essa época eu gostava de desenhar e fazer qualquer coisa de artesanato, sempre fui interessado nesse tipo de coisa e por isso às vezes digo que isso já nasceu comigo. Os anos passaram-se, eu cresci e então aos 11 anos em 1997 acontece o lançamento do filme Titanic, uma febre que dominou o mundo e que sem mais nem menos me pegou também. Assistia fascinado a todas as reportagens da TV e ficava interessadíssimo em tudo o que tinham a dizer sobre ele.
Não tive a oportunidade de assistir ao filme no cinema e então a primeira vez que o vi foi através de uma professora de inglês que levou o filme para o colégio e então pudemos assistir; foi loucura a primeira vista, nunca senti nada nem parecido com sensação que tive ao ver aquelas imagens, igualmente aconteceu com muitos a minha volta, tendo em vista que o filme foi algo hipnótico para o mundo todo.
Como eu era muito novo tudo não passou daí, eu não tinha vídeo para ver o filme novamente e tão pouco dinheiro para poder adquirir algo sobre ele. Sempre me lembrava do filme e sentia vontade de saber mais.
Os anos passaram-se e em 2002 foi lançada nas bancas, pela editora Salvat, a revista “Titanic - Sua História, Mistérios e Lenda”, com isso endoidei novamente. Pedi aos meus pais que me dessem a revista e que comprassem semanalmente, porém o preço era alto e eles não gostaram nem um pouco de minha idéia, principalmente porque briguei com eles. Com isso lembrei que minha prima tinha um pôster da época do lançamento do filme que contava sobre o naufrágio, então fui até a casa dela e pedi o pôster para mim e ela me deu. Esse foi o primeiro item de minha coleção.
Como meus pais não podiam me dar à revista, juntei dinheiro e comprei a primeira edição que saiu nas bancas, e, para minha surpresa na primeira veio um projeto parcial do navio, e a primeira peça para a montagem.
No começo de 2002 fiquei sabendo que no fim daquele ano teríamos uma feira de ciências no colégio e que a melhor dessas feiras ganharia prêmios e medalha. Fiquei muito animado, pois um ano antes eu tinha feito uma feira de ciências sobre múmias que tinha dado muito certo.
Comecei a conversar com uma amiga sobre o que poderíamos fazer, idéias foram surgindo, mas nenhuma nos interessou até que apareceu: Por que não fazemos sobre o Titanic?
Na mesma hora a idéia foi aceita. Idealizamos uma enorme maquete do navio que eu tentaria construir através do projeto que já tinha em mãos e no mesmo dia idealizamos muitas coisas. Estava armado nosso plano da feira. O resto daquele ano foi de intensa pesquisa para podermos encontrar toda a história do navio, contei muito com a colaboração de todos que realizaram a feira comigo.
Logo em seguida a isso (em março ou abril) comecei a fazer uma pequena maquete do navio (como teste) que não evoluiu, pois devido às pequenas dimensões não permitia que conseguisse trabalhar direito, ela tinha apenas 43 centímetros de comprimento.
Abandonei a idéia e logo em seguida parti para fazer uma em tamanho maior. A primeira que fiz tinha exatamente o mesmo tamanho do projeto em desenho que veio na revista porque eu não sabia como trabalhar direito com escala, porém sabia que se fosse construir outra maior teria de entender muito bem como transformaria pequenas medidas em dimensões corretas para uma grande maquete. Lembrei-me de ter feito em 2001 a maquete de minha casa e foi nessa maquete que aprendi por mim próprio como se faz para trabalhar com escala.

(continua...)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

SELOS COMEMORATIVOS - ANGOLA

Angola é um país da costa ocidental de África, cujo território principal é limitado a norte e a leste pela República Democrática do Congo, a leste pela Zâmbia, a sul pela Namíbia e a oeste pelo Oceano Atlântico. Angola inclui também o enclave de Cabinda, através do qual faz fronteira com a República do Congo, a norte. Para além dos vizinhos já mencionados, Angola é o país mais próximo da colônia britânica de Santa Helena. Capital: Luanda.
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O nome Angola deriva da palavra bantu N'gola, título dos governantes da região no século XVI, época na qual começou a colonização da região pelos portugueses.
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Foi uma colônia portuguesa até 1975. Esteve em guerra desde 1961 até 2002. O poder político manteve-se na posse do MPLA desde 1975, embora a oposição (UNITA) tenha dominado parte do território até ao fim da última guerra civil.
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Na política angolana o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) tem sido o partido no governo desde a independência. Nas eleições de 1992 foi eleito um parlamento. A eleição presidencial foi interrompida pela 2ª guerra civil angolana e a segunda volta nunca chegou a ser realizada. As novas eleições estão previstas para 2007. A UNITA é o principal partido da oposição.

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Com este post termino a série de
“Selos Comemorativos do Titanic pelo Mundo”.
Agradeço a ajuda do meu fiel amigo titânico “Jesse Henrique”,
que me ajudou com os textos sobre um pouco de cada país.
Agradeço a todos que visitaram o Blog
Obrigado Titânicos!!!

terça-feira, fevereiro 06, 2007

SELOS COMEMORATIVOS - REPOBLIKON`I MADAGASIKARA

Madagáscar (br. Madagascar) é um país africano que compreende a Ilha de Madagáscar e algumas ilhas próximas. Está situado ao largo da costa de Moçambique, da qual está separado pelo Canal de Moçambique. Os vizinhos mais próximos de Madagáscar são a possessão francesa de Mayotte, a noroeste, a possessão francesa da Reunião, a leste, e as suas dependências Ilhas Gloriosas (noroeste), Juan de Nova (oeste), Bassas da Índia e Europa (sudoeste) e Tromelin (leste), as Comores a noroeste e as Seychelles a norte. Sua capital é a cidade de Antananarivo.

Madagascar é colonizada por malaio-polinésios há dois mil anos, recebendo depois imigrantes árabes e africanos. Os portugueses são os primeiros europeus a chegar à ilha, em 1500. Em 1885 a França transforma Madagascar em protetorado e, em 1896, em colônia. A independência é obtida em 1960, após rebeliões sufocadas com violência pelos franceses. Em 1972, um golpe militar estabelece um regime coletivista e antiocidental. Três anos depois toma o poder o capitão Didier Ratsiraka, que governa ditatorialmente por dezessete anos.

domingo, fevereiro 04, 2007

SELOS COMEMORATIVOS - SOMALIA

A Somália está situada no chamado “Chifre da África”, confinando com o Mar Vermelho, Quênia, Etiópia e Djibuti. O país tem uma extensão de 637 mil km² e população de 11 milhões de habitantes, com renda per capita em torno de US$ 150 (dado este de 1995). A principal cidade e capital do país é Mogadíscio, com população de 800 mil habitantes. A língua oficial é o somali, sendo os idiomas árabe e italiano, no Sul, e o inglês, no Norte, bastante difundidos. Desde a guerra civil no início dos anos 90, a Somália encontra-se desestruturada em termos governamentais e administrativos. A situação tornou-se caótica, com diversas facções lutando entre si. Desprovida de um governo central por mais de uma década, o país não tem serviços públicos, partidos políticos, banco central, força policial ou qualquer outra estrutura típica de um Estado. Em 2004, formou-se Governo transitório, que deverá ser ainda instalado no país (as eleições e a posse ocorreram no vizinho Quênia).

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

SELOS COMEMORATIVOS - S. TOMÉ E PRÍNCIPE

São Tomé e Príncipe é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 120 mil habitantes. Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.

As ilhas de São Tomé e Príncipe estiveram desabitadas até 1470, quando os navegadores portugueses João de Santarém e Pedro Escobar as descobriram. A cana-de-açúcar é introduzida nas ilhas no século XV, mas a concorrência brasileira e as constantes rebeliões locais levaram a cultura agrícola ao declínio no século XVI. Assim sendo, a decadência açucareira tornou as ilhas entrepostos de escravos.

Numa das várias revoltas internas nas ilhas, um escravo chamado Amador, considerado herói nacional, controlou cerca de dois terços da ilha de São Tomé. A agricultura só é estimulada no arquipélago no século XIX, com o cultivo de cacau e café.

Em 1960, surge um grupo nacionalista opositor ao domínio português. Em 1972, o grupo dá origem ao MLSTP (Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe), de orientação marxista. Assim, em 1975, após cerca de 500 anos de controlo de Portugal, o arquipélago é descolonizado.

Após a independência, foi implantado um regime socialista de partido único sob a alçada do MLSTP. Dez anos após a independência (1985), inicia-se a abertura económica do país. Em 1990, adota-se uma nova constituição, que institui o pluripartidarismo.