terça-feira, maio 02, 2006

O ATLANTIC E SEUS IRMÃOS GÊMEOS

O Atlantic foi uma das quatro jóias a vapor que permitiram à companhia norte-americana Collins Line conquistar o domínio nas viagens pelo Atlântico.
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Para demonstrar que a concorrência pela hegemonia no oceano não competia apenas às companhias de navegação, mas também ao prestígio do país, foi exatamente o governo norte-americano que financiou a Collins Line Steamships Company para a construção de navios capazes de concorrer com os britânicos. Construídos nos estaleiros W.H. Brown & Bell, de Nova York, e baseados nos mesmos projetos, eram quatro os navios: o Atlantic, o Arctic, o Baltic e o Pacific, que por quatro anos foram os mais velozes do mundo.
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O Pacific foi o primeiro navio construído na América merecedor da “Faixa Azul”, em maio de 1851, a velocidade pouco superior a 13 nós durante a travessia de 3.078 milhas, de Nova York a Liverpool. No ano seguinte, um barco gêmeo, o Baltic, melhorou em meio nó a velocidade média da travessia, consolidando a superioridade da companhia norte-americana. Ao contrário do estilo da época, que impunha a proa afinada como a dos veleiros, os navios da Collins Line foram os primeiros do Atlântico a adotarem proa reta, que se impôs a partir de então e também foi utilizada no projeto do Titanic. Os quatro navios de rodas, com duas chaminés, construídos com madeira por cima e providos de três conveses, com propulsão mista – ou seja, também providos de velas com equipamento de bergantim corveta – representaram grande inovação, tanto em termos de desenvolvimento tecnológico como de conforto.
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Pela primeira vez foram incluídas novidades que causaram impacto: instalou-se uma barbearia a
bordo, totalmente equipada, e um sistema de campainhas no barco todo, o que permitia chamar os garçons a qualquer momento. O Pacific, que zarpou de Liverpool para uma viagem de linha para Nova York, nunca atingiu sua meta, pois foi engolido pelo nada, talvez por causa da colisão com um iceberg. A falta de sorte rondava a companhia. De fato, em 27 de setembro de 1854, o próprio fundador, Edward Knight Collins, perdeu a mulher Mary e os dois filhos, Henry e Mary, que faleceram em uma colisão a bordo do Arctic.
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Uma das salas do Atlantic. Para os padrões da época, os navios da Collins Line ofereciam conforto sem igual.

Um comentário:

flavia nogueira disse...

oie, blz?
so passei pra deixar uns bjs.
lindo post, sempre informativo.
d+++++++++++