domingo, novembro 26, 2006

TITANIC - READER´S DIGEST - PARTE VII

Há alguns anos eu ganhei de uma amiga que mora em Nova Lima um xerox sobre o Titanic. O texto era antigo com alguns erros de gramática. Há pouco mais de dois meses eu por sorte consegui este livro. Hoje, coloco todo o texto, dividido em sete partes, aqui no Titanic Momentos, sem correção gramatical. Espero que gostem.
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O TITANIC NÃO AFUNDA
Hanson W. Baldwin
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Eram 2h e 40m quando o Carpathia avistou a luz verde do barco nº. 2, e 4h e 10m quando lhe foi possível socorrer os primeiros náufragos, sendo então informados de que o Titanic submergira. Não se ouviam mais os gritos e lamentos de ainda há pouco. Algum tempo depois o radiotelegrafista do Calitornian que se achava à vista do Titanic quando êste submergira, repondo nos ouvidos o aparelho receptor, foi informado do desastre.
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Àquela altura, justamente, os sobreviventes do Titanic viram por fim ao longe, majestoso e alvo, o formidável iceberg a flutuar no mar azul, tinto de leve pelas cores da alvorada.
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Quinta-feira à noite, quando o Carpathia apartou em Nova York, 30.000 pessoas enchiam as ruas; ambulâncias e macas se enfileiravam no cais; médicos e enfermeiros aguardavam as vítimas, a cuja espera também se viam pessoas das famílias dos 711 sobreviventes, e dos que tinham sido dados por desaparecidos, numa vã esperança de encontrá-los ainda, sãos e salvos.
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A multidão viu em silêncio a primeira vítima - uma mulher - descer cambaleando a escada de bordo. Um murmúrio correu entre a assistência, crescendo de volume e. silenciando novamente.
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A investigação feita pela Associação Comercial Britânica chegou a conclusões revoltantes. Os escaleres do Titanic tinham lotação para 1.178 pessoas, ou seja um têrço da capacidade do navio. Seus 16 escaleres e quatro botes de borracha tinham salvo apenas 711 náufragos, e 400 pessoas perderam a vida inutilmente. Sobre o Californian também pesava terrível condenação. Vira os foguetes do Titanic mas não tinha recebido os avisos telegráficos, porque o radiotelegrafista adormecera.
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"Ao avistar os foguetes," informa o relatório "o Californian podia ter avançado através do gêlo, sem correr maior risco, indo em socorro do Titanic. Se assim tivesse feito, teria salvo muitas das vidas que se perderam, e talvez mesmo tôdas."
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Páginas: 281 - 282.
Catástrofes, Desastres e Aventuras que comoveram o Mundo.
Seleções do Reader´s Digest – 1965

sábado, novembro 25, 2006

TITANIC - READER´S DIGEST - PARTE VI

Há alguns anos eu ganhei de uma amiga que mora em Nova Lima um xerox sobre o Titanic. O texto era antigo com alguns erros de gramática. Há pouco mais de dois meses eu por sorte consegui este livro. Hoje, coloco todo o texto, dividido em sete partes, aqui no Titanic Momentos, sem correção gramatical. Espero que gostem.
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O TITANIC NÃO AFUNDA
Hanson W. Baldwin
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Nos alojamentos dos oficiais, os marinheiros trabalham freneticamente, cumprindo as ordens que lhes foram dadas. No posto do telégrafo sem fio, Bride amarra um salva-vidas à cintura de Phillips que, inclinado sôbre o aparelho, continua a transmitir os pedidos de socorro. Um foguista, coberto de carvão, e quase louco de pavor, entra na cabina, sem que ninguém o veja, e. procura arrancar o salva-vidas de Phillips. Bride se atira sôbre êle, terminando por derrubá-lo. A orquestra continua a tocar. Já não é mais um ragtime. porém um hino religoso:
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Virgem Maria, defendei-nos
Na hora da morte, protegei-nos...
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Alguns homens repetem o estribilho, e nquanto outros se ajoelham no convés, cujo declive é cada vez mais pronunciado. Várias pessoas se atiram ao mar, apesar de gelado como está. Ouvem-se os gritos de uma mulher: "Me salvem! Socorro!" Alguém lhe responde; "Minha senhora, procure salvar sua alma. Só Deus poderá salvá-la, agora". A água já subiu até a ponte, onde se encontra o comandante do. Titanic.
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2h e 17m manhã. O Virginian ouve um pedido vago e confuso de socorro e, de repente, mais nada. A faísca azul apagou-se para sempre e, com ela, tôdas as luzes do navio.
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2h e 18m. Passageiros e tripulantes correm pelo convés em plena escuridão; atiram-se no espaço, e são tragados pelas ondas que lambem todo o navio. A pôpa agora se levanta como a cauda de uma gigantesca baleia. A chaminé da proa desmorona, e mergulha no mar. A pesada massa de aço atinge em cheio vários náufragos na água gelada, nadando desesperadamente. O Titanic se inclina quase a prumo para o mergulho final. Afunda, a princípio devagar, e depois cada vez mais depressa.
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2h e 20m. O maior navio do mundo foi a pique. Das águas tranqüilas, onde os escaleres flutuam em plena treva, sobe um longo lamento, e a alva esteira de espumas se estende, qual soberba e impressionante mortalha.
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Os botes haviam-se afastado bastante para que o redemoinho provocado pelo afundamento do navio não pudesse atingi-las. Apenas alguns escaleres se achavam lotados; aquêles que continham apenas metade do número de passageiros indicado, poucos esforços puderam fazer, em sua maioria, para tomar a bordo os náufragos, pois os oficiais receavam que, voltando a socorrer os outros, arriscassem a vida dos que já se achavam a salvo. Em alguns barcos os homens e mulheres, tomados de pânico, impediam com golpes de remo que os náufragos subissem para bordo. Uma mulher deu um murro num pobre homem já meio morto que procurava com grande esfôrço alçar-se para dentro do bote. Duas outras ajudaram-no, porém, e procuraram estacar o sangue que lhe corria do rosto ferido.
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Páginas: 280 - 281.
Catástrofes, Desastres e Aventuras que comoveram o Mundo.
Seleções do Reader´s Digest – 1965

sexta-feira, novembro 24, 2006

TITANIC - READER´S DIGEST - PARTE V

Há alguns anos eu ganhei de uma amiga que mora em Nova Lima um xerox sobre o Titanic. O texto era antigo com alguns erros de gramática. Há pouco mais de dois meses eu por sorte consegui este livro. Hoje, coloco todo o texto, dividido em sete partes, aqui no Titanic Momentos, sem correção gramatical. Espero que gostem.
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O TITANIC NÃO AFUNDA
Hanson W. Baldwin

Uma hora da madrugada. Pouco a pouco, a água vai subindo de nível; a proa já começa a mergulhar no mar. As cordas rangem nos poleames, e os escaleres são arreados desajeitadamente. Entre o burburinho das vozes no convés, ouvem-se ainda os sons da orquestra.
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O "barco especial dos milionários" acaba de deixar o navio. Com lotação para 40 pessoas, levava apenas a bordo Sir Cosmo, Lady Duff Gorc.fon e outras dez personagens importantes. À pôpa, os imigrantes apavorados se acotovelam a caminho dos escaleres. Um oficial levanta o punho cerrado, alguém dispara no ar três tiros. O pânico é reprimido. Quatro chineses se arrastam até um barco, ocultando-se no fundo, sem que ninguém os veja.
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Os foguetes atiram, rumo as estrêlas, seu efêmero resplendor. Os barcos já vão agora saindo mais carregados, pois os passageiros compreenderam que o Titanic está indo a pique. As mulheres soluçam. Os barcos que saíram com a metade da lotação recebem ordem de voltar, para tomar novos passageiros - mas a ordem nunca chega a ser cumprida. O navio vai afundando aos poucos, e a orquestra continua a tocar.
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1h e 30m da madrugada. Ao baixarem outro escaler, o oficial em comando vê-se obrigado a abrir fogo para impedir a invasão dos que se encontram no convés de baixo. Uma mulher quer embarcar com o cachorro, um vasto cão dinamarquês. Como se recusam a aceitá-lo, volta para bordo, disposta a morrer com ele. O pintor Millet, "que trouxera durante tôda a viagem um leve sorriso nos lábios", já não sorri mais; tem agora os lábios cerrados, mas acena adeus aos que partem, e leva agasalhos para as senhoras.
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Benjamim Guggenheim, no seu smoking impecável, observa, sorrindo: "Estamos todos vestidos com esmêro, e prontos a afundar como verdadeiros gentlemen". O major Butt ajuda as senhoras a embarcarem, e despede-se ,de tôdas. A Sr.ª Straus já se achava com o pé no barco. De repente voltou, e, dirigindo-se ao marido, declarou-lhe: "Passamos muitos anos juntos e quero ir para onde você for”. O Coronel Astor, depois de instalar no bote sua jovem espôsa, voltou para o convés, e, batendo um cigarro, disse tranqüilamente: "Adeus, meu bem. Havemos de nos encontrar mais tarde."
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1h e 45m. A proa já mergulhou de todo, e a pôpa se levanta para. o alto, em direção ao céu, onde as estrêlas continuam cintilando: Lá embaixo, nas caldeiras, os. bombeiros cobertos de suor mantêm as fornalhas acesas, para que os holofotes não se apaguem, e a faísca azulada continue a lançar seu grito de socorro. Os foguistas separam e vão lançando as pás de carvão, com água a lhes lamber os tornozelos. As válvulas de segurança estalam de repente; os foguistas recuam em direção à pôpa, e as portas dos compartimentos estanques se fecham por trás dêles. Há cerca de 660 pessoas nos escaleres, e 1500 ainda a bordo do Titanic, que vai aos poucos submergindo.
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Páginas: 279 - 280.
Catástrofes, Desastres e Aventuras que comoveram o Mundo.
Seleções do Reader´s Digest – 1965

quinta-feira, novembro 23, 2006

TITANIC - READER´S DIGEST - PARTE IV

Há alguns anos eu ganhei de uma amiga que mora em Nova Lima um xerox sobre o Titanic. O texto era antigo com alguns erros de gramática. Há pouco mais de dois meses eu por sorte consegui este livro. Hoje, coloco todo o texto, dividido em sete partes, aqui no Titanic Momentos, sem correção gramatical. Espero que gostem.
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O TITANIC NÃO AFUNDA
Hanson W. Baldwin
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O convés, os corredores e as salas estavam agora cheios de gente. Homens, mulheres e crianças perguntavam o que sucedera; ordens foram dadas para que preparassem os barcos salva-vidas; a água subia aos poucos nos alojamentos dos foguistas que vinham para o convés, nus da cintura para cima. Os passageiros, porém, - a maioria pelo menos - ainda não sabiam que o Titanic estava afundando. O choque fôra tão leve que alguns nem tinham acordado. O Titanic era insubmergível; por outro lado, a noite era tão linda e calma que a ninguém ocorria a possibilidade de um naufrágio.
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Na cabina do rádio, uma faísca azul tremulava incessantemente pedindo por socorro.
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A água já começara a inundar o bôjo do navio: às 12h e 20m, entrou pelo dormitório dos marinheiros, através de um tabique que acabara de ruir. As mangueiras das bombas se cruzavam na casa de máquinas, num vã tentativa de resistir ao mar. O nível da água ia subindo incessantemente.
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Os escaleres foram sendo arriados devagar, porque os marujos encarregados de fazê-lo tardaram a chegar aos seus postos. Não se tinha feito a chamada geral, e muitos dos membros da tripulação nem sabiam quais os escaleres para que se achavam designados.
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Às 12h e 30m da noite, a ordem passou de bôca em bôca: "As mulheres e as crianças devem tomar lugar nos barcos."Os encarregados dos escaleres acordavam os últimos passageiros nas cabinas de baixo. Puseram-se em ação os salva-vidas, e alguns homens sorriam daquele excesso de precaução: "O Titanic não afunda..."
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Enquanto isto, o Mt. Temple, atendendo aos pedidos de socorro, vem ao encontro do Titanic, e o Carpathia, com uma dose dobrada nas caldeiras, envia um radiograma: "Vindo a todo vapor." A natureza do aviso enviado pelo Titanic era de modo a fazer com que muitos navios mudassem de rota, menos o Californian, cujo radiotelegrafista acabara de deixar o seu pôsto, para recolher-se à cama.
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Às 12h e 45m, Murdoch, com uma expressão trágica nos olhos, mas sereno e calmo, dá ordens para que façam descer o escaler nº. 7. As mulheres protestam: não querem saber de passeios de barco num mar quase gelado como aquêle: o Titanic não afunda!
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Os homens procuraram persuadi-las, explicando que se trata apenas de uma medida de precaução. “As senhoras estarão de volta antes do café da manhã”. Há certa confusão. Os passageiros se dirigem devagar para o convés, onde se encontram os escaleres. Na terceira classe, os imigrantes comentam o fato com grande excitação.
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Subitamente, um assovio cortou o espaço e brilhou nas trevas um traço luminoso. Um foguete explodiu, e um pára-quedas de estrêlas prateadas iluminou o mar gelado. "Meu Deus! Foguetes!" A orquestra de bordo toca músicas alegres. O nº. 6 é lançado ao mar. Há apenas 28 pessoas num barco onde há lugar para 65.
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Páginas: 278 - 279.
Catástrofes, Desastres e Aventuras que comoveram o Mundo.
Seleções do Reader´s Digest – 1965

quarta-feira, novembro 22, 2006

TITANIC - READER´S DIGEST - PARTE III

Há alguns anos eu ganhei de uma amiga que mora em Nova Lima um xerox sobre o Titanic. O texto era antigo com alguns erros de gramática. Há pouco mais de dois meses eu por sorte consegui este livro. Hoje, coloco todo o texto, dividido em sete partes, aqui no Titanic Momentos, sem correção gramatical. Espero que gostem.
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O TITANIC NÃO AFUNDA
Hanson W. Baldwin

Poucos minutos depois, pelas 11h e 40m, a massa enorme, gigantesca, de uma alvura opaca, surgia das trevas, bem no caminho do Titanic. Durante alguns segundos, Fleet não pôde crer nos seus próprios olhos. Era entretanto a realidade. Horrorizado, telefonou para a ponte de comando:
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"Iceberg à proa!"
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O primeiro sinal de alarma soou na casa de máquinas. Perigo! Os ponteiros do indicador giraram até ao sinal: "Pare!" e a seguir: "Recuar a todo vapor!!"
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Houve um leve choque, como se alguma coisa tivesse raspado pelo navio. Pedaços de gelo caíram no convés da proa. Pouco a pouco, o Titanic parou. O Capitão Smith saiu correndo da cabina. "Que foi? Fomos de encontro a alguma coisa?"
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Murdoch responde: "Um iceberg, capitão. Fechei as portas dos compartimentos estanques".
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Algumas luzes se acenderam nas cabinas da primeira e da segunda classe. Vários passageiros, tontos de sono, puseram-se a espiar pelas vigias. Alguns perguntavam, sem maior interêsse, aos empregados de bordo: "Por que foi que nós paramos?"
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"Não sei, não há de ser nada."
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Na sala de fumar, um grupo de jogadores ainda se achava reunido em tôrno à mesa do pôquer. Sentiram o pequeno choque provocado pela colisão, e viram uma montanha de gêlo de cêrca de 24 metros de altura deslizar a pouca distância das janelas da sala. Certos, porém, de que o Titanic era insubmergível, nem se deram ao trabalho de chegar ao convés.
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Embaixo, porém, no porão e nas caldeiras, já sabiam que o Titanic fôra mortalmente ferido. Os seis compartimentos à frente do nº 4 estavam abertos ao mar; em dez segundos, o iceberg fizera um rasgão de 90 metros na quilha.
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Páginas: 277.
Catástrofes, Desastres e Aventuras que comoveram o Mundo.
Seleções do Reader´s Digest – 1965

terça-feira, novembro 21, 2006

HMHS BRITANNIC




A quilha do Britannic foi construída antes da viagem inaugural do Titanic, mas a construção foi paralisada depois que o Titanic afundou. Antes da retomada da construção, vários mudanças foram feitas ao Britannic, inclusive um casco duplo e anteparas aprova d'água que alcançavam até o deck "B". Ele seria chamado de RMS Gigantic, mas foi mudado para RMS Britannic logo após a catástrofe do RMS Titanic. Quando o trabalho foi reiniciado muitas mudanças estavam incorporadas nos planos finais. Estas incluíam:
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A) Casco duplo, o que aumentou a largura do navio em dois pés (60 cm);
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B) Fundo duplo, o fundo tinha normalmente cinco pés (1,5m) mas foi aumentado a seis pés (1,80m);
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C) O espaço entre o fundo interno e externo foi separado em compartimentos através de seis enormes vigas de aço longitudinais a fim de minimizar a ruptura do navio em caso de inundação. Essa medida prova que a hipótese de que o Titanic tenha se rompido enquanto afundava era real, não que ele afundou inteiro como os inquéritos americano e inglês apuraram;
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D) As anteparas a prova d'água foram estendidas do fundo até o deck "E" na parte dianteira do navio e até o deck "D" na parte de trás. Cinco dessas anteparas estenderam-se até o deck "B" e outras onze até o deck "E". Já não parecia mais importar para a companhia se as anteparas e as pesadas portas a prova d'água se infiltrassem nos compartimentos da primeira classe;
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E) Quatro filas de rebites, foram postas nas chapas, onde tensão seria maior;
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F) Turcos de tamanho gigantes para os barcos salva-vidas;
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Estas modificações fizeram do Britannic a maior tonelagem bruta dos três navios, cerca de 48.158 toneladas. Como um navio hospital ele era aproximadamente 5% maior e provavelmente teria alcançado as 50.000 toneladas (aproximadamente 10% maior) quando convertido a um transatlântico comercial. A White Star Line ficou obcecada com a segurança de seus navios depois do desastre do Titanic.
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Ele foi lançado em 26 de fevereiro de 1914 e a White Star Line anunciou que ela faria a linha entre Southampton à Nova Iorque a partir da primavera de 1915. Com o início da Primeira Guerra Mundial, ele foi requisitado pelo almirantado e modificado para navio hospital. Sua parte interna quase completada foi convertida em dormitórios e quartos operacionais. Em 12 de dezembro de 1915 ele estava pronto para entrar a serviço.
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Atracou em Liverpool no dia 12 de dezembro de 1915 debaixo de uma pesada escolta armada. Foi equipado para a função de navio hospital com 2.034 cabines e 1.035 camas para vítimas. Um pessoal médico de 52 oficiais, 101 enfermeiras, 336 soldados, e uma tripulação de 675 homens e mulheres. O navio estava sob o comando do Capitão Charles A. Bartlett.
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O Britannic foi comissionado como HMHS "His Majesty's Hospital Ship" (Navio Hospital da Vossa Majestade), em 12 de dezembro de 1915 em Liverpool passando em seguida para a sua primeira viagem em 23 de dezembro de 1915, com destino a Moudros. Ele foi juntar-se ao Mauretania, Aquitania, e seu irmão, o Olympic. Juntos os cinco navios eram capazes de levar 17.000 doentes e feridos ou 33.000 soldados.
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A quinta viagem teve novamente a escala Southampton, Nápoles e Mudros. No último dia dessa viagem o Britannic enfrentou mares revoltosos e tempestades. Após enfrentar as tormentas retornou finalmente a Southampton com mais de 3.000 feridos. O Aquitania sofreu sérios danos durante a tempestade e deve que atracar para reparos. Por causa disso Britannic foi convocado para sua sexta viagem depois de quatro dias.
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21 de novembro de 1916, o HMHS Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu. Logo após as 8:00 da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, que adernou e começou a afundar muito depressa pela proa. O Capitão experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou.
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O Britannic está tombado de lado a apenas 107m de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente. Ele foi descoberto em 1976 pelo oceanógrafo Jacques Cousteau.
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O Britannic é hoje o maior transatlântico naufragado. É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de branco com uma faixa verde pintada no casco de proa à popa, separada apenas por três grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital. O HMHS Britannic nunca chegou a receber um centavo para transportar um passageiro. Em 1998 uma expedição fotografou e filmou os destroços do Britannic.
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HMHS BRITANNIC
Início da Construção: 30 de novembro de 1911.
Lançamento do Casco: 26 de fevereiro de 1914.
Naufrágio: 21 de novembro de 1916.

segunda-feira, novembro 20, 2006

TITANIC - READER´S DIGEST - PARTE II

Há alguns anos eu ganhei de uma amiga que mora em Nova Lima um xerox sobre o Titanic. O texto era antigo com alguns erros de gramática. Há pouco mais de dois meses eu por sorte consegui este livro. Hoje, coloco todo o texto, dividido em sete partes, aqui no Titanic Momentos, sem correção gramatical. Espero que gostem.
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O TITANIC NÃO AFUNDA
Hanson W. Baldwin
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Mais tarde, por volta das 7h e 15m da noite, o capitão pediu-lhe que devolvesse o radiograma, pois desejava colocá-lo na sala dos mapas, para os oficiais serem informados do fato.
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O jantar, naquele dia, foi muito alegre. Fazia frio no convés, mas a noite estava tranqüila e atraente. Depois, alguns passageiros da segunda classe se reuniram no salão para cantar em côro. Eram quase dez horas, quando entoaram um hino religioso que dizia:
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"Escutai-nos as vozes suplicantes
Protegei do perigo os navegantes"
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Na ponte de comando, o segundo oficial Lightoller foi substituído às dez horas pelo primeiro oficial Murdoch. Cinco avisos, pelo menos, sôbre o aparecimento de blocos de gêlo, tinham chegado pelo sem fio. Preveniram os vigias que se mantivessem alertas. Os oficiais esperavam chegar à zona do gêlo das 8h e 30m em diante. O navio avançava pelas trevas adentro a 22 nós, sem diminuir de velocidade. No cesto da gávea, o vigia Fleet e Leigh, seu companheiro, tinham os olhos fixos no mar tranqüilo e calmo em meio à escuridão, sob a luz vacilante das estrêlas.
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No pôsto do telégrafo sem fio, onde Phillips, o primeiro radiotelegrafista, substituíra Bride, novos sinais se faziam ouvir, vindos do Calitornian:
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Calitornian: "Olá, colega, paramos aqui. Estamos cercados de gêlo."
Titanic: "Espere, não interrompa. Estou em comunicação com. o Cabo Race, e vocês acabam atrapalhando os sinais."
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Páginas: 275 – 276 – 277.
Catástrofes, Desastres e Aventuras que comoveram o Mundo.
Seleções do Reader´s Digest – 1965

domingo, novembro 19, 2006

TITANIC - READER´S DIGEST - PARTE I

Há alguns anos eu ganhei de uma amiga que mora em Nova Lima um xerox sobre o Titanic. O texto era antigo com alguns erros de gramática. Há pouco mais de dois meses eu por sorte consegui este livro. Hoje, coloco todo o texto, dividido em sete partes, aqui no Titanic Momentos, sem correção gramatical. Espero que gostem.
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O TITANIC NÃO AFUNDA
Hanson W. Baldwin
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O Titanic da "White Star", o maior transatlântico do mundo, partiu de Southampton, na sua primeira viagem a Nova York, a 10 de abril de 1912. Não havia, ao que se afirmava, navio mais seguro. Tinha fundos duplos, e o casco era dividido em 16 compartimentos estanques, o que o tornava, conforme o pensamento geral, insubmergível. Fôra construído com condições de segurança de tal ordem que era considerado um gigantesco barco salva-vidas. Fêz-se ao largo com 2 201 pessoas a bordo.
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Várias figuras de destaque ocupavam os luxuosos apartamentos da primeira classe. Entre outros. o Coronel John Jacob Astor e sua jovem espôsa; o pintor Francis D. Millet; H. B. Harris, empresário teatral; o Sr. e a Sr.a Isidor Straus, e J. Bruce Ismay, diretor-gerente da companhia "White Star". Embaixo, na terceira classe, havia 706 imigrantes, a caminho da terra da esperança. A meio caminho em pleno Atlântico, o domingo amanheceu sereno e belo. Realizou-se no salão de festas um serviço religioso. Às 9 horas da manhã, o telégrafo sem fio recebia a seguinte mensagem do vapor Caronia:
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"Capitão, Titanic - Navios direção oeste informam aparecimento várias massas de gêlo entre 42 graus norte e 49 a 51 oeste. Saudações - Barr."
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Mais tarde, o telegrafista Bride, com os receptores do aparelho Marconi aos ouvidos, estava fazendo contas; não se deteve a fim de responder ao navio Californian, que se achava a pouca distância, procurando comunicar-se com o Titanic. Transmitiam de lá nova mensagem sôbre três icebergs. Bride nem se deu ao trabalho de registrá-la. Por volta de uma e meia, terceira mensagem atravessava os ares. Era o Baltic, prevenindo que havia blocos de gêlo na sua esteira. Bride fêz chegar a mensagem à ponte de comando. O capitão E. C. Smith, que comandava o Titanic, estava passeando no convés. Mostrou-a, sem comentários, ao Sr. Ismay, diretor-gerente da "White Star", que. se achava na ocasião a seu lado. Ele pôs a mensagem no bôlso, depois de lê-la, falou a umas duas senhoras sôbre os icebergs, e recomeçou o passeio.
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Páginas: 274 – 275.
Catástrofes, Desastres e Aventuras que comoveram o Mundo.
Seleções do Reader´s Digest – 1965.

sexta-feira, novembro 17, 2006

TITANIC - THE LOST MISSION - SOLUÇÃO

Você - um agente secreto britânico, tentando achar a bordo do Titanic o sócio de um ladrão. Você precisa de provas para incriminá-lo.

Penny Pringles - o seu contato a bordo do navio. Ela lhe passará as informações necessárias.

Oficial - sabe sobre um fotógrafo e sabe muito sobre o navio.

Eric Burns - Fotógrafo a bordo do navio. Ele tem a foto do grupo do ladrão. Está no quarto A-29, você deve roubar os retratos dele.

Conkling - O ladrão a bordo do Titanic

Sra. Burns – Encontra-se no lobby da primeira classe, você deve encontrá-la e dizer a Eric onde ela está. Ele precisa ir ao encontro dela para que você entre no quarto.

O COMEÇO – 13 de Abril de 1912

Você começa em seu quarto, cabine A-20. Pegue a bolsa em cima da cama, o mapa e o relógio. Logo em seguida atenda a porta, será o seu mordomo Smethells. Ele trará um recado de Penny Pringle. Ela o encontrará na Grande Escadaria.

ENCONTRANDO PRINGLE
Após conversar com Smethells, saia do quarto e vá conversar com Penny Pringle, na Grande Escadaria. Ela dirá a sua missão, que é localizar o fotografo Eric Burns e pegar as fotos que incriminam Conkling, o ladrão a bordo do Titanic. Saia e vá conversar um pouco com o Oficial na ponte de comando, ele sabe se há um fotografo a bordo e conhece muito bem o navio.

ENCONTRANDO ERIC BURNS
Para encontrar Eric Burns, vá para a cabine A-29. Ele tirou retratos de Conkling e seu grupo. Você precisa fazer Eric sair do quarto, para isso encontre a esposa dele no lobby da Grande Escadaria. É uma mulher de preto. Retorne e diga que a encontrou que ele precisa conversar com ela o mais rápido possível. Ele sai e você assim poderá entrar no quarto e pegar as fotos.

REVELANDO OS NEGATIVOS
Dentro do quarto, apague a luz, o interruptor está logo na entrada da cabine, clique na mesa de fotografia. A luz vermelha está do seu lado esquerdo, clique para acendê-la. Na mesa tem três chapas de fotografia, abra uma a uma. Pegue a foto e coloque na bandeja 01, conte de 15 a 20 segundos, depois coloque na bandeja 02 e conte novamente de 15 a 20 segundos. Uma dica é observar a foto escurecer, ela escurece em três etapas em cada bandeja, troque da bandeja 01 para 02 na terceira etapa de escurecimento, Já na bandeja 02 ao escurecer totalmente, é só clicar que ela irá automaticamente para o pregador, onde irá secar. Repita todo o processo com as outras duas chapas restantes. Terminado o processo, acenda a luz e recolha as três fotos para a sua bolsa. Saia logo em seguida.

TERMINANDO O JOGO
Retorne a Grande Escadaria e converse com Penny Pringle. Entregue as fotos. Missão completa.

CURIOSIDADES
Neste demo você começa o jogo na cabine A-20, no jogo oficial na cabine C-73. O fotografo está na cabine A-29, no jogo oficial na cabine C-78. Penny Pringle está na Grande Escadaria, no jogo oficial ela lhe espera no Ginásio.

terça-feira, novembro 14, 2006

TITANIC - THE LOST MISSION

Quem pensa que isso é mais um novo jogo, engana-se. No CD-ROM contém nada menos do que um demo do jogo “Titanic - Adventure out of Time”. Uma missão de 5 minutos e nada mais. Contém ainda um trailer do futuro lançamento do jogo para 1996 e uma proteção de tela para o micro.
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Comprei achando que seria uma nova missão a bordo do navio, esperei quase um mês, paguei uma nota e no final não havia nada de interessante.
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Como eu disse ao Oficial Rafael, pelo menos tenho a capinha, hehehehehe....

domingo, novembro 12, 2006

O DESTINO DO POSEIDON - LIVRO

Às sete horas da manhã do dia 26 de dezembro, o S.S. Poseidon, navio de oitenta e uma mil toneladas, navegando rumo a Lisboa, após um mês de cruzeiro de Natal tocando em portos da África e da América da Sul, encontrou-se, de repente, no meio de inesperados vagalhões, quatrocentas milhas a sudoeste dos Açores, e começou a balançar como um bêbado!

O Poseidon, antigo R.M.S. Atlantis, primeiro dos gigantescos transatlânticos a ficar ultrapassado e a ser vendido e convertido num misto de cargueiro-navio de cruzeiro, entrou na zona de agitação com os tanques de combustível quase vazios e nenhum lastro de água. Os estranhos vagalhões, longos e baixos, sucediam-se a intervalos demasiado grandes para permitir a sincronização dos seus antiquados - e parcialmente danificados - estabilizadores. Daí a sua incrível oscilação que, combinada com a ressaca de uma noite inteira de festa de Natal, fazia com que a maioria dos seus quinhentos e poucos passageiros de classe única, componentes do cruzeiro fretado pela Travel Consortium Limited, se sentisse miserável e irremediavelmente enjoada.

A grande mesa telefônica que servia a todos os camarotes começou a iluminar-se como a árvore de Natal que decorava o imenso salão de jantar. Os telefonemas eram quase todos dirigidos ao gabinete do médico de bordo, Dr. Caravello, um italiano de setenta e cinco anos, tirado da aposentadoria pelo sindicato internacional, que organizara a viagem, e ao seu assistente, Dr. Marco, interno recém-saído da escola de medicina. Havia ainda uma enfermeira-chefe e duas auxiliares. O telefone não parava de tocar e, não podendo atender a todos os chamados pessoalmente, o médico limitava-se a mandar distribuir comprimidos contra enjôo e instruções para não se levantarem da cama. Tudo isso acontecia sob um radioso sol tropical e num mar que, excetuando-se os misteriosos vagalhões, não estava sequer picado.

Para aumentar ainda mais o desconforto dos infelizes passageiros, tudo nos camarotes parecia ter criado vida. Malas, bagagem de mão, frascos - o que não estava preso - começaram a escorregar de um lado para outro: até mesmo as roupas, nos cabides. Como se isso não bastasse, os nervos eram ainda postos à prova pelos rangidos e gemidos do velho navio e pelo estrondo distante de louças partidas. Os remédios contra enjôo acabaram perdendo o seu efeito real e psicológico. Por volta das dez horas da manhã, na opinião da maioria dos passageiros, a viagem de volta transformara-se num autêntico inferno...

Isso é só um gostinho, quem tiver condições leia o livro, é ótimo.

quinta-feira, novembro 09, 2006

MASTRO E PROJEÇÃO DO TITANIC

O mastro do Titanic com toda a sua imponência, esta morrendo aos poucos. A foto acima mostra a sua situação em 2005. Após 93 anos ele ruiu-se na base.


O desenho acima prevê como estará o Titanic no futuro, isso levando em conta as pesquisas que já foram feitas sobre ele e os microorganismos que lá habitam.

segunda-feira, novembro 06, 2006

TITANIC SALVAT

Esta coleção da Editora Salvat foi lançada aqui no Brasil em 2001; eram 100 fascículos semanais. Cada fascículo vinha com uma peça de madeira ou metal para a composição de uma maquete de 107 cm.
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Os fascículos desta obra foram divididos em duas partes:
A primeira, dedicada à história do Titanic, encadernada em quatro volumes de 200 páginas cada um. A segunda, organizada em fichas, fazendo parte de um fichário, de acordo com o seguinte esquema:
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* A conquista dos mares (24 fichas)
* A época de ouro da vela (27 fichas)
* Da vela ao motor (35 fichas)
* A epopéia dos transatlânticos (19 fichas)
* A navegação moderna (35 fichas)
* Navios que fizeram história (40 fichas)
* Histórias do mar (20 fichas)
* Glossário (20 fichas)
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Esta coleção foi pouco procurada nas bancas, talvez pelo alto custo mensal por um longo período. Algumas vezes a maquete é encontrada no Mercado Livre para a venda, infelizmente por um valor muito alto.

sexta-feira, novembro 03, 2006

O ÚLTIMO GRANDE HERÓI

O Livro é da Editora Obra Missionária Chamada da Meia-Noite. O livro contêm testemunhos e as homenagens a John Harper. Eles foram escritos a pedido do Pastor George Harper, irmão de John Harper. Algumas partes do livro são interessantes. Alguns pequenos detalhes, como o texto abaixo, retirado da página 58 do referido livro.
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"O Convite para voltar a Chicago
Devido ao pedido urgente e muito cordial da Igreja Moody em Chicago ele concordou em voltar por mais três meses. Numa carta para mim, do dia 10 de abril, ele escreveu de Londres: "Vamos zarpar de Liverpool no sábado no navio Lusitania". Infelizmente, ao invés dele ter ido naquele barco, uma semana mais tarde ele embarcou no desventurado Titanic.
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O Titanic zarpou de Southampton para Nova York no dia 10 de abril. No dia 15 de abril ele estava no fundo do oceano, levando consigo 1.522 vidas preciosas, entre elas meu próprio irmão querido e companheiro, John Harper.
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Não preciso relatar novamente aqui os detalhes desse triste desastre. Eu acho que eles são mais ou menos conhecidos por todos, e suponho que a próxima geração saberá dessa terrível catástrofe em mar tranqüilo, quando o supra-sumo da competência humana em engenharia naval afundou na sua primeira viagem. Não posso tentar explicar o Propósito que leva tal homem de Deus em plena atividade."

quarta-feira, novembro 01, 2006

GRANDES NAVIOS E SUAS HISTÓRIAS



Vídeo em homenagem a quatro grandes navios. Imagino que a escolha dessas embarcações seja pelo motivo banal de como cada uma delas teve o seu triste fim.


O SS Andrea Doria foi um navio italiano que seguia para Nova York quando naufragou em 26 de julho de 1956 após se chocar com uma outra embarcação de bandeira sueco-americana chamada Stockholm. Ao contrário do ocorrido na tragédia do Titanic, a maioria dos passageiros foi resgatada com vida, restando um saldo de 51 mortos e o desaparecimento de algumas obras de arte italianas. O navio foi nomeado em homenagem ao almirante nativo da Cidade-Estado de Gênova (atual Itália), Andrea Doria.


O RMS Lusitania foi um navio da Cunard Steamship Lines. Foi lançado em 1906, construído, juntamente com o Mauretania, para competir com outros navios transatlânticos alemães. O Lusitania e o Mauretania foram por alguns anos, após o término de sua construção, os maiores navios do mundo. Sua viagem inicial, Liverpool - Nova Iorque, iniciou-se em 7 de setembro de 1907. O Lusitania foi torpedeado por um submarino alemão, em 7 de maio de 1915, na Primeira Guerra Mundial, deixando um saldo de quase 1 900 mortos.


O HMHS Britannic foi um navio transatlântico inglês em serviço entre os anos 1914 e 1916 como navio hospital. Sofreu um desastre ao largo da Grécia quando bateu numa mina. O gigante afundou-se em 55 minutos. Media 275 metros de comprimento, 28 metros de largura e 56 metros de altura. Tinha capacidade para 329 pessoas em primeira classe; 285 em segunda classe; 710 em terceira classe; e 899 pessoas de tripulação. Na sua capacidade total conseguia acomodar 2.223 pessoas. A sua velocidade máxima era de cerca de 22 nós.


O RMS Titanic da White Star Line, foi o maior objeto móvel já construído pelo homem até então. Media cerca de 269 metros (ou seja, quase três campos de futebol). Saiu do Porto de Southampton, na Inglaterra, no dia 10 de Abril de 1912 com destino à Nova Iorque, transportando aproximadamente 2.223 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Às 23h40min do dia 14, colide com um iceberg e afunda duas horas e meia depois. Foi o desastre marítimo mais famoso e horrível do Século XX.

Post dedicado a todos os meus amigos Titânicos.

domingo, outubro 29, 2006

TITANIC OUTRA HOMENAGEM



Mais uma homenagem ao filme Titanic de James Cameron. O criador do vídeo faz uma homenagem aos personagens fictícios Jack e Rose.

Post dedicado a
Lorenna, Rodrigo Nolasco e Raphael Zanardelli

quinta-feira, outubro 26, 2006

TITANIC DOIS MIL



Aparece até brincadeira, mas é verdade. Titanic com vampiros e erotismo. Pena que no Brasil este filme não foi lançado. Coloco o trailer com uma demonstração do que acontece nesse "GRANDE FILME", hehehehe.
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Dedico aos tarados de plantão, hehehehe...

terça-feira, outubro 24, 2006

TITANIC JAMES CAMERON



Mais um vídeo com cenas do filme Titanic de James Cameron, desta vez a trilha sonora é com Evanescence - música Going Under. Ficou ótima a edição.
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Post dedicado aos meus amigos Marlon e Kelly.

domingo, outubro 22, 2006

BELISSIMA HOMENAGEM



Uma belíssima homenagem feita para o "Velho de Confiança" o RMS Olympic. São várias fotos dos três navios irmãos e uma trilha sonora muito bem escolhida..
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Post dedicado ao meu amigo Marcello Freyre.

quinta-feira, outubro 19, 2006

ETAPAS DO NAUFRÁGIO



Esse vídeo faz parte do CD-ROM "James Cameron´s Titanic Explorer - A Historical Journey on the Ship of Dreams". É um box, com três CDs, que conta a história do RMS Titanic.
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terça-feira, outubro 17, 2006

TESOUROS DO TITANIC

A exposição “Titanic - Treasure Exhibition” chegou neste último sábado, dia 15/10/2006, pela primeira vez ao México. Os artefatos do navio mais famoso do mundo vão poder ser visitadas por todos. Quase um século depois da tragédia mais de 250 peças que foram recuperadas estão agora em exibição. No espólio podem ser encontrados objetos pessoais dos passageiros, como bagagem, dinheiro e jóias. Objetos do navio como louças também podem ser vistas.

segunda-feira, outubro 16, 2006

O VÍDEO DO ANO



O vídeo do ano, hehehehehe...
Sem comentários mas o Oficial Marcello desta vez se superou. Criou um vídeo em minha homenagem, apontando para todas as coisas que possivelmente eu fui culpado. Não me livrei de nada, e ele ainda faz uma previsão do que eu posso ta planejando.

Marcello sem palavras para agradecê-lo, ficou muito massa o vídeo e imagino que todos os outros oficiais e amigos irão gostar também.
Abraços meu amigo.


O post de hoje dedico a você Marcello
e a sua criação cinematográfica.

sábado, outubro 14, 2006

TITANIC BY BUNNIES



Para descontrair Titanic em 30 segundos (risos).
A Equipe Bunnies sempre aprontando com os filmes de sucesso, desde Tubarão, Superman, Guerra nas Estrelas indo até ao nosso famoso Titanic. A história é super resumida, afinal são apenas 30 segundos, mas pra quem já assistiu o filme fica claro o que querem transmitir. Parabéns a Equipe Bunnies.
Amigos Titânicos espero que gostem da animação.

quinta-feira, outubro 12, 2006

FILME TITANIC II - UMA MENTIRA



Parece uma piada e na verdade é uma piada, hehehehe...
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Um site americano criou um trailer perfeito de uma suposta continuação do filme Titanic e acabou virando sucesso absoluto na NET. Muitos fãs do filme e do elenco acham que de fato o filme irá para as telas do cinema em breve, puro engano.
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A história começa com o retorno dos pesquisadores ao navio naufragado em 1912. Eles encontram o corpo congelado de Jack Dawson, o personagem de Leonardo DiCaprio. O corpo de Jack é levado para Nova York e descongelado. O personagem, então, volta à vida e começa a sua busca pela amada Rose, personagem de Kate Winslet, em pleno ano de 2000. Durante a sua empreitada, ele é perseguido por agentes interpretados por John Cusack e Jennifer Connelly. O fundo musical é uma versão dance remixada de My Heart Will Go On, da Celine Dion.
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Criado com a mistura de vários filmes, o trailer é praticamente perfeito; mas que fique bem claro, não existe continuação para o filme Titanic de James Cameron.

quarta-feira, outubro 11, 2006

HIDDEN EXPEDITION TITANIC

Em 14 de abril de 1912, o grande transatlântico Titanic se chocou com um iceberg e em poucas horas afundou no Oceano Atlântico. Nos dias atuais você faz parte de uma expedição secreta que pretende explorar os restos do naufrágio deste grande navio, coletando artefatos antigos para a criação de um museu.
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Através de quatorze missões você mergulhará e entrará em dezessete locais do navio para reaver um dos principais propósitos da expedição: encontrar as Jóias da Coroa. Entre de cabeça nesta aventura e divirta-se ao envolver-se nesta história verídica e empolgante.
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O jogo se caracteriza como um puzzle, com diferentes mini-jogos muito legais. Confira as principais características do game a seguir:
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* Realize uma busca minuciosa nas profundezas do oceano a bordo do navio naufragado Titanic.
* Explore 17 locais intrigantes para coletar tesouros para a criação do Museu Titanic.
* Busque milhares de itens, todos diferentes toda vez que você jogar!
* Divirta-se em 14 mini-games onde você poderá procurar artefatos e tirar fotografias.
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terça-feira, outubro 10, 2006

BOTE E CARTAS NO LEILÃO

Um dos poucos barcos salva-vidas que sobreviveram ao naufrágio do transatlântico Titanic em 1912, será leiloado no sul da Inglaterra pelo preço base de US$ 80 mil. O salva-vidas faz parte de um lote de 360 objetos associados ao Titanic, que serão leiloados este fim de semana pela Casa Henry Aldridge & Son, no condado de Wiltshire.
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Também serão vendidas cerca de vinte cartas enviadas pelos passageiros do luxuoso navio antes da submersão nas águas do Atlântico Norte após a colisão com um iceberg, que deixou 1.500 mortos.
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No leilão, será vendido também um controverso telegrama enviado pelo dono do Titanic, a companhia White Star Line, que indicava que a embarcação havia sido salva e todos os passageiros resgatados com vida.
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Link da notícia:

domingo, outubro 08, 2006

TITANIC CASEIRO



Vídeo caseiro contando o naufrágio do RMS TITANIC. Achei super criativo e interessante, o sujeito literalmente afunda a maquete.

sexta-feira, outubro 06, 2006

AOS TRÊS GIGANTES



Este vídeo é uma homenagem aos "3 Gigantes dos Mares"
RMS Olympic - RMS Titanic - HMHS Britannic
Contém lindas fotos dos três navios, infelizmentente estam em ordem aleatória.
Um bom final de semana, para todos os meus "amigos titânicos".
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Post dedicado ao meu amigo Rafael Nunes.

quinta-feira, outubro 05, 2006

BRITANNIC - VÍDEO VHS



21 de novembro de 1916 - O Britannic estava navegando pelo Canal de Kea no mar Egeu, em plena Primeira Guerra Mundial. Logo após as 8:00 da manhã, uma tremenda explosão golpeou o Britannic, que adernou e começou a afundar muito depressa pela proa. O Capitão experimentou encalhar o Britannic na Ilha de Kea, mas não teve sucesso. Em 55 minutos, o maior transatlântico da Inglaterra, com apenas 351 dias de vida, afundou.
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O Britannic está tombado de lado a apenas 107m de profundidade. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente. Ele foi descoberto em 1976 pelo oceanógrafo Jacques Cousteau.
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Esta cena é do filme BRITANNIC, lançado aqui no Brasil somente em VHS pela distribuidora FlashStar Home Vídeo.

terça-feira, outubro 03, 2006

RMS OLYMPIC VÍDEO



Uma raridade...
Belíssimas imagens do RMS Olympic. Filme feito na década de 20. Cenas do interior e exterior do navio. Lindo demais, vale a pena ver e rever várias vezes. Ao final contemplem imagens do Nomadic.
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O post hoje é especial para
o meu “amigo titânico” Vinicius Amstalden.

sábado, setembro 30, 2006

TITANIC ADVENTURE OUT OF TIME - TRAILER



Esse jogo é demais, como diz um amigo meu "Ele é Fodástico". Já comentei sobre ele no blog, já coloquei a seqüência do jogo também em 4 partes. Espero que gostem do vídeo, se possível joguem o jogo. Você pode baixar o jogo pelo emule são 2 arquivos.
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MATÉRIA:
http://titanicmomentos.blogspot.com/2005/10/titanic-adventure-out-of-time.html
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SOLUÇÃO DO JOGO:
Parte 1
http://titanicmomentos.blogspot.com/2006/02/soluo-do-jogo-titanic-adventure-parte_17.html
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Parte 2
http://titanicmomentos.blogspot.com/2006/02/soluo-do-jogo-titanic-adventure-parte.html
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Parte 3
http://titanicmomentos.blogspot.com/2006/02/soluo-do-jogo-titanic-adventure-parte_19.html
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Parte 4
http://titanicmomentos.blogspot.com/2006/02/soluo-do-jogo-titanic-adventure-parte_20.html

quinta-feira, setembro 28, 2006

TRAILER TITANIC 1953



Trailer do filme Titanic de 1953, uma mega produção hollywoodiana pra época.

terça-feira, setembro 26, 2006

FILME: O RESGATE DO TITANIC



O filme é bem fraquinho em relação ao livro, mas pra fã, tudo é válido. Anos antes do Titanic ser de fato encontrado no fundo do mar, Clive Cussler adivinhava o ano em que seria descoberto: 1985.

Na vida real, o navio está dividido em dois grandes pedaços no fundo do mar, mas na ficção o navio afundou inteirinho e ficou muito bem conservado graças às condições do local (assim os cientistas imaginavam na época, o que ficou provado que não, depois da descoberta). Na estória, descobre-se que no Titanic levava-se secretamente para os EUA em seus porões um minério raro que seria importante para o atual programa de defesa americano. O Titanic precisava ser retirado do fundo de qualquer maneira, mas os inimigos, estavam à espreita e muito curioso para saber por que os EUA se interessariam por içar um monstruoso transatlântico das profundezas do mar.

Aventura recomendada, principalmente para os fãs!

domingo, setembro 24, 2006

TITANIC VÍDEO



Esse trailer envolvente diz tudo sobre o que sentimos de Titanic.

Dá até uma vontade de aproveitar esse domingo e assistir novamente o filme, hehehe.

Um ótimo domingo para todos...

quinta-feira, setembro 21, 2006

CELINE DION - MY HEART WILL GO ON



Olá turma titânica.
Para todos os meus amigos e amigas que sempre visitam o meu blog e atendendo ao pedido de alguns e em especial para meu amigo e Oficial Rafael e para a minha amiga Lorenna, coloco aqui o tema do filme de maior sucesso da história do cinema mundial - "Titanic", hehehehe.
Abraços titânicos para todos.........
Som na caixa..........

terça-feira, setembro 19, 2006

STAR WARS vs TITANIC



Hoje o post traz uma sátira pra descontrair. O medo dos fãs de “Star Wars” (Guerra nas Estrelas – 1977) foi tão grande em relação ao sucesso de bilheteira do filme “Titanic”, que fizeram uma sátira, onde Darth Vader era o responsável pelo naufrágio. O vídeo ficou muito interessante e muito bem montado, agradando ambos os lados (fãs de Star Wars e fãs de Titanic). Eu, em particular, sou fã de ambos os filmes. Logo abaixo segue o comentário de dois Oficiais do Titanic.

Oficial Rafael:
Bom, o que eu diria: Uma nova versão de Titanic, agora no mundo de Star Wars, com efeitos visuais bem posicionados e bem criativos, uma nova atração para os fãs de Titanic e Star Wars.

Oficial Felipe:
“Talvez, isso explicaria tantas coisas sobre os mistérios do Titanic; dois mundos tão distantes: um, uma ficção no futuro e outro, uma triste realidade do passado que nos fascina até hoje. Os dois filmes marcaram muito a humanidade, achei super bem bolado esta montagem.”


CURIOSIDADE
AS 10 MAIORES BILHETERIAS DE TODOS OS TEMPOS


01 – TITANIC
James Cameron - 1997 - Bilheteria: U$ 1.835.300.000

02 - SENHOR DOS ANÉIS - O RETORNO DO REI
Peter Jackson - 2003 - Bilheteria: U$ 1.118.900.000

03 - HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL
Chris Columbus - 2001 - Bilheteria: U$ 976.500.000

04 - SENHOR DOS ANÉIS - AS DUAS TORRES
Peter Jackson - 2002 - Bilheteria: U$ 926.300.000

05 - STAR WARS - EPISÓDIO 1 - A AMEAÇA FANTASMA
George Lucas - 1999 - Bilheteria: U$ 924.500.000

06 - SHREK 2
Andrew Adamson - 2004 - Bilheteria: U$ 918.500.000

07 - JURASSIC PARK - O PARQUE DOS DINOSSAUROS
Steven Spielberg - 1993 - Bilheteria: U$ 919.700.000

08 - HARRY POTTER E A CÂMERA SECRETA
Chris Columbus - 2002 - Bilheteria: U$ 876.700.000

09 - O SENHOR DOS ANÉIS - A SOCIEDADE DO ANEL
Peter Jackson - 2001 - Bilheteria: U$ 871.400.000

10 - PROCURANDO NEMO
Andrew Stanton - 2003 - Bilheteria: U$ 864.600.000


O TITANIC MOMENTOS agradece
aos dois Oficiais que dedicaram o seu tempo
em horário de plantão pra opinar sobre o vídeo.

domingo, setembro 17, 2006

HERÓIS DO TITANIC



Este vídeo foi feito em tributo a todos os que pereceram ao naufrágio do RMS Titanic em 15 de Abril de 1912. Aqui a homenagem fica especialmente caracterizada para quatro heróis:

Edward John Smith - capitão do Titanic;
John Jacob Astor - o homem mais rico a bordo do Titanic;
Thomas Andrews - construtor do Titanic;
William McMaster Murdoch - primeiro oficial do Titanic.

O vídeo contém cenas do filme de James Cameron e música de Eileen Ivers ("Nearer My God to Thee").

sexta-feira, setembro 15, 2006

TITANIC MOMENTOS - PRIMEIRO ANO



Sabe que dia é hoje?

Hoje é o dia muito especial...

O dia de um grande amigo, de uma grande amiga...

O dia para comemorar a felicidade de ter conhecido você.

O dia pra relembrar com você os “momentos inesquecíveis” que tivemos neste um ano do Titanic Momentos.

O dia pra relembrar o significado da palavra “presente”.

O aniversário é seu, é meu, é de todos nós, mas o presente sou eu quem ganho: a sua “amizade”.

Agradeço aos meus “Amigos Titânicos”: Ana Carolina, André Felipe, Bruno Capucin, Daniel Oliveira, Diego Coelho, Diego Pelegrino, Erik Gustavo, Felipe Milward, Fernando Prieto, Fernando Penteado, Flávia Nogueira, Geovani Barcelos, Igor Bittencourt, Jean Carlos, Jefferson Nitsche, Jesse Henrique, Jonas Febbe, Jonatas Rueda, Jorge Augusto, Kátia Silva, Kelly Pinheiro, Lorenna Vieira, Lucas EMS, Luis Fernando, Manoel Oliveira, Marcello Freyre, Mário Silva, Marlon Delano, Natalia Fonseca, Paula Maninha, Rafael Rosa, Raphael Zanardelli, Reinaldo, Renato Ferranti, Rodrigo Bragança, Rodrigo Nolasco, Rodrigo Piller, Rodrigo Queiroz, Rogério Zanardelli, Rosana Pires, Silvânia Silva, Thiago Cezar, Viktor Hugo, Vinicius Amstalden, Wil Vasque e mais um monte que aos poucos foram deixando o Titanic de lado.

Turma Titânica valeu por este ano maravilhoso que tivemos juntos, espero repetir muitos outros aniversários com vocês.

O Titanic Momentos começa o início do seu segundo ano com novidades. Agora teremos alguns post com vídeos, dos mais variados temas. Hoje coloco o post de número 242 com um vídeo musical, rico em computação gráfica de primeira qualidade, um show de som e imagem, não tem nada haver com o RMS Titanic, mas hoje é dia de festa, hoje podemos tudo. Abraços...

quinta-feira, setembro 14, 2006

MOODY – SEXTO-OFICIAL

O mais jovem dos oficiais de convés era James Paul Moody, que ocupava a função de sexto-oficial. Era o que estava com os estudos teóricos mais frescos na memória, já que tinha feito o exame para o título em abril e 1911, e talvez por isso, quando um amigo mais velho lhe pedia ajuda, os problemas de matemática e de astronomia vistos na escola de navegação afloravam na sua cabeça, dando-lhe a sensação de não estar bem preparado, o que o deixava muitas vezes com as pernas bambas. Ele também passara pela experiência dos veleiros antes de ser contratado pela White Star Line para servir a bordo do Oceanic. A mudança para o Titanic não lhe traria nenhuma vantagem referente a grau ou a salário. O seu contrato estabelecia as mesmas condições das do barco anterior. A vastidão de espaços no novo transatlântico lhe permitira se alojar em um camarote que, apesar de pequeno, era apenas para ele. Ele ficava desorientado com as dimensões daquela cidade flutuante e durante a estada em Belfast para os últimos testes escrevera para sua família dizendo que sua atividade principal seria acostumar-se com a quantidade de escadas, corredores, salas e camarotes daquele enorme navio.
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Marlon Delano.

terça-feira, setembro 12, 2006

LOWE – QUINTO-OFICIAL

Quase da mesma idade de Boxhall, Harold Godfrey Lowe era o quinto-oficial de bordo. Nascido no norte do País de Gales era um tipo um pouco rebelde. Já aos 14 anos, rejeitou a imposição paterna e escolhera o caminho da aventura no mar. Não aceitou a idéia de passar por aprendiz que, naquele momento, não previa remuneração nenhuma por parte do patrão, que em troca oferecia os segredos da arte. Contra a sua vontade, acompanhara seu pai para Liverpool, onde pôde trabalhar em algumas oficinas, mas sua determinação foi tal que preferiu fugir e embarcar em uma pequena escuna cujo destino ele desconhecia. A embriaguez das velas infladas pelo vento, o sabor e o cheiro do mar calaram fundo nele, que então decidiu fazer das ondas seu novo hábitat. As noites sem lua nem estrelas, quando a escuridão circundava e o fazia sentir a vida humana suspensa por um fio, o ensinaram a buscar dentro de si a segurança e a coragem para enfrentar a vida. Aprendeu a manobrar as amarras cortando as mãos, que logo ficaram ásperas e com calos. Assim iniciara, em finais do século XIX, a carreira que o levou a receber todos os títulos antes de ser contratado pela White Star Line, em janeiro de 1911, embarcando como terceiro-oficial no Belgic e no Tropic. Nos quatorze anos de trabalho passara das pequenas escunas para aos barcos de velas quadradas na rota para a África Ocidental. Para ele, a viagem que iria empreender representava a primeira travessia do Atlântico Norte. Apesar de a experiência em veleiros ter-lhe dado coragem, a incógnita da nova responsabilidade lhe deixava em estado de ligeira agitação.
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Marcello Freyre.

domingo, setembro 10, 2006

BOXHALL – QUARTO-OFICIAL

Joseph Groves Boxhall era o quarto-oficial de bordo do Titanic. Estava na White Star Line desde novembro de 1907. Fora aprovado no exame para capitão de longo percurso e para especialização nos novos transatlânticos. Seu primeiro contato com o transporte de passageiros no Atlântico Norte tinha sido traumático. A solidão dos mares distantes a bordo de veleiros fazia contraste, de modo quase violento, com a quantidade de embarcações que cruzavam o canal da Mancha ou a rota dos grandes vapores para Nova York. Desde o primeiro momento, parecia que se tratava de outra maneira de andar no mar, sendo necessário pôr em prática as novas atitudes em conformidade com as tecnologias modernas. A bordo dos vapores tivera a oportunidade de constatar que, em caso de pouca visibilidade e, portanto de perigo, o oficial de convés em guarda na ponte de comando não devia requer imediatamente a presença do capitão, mas, sim, que era preferível enfrentar os riscos da navegação. Não era atitude de petulância ou de irresponsabilidade, pelo contrário, a dura lei do mar obrigava o oficial de guarda a assumir responsabilidades e decisões, inclusive as mais delicadas. Era freqüente um navio aparecer do nada e somente a rapidez de reflexos podia apresentar uma solução imediata, não havia tempo para chamar o capitão. Uma vez ultrapassado o perigo, restava apenas dar um suspiro de alívio e pedir aos poucos marinheiros que assistiram à cena que não falassem com ninguém sobre o ocorrido. Quando Boxhall estava na ponte de comando, tinha em seu encargo as comunicações através do telégrafo de máquinas, de onde transmitia as ordens lançadas pelo capitão para o interior do barco. Além disso, devia anotar as diferentes manobras no diário de bordo. Apesar de sua juventude, com 28 anos era considerado o oficial mais competente. Abria-se para ele a possibilidade de uma brilhante carreira, em que daria um grande salto caso tivesse a oportunidade de participar da viagem inaugural daquela maravilha que era o Titanic.
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Rafael Nunes.

sexta-feira, setembro 08, 2006

PITTMAN – TERCEIRO-OFICIAL

O terceiro-oficial era Herbert John Pittman, com 34 anos. Ele havia escolhido a profissão de marinheiro aos 18 anos, seguindo os passos do pai e de outros familiares. Antes de prestar serviço em vapores, trabalhara dez anos em veleiros. Ele ainda se via no convés de popa do último clíper, no qual embarcara para avistar o horizonte, sentir o ar salgado e perceber a menor mudança do vento, com todos os sentidos em alerta à espera do mau tempo. Essa era a vida de um marinheiro nos anos dourados da navegação à vela. Uma tempestade no mar poderia chegar repentinamente, sem dar tempo para reduzir o velame. Em poucos minutos, o vento aumentava e agita-se furioso, as ondas ficavam altas como muralhas e era necessário estar atento para não ser surpreendido no convés, por onde elas passavam arrastando tudo. No Titanic, Pittman não se sentia em poder das forças da natureza. Chuva, neve, vento tinha de render-se face àquela enorme massa de aço que o protegia. Já não era necessário na dura luta pela sobrevivência. O trabalho de oficial não o colocava diante de perigos mortais e se traduzia em operações complexas em que o profissionalismo vencia o imprevisto. Havia conseguido o grau de oficial aos 27 anos e, em 1907, foi contratado pela White Star Line depois de ter trabalhado para a Blue Anchor Line e para a Shire Line nas rotas da Grã-Bretanha para a Austrália e China. Dentre suas tarefas, estava a de dar assistência ao primeiro-oficial Murdoch, no convés de popa, nas manobras para atracar, assegurando a regularidade de comunicação com a ponte de comando.
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Felipe Milward.

quarta-feira, setembro 06, 2006

LIGHTOLLER – SEGUNDO-OFICIAL

Charles Herbert Lightoller tivera sua primeira experiência como marinheiro aos 13 anos de idade e logo iniciou uma formidável carreira sob o comando de valentes capitães, capazes de transmitir cada um dos segredos da complexa arte da navegação. Ainda adolescente, embarcou sob o comando de Jack Sutherland, um capitão que, em Liverpool, passou para a história como um dos homens do mar que desafiara o impossível. Lightoller também havia enfrentado diversas situações de perigo, dentre elas, um incêndio a bordo, cinco naufrágios e as dificuldades de uma ilha deserta. Graças a essas experiências duras, porém importantes em sua formação, vividas a bordo do clíperes*, os melhores e mais extraordinários navios de vela da época, Lightoller recebera o grau de capitão com apenas 23 anos de idade. Em uma atitude um tanto fanfarrona, costumava dizer que nunca se afogaria porque não havia água suficiente no mar. Os marinheiros o consideravam um homem duro. Sua agitada vida levara-o a enfrentar aventuras longe do mar: certa vez participou na região de Yukon, da famosa corrida ao ouro, outra vez ainda, vestiu-se com roupas de cowboy nas pradarias canadenses. Em janeiro de 1900, ingressara no mítico grupo de oficiais da White Star Line e, antes de chegar ao Titanic, já havia percorrido todas as etapas necessárias para uma brilhante carreira, ocupando o posto de primeiro-oficial de bordo no Majestic e no Oceanic. Com a transferência de Wilde como segundo-capitão e Murdoch ocupando o cargo de primeiro-oficial, Lightoller foi rebaixado a segundo-oficial, o que acarretou uma perda de 3 libras esterlinas e 10 xelins em seu salário mensal. Lightoller não aceitou seu novo destino com naturalidade porque, ao contrário de Wilde e Murdoch, além do título de capitão de longas distâncias, também possuía um diploma de especialização. Com a chegada do século XX e o total abandono da navegação de vela, o título de capitão de longas distâncias não era suficiente. Aquele que aspirasse ao comando dos novos vapores deveria obter um diploma de especialização, como o de Lightoller, que embora não fosse obrigatório, daria maior vantagem àqueles que o possuíssem.
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* Veleiro de formas finas, proa lançada, mastros altos, pano redondo, grande superfície de velas, e por isso velocíssimo. [Notabilizaram-se os clíperes no transporte de passageiros e carga, do litoral oriental para o ocidental dos E.U.A., via extremo sul do continente americano, na época da corrida do ouro na Califórnia.]
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Mário Silva.

segunda-feira, setembro 04, 2006

MURDOCH – PRIMEIRO-OFICIAL

Ao lado do capitão Smith, William McMaster Murdoch deixara Belfast ocupando o cargo de segundo-capitão de bordo do Titanic. Murdoch seguira todos os procedimentos, passara por todos os testes no mar e pela inspeção governamental mas fora vencido por Henry Tingle Wilde e rebaixado ao cargo de primeiro-oficial. Natural de Dalbeattie, Escócia, Murdoch fizera uma rápida carreira na White Star Line. Juntamente com o capitão Smith, desempenhara vários cargos de oficial de bordo nos melhores navios da companhia. E, naquele momento, o Titanic estava ali, ao alcance de suas mãos; seu destino, porém, era ser o primeiro-oficial daquele transatlântico que prometia ultrapassar todos os recordes. Da mesma idade que Wilde, Murdoch não se sentia menos preparado e aquela mudança feita na última hora trouxera-lhe certos problemas, pois automaticamente perderia o posto mais importante depois do posto de Smith e, em termos econômicos, receberia 7 libras esterlinas e 10 xelins a menos em relação ao que recebia mensalmente no Olympic.
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Diego Pelegrino.

sábado, setembro 02, 2006

WILDE – SEGUNDO-CAPITÃO

Henry Tingle Wilde nascera em Liverpool e residia na periferia daquela cidade portuária. Possuía o título de capitão de longas distâncias e, graças a sua capacidade e à experiência adquirida em navios de vela, gozava de grande consideração na White Star Line. Era um homem de temperamento forte, tinha olhos claros e rosto expressivo, sua altura era superior à média e de seu físico, muito bem preparado, emanava uma sensação de segurança e um notável autocontrole. Wilde pertencia à elite da Marinha Mercante Britânica, respeitada em todo o mundo. Justamente por essa razão, era um oficial disputado pelos capitães do Olympic e do Titanic, os dois melhores navios do mundo. De acordo com o regulamento, além do capitão, o segundo capitão era também responsável pela navegação e pela segurança do navio, tinha a obrigação de advertir sobre um possível perigo e de comunicar qualquer tipo de dificuldade a seu superior; sua responsabilidade cessaria apenas depois do cumprimento dessas tarefas. Seu contrato com a empresa determinava um salário correspondente a um quarto do salário do capitão. Aparentemente, não havia dúvidas sobre a preferência de Wilde; entretanto, o segundo capitão se recusou a embarcar no Olympic. Em vez de zarpar para Nova York no dia 3 de abril ao lado do capitão Haddock, preferiu esperar o pedido direto por parte do capitão Smith e aceitar a proposta da companhia. Conseguiu transferir para as 6 h da manhã do dia seguinte, o próprio dia da partida, a data, anteriormente fixada em 9 de abril, em que deveria se deslocar até seu novo destino. Embora a ordem recebida não fosse irrevogável, a nova missão fora-lhe apresentada pelos diretores da companhia como um aumento de prestígio, a obtenção de mais um grau para, em um futuro próximo, vir a ser capitão de um navio de tonelagem menor.
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Curiosamente, seu sentimento era de intranqüilidade. Contrariando a lógica, o Titanic não lhe fazia sentir-se à vontade. Esses motivos levaram-no a procurar seus amigos para discutir sua situação e pedir-lhes conselhos porque falando sobre o assunto talvez suas idéias se tornassem mais claras e os receios que o incomodavam desaparecessem, Wilde fora aconselhado por todos a não pensar mais sobre o assunto e a aceitar com satisfação seu novo destino. Embarcou com essa vaga sensação de inquietação, sem conseguir esquecê-la.
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Jesse Henrique.

quinta-feira, agosto 31, 2006

OFICIAIS SOB O COMANDO DE SMITH

O Capitão do Titanic, Edward John Smith, mantinha sob seu comando vários oficiais que atuavam em duas principais áreas; na parte interna e na ponte de comando do navio. Podia também contar com um experiente grupo formado por veteranos do Olympic. A White Star Line concordou imediatamente com o pedido de Smith, que preferia contar com a capacidade de Henry Tingle Wilde, como segundo capitão do Titanic. Contudo, esse desejo de Smith causou grande confusão no momento em que a atribuição dos diversos postos foi feita, pois nem mesmo os próprios oficiais acolheram de bom grado os cargos que lhes haviam sido designados e o descontentamento se estendeu até a manhã do dia da viagem do Titanic.
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David Blair deixou o porto irlandês de Belfast como segundo-oficial de bordo; ao chegar a Southampton, porém, foi obrigado a abandonar seus colegas porque fora substituído por Charles Herbert Lightoller. Ao ser informado sobre a mudança, David Blair foi invadido por sentimentos de raiva e desilusão, pois inesperadamente haviam tirado-lhe o privilégio de participar da primeira viagem de um magnífico navio. Como oficial, não lhe restava outra alternativa senão obedecer, pois o respeito à disciplina deveria estar sempre acima de qualquer outra coisa. A dura aprendizagem a qual se submetera desde jovem, embarcando em navios que exigiam dedicação máxima e nos quais lutara até a exaustão contra a fúria dos mares, fizera dele um homem apto a enfrentar os contratempos da vida. A capacidade de resistência de um oficial era continuamente submetida a testes e apenas os mais fortes podiam vencer. O fato de ser obrigado a desembarcar injustamente era ultrajante; contudo, não era motivo suficiente para que David Blair manifestasse abertamente o seu ressentimento.
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Mais informação sobre David Blair, acesse o Blog TITANICFANS
http://titanicfans.blogspot.com/2006/08/david-blair-o-culpado-pelo.html
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Nos próximos dias post sobre os Oficiais do Titanic.
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Post dedicado a minha “amiga titânica” Lorenna Vieira.

terça-feira, agosto 29, 2006

OS OLHOS DO RMS TITANIC

Entre os marinheiros, os vigias cumpriam uma tarefa particularmente desejada, cuja remuneração era acrescida do incentivo de 5 xelins além do salário normal. No Titanic havia seis vigias que se alternavam em duplas no posto de guarda, em turnos de 2 horas de trabalho e 4 horas de descanso. Cada dupla era formada por um marinheiro obrigado a se dedicar exclusivamente àquela função e de um segundo marinheiro de apoio.
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As duplas do Titanic eram:
George Thomas Macdonald Symons e Archie Jewell;
Frederick Fleet e Reginald Robinson Lee;
George Alfred Hogg e Alfred Frank Evans.
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Seus postos de observação ficavam em plataformas protegidas por uma espécie de parapeitos, cuja forma lembrava a de um cesto, presas na parte mais alta do mastro. Para subir ao posto, os marinheiros usavam uma estreita escada em caracol construída no mastro. Esses homens recebiam incentivos em seus salários não apenas porque eram responsáveis por uma tarefa de importância vital, mas também porque, além de cansativa, sua função devia ser desempenhada sob qualquer tipo de condições atmosféricas, tanto durante o dia, como durante a noite. Os vigias eram os olhos do navio. Qualquer detalhe anormal que avistassem devia ser imediatamente comunicado aos oficiais de convés, que trabalhavam na ponte de comando e cuja responsabilidade era transmitir as ordens corretas para que fossem feitas possíveis mudanças na navegação. Se estivessem sob a ameaça de um perigo, qualquer um dos dois vigias era obrigado a dar o alarme, tocando um sino instalado no posto de vigilância. Durante a navegação em mar aberto, o cansaço era provocado pela monotonia do trabalho, que não admitia falta de atenção, mesmo que ao redor tudo parecesse tranqüilo e o mar estivesse calmo. Com a experiência, aqueles profissionais adquiriam uma sensibilidade visual que lhes permitia ver um sinal praticamente imperceptível no horizonte, como uma camada de fumaça muito fina, sinal da presença de outra embarcação.
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Post dedicado a minha “amiga titânica” Kelly Pinheiro.
Que passou a se interessar pela história desse belo navio.

domingo, agosto 27, 2006

WILLIAM FRANCIS NORMAN O'LOUGHLIN

W. F. Norman O'Loughlin (1849 - 1912) era o médico de bordo. Seu auxiliar era o doutor J. Edward Simpson. De acordo com os regulamentos da navegação marítima, era obrigatória a presença de dois médicos a bordo quando se tratava de um vapor com capacidade para mais de mil passageiros. O'Loughlin iniciou sua carreira médica em seu país de origem, a Irlanda. Começou a trabalhar para a White Star ainda jovem e exerceu sua profissão nessa mesma companhia durante mais de quarenta anos. Trabalhou no Oceanic, no Baltic e, finalmente, no Olympic.
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No Titanic teria a oportunidade de rever seu velho amigo e compatriota Herbert McElroy. Veja post:
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O médico de bordo era considerado um verdadeiro oficial e, por conseguinte, tinha todos os direitos e obrigações previstos no código da navegação mercantil. Devia também cumprir uma tarefa desagradável, mas necessária, impedir o embarque de passageiros com sintomas de doenças contagiosas ou daqueles que estivessem em períodos de recuperação. Antes do navio zarpar, o médico devia verificar pessoalmente o estoque da farmácia de bordo, pois os remédios e instrumentos cirúrgicos deveriam estar em ordem e não poderia faltar o material necessário para que se fizesse um possível parto em alto-mar.
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Post dedicado ao meu “amigo titânico” Jefferson Nitsche.

sexta-feira, agosto 25, 2006

ISMAY: PRESENÇA OBRIGATÓRIA

Joseph Bruce lsmay, ocupou a suíte B52, que incluía os camarotes B54 e B56, ou seja, a dependência pessoal mais luxuosa do navio, reservada ao “verdadeiro” proprietário da embarcação. A decoração fora escolhida pelo próprio John Pierpont Morgan, que orientara pessoalmente a execução dos projetos. Entretanto, no último momento, Morgan anunciara que, por problemas de saúde, não participaria da viagem inaugural. Dessa forma, Ismay ocupou a maravilhosa suíte reservada ao banqueiro norte-americano. No convés B, à direita da suíte de Ismay, encontrava-se a suíte de número B51, destinada ao casal Cardeza. Tão suntuosa como a outra, durante a alta temporada essa suíte chegava a custar 870 libras esterlinas apenas para a viagem de ida. Por se tratar de uma viagem inaugural, a presença de Bruce Ismay fazia-se obrigatória, pois havia treze anos que ele ocupava o cargo de presidente da White Star Line, posto herdado de seu pai. Depois de se despedir de sua mulher e filhos em Southampton, Ismay embarcou na companhia de seu secretário e de seu assistente. Ismay sentia orgulho das melhorias realizadas pela companhia, que não escondia o desejo de ganhar a concorrência que havia a White Star e a Cunard, além de algumas companhias de navegação alemãs. Embora sua maneira prepotente e arrogante de ser desagradasse a muitos, não havia dúvidas de que ele estava levando a White Star Line aos mais altos níveis.
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Dedico o post ao meu "Amigo Titânico" Marlon.
Marlon parabéns pelos excelentes desenhos
que você faz com tanto carinho sobre o Titanic.
Te desejo muita sorte e um futuro promissor.