domingo, outubro 09, 2005

CADA UM POR SI

No dia 10 de abril de 1912 o Titanic inicia sua primeira viagem, partindo de Southampton para Nova York. O destino que o espera é conhecido: quatro dias depois de deixar a Inglaterra, o maior transatlântico já construído até então choca-se com um iceberg. Faltam trinta minutos para a meia-noite e na escuridão das águas profundas, na solidão do mar, 1500 pessoas começam a morrer.
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Narrada pelo sobrinho do proprietário da companhia de navegação, um rapaz chamado Morgan, essa história põe em primeiro plano mais três personagens: uma cantora de ópera, um alfaiate judeu de Manchester e o misterioso Scurra, que comentará, num momento em que ainda não havia nenhum sinal da fatalidade: "na vida é cada um por si".
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Intrigas amorosas, interesses conflitantes, algumas alegrias, trivialidades que não tomariam o tempo de ninguém, se fosse possível antever a presença da morte a alguns segundos de distância: os quatro dias durante os quais o Titanic flutua são feitos da mesma matéria que alimenta o mundo em terra firme. A diferença só se revela numa visão retrospectiva, quando olhamos para trás e percebemos que toda vida pode ser um grande vazio.
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Beryl Bainbridge, uma das maiores escritoras inglesas contemporâneas, recria a tragédia do Titanic no que ela tem de mais aterrador: a impotência humana diante do acaso, do imprevisto, da falta de sentido que parece reger a vida dos homens. Em Cada um por si, a agonia do Titanic toma-se uma advertência à nossa arrogância e lembra-nos a todo instante que o futuro é um tempo ilusório. Com um estilo sóbrio e quase lacônico, capaz de captar os incontáveis estados da sensibilidade, a autora não desperdiça palavras ao transmitir a emoção intensa que acompanha esta viagem fatídica.
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Beryl Bainbridge nasceu em Liverpool, em 1934. Na década de 70 deixou a carreira de atriz para se tomar escritora e, desde então, vem publicando uma obra que inclui romances, contos, ensaios e peças para televisão. Recebeu dois prêmios literários importantes, o Guardian Fiction Prize e o Whitebread. De sua autoria a Companhia das Letras já lançou Os aniversariantes (1996), sobre o explorador inglês R. Scott, que em 1912 fracassou na tentativa de atingir o pólo sul.

4 comentários:

Mário disse...

Oi legal mais um livro. E hoje não perca o canal Discovery.

marlon disse...

nossa essa historia é muito maneira,gostei finalmente meu comentario foi

marlon disse...

to muito felis de agora ter comentado, vc sabe quanbto eu tentei so naum vou comentar em todos pq eu to na casa do meu amigo e ele vai usar o micro,
vc é uma das melhores pessoas q ja encontrei seu primeiro desenho ja ta prontoacho q quarta eu te mando eles e es xerox ta valeu

Luiz Felipe disse...

eu gostei desse livro, foi o primeiro q li

;)