terça-feira, novembro 15, 2005

WHITE STAR por Violet Jessop

Britannic Homenagem de Scott Colbert

-A COMPANHIA WHITE STAR
por Violet Jessop
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Concordo que todos nós tivemos, algumas vezes em nossas vidas, de pesar os prós e os contras de diferentes futuros empregadores, decidindo-nos por alguns e descartando outros, após analisarmos várias razões. Assim aconteceu comigo.
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Quando, semana após semana, após endereçadas muitas cartas solicitando emprego a diferentes companhias, cujos resultados não foram satisfatórios, cheguei quase ao final da minha lista, eliminando aquelas que não me atraíam, entre elas a White Star - que mantinha um grande fluxo de viagens para o Atlântico Norte, um oceano tormentoso e caprichoso, que eu tinha pouca vontade de experimentar.
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As referências sobre essa companhia não eram nada boas. Suas viagens se concentravam na rota Inglaterra - América do Norte. Além daquelas informações, soube também que a jornada de trabalho era longa e árdua. Além disso, o tipo regular de passageiro, que normalmente utilizava a companhia, exigia todos os serviços que a empresa tinha para oferecer, e conseguia.
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Não é necessário dizer que naquelas circunstâncias a pobre natureza humana acabava se rebelando, e outras paragens tinham que ser procuradas.
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Ouviam-se muitas histórias a respeito dessa rotatividade nas outras companhias. Parecia inexplicável procurar emprego e, ao mesmo torcer para não ser aceita. Mas, fiz minha carta de solicitação para desencargo de consciência pois pressentia que havia esgotado todos os meus recursos. Causava espanto receber um telegrama para assinar os "Regulamentos" para trabalhar em um determinado vapor conhecido, sem haver passado pela corriqueira entrevista antes que fôssemos admitidas.
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Deparei-me com o novo superintendente do departamento de abastecimento, já fazendo parte da tripulação do vapor e devidamente instalada. Ele demonstrou certo menosprezo por mim em virtude da minha juventude, mas com habilidade, se conteve em tecer algum comentário, o que me deixou profundamente agradecida. Compreendi, oportunamente, qual poderia ter sido sua reação quando vi o resto do grupo - todos bem mais velhos, sérios e, pelas suas aparências miseráveis, colocados à prova como serventes pela companhia. Acabei tendo muito respeito por muitos deles, talvez mais por causa do poder tolerante do que pelas suas personalidades.
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Britannic Homenagem de Michael Cook
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Nota do autor John Maxtone-Graham – A metodologia aplicada por Violet Jessop, ao solicitar emprego junto às companhias rivais, era algo quixotesco, no mínimo, e os meus desejos são que ela tivesse se aprofundado mais nas suas escolhas. Por acaso, ela fez alguma aplicação para trabalhar na Cunard, ou colocou aquela companhia de lado por causa do mau tempo que teria de enfrentar? Mas, não importando suas opções, após não receber nenhum encorajamento da sua lista A, ela acabou aceitando as propostas das empresas "não tão atraentes" constantes da lista B, entre elas a White Star. Partindo do ponto de vista de historiadores marítimos, como ocorre comigo, a White Star era uma das mais conceituadas empresa transatlânticas daquela época, causando inveja a muitas empresas continentais, e ostentando a reputação por um serviço luxuoso inigualável. Mas Violet, claro, era uma comissária que trabalhava duro para a companhia; levando em consideração o seu ponto favorável cheio de pragmatismo, a perspectiva com relação a uma notória clientela, altamente exigente, o fato era amedrontador. "Nós, das outras companhias", ela sugere de forma obscura, "ouvimos muito". Violet Jessop e companheiros de bordo no departamento de abastecimento, por certo, passaram horas contando e relatando fatos relacionados com as condições de trabalho a bordo das diversas companhias marítimas. A comunicação oral que ela fez com relação à White Star foi relatada de forma admirável. Duas observações finais acerca dessas readmissões importantes para Violet Jessop. Primeiro,as exigências na nova companhia poderiam muito bem existir, e não obstante sua premonição, ela se saiu muito bem com os seus novos empregadores. Colocada inicialmente na segunda classe, em poucos meses foi promovida para a primeira. Foi escolhida para fazer parte da tripulação tanto no Olympic como no Titanic em suas primeiras viagens - indicando sua alta competência junto à White Star; embora, aparentemente, tenha exagerado um pouco no tocante aos padrões de exigência da companhia. Segundo, graças a Deus, ela foi para a White Star. Se isso não tivesse acontecido, este livro nunca teria vindo a luz do dia. Ainda que Violet Jessop nunca tenha mencionado, seu primeiro vapor foi o Majestic I, de 1890, do qual passou a integrar sua tripulação no dia 28 de setembro de 1910.
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Manuscritos de Violet Jessop, tripulante sobrevivente dos naufrágios do Titanic e Britannic e tripulante presente no acidente do Olympic com o Hawke
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Sobrevivente do Titanic, Ed. Brasil Tropical, págs. 115-116.
Introdução, Edição e Comentários John Maxtone-Graham

Um comentário:

Flavia disse...

Nussa essa é uma mulher porreta

hihihihihihihi

D+++++++++++++ como sempre

Bjs